COMENTÁRIO DA LIÇÃO 7 – A OBRA DO FILHO – Subsídio EBD
https://youtube.com/live/olwArfsVWcM COMENTÁRIO DO TEMA A obra do Filho não pode ser compreendida isoladamente. Ela se desdobra em três movimentos profundos: humilhação voluntária, sacrifício redentor e exaltação gloriosa. Este tema nos leva ao coração do evangelho. Aqui vemos o Deus eterno que se despoja, o Servo que morre e o Rei que reina. Cada etapa revela dimensões diferentes do amor divino e da justiça perfeita. A humilhação mostra sua obediência, o sacrifício demonstra sua misericórdia, e a exaltação comprova sua vitória. Compreender a obra do Filho é entender que nossa salvação não vem de nós, mas do plano perfeito executado por Cristo desde a eternidade. COMENTÁRIO DO TEXTO AUREO (Filipenses 2:9) Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome. Paulo nos apresenta a consequência gloriosa da obediência de Cristo. O verbo grego hyperypsōsen (exaltou soberanamente) é um superlativo que significa elevar ao mais alto grau possível. Deus Pai não apenas honrou o Filho, mas o colocou acima de toda autoridade, poder e domínio. Esta exaltação não foi conquista humana, mas reconhecimento divino. O nome que Cristo recebeu carrega autoridade absoluta sobre todo universo, visível e invisível. Este versículo nos ensina que a glória sempre segue a obediência. Cristo desceu para subir, morreu para viver, serviu para reinar. COMENTÁRIO DA VERDADE PRATICA A humilhação de Cristo nos ensina humildade; seu sacrifício nos traz redenção; sua exaltação nos garante esperança. Vivamos em gratidão, obediência e expectativa do retorno triunfal de nosso Senhor. COMENTÁRIO DA LEITURA BIBLICA EM CLASSE (Filipenses 2:5) De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus. Paulo introduz o grande hino cristológico com um imperativo pastoral. O termo grego phroneō significa não apenas pensar, mas ter a mesma disposição mental, atitude e caráter. Não se trata de imitar externamente, mas de absorver internamente a mente de Cristo. Esta transformação vem pela obra do Espírito Santo em nós. (Romanos 12:2) E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. (Filipenses 2:6) Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. A palavra “forma” (morphē) indica natureza essencial, não aparência externa. Cristo possui eternamente a natureza divina plena. Ele não considerou essa igualdade como algo a ser explorado egoisticamente para vantagem própria. Aqui está o contraste radical com Adão, que desejou ser como Deus. Cristo, sendo Deus, renunciou aos privilégios da glória visível. (Filipenses 2:7) Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens. O verbo ekenōsen (esvaziou-se) gerou debates teológicos profundos. Cristo não abandonou sua divindade, mas voluntariamente deixou de exercer certos privilégios divinos. Ele tomou a “forma” (morphē) de servo – novamente, não aparência, mas natureza real. Tornou-se genuinamente humano, sem deixar de ser plenamente divino. Esta é a união hipostática: duas naturezas em uma pessoa. (Filipenses 2:8) E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte e morte de cruz. A humilhação vai além da encarnação. Cristo desceu ao nível mais baixo possível: a morte vergonhosa da cruz. A crucificação era considerada a forma mais humilhante de execução, reservada para escravos e criminosos. Para os judeus, era maldição. (Deuteronômio 21:23) O seu cadáver não permanecerá no madeiro, mas certamente o enterrarás no mesmo dia; porquanto o pendurado é maldito de Deus; assim não contaminarás a tua terra, que o Senhor teu Deus te da em herança. (Filipenses 2:9-11) Pelo que também Deus o exaltou soberanamente… para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho… e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor. A exaltação é proporcional a humilhação. Deus respondeu a obediência do Filho com glorificação suprema. Todo joelho se dobrará – nos céus (anjos e santos), na terra (vivos) e debaixo da terra (mortos e demônios). Esta confissão universal acontecerá para glória de Deus Pai, mostrando que a obra do Filho sempre visa glorificar o Pai. (Hebreus 9:24-28) Os versículos de Hebreus complementam Filipenses, mostrando que a obra de Cristo não foi ritual vazio, mas realidade eficaz. Ele não entrou em santuário terreno, mas no próprio céu. Não ofereceu sangue de animais repetidamente, mas seu próprio sangue uma única vez. Seu sacrifício foi definitivo, perfeito e eterno. E como voltará? Sem pecado, para salvação dos que o esperam. INTRODUÇÃO DA INTRODUÇÃO No tópico introdutório, o comentarista da lição diz que “a obra do Filho é completa, suficiente e gloriosa”. Esta afirmação resume toda a cristologia bíblica. Não podemos separar a pessoa de Cristo de sua obra. Quem Ele é determina o que Ele faz. Por ser Deus eterno, sua obra tem valor infinito. Por ser homem perfeito, pode representar a humanidade. Por ser obediente até a morte, cumpriu toda justiça. Por ser ressurreto e exaltado, garante nossa vitória. Esta introdução nos prepara para compreender que a salvação não depende de nossos esforços, mas da obra consumada de Cristo. COMENTÁRIO DO TOPICO 1 – A HUMILHAÇÃO VOLUNTÁRIA DO FILHO Palavra-chave: KENŌSIS (κένωσις) A palavra grega kenōsis vem do verbo kenoō, que significa “esvaziar”, “tornar vazio”, “despojar”. Este termo técnico teológico descreve o ato pelo qual Cristo voluntariamente renunciou ao exercício independente de seus atributos divinos durante sua encarnação. Não significa que Ele deixou de ser Deus ou perdeu seus atributos divinos. Significa que Ele escolheu não usá-los para seu próprio benefício, submetendo-se completamente a vontade do Pai e as limitações da humanidade. Este esvaziamento foi ato supremo de amor e obediência. COMENTÁRIO DO TOPICO 1.1 – A Submissão de Cristo No tópico 1.1, o comentarista da lição diz: “Imitar a mente de Cristo significa renunciar ao egoísmo, buscar o bem do próximo e viver para a glória de Deus”. Esta exortação pastoral de Paulo aos filipenses tem fundamento cristológico profundo. Cristo é o modelo perfeito de submissão. Mas submissão a quem e por quê? Existem 4 dimensões da submissão de Cristo que precisamos compreender: Primeira … Ler mais