Comentário da Lição 6 – CPAD: A Consciência — O Tribunal Interior

Comentário do Tema A consciência, tribunal interior dado por Deus, é a voz que ecoa em nossa alma, julgando entre o certo e o errado. Como um farol divino, ela nos guia em meio às trevas morais do mundo. Assim como Davi sentiu o peso da culpa (2 Sm 24.10), somos desafiados a ouvir esse sensor espiritual. Em tempos de degradação ética, manter uma consciência pura é um ato de resistência e fé, refletindo nossa submissão ao Criador. Comentário do Texto Áureo Atos 24.16 revela o compromisso de Paulo em manter uma consciência sem ofensa diante de Deus e dos homens. Essa busca por integridade, como a de José ao rejeitar o pecado (Gn 39.9), nos inspira a viver com transparência. A consciência limpa é um tesouro que traz paz, mesmo sob acusações externas. Somos chamados a examiná-la diariamente, alinhando nossos atos à vontade divina, para que nossa vida seja um testemunho de retidão. Comentário da Verdade Prática Em um mundo de valores corrompidos, apegar-se à sã doutrina é essencial para uma boa consciência. Como Paulo orientou Timóteo (1 Tm 1.19), devemos guardar a fé, garantindo paz interior e firmeza espiritual. Comentário da Leitura Bíblica em Classe (Romanos 2.12-16) Romanos 2.12: Paulo ensina que todos, com ou sem a Lei, serão julgados por suas ações. Isso nos lembra que a consciência universal acusa o pecado, independentemente do conhecimento formal da Lei de Deus. Romanos 2.13: Ouvir a Lei não justifica; a obediência sim. Como Tiago nos exorta a sermos praticantes da Palavra (Tg 1.22), nossa consciência deve nos impulsionar à ação, não apenas à reflexão. Romanos 2.14: Os gentios, sem a Lei escrita, seguem instintivamente princípios morais. Isso mostra que Deus gravou Sua lei em cada coração, como um guia interno que aponta para Sua verdade. Romanos 2.15: A consciência testemunha essa lei interior, acusando ou defendendo nossos atos. Como Davi sentiu culpa (Sl 51.3), somos desafiados a ouvir essa voz que reflete a moral divina em nós. Romanos 2.16: Deus julgará os segredos dos homens por meio de Cristo. Isso nos alerta para a seriedade da consciência, que será confrontada no dia final. Devemos viver com temor santo, buscando pureza. Devocionalmente, esses versículos nos convidam a um autoexame constante. Assim como Pedro foi confrontado pelo canto do galo (Lc 22.61), que nossa consciência nos desperte para o arrependimento. Pastoralmene, vivamos de modo a refletir a justiça de Deus, permitindo que nossa consciência, guiada pela Palavra, seja um instrumento de santificação em nosso dia a dia. Introdução da Introdução A consciência, dádiva divina, é o tribunal interior que julga nossos pensamentos e atos. Como um espelho da alma, reflete nossa condição perante Deus, acusando ou defendendo. Esta lição nos convida a explorar sua origem, funcionamento e falibilidade, reafirmando sua importância em um mundo moralmente corrompido. Que possamos, como Paulo (At 24.16), buscar uma consciência pura, guiada pela Palavra e pelo Espírito, para viver em santidade. Comentário do Tópico 1: Antes e Depois da Queda A consciência, sensor moral inato, é um presente de Deus para guiar o homem entre o certo e o errado. Desde a criação, ela atua como uma bússola espiritual, mas foi afetada pela Queda, trazendo culpa e medo. Definição de palavra-chave: “Consciência” (grego: syneidesis) – Significa “saber com”, indicando uma percepção interna compartilhada com Deus sobre nossos atos. Devocionalmente, isso nos lembra que nossa consciência é um canal divino, que deve ser afinado pela fé para nos aproximar do Criador. Comentário do Tópico 1.1: A Primeira Manifestação A consciência se manifestou pela primeira vez em Adão e Eva, ao desobedecerem a Deus (Gn 3.6-10). O peso da culpa e o medo revelaram sua função acusativa. No tópico 1.1, o comentarista da lição diz: “O homem transgrediu e experimentou o funcionamento acusativo da consciência: culpa, vergonha e medo.” Devocionalmente, isso nos ensina a reconhecer o pecado rapidamente, buscando restauração. Pastoralmene, que possamos, como eles, ouvir a voz de Deus mesmo após a falha, confiando em Sua misericórdia. (1 Jo 1.9) Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. Comentário do Tópico 1.2: O Direito Natural Todo ser humano nasce com a lei moral, o direito natural, gravado na alma. Caim, ao matar Abel (Gn 4.8), sentiu o peso da culpa, mostrando que a consciência acusa mesmo sem leis escritas. No tópico 1.2, o comentarista da lição diz: “Todo o ser humano nasce com um conteúdo normativo fundamental na alma, que é a lei moral.” Pastoralmene, respeitemos essa lei interior, vivendo com integridade em todas as áreas da vida, refletindo a justiça divina. (Pv 20.27) O espírito do homem é a lâmpada do Senhor, que esquadrinha todo o mais íntimo do coração. Comentário do Tópico 1.3: Escrita no Coração Paulo, em Romanos 2.15, afirma que a lei está escrita no coração de todos, guiando gentios sem a Lei mosaica. No tópico 1.3, o comentarista da lição diz: “Em princípio, é com base nessa lei geral que a consciência atua, ‘quer acusando-os, quer defendendo-os’.” Devocionalmente, isso nos convida a ouvir nossa consciência como um eco da voz de Deus. Pastoralmene, que nossas ações reflitam essa lei, promovendo paz e justiça no mundo ao nosso redor. (Jr 31.33) Mas este é o concerto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Comentário do Tópico 2: O Funcionamento da Consciência A consciência opera como um tribunal interior, acusando, defendendo e julgando nossas ações. Como Davi sentiu dor após pecar (2 Sm 24.10), ela nos confronta, trazendo luz à nossa conduta. Definição de palavra-chave: “Conhecer” (hebraico: yada) – Significa “saber” ou “perceber”, como em Gênesis 3.7, indicando o despertar da consciência para o mal após o pecado. Devocionalmente, isso nos alerta para a necessidade de vigilância, para que nossa percepção do certo e errado seja guiada por … Ler mais

Comentário da Lição 5 – CPAD: A Alma — A Natureza Imaterial do Ser Humano

Comentário do Tema A alma, essência imaterial do ser humano, é o sopro divino que nos conecta ao Criador. Mais que um conceito, é o cerne de nossa identidade, emoções e escolhas espirituais. Como Davi, que anelava por Deus com toda a alma (Sl 42.1), somos desafiados a reconhecer sua importância. Cuidar dela é um ato de adoração, um compromisso de viver em santidade, refletindo a imagem de Deus em cada decisão, para que nossa existência seja um louvor ao Senhor. Comentário do Texto Áureo Mateus 10.28 nos confronta com uma verdade eterna: o corpo é frágil, mas a alma é indestrutível pelo homem. Jesus nos exorta a temer a Deus, que julga tanto corpo quanto alma, acima de qualquer ameaça terrena. Como Jó, que enfrentou perdas sem perder a fé (Jó 1.21), somos chamados a priorizar o espiritual. Este versículo nos inspira a viver com reverência, protegendo nossa alma com obediência, pois nela reside nossa eternidade com o Senhor. Comentário da Verdade Prática Cuidar da alma é essencial para a estabilidade cristã. Assim como Ana encontrou paz em oração (1 Sm 1.10-11), devemos nutrir nossa alma com a Palavra e comunhão, garantindo alegria hoje e esperança eterna. Comentário da Leitura Bíblica em Classe Gênesis 1.27-28: A criação do homem à imagem de Deus revela a dignidade da alma, dotada de propósito para multiplicar e dominar, refletindo o caráter divino. Gênesis 2.15-17: No Éden, a alma de Adão é testada com liberdade e responsabilidade moral, mostrando que nossas escolhas espirituais têm consequências eternas. Mateus 10.28: Jesus distingue corpo e alma, ensinando que só Deus tem poder sobre ambos. Isso nos desafia a viver com temor santo, priorizando a salvação da alma. Introdução da Introdução A alma humana é um mistério divino, o reflexo da imagem de Deus em nós. Como Adão, que recebeu o sopro de vida (Gn 2.7), carregamos uma essência eterna que nos conecta ao Criador. Esta lição nos convida a explorar a natureza imaterial da alma, seus atributos e sua relevância na comunhão com Deus. Em um mundo materialista, reafirmar essa verdade é um ato de fé, guiando-nos a uma vida de propósito e santidade. Comentário do Tópico 1: Atributos da Alma A alma é o núcleo de nossa humanidade, o espaço onde emoções, razão e vontade se entrelaçam, refletindo a imagem divina. Como José, que resistiu à tentação com integridade (Gn 39.9), nossa alma nos define como seres conscientes e responsáveis diante de Deus. Definição de palavra-chave: “Alma” (hebraico: nephesh) – Significa “vida” ou “ser”, indicando a essência que nos anima e nos conecta ao divino. Saber isso, nos convoca a buscar a Deus com todo o nosso ser, reconhecendo que nossa alma é um presente sagrado que deve ser guardado com zelo. Comentário do Tópico 1.1: De Volta ao Gênesis No Éden, a alma de Adão se manifesta em sua capacidade de governar, nomear e decidir (Gn 2.19-20), e isso mostra autoconsciência e propósito. Somos chamados a usar nossa alma para glorificar a Deus em cada escolha, sendo mordomos fiéis de Sua criação. E sobre ser mordomo, veja que, no tópico 1.1, o comentarista da lição diz: “O homem é um ser pessoal, criado à imagem de Deus, com autoconsciência e autodeterminação.” E isso nos desafia a refletir: como estamos administrando o que Deus nos confiou? (Col 3.23) E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens. Comentário do Tópico 1.2: Entre o Espírito e o Corpo A alma media nossa relação com Deus pelo espírito e com o mundo pelo corpo. Como Maria, que louvou com alma e espírito (Lc 1.46-47), devemos alinhar nossos afetos ao divino. No tópico 1.2, o comentarista da lição diz: “A alma do homem é sua personalidade ou distintivo pessoal.” Isso nos lembra que nossa identidade está em Deus. Pastoralmene, busquemos equilíbrio, usando nossa alma para adorar e servir, conectando-nos ao próximo com amor. (1 Co 6.19-20) Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus. Comentário do Tópico 1.3: A Alma Abatida A alma pode sofrer, como a de Davi no Salmo 42.5, mas encontra esperança em Deus. No tópico 1.3, o comentarista da lição diz: “Os afetos da alma em relação a Deus são vistos na poesia do Salmo 42.” Devocionalmente, dialoguemos com nossa alma em tempos de angústia, buscando a presença divina para renovar nossa alegria. Como Davi, que esperou no Senhor, devemos confiar que Ele restaura nossa paz interior, mesmo nas tempestades da vida. (Is 61.3) A ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê glória por cinza, óleo de gozo por lamento, vestes de louvor por espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantação do Senhor, para que ele seja glorificado. Comentário do Tópico 2: A Natureza da Alma: Imaterialidade e Imortalidade A alma, distinta do corpo, é imaterial e imortal, um tesouro eterno sob o cuidado de Deus. Como Láz, cuja alma foi consolada após a morte (Lc 16.25), nossa essência transcende o tempo. Definição de palavra-chave: “Psiquê” (grego: psychē) – Significa “alma” ou “vida destacando a parte imaterial que sobrevive à morte física. Devocionalmente, isso nos lembra da urgência de viver para a eternidade, priorizando o que tem valor perante Deus. Comentário do Tópico 2.1: Distinção de Substâncias Jesus, em Mateus 10.28, separa corpo e alma, mostrando que só Deus tem poder sobre ambos. No tópico 2.1, o comentarista da lição diz: “Jesus expõe a clara distinção de substâncias entre as partes material e imaterial do homem.” Isso nos desafia a priorizar o espiritual, como Paulo, que olhou para o invisível (2 Co 4.18). Pastoralmene, vivamos com a certeza de que nossa alma é preciosa aos olhos de Deus, protegida por Sua soberania. (Hb 13.5) Sejam vossos costumes … Ler mais

Comentário da Lição 4 – O CORPO COMO TEMPLO DO ESPÍRITO SANTO – Subsídio EBD

Comentário do Tema O tema “O Corpo como Templo do Espírito Santo” é central para a ética cristã. A palavra-chave aqui é TEMPLO, do grego naos (ναός), que se refere à parte mais sagrada de um santuário, o lugar onde a divindade habita. Esta lição nos lembra que, para o crente, o corpo não é meramente um invólucro físico, mas o santuário onde o próprio Espírito de Deus escolheu residir. Esta verdade eleva a dignidade do corpo e exige uma vida de santidade e reverência. Como pedras vivas, somos edificados para ser uma casa espiritual. (1 Pe 2:5) Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo. Ter essa consciência transforma nossa perspectiva sobre o cuidado pessoal e a forma como nos relacionamos com o mundo. Comentário do Texto Áureo O texto áureo de 1 Coríntios 6.19 questiona a ignorância dos crentes sobre a santidade de seus corpos. A palavra-chave é HABITA, do grego oikeo (οἰκέω), que significa “morar”, “residir”, “fazer de casa”. Isso implica uma presença permanente e íntima do Espírito Santo em nós. Não somos de nós mesmos, pois fomos comprados por um alto preço. Essa verdade nos convida a viver em constante consciência da presença divina, como fez José ao fugir da tentação, reconhecendo a presença de Deus em sua vida. (Rm 8:9) Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele. A aplicação devocional é que cada escolha que fazemos com nosso corpo deve refletir a honra devida ao seu verdadeiro Dono. Comentário da Verdade Prática A verdade prática enfatiza que a CONSCIÊNCIA, do latim conscientia, que significa “conhecimento em comum” ou “percepção interior”, de que nosso corpo é habitação do Espírito Santo, é transformadora. Essa percepção altera radicalmente a maneira como “possuímos” e usamos nosso corpo. Não é uma posse egoísta, mas uma mordomia sagrada. (Rm 12:1) Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. Assim como Daniel se recusou a contaminar-se com as iguarias do rei (Dn 1), nossa consciência nos leva a fazer escolhas que honram a Deus em todas as áreas da vida. Comentário da Leitura Bíblica em Classe A leitura bíblica em 1 Coríntios 3.16,17 e 6.15-20 é um chamado à santidade. A palavra-chave é SANTO, do grego hagios (ἅγιος), que significa “separado”, “consagrado a Deus”. (1 Co 3:16) Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? – Paulo lembra aos coríntios de sua identidade coletiva e individual como morada de Deus. (1 Co 3:17) Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo. – Uma advertência severa sobre a seriedade de profanar o corpo, seja por divisões na igreja ou por pecados pessoais. (1 Co 6:15) Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, pois, os membros de Cristo e fá-los-ei membros de uma meretriz? Não, por certo. – O corpo do crente está unido a Cristo, tornando a união com a imoralidade sexual uma profanação direta. (1 Co 6:16) Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois numa só carne. – Reafirma a união profunda que ocorre no ato sexual, mesmo fora do casamento. (1 Co 6:17) Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito. – Contrapõe a união com a imoralidade à união espiritual com Cristo, que é a verdadeira identidade do crente. (1 Co 6:18) Fugi da prostituição. Todo pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. – Um mandamento claro para fugir da imoralidade, destacando que o pecado sexual é único por atingir diretamente o corpo, o templo do Espírito. (1 Co 6:19) Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? – O cerne da lição, reforçando a propriedade divina e a habitação do Espírito. (1 Co 6:20) Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus. – A redenção em Cristo exige uma vida de glorificação a Deus em todas as esferas, incluindo o corpo. (Ef 2:21-22) No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor, no qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito. A aplicação pastoral é um chamado urgente à pureza e à reverência pelo corpo, reconhecendo-o como um santuário divino. Introdução da Introdução A introdução nos convida a uma profunda REFLEXÃO, do latim reflexio, que significa “ato de voltar atrás”, “considerar novamente”. A pergunta de Paulo, “Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo?”, não é meramente retórica, mas um convite a reavaliar nossa vida e prioridades. Esta lição é um lembrete de que a santidade não é apenas espiritual, mas abrange todo o nosso ser, incluindo o corpo. (Fp 4:8) Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. É um desafio a alinhar nossas ações e pensamentos com a dignidade de sermos morada de Deus, como Davi orou por um coração puro. (Sl 51:10) Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto. Esta verdade deve motivar cada crente a viver de forma que honre a Deus em cada aspecto de sua existência. Comentário do Tópico 1: Corpo: Propriedade e Habitação Divina Este tópico … Ler mais

Comentário da Lição 3 — O corpo e as consequências do pecado – SUBSÍDIO EBD

O corpo e as consequências do pecado — comentário exegético, teológico e pastoral Introdução Este estudo comenta a lição 3 da revista da EBD, propondo uma leitura integrada do texto bíblico, da teologia cristã e das implicações pastorais para a igreja local. Parte-se da premissa bíblica de que o corpo foi criado bom, sofreu as consequências da queda e será objeto da redenção futura em Cristo. O objetivo é oferecer subsídios para professores, pastores e líderes que desejam pregar e ensinar com equilíbrio entre doutrina, aplicação e cuidado prático. Texto áureo Gênesis 3:19 — “No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, porque dela foste tomado; porquanto és pó e ao pó tornarás.” Leitura bíblica em classe (sugerida) Gênesis 3:17–19 Eclesiastes 12:1–7 1 Coríntios 15 (capítulo inteiro, leitura orientadora) Romanos 8:18–25 2 Coríntios 12:7–10 1 Timóteo 5:23 Objetivos do estudo Expor o significado bíblico da fragilidade corporal como consequência da queda. Ressaltar a bondade original do corpo humano e sua dignidade ontológica. Articular a esperança da restauração corporal em Cristo. Apresentar aplicações pastorais e práticas para o cuidado do corpo, a ação da igreja e a formação de discípulos responsáveis. Sumário do argumento A narrativa da queda em Gênesis comprometeu a harmonia original entre a humanidade e a criação, resultando em dor, trabalho penoso, doença e morte. Essa condição não elimina a dignidade do corpo como criação “muito boa”, nem anula a responsabilidade moral humana. Em Cristo há promessa de restauração integral, incluindo a transformação do corpo na ressurreição. Enquanto isso não se realiza plenamente, a igreja tem o dever de cuidar pastoralmente dos corpos feridos e de denunciar e enfrentar estruturas sociais que ampliam o sofrimento. I. O corpo na criação e na queda Bondade original A criação é declarada “muito boa” (Gênesis 1). O corpo humano faz parte dessa bondade e reflete a imagem de Deus (imago Dei). A dignidade do corpo fundamenta a obrigação moral de respeito, proteção e cuidado. A ruptura causada pela queda A desobediência trouxe consequência ampliada: fragilização corporal, sofrimento, mortalidade e alteração da relação entre homem e criação (Gênesis 3:17–19). “Espinhos e cardos” figuram a resistência da natureza e a necessidade de labor para o sustento. Interconexão: corpo, alma e espírito A Bíblia e a experiência pastoral mostram que feridas na alma ou no espírito repercutem no corpo. A cura integral demanda atenção às três dimensões. II. Exposição do texto áureo (Gênesis 3:19) O versículo vincula trabalho e sentença: o trabalho passa a ser marcado por esforço e dor. Interpretação equilibrada: o trabalho não é intrinsecamente maldito (havia trabalho antes da queda), mas foi afetado por ela. Providência divina: apesar da penalidade, Deus mantém a provisão — o trabalho continua sendo meio de sustento. III. A visão bíblica do sofrimento e da velhice Eclesiastes 12 — imagem da fragilidade Eclesiastes descreve poeticamente a degeneração sensorial e funcional da velhice, convocando “lembrar do teu Criador” desde a mocidade. A metáfora sublinha a urgência da sabedoria e a finitude humana. A experiência do apóstolo Paulo Paulo apresenta o contraste metafórico entre o primeiro e o último Adão (1 Coríntios 15): incapacidade e morte vs. vida e renovação corporal. Disciplina corporal (1 Coríntios 9:27) refere-se a autodisciplina e não a desprezo do corpo. O “espinho na carne” e a resposta da graça (2 Coríntios 12:7–10) mostram que nem todo sofrimento é removido, mas pode ser sustentado pela graça. IV. Tópicos desenvolvidos na lição (comentário e aplicações) Tópico 1 — Da perfeição à morte 1.1 Certificação divina A criação do ser humano foi certificada por Deus como “muito boa”. A imagem de Deus persiste, ainda que desfigurada. Implicação: o corpo tem valor intrínseco; não deve ser rejeitado ou tratado apenas como fonte de pecado. 1.2 Pecado e dor A queda introduziu ruptura espiritual, relacional e ambiental; como resultado, a dor torna-se parte da experiência humana. A dor educa para a dependência de Deus, para o arrependimento e para a compaixão pastoral. Pastoralmente, é necessária uma clínica que una oração, cuidado prático e denúncia das causas sociais do sofrimento (pobreza, abuso, exploração). 1.3 Velhice, autenticidade e gratidão Na Bíblia, envelhecer é bênção e honra; deve ser tratado com respeito e valorização. A cultura contemporânea, ao estigmatizar a velhice, promove cirurgias e dependência de cosméticos; a igreja deve contrariar esse discurso e integrar idosos nos ministérios. Tópico 2 — A responsabilidade humana 2.1 Corpo e livre-arbítrio O livre-arbítrio não foi extinto pela queda; há responsabilidade moral pessoal em escolhas que envolvem o corpo (alimentação, sexualidade, substâncias, trabalho). A pastoral deve evitar o legalismo (culpa paralisante) e o liberalismo (trivializar consequências), promovendo limites, disciplina e misericórdia. 2.2 A potencialização do sofrimento Além da condição decaída, atos humanos (vícios, violência, negligência) ampliam o dano. A igreja tem papel público e social: combater drogas, abuso, exploração e abandono, e formar uma comunidade que apoie vulneráveis. Exemplos de hipocrisia interna (julgamentos, exclusões) potencializam o sofrimento da congregação — a igreja deve cuidar internamente tanto quanto denuncia externamente. Tópico 3 — Do abatimento à glorificação 3.1 Realidade das enfermidades Doenças e enfermidades fazem parte da existência pós-caída; nem toda enfermidade é punição moral ou manifestação demoniaca. A igreja precisa resistir ao charlatanismo e integrar oração com cuidados médicos; documentar curas com laudo médico é prudente para testemunho responsável. 3.2 Enfado e canseira O envelhecimento normal causa diminuição funcional e energética; cuidados e exercícios postergam, mas não impedem, esse processo. A igreja deve promover descanso bíblico e combater a idolatria da produtividade, ao mesmo tempo que fomenta vocações e ministérios para o cuidado do corpo e da vida. 3.3 Corpo glorificado A esperança cristã inclui a ressurreição corporal: o corpo será transformado, livre de corrupção (1 Coríntios 15; Romanos 8:23). Paulo usa a imagem da semente que dá origem a algo diferente e mais glorioso para explicar a ressurreição. Cristo ressuscitado apresenta corpo visível e relacional (pode ser tocado, comeu pão e peixe) — modelo da plena restauração. V. Implicações práticas para a igreja local e para o … Ler mais

Comentário da Lição 2: O Corpo — A Maravilhosa Obra da Criação de Deus

Comentário do Tema Queridos irmãos, vivemos numa época em que o corpo humano perdeu completamente seu valor sagrado. De um lado, temos uma sociedade que idolatra o corpo físico – cultuando músculos, curvas, juventude eterna, transformando academias em templos e cirurgias plásticas em sacramentos. Do outro lado, vemos correntes “espirituais” que desprezam o corpo, tratando-o como prisão da alma ou empecilho para a espiritualidade. Mas a Palavra de Deus nos revela uma verdade extraordinária: nosso corpo é “maravilhosa obra da criação de Deus”. Não é acidente evolutivo nem mal necessário – é criação intencional do Altíssimo. Quando Deus formou o homem do pó da terra, Ele não estava fazendo algo inferior. Ele estava criando uma obra-prima que desafia toda compreensão científica. O tema desta lição nos confronta com uma realidade: você não é apenas uma alma aprisionada num corpo. Você é um ser integral – corpo, alma e espírito – criado para glorificar a Deus em todas as dimensões. Seu corpo não é seu inimigo espiritual, mas parte da criação divina que deve ser honrada, cuidada e consagrada para servir ao Senhor. Precisamos urgentemente redescobrir esta verdade bíblica. Porque quando você entende que seu corpo é obra maravilhosa de Deus, você não pode mais tratá-lo de qualquer jeito. Você não pode profaná-lo com imoralidade, nem negligenciá-lo por falsa espiritualidade. Você compreende que cada célula, cada órgão, cada sistema foi projetado pelo Criador com propósito específico. Comentário do Texto Áureo (Salmo 139.14) “Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.” Este versículo é uma das declarações mais profundas sobre a dignidade do corpo humano em toda a Escritura. Davi não está fazendo poesia superficial – ele está revelando uma verdade teológica fundamental sobre nossa constituição física. A palavra “terrível” aqui no hebraico é yare, que significa “inspirar reverência, assombro, temor respeitoso”. Davi está dizendo que a formação do corpo humano é tão extraordinária que provoca reverência diante da sabedoria de Deus. É “terrível” no sentido de causar espanto, de ser absolutamente impressionante. “Maravilhoso” traduz pala, que significa “ser extraordinário, surpreendente, além da compreensão normal”. O corpo humano é literalmente um milagre que desafia explicação natural. Cada célula contém informação equivalente a uma biblioteca inteira. Nosso cérebro processa mais informações por segundo que os supercomputadores mais avançados. Observe que Davi diz “a minha alma o sabe muito bem”. Isso indica que reconhecer nosso corpo como obra divina não é apenas conhecimento intelectual – é percepção espiritual profunda. Quando o Espírito Santo nos ilumina, nossa alma reconhece instantaneamente que somos “fearfully and wonderfully made” (como diz na versão inglesa). Esta percepção gera louvor espontâneo: “Eu te louvarei”. Quando entendemos verdadeiramente como fomos formados, a única resposta possível é adoração. Por isso os evolucionistas nunca louvam a Deus – eles atribuem nossa complexidade ao acaso cego, não à sabedoria divina. Comentário da Verdade Prática A verdade prática desta lição é libertadora: “A ciência busca desvendar os mistérios do corpo humano, mas o crente descansa em saber que é obra da poderosa e perfeita mão de Deus.” Queridos, vocês perceberam o contraste aqui? A ciência está numa busca frenética, desesperada, tentando desvendar mistérios que ela mesma criou ao rejeitar o Criador. Gastam bilhões em pesquisas, criam teorias cada vez mais complexas, mas continuam sem respostas para as perguntas fundamentais sobre a vida. Mas o crente “descansa” neste conhecimento. A palavra “descansar” indica paz, tranquilidade, ausência de ansiedade. Enquanto o mundo científico se debate em incertezas, nós temos descanso porque sabemos a origem verdadeira do nosso corpo. “Obra da poderosa e perfeita mão de Deus” – que declaração extraordinária! Nosso corpo não é produto de mutações aleatórias, mas obra deliberada da “poderosa mão” do Criador. Não é resultado de processos imperfeitos, mas criação da “perfeita mão” divina. Isso muda completamente nossa perspectiva sobre nosso corpo. Quando você sabe que foi formado pela mão perfeita de Deus, você não pode mais se odiar, se mutilar, se depreciar. Quando você reconhece que é obra do poder divino, você entende que deve cuidar desta criação com reverência. Esta verdade também nos liberta da ansiedade sobre nossa aparência física. Não precisamos nos conformar aos padrões de beleza do mundo porque sabemos que fomos formados exatamente como Deus quis. Como está escrito em 1 Samuel 16:7: “O homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração.” Comentário da Leitura Bíblica em Classe Salmo 139:1-4 – O Conhecimento Íntimo de Deus “Senhor, tu me sondaste e me conheces…” Antes de falar sobre a formação do corpo, Davi estabelece o fundamento: Deus nos conhece completamente. A palavra “sondar” (chaqar) significa “escavar, investigar profundamente, examinar minuciosamente”. Deus não tem conhecimento superficial sobre nós – Ele nos conhece até o âmago. “Tu conheces o meu assentar e o meu levantar” – isso inclui todas nossas posturas físicas, todos nossos movimentos corporais. Deus não é apenas interessado em nossa “alma” – Ele observa cada gesto do nosso corpo. “De longe entendes o meu pensamento” – a palavra hebraica re’a pode significar “pensamento” ou “propósito”. Deus conhece não apenas o que pensamos, mas por que pensamos, qual o propósito por trás de cada reflexão. “Sem que haja uma palavra na minha língua, eis que, ó Senhor, tudo conheces” – Deus conhece nossas palavras antes mesmo delas chegarem à nossa língua física. Isso mostra como nossa dimensão espiritual e física estão interligadas no conhecimento divino. Salmo 139:13-16 – A Formação no Ventre “Pois possuíste o meu interior; entreteceste-me no ventre de minha mãe.” A palavra “possuir” (qanah) significa “adquirir, formar, criar”. Deus não apenas permitiu nossa existência – Ele nos “adquiriu”, nos formou intencionalmente. “Entretecer” (sakak) é linguagem de tecelão, indicando trabalho detalhado, artístico, cuidadoso. “Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado” – mesmo no útero, lugar oculto aos olhos humanos, Deus observava cada detalhe da nossa formação óssea. O sistema esquelético, com seus 206 ossos perfeitamente articulados, é … Ler mais

EBD Lição 8 – 19/02/2017 – A BONDADE QUE CONFERE VIDA

A bondade que Confere Vida - Capa EBD Pregador Manasses

A paz do Senhor Jesus amados, nova semana, novo estudo subsídio para a escola dominical. Estudaremos a lição 8 A Bondade que Confere Vida e a nossa comentarista é a queridíssima irmã Silvania Soares, que trabalha comigo na Equipe do Clube de Pregadores, que aliás esta com inscrições abertas. A irmã Silvania é professora da EBD de Senhoras e tem muita experiência com as lições da CPAD. (Casa Publicadora das Assembleias de Deus). Lembrando que você pode deixar seu comentário no final, e também fazer o download desse subsídio EBD para apoiar suas aulas. Outro detalhe é que durante o estudo e subsídio EBD temos alguns links que apontam para estudos bíblicos e mensagens relacionados com a lição, isso é bom pra quem gosta de se aprofundar. EBD Lição 8 – 19/02/2017 – A BONDADE QUE CONFERE VIDA Lição 8 – 19/02/2017 A BONDADE QUE CONFERE VIDA TEXTO Áureo (1 Jo 3:15)  Verdade prática: A vida é um dom de Deus e ninguém tem o direito de tirá-la a não ser o próprio Deus. Introdução Você já teve o coração transformado e regenerado pelo Senhor Jesus? Então, não há mais espaço, em sua vida, para sentimentos e desejos que faziam parte da sua velha natureza. Na lição de hoje, veremos que os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, falso testemunho e blasfêmias procedem do interior do homem,  ou seja, da velha natureza adâmica (Mt 15.18,19).  “Mas o que sai da boca procede do coração, e isso contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.” O que a pessoa pensa no seu coração, isto é o que ela é.Mas como é que os pensamentos nascem no coração, a fonte de toda reflexão? Por meio da visão, da audição e dos demais sentidos. A matéria prima de nossas ações é o que recebemos na mente e permitimos que chegue ao coração. Davi expressou tal verdade desta maneira: Escondi a tua palavra no teu coração, para eu não pecar contra ti(Sl 119:11). I – BONDADE: O FIRME COMPROMISSO PARA O BENEFÍCIO DOS OUTROS 1 – A bondade como fruto do Espírito Podemos afirmar que a bondade e a benignidade são frutos gêmeos. A palavra grega para bondade é agathosüne, e esta palavra pode ser aplicada  em relação a  Deus como um ser perfeito e completo (Mc 10.18), e em relação à benevolência de alguém  (Mt 12.35; At 11.24; 1 Pe 2.18). Como um dos aspectos do fruto do Espírito, podemos dizer que a bondade é uma qualidade nobre, gerada por Deus, nos corações daqueles que experimentaram o novo nascimento (Jo 3.3). Quem já experimentou a regeneração, em Jesus Cristo, é nova criatura e naturalmente inclinado a fazer o bem (2 Co 5.17). O homem bom tira boas coisas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más. Mateus 12:35 Porque era homem de bem e cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor. Atos 11:24 Vós, servos, sujeitai-vos com todo o temor aos senhores, não somente aos bons e humanos, mas também aos maus. 1 Pedro 2:18 E Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom senão um, que é Deus. Marcos 10:18 Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. João 3:3 Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. 2 Coríntios 5:17 “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. ” Em cristo. Paulo apresenta os resultados da morte de Cristo a favor dos Cristãos e da morte dos cristãos em Jesus (v 14). Pelo fato de estarem unidos com Cristo em sua morte e ressureição, os cristãos participam da nova criação, e recebem os benefícios de serem restaurados por Cristo à condição que Deus estabelecera em seu plano original (Gn1:26; 1Co 15:45-49). Tudo se fez novo. A vida do cristão deve mudar porque ele está sendo transformado à semelhança de Cristo (2 Co 3:18). Em vez de viver para si próprio, a nova criatura agora vive para Cristo (v 15). Em vez de avaliar os outros com base nos padrões deste mundo, o cristão enxerga esse mundo com os olhos da fé (v 16). 2 – A bondade de Deus. A bondade de Deus é singular. Ele é bom para todos os homens, independentemente da condição destes (Sl 145.9). A bondade do Pai pode ser revelada na sua provisão, pois Ele faz com que o sol e a chuva se levante sobre os justos e injustos (Mt 5.45). Contudo, a maior prova da bondade de Deus está no fato de Ele ter enviado seu Filho unigênito para morrer por nós, homens pecadores e maus por natureza (Jo 3.16; Rm 5.8). Em geral costumamos agir bondosamente somente com aqueles que nos tratam com benevolência, mas o Criador é bom para com todos; e, como filhos seus, precisamos seguir o seu exemplo. ”Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. ” (Rm 5:8) O amor de Deus é verdadeiramente notável. É possível que alguém se encoraje a morrer por um justo (gr. dikaíõs), ou seja, por um homem íntegro e honesto, um cidadão respeitável e bom, uma pessoa útil ou benevolente (gr agathós). Porém Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores (gr.hamartõles). Essa é uma demonstração clara do amor de Deus. Ele nos recebe do jeito que estamos e, a partir daí, começa a fazer algo novo e belo. 3 – Um homem bondoso e uma mulher bondosa. Na Bíblia, encontramos vívidos exemplos de homens bondosos, e Jó é um desses homens. Ele não era somente justo e paciente, mas também bondoso para com os outros (Jó 29.15-17; 31.32) e para com seus filhos, oferecendo a Deus holocaustos por eles (Jó 1.5). … Ler mais

EBD Lição 7 – 12/02/2017 – Benignidade: um Escudo Protetor Contra as Porfias

Lição 7 Adultos Benignidade um Escudo Protetor Contra as Porfias EBD Pregador Manasses

Continuando nossa série de subsídio para escola dominical, acompanhando a revista da CPAD. Vamos tratar hoje da lição 7 Benignidade: um escudo protetor contra as Porfias. Ao final, tem o link para você fazer o download em PDF. Os comentários são da nossa querida irmã Silvânia Soares, que faz parte da equipe do Clube de Pregadores. E também contribui com estudos bíblicos para o nosso site. Deus seja louvado através da vida dela. EBD Lição 7 – 12/02/2017 – Benignidade: um Escudo Protetor Contra as Porfias Lição 7 – 12/02/2017 Benignidade: um escudo protetor contra as Porfias Texto Áureo: (Ef 4:32) Verdade Prática: a benignidade na vida do crente torna-o uma testemunha do amor de Deus Introdução Na lição de hoje estudaremos mais um aspecto do fruto do Espírito, a benignidade e mais um aspecto das obras da carne, a porfia. Veremos que o crente cheio do Espírito Santo tem um coração benigno e procura ter relacionamentos saudáveis, evitando discussões, disputas e polêmicas. O conselho de Paulo a Timóteo foi para que ele fugisse das discussões, polêmicas e debates acerca da lei, pois tais discussões são inúteis e não acrescentam nada à fé dos irmãos (Tt 3.9). “ Mas não entres em questão loucas, genealogias e contendas e nos debates acerca da lei; porque são coisas inúteis e vãs. ” I – A Benignidade Fundamenta-se no Amor O que é benignidade? Você conhece o significado dessa palavra? Benignidade significa índole boa, bom caráter; benevolência, humanidade e bondade. No crente, essas características não são o resultado de uma boa formação acadêmica ou de uma família funcional. É o resultado do fruto do Espírito. Não conseguimos ser bondosos pelo nosso próprio esforço. A bondade que estamos estudando vem de Deus, pois Ele é a fonte de toda benevolência e amor (1 Jo 4.8).  Deus é amor, logo, a benignidade é uma das características do crente. “Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. ” Não conhece a Deus. Conhecer a Deus aqui refere-se a um conhecimento íntimo, vivenciado de Deus, e não a mera informação sobre Deus. João nunca diz que quem não ama não é nascido de Deus (1 Jo 4:7). Mas é impossível conhecer a Deus com intimidade sem amar outras pessoas, porque Deus é amor. Aquele em que Deus está reflete seu caráter. Afirmar conhecer a Deus e ao mesmo tempo não amar os outros é mentir (1 Jo 1:16) Jesus, exemplo de benignidade. Jesus, como homem perfeito, é o nosso maior exemplo de benignidade e amor (Jo 3.16). Ele amou os ricos e os pobres e sempre ajudou a todos que foram até Ele, como por exemplo, a mulher cananeia cuja filha estava miseravelmente endemoninhada (Mt 15.21-28). A princípio, parece que Jesus não estava se importando com o clamor daquela mãe. Porém, o Mestre estava testando a fé daquela mulher. Jesus mesmo declarou: “Ó mulher, grande é a tua fé” (Mt 15.28). Jesus, em sua bondade, não se prendeu a debates religiosos ou políticos, pois sabia que a sua missão era salvar e resgatar os que estavam perdidos (Lc 19.10). “ Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido. ” (Lc 19:10) .A benignidade na prática. O evangelista Billy Graham disse que é muito fácil ser indelicado e impaciente com os que erram e falham. É fácil ser  bondoso e gentil com quem nos trata bem, mas precisamos ser benignos com aqueles que erram, tropeçam e ainda  nos tratam mal. Para isso, precisamos ser cheios do Espírito Santo (Ef 5.18). A Terceira Pessoa da Trindade, habitando em nosso interior, nos leva a ser bondosos em todas as circunstâncias. Muitas pessoas rejeitam o cristianismo porque alguns cristãos não amam como o seu Mestre. Jesus foi gentil para com os publicanos e os pecadores. Ele se assentava e comia com essas pessoas (Mt 9.11,12). “E os fariseus, vendo isso, disseram aos seus discípulos: Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores? Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas sim, os doentes. Jesus citou Oséias 6:6 (e o fez novamente em Mateus 12:7) para enfatizar que Deus está mais interessado no amor sincero das pessoas do que na observância cerimonial, externa da lei. Jesus se referiu aos fariseus chamando-os ironicamente de os justos. Na verdade, eles não eram justos, mas consideravam-se justos e piedosos por serem zelosos com a lei (Fp 3:6). Entretanto Jesus explicou usando as palavras do antigo testamento que eles conheciam muito bem, que Deus já há muito considerava sem valor os sacrifícios sem misericórdia. O Mestre também fez questão de pousar na casa do publicano Zaqueu (Lc 19.1-10). Os publicanos, por serem os cobradores de impostos, eram odiados pelo povo, pois em geral, cobravam mais do que as pessoas deviam. Na cruz, Jesus demonstrou benignidade ao atender o pedido de um salteador (Lc 23.42,43). II – Porfia Fundamenta-se na Inveja e no Orgulho. Inimizade e porfia. Embora estas duas palavras pareçam ter o mesmo significado, elas são distintas. Segundo o Dicionário Houaiss, inimizade é ódio, indisposição e malquerença; porfia significa contendas de palavras, discussão, disputa e polêmica. Embora tenham significados distintos, elas são obras da carne, da velha natureza, por isso, devemos fugir de tais ações (Gl 5.20,21). Evódia e Síntique. Eram irmãs valorosas que serviam a Deus na igreja de Filipos (Fp 4.2). “ Rogo a Evódia e rogo a Síntique que sintam o mesmo no Senhor. ” Em sua epístola a igreja de filipense, as duas primeiras pessoas que o apostolo menciona pelo nome são mulheres Evódia e Síntique (Fp 4:2) Paulo mostra que elas se uniram a ele como companheiras de igual valor em sua atividade e em seu ensino missionário. A natureza exata do papel de liderança que Evódia e Síntique exerciam na igreja em Filipos é incerta. A autoridade delas era suficiente, no entanto, para Paulo incentiva-las há procurar harmonia uma com a outra (Fp4:2). Ele até pediu a alguém a quem chama de verdadeiro companheiro … Ler mais

EBD Lição 5 – 29/01/2017 – A paz de Deus: Antídoto Contra as Inimizades

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A paz do Senhor amados, estamos trazendo a você um subsídio para a EBD Lição 5 – 29/01/2017 – A paz de Deus: Antídoto Contra as Inimizades. Ao final, você tem o link para fazer download em PDF desse esboço resumido, caso necessite imprimir e levar a aula. Procure visitar também nossa seção de estudos bíblicos. Sabemos que muitos professores de EBD precisam de um auxílio para ministrar a aula, e o objetivo aqui é trazer apenas uma introdução em cada tópico da lição para que você possa deixar o Espírito Santo lhe guiar durante sua aula. O estudo da lição é uma contribuição da nossa querida irmã Silvânia, que faz parte da Equipe do Clube de Pregadores. Louvo a Deus pela vida dela. No subsídio, temos a repetição do texto da revista, para melhor acompanhamento dos comentários. O texto da revista esta em azul, e o comentário esta na cor normal cinza escuro. EBD Lição 5 – 29/01/2017 – A paz de Deus: Antídoto Contra as Inimizades Lição 5 – 29/01/2017 A paz de Deus: Antídoto contra as inimizades Texto Áureo: (Jo 14:27) Verdade prática: A paz como fruto do espirito não promove inimizades e dissenções. INTRODUÇÃO Na lição de hoje, estudaremos a paz como fruto do espirito e a inimizade com fruto da carne. O homem guiado pela velha natureza não pode sentir a paz que Jesus Cristo nos oferece. Essa paz não depende de situações e circunstância. Mesmo vivendo em uma sociedade violenta podemos ter paz, pois a serenidade que temos em nossos corações é fruto do espirito, e não depende das circunstâncias ou dos recursos financeiro (Gl 5:22). “O fruto do espirito é: Caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança, ” O fruto do espírito é a obra espontânea do Espirito Santo dentro de nós, O Espírito produz certos traços de caráter que são encontrados na natureza de Cristo. São os subprodutos de seu controle sobre a nossa vida – Se quisermos que o fruto do espirito cresça em nós devemos unir nossa vida à dEle. “Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. ” (Jo 15:4a) O objetivo principal do Espírito Santo na vida do cristão é fazê-lo parecido com Cristo. 1 Cor 11;1. E o fruto do Espírito com seus 9 gomos, é o puro caráter de Jesus Cristo. I – A paz que excede todo entendimento 1 – PAZ. Podemos definir paz como um estado de tranquilidade e quietude interior que não depende de circunstancias externas. No grego o vocábulo paz é “”eirene”” e refere-se à unidade e harmonia. Vivemos em uma sociedade de onde a violência tem feito muitas vítimas e tirado a tranquilidade das pessoas, fazendo com que as pessoas adoeçam. Ultimamente temos visto o aumento da chamada síndrome do pânico, ou seja, um transtorno da ansiedade que leva a um pavor incontrolável, mesmo que não haja nenhum perigo iminente. A pessoa acometida por essa enfermidade perde a quietude. Quem está sendo acometido por esse mal precisa do acompanhamento de um psiquiatra, terapia e o carinho e a compreensão dos familiares e da igreja.  Jesus disse: Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.João 14:27 A paz de Cristo não é apenas para nos proteger contra doenças psíquicas, falta de sono e depressão. A paz de Cristo no deixa tranquilos com a alegria da salvação, o que antes tirava nossa paz era não ter perspectiva de futuro, e agora sabemos exatamente o que esta reservado para nós, por isso, temos paz, aguardando a vinda de Cristo. 2 – PAZ COM DEUS. Como podemos estar em paz com Deus? Só existe uma maneira para estarmos em paz com o nosso criador: mediante a nossa justificação. A justificação ocorre quando nós pela fé, recebemos Jesus como nosso único e suficiente Salvador. Então, somos declarados justos diante de Deus (Rm 5:1) Paz com Deus. A paz mencionada aqui não é um sentimento subjetivo de sossego, mas um estado. É estarmos em paz em vez de estarmos em guerra. As hostilidades entre Deus e o cristão cessou. O cristão foi reconciliado com Deus. Quando recebemos Jesus, a inimizade que havia entre nós e Deus é desfeita, somos reconciliados com o pai e passamos a desfrutar de plena paz e comunhão com ele (2 Co 5:18-20).  Deus […] nos reconciliou consigo mesmo. Por causa da propiciação de cristo – e de ter satisfeito às exigências do pai – Deus agora pode voltar-se para nós. Deus nos faz novas criaturas em cristo e concede-nos o ministério da reconciliação, uma palavra que significa mudança de um relacionamento de inimizade para um relacionamento amistoso, pacifico. Aquele que foi reconciliado com Deus tem o privilégio de contar aos outros que eles também podem reconciliar-se com o criador. A nossa justificação, e reconciliação e a paz com Deus somente são possíveis por meio da morte e ressurreição de jesus cristo (Is 53:5; Ef 13:17) A repetição dos pronomes “ele” e “suas” com “nós” e “nos” reforça o fato de que o servo sofreu em nosso lugar. O castigo […] suas pisaduras. Para uma referência semelhante, veja 1 Pedro 2:24. A palavra paz resume o ministério de reconciliação, justificação, adoção e glorificação do servo. 3 – PROMOTOR DA PAZ. O crente que já recebeu a paz de Deus, em seu coração precisa partilhar dessa paz com todos os que estão aflitos, tornando-se um embaixador da paz (2 Co 5:20).  Embaixadores são mais do que simples mensageiros. São representantes do soberano que os enviou. Mais referências: Pv 13;17. Ef 6;20. Um embaixador é representante do seu país natal, de sua pátria. Fl 3;20. Hb 13;14. A paz concedida pelo espirito não é somente para o nosso bem-estar, mas também para o bem do próximo. Não podemos nos esquecer que amar ao semelhante é um mandamento do pai (Mt 22:39) “E o segundo, semelhante a este é: Amarás a teu próximo como a ti mesmo” Esse mandamento em … Ler mais

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