Evangelho de Lucas – Estudo 5/5: O REINO VENCE NA CRUZ E TRIUNFA NA RESSURREIÇÃO

Quando tudo parece derrota, Deus está consumando a vitória eterna Jesus já está em Jerusalém. O confronto chega ao nível máximo. O Rei está na cidade, mas os corações religiosos estão fechados (Lc 19:45-48). Ele purifica o templo, expulsa os que transformaram a casa de oração em comércio (Lc 19:45-46). O Reino confronta sistemas religiosos que usam Deus para lucro e aparência. Os líderes tentam pegá-lo em palavras. Perguntas sobre autoridade (Lc 20:1-8), sobre impostos a César (Lc 20:20-26) e sobre a ressurreição (Lc 20:27-40). Jesus responde com sabedoria que desmonta armadilhas e revela ignorância espiritual. O problema deles não é falta de informação. É dureza de coração. Ele alerta sobre os escribas que gostam de aparência, mas exploram os fracos (Lc 20:45-47). Logo depois, observa uma viúva pobre ofertando duas pequenas moedas (Lc 21:1-4). Para o céu, aquilo valeu mais que as grandes ofertas dos ricos. O Reino mede valor pelo sacrifício, não pela quantidade. Jesus fala sobre a destruição de Jerusalém e os sinais do fim (Lc 21:5-19). Perseguições viriam, mas também oportunidades de testemunho. O Reino não promete conforto, promete presença no meio da pressão. Ele alerta para vigilância, para não deixar o coração se sobrecarregar com preocupações desta vida (Lc 21:34-36). O Reino exige gente acordada espiritualmente. Chega a Páscoa. Judas negocia trair Jesus (Lc 22:3-6). Coração que não se rende totalmente sempre encontra espaço para o inimigo. Na ceia, Jesus estabelece o novo pacto no pão e no cálice (Lc 22:19-20). Seu corpo entregue. Seu sangue derramado. O Reino agora é selado por sacrifício, não por ritual vazio. Mesmo ali, os discípulos discutem quem é o maior (Lc 22:24). Jesus ensina que, no Reino, o maior é quem serve (Lc 22:26-27). Ele é o Rei, mas se coloca como servo. Depois vão para o Getsêmani. Jesus ora em profunda agonia (Lc 22:41-44). “Não se faça a minha vontade, mas a tua.” Aqui está o coração do Reino. Submissão total ao Pai, mesmo quando dói. Os discípulos dormem (Lc 22:45-46). Fraqueza humana diante da batalha espiritual. Jesus é preso, julgado injustamente e zombado (Lc 22:54-65). Pedro nega três vezes (Lc 22:57-60). O olhar de Jesus encontra Pedro (Lc 22:61). Não é olhar de ódio, mas de amor que leva ao arrependimento. Pilatos não acha culpa, mas cede à pressão da multidão (Lc 23:4, 23-24). Barrabás é solto, Jesus é condenado (Lc 23:18-25). O inocente no lugar do culpado. Substituição. No caminho da cruz, mulheres choram, e Jesus ainda adverte sobre os dias difíceis que viriam (Lc 23:27-31). Mesmo sofrendo, Ele ainda ensina. Na cruz, entre dois malfeitores, Ele ora: “Pai, perdoa-lhes” (Lc 23:33-34). O Reino responde ao ódio com intercessão. Um dos criminosos crê e ouve a promessa: “Hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23:42-43). Até na cruz, o Reino está salvando. Trevas cobrem a terra, e o véu do templo se rasga (Lc 23:44-45). Acesso aberto. O sistema antigo perde a função. O sacrifício perfeito foi oferecido. Jesus entrega o espírito nas mãos do Pai (Lc 23:46). Não foi tirado. Foi entregue. A cruz não foi derrota fora de controle, mas plano eterno sendo cumprido. Um centurião glorifica a Deus e reconhece a justiça de Jesus (Lc 23:47). O Reino já alcança gentios aos pés da cruz. O corpo é colocado no sepulcro (Lc 23:50-53). Silêncio. Aparente fim. Mas o Reino não termina em sepulcro. No primeiro dia da semana, as mulheres encontram o túmulo vazio (Lc 24:1-3). Anjos anunciam: “Ele não está aqui, mas ressuscitou” (Lc 24:6). A morte não conseguiu segurar o Autor da vida. Os discípulos custam a crer (Lc 24:11). Corações lentos. Jesus aparece no caminho de Emaús (Lc 24:13-16). Explica as Escrituras e mostra que a cruz sempre fez parte do plano (Lc 24:26-27). O coração deles arde (Lc 24:32). Ele aparece aos discípulos, mostra as mãos e os pés, come diante deles (Lc 24:36-43). Ressurreição real, corpo glorificado. Então abre o entendimento deles para compreenderem as Escrituras (Lc 24:45). Arrependimento e perdão seriam pregados a todas as nações (Lc 24:47). A missão continua. Jesus promete o poder do alto (Lc 24:49). O Reino não ficaria apenas na memória dos discípulos. Continuaria através de uma igreja cheia do Espírito. Ele é levado aos céus (Lc 24:50-51). Não como derrotado, mas como Rei entronizado. Os discípulos voltam com grande alegria, adorando (Lc 24:52-53). O Evangelho termina com adoração, porque o Reino venceu. Pregador, a jornada termina na cruz vazia e no trono ocupado. O Reino venceu o pecado.Venceu a morte.Venceu o inferno. E agora chama homens e mulheres para viverem debaixo do senhorio de um Rei vivo. Não é história antiga. É realidade presente. O trono está ocupado. O Espírito foi prometido. A missão está em nossas mãos. A pergunta final de Lucas ecoa até hoje. Você vai admirar o Cristo ressuscitado à distância… ou vai viver, pregar e morrer, se necessário, por esse Reino que já venceu?

Evangelho de Lucas – Estudo 4/5: A Cruz Revela os Corações

Quando seguir Jesus deixa de ser entusiasmo e vira decisão eterna 📌 À medida que Jesus avança em direção a Jerusalém, o ensino fica mais direto, mais profundo e mais confrontador (Lc 13:22; 17:11). O Reino agora não está só se manifestando em milagres. Está expondo quem realmente quer viver debaixo do governo de Deus. Alguém pergunta se são poucos os que se salvam, e Jesus responde falando da porta estreita (Lc 13:23-24). O Reino não é automático como alguns hoje fazem parecer. Não é herdado por tradição religiosa ou de pai pra filho. Tem gente que ouviu ensinos, esteve perto, mas ouvirá “não vos conheço” naquele dia (Lc 13:25-27). Logo, o evangelho precisa continuar sendo pregado dentro das igrejas, e não apenas fora delas. E eis o motivo de mantermos a frequência na igreja, é porque nós também precisamos nos ocnverter um pouco mais a cada dia. Afinal, proximidade com o ambiente espiritual não substitui relacionamento verdadeiro com Deus. Assim como pregação positiva não substitui pregação expositiva. Ele cura no sábado novamente e expõe a hipocrisia religiosa que se indigna com libertação, mas não com sofrimento (Lc 13:10-17). O Reino valoriza pessoas acima de sistemas. Jesus compara o Reino ao grão de mostarda e ao fermento (Lc 13:18-21). Começa pequeno, quase invisível, mas cresce de forma imparável. O começo pequneo mostra que Deus não depende de aparência grandiosa para agir. Enquanto que a hortaliça do grão de mostarda cresce para cima e para os lados, e o fermento faz crescer em todas as direções, mostrando que, o evangelho deve alcançar a todos, e que a igreja deve crescer de todas as formas: Em número e em Qualidade. Em número é crescimento de pessoas, mas também de posses, materialmente e financeiramente. Em qualidade é o crescimento espiritual, intelectual e harmonioso em comunhão. Ao se aproximar de Jerusalém, Ele lamenta sobre a cidade que mata os profetas (Lc 13:34-35). O coração de Deus é amoroso, mas não ignora a rejeição humana. E não esquece dos seus que foram injustiçados, perseguidos e mortos. Num banquete na casa de um fariseu, Jesus ensina sobre humildade e honra verdadeira (Lc 14:7-11). No Reino, quem se exalta será humilhado. Mas entenda: Se exalta diante de Deus. Pois se exaltar diante dos homens não necessariamente é motivo para ser abatido. Ao mesmo tempo em que: Se humilhar diante dos homens não é motivo para ser exaltado. Mas se humilhar diante de Deus sim, é o segredo para ser Exaltado por Ele. Ele conta a parábola da grande ceia, onde os convidados dão desculpas (Lc 14:16-20). Campo, bois, casamento. Coisas legítimas, mas usadas para rejeitar o convite. Nada afasta mais gente do Reino do que prioridades erradas. E detalhe: Campo e bois falam de trabalho, profissão, carreira, progresso, prosperidade. Significa que essas coisas não devem ser usadas como desculpas diante de Deus. O convite então vai para pobres, aleijados e cegos (Lc 14:21-23). O Reino se enche com quem reconhece necessidade. A pobreza, bem como enfermidades limitantes e severas, tornam o ser humano humilde e compassivo e o forçam a enxergar o valor da vida, o valor daquilo que é imaterial, que não se pode comprar, tocar, pisar ou ver. É o pobre percebendo essas coisas e pensando: Mesmo se eu fosse rico, não poderia comprá-las! E os enfermos pensando: Mesmo se eu fosse saudável, não poderia tocá-las, ou vê-las. Logo a pobreza e a enfermidade os limitou de um lado e os fez enxergar o outro. Em seguida Jesus fala claramente sobre o custo do discipulado (Lc 14:26-33). Não é linguagem simbólica suave. É renúncia real. Quem não abre mão de tudo não pode ser discípulo. Reino não é complemento de agenda. É centro da vida. Não é uma área da vida, é toda nossa vida. Depois vêm as parábolas da graça que busca (Lc 15). A ovelha perdida (Lc 15:4-7), a dracma perdida (Lc 15:8-10) e o filho pródigo (Lc 15:11-24) mostram o coração do Pai que procura e restaura. A ovelha se perdeu como muitos se perdem. A dracma foi perdida pela mulher, como muitos líderes conduzem liderados á perdição, mesmo não querendo. E o filho pródigo buscou a perdição, como muitos querem experimentar algo “novo”. Mas o filho mais velho (Lc 15:25-30) revela o perigo de estar na casa sem ter o coração do Pai. Religiosidade sem graça gera amargura. No fim, ambos os filhos estão errados. Um que não quer viver com o Pai, e outro que não sabe viver na presença do Pai. Embora todo mundo goste de festa, a festa não é mérito do pródigo, é apenas expressão da alegria do Pai. Jesus fala do administrador infiel e da fidelidade com os bens terrenos (Lc 16:1-11). Dinheiro não é senhor, é ferramenta. Quem é fiel no pouco pode receber muito. Depois vem o rico e o Lázaro (Lc 16:19-31). Um vive no luxo ignorando o necessitado, o outro sofre, mas é lembrado por Deus. O Reino revela que decisões nesta vida têm consequências eternas. E do outro lado, os papeis se invertem, agora Lázaro vive ignorando o rico que pede migalhas. Os fariseus zombam, e Jesus reafirma que Deus vê o coração (Lc 16:14-15). O que é exaltado entre homens pode ser abominação diante de Deus. Ele ensina sobre perdão constante e fé que cresce (Lc 17:3-6), e sobre o servo que apenas cumpre seu dever (Lc 17:7-10). O Reino não é sobre mérito, é sobre graça. Dez leprosos são curados, mas só um volta para agradecer (Lc 17:11-19). Gratidão é marca de quem realmente entendeu a graça. Jesus explica que o Reino de Deus não vem com aparência exterior observável, pois já estava entre eles (Lc 17:20-21). O problema não era ausência do Reino, mas cegueira espiritual. Eles não viam o autor da vida diante de seus olhos. Por isso, Ele alerta sobre os dias do Filho do Homem, comparando com os dias de Noé e Ló (Lc 17:26-30). Vida normal, distraída, até que o juízo chega. Reino … Ler mais

Evangelho de Lucas – Estudo 3/5: QUANDO O REINO AVANÇA E O CONFRONTO AUMENTA

🔥 Seguir Jesus fica mais profundo, mais poderoso e mais custoso 📌 À medida que o ministério de Jesus avança, a oposição cresce. Isso é princípio espiritual. Quanto mais o Reino se manifesta, mais as trevas reagem (Lc 9:1-2; 9:6). Jesus envia os doze e lhes dá poder e autoridade sobre demônios e doenças, e para pregar o Reino (Lc 9:1-2). Eles não vão cheios de recursos, mas dependentes de Deus pois se tratava de um teste prático para lhes proporcionar aprendizado e prática (Lc 9:3-5). Jesus os ensina a fazer a obra na escassez, a forma mais difícil de fazê-la. Nem todos recebem a mensagem. Onde não há acolhimento, o pó é sacudido, algo que será lembrado no dia do juízo (Lc 9:5). O Reino é oferecido, não imposto. Mas a graça não anula responsabilidade, por isso, os que rejeitam, que aguardem Aquele Dia. Herodes ouve falar de Jesus e fica perplexo (Lc 9:7-9). Quando Deus se move, até palácio se inquieta. Os discípulos voltam contando o que viveram, e Jesus os chama para um lugar à parte (Lc 9:10). Ministério também precisa de descanso. Mas a multidão os segue, e Jesus ensina e cura (Lc 9:11). Ele não reclama de estarem atrapalhando o seu descanso, que isso fique de exemplo. Talvez muitos pastores hoje possam reclamar quando seu descanso é atrapalhado, porque estão com a idade avançada. Logo, a idade de Jesus e a dos discípulos é exemplo também de que, existe um tempo na vida para começar a obra, e esse tempo é na casa dos trinta, e não dos sessenta. Afinal, muitos ministérios fazem questão de levantar obreiros e pastores só após os cinquenta. No fim do dia, Ele multiplica pães e peixes (Lc 9:12-17). O Reino supre necessidades espirituais o tempo todo, pois sempre tem curas, milagres e salvação de almas, mas necessidades materiais são supridas de vez em quando, visto que a multiplicação de pães e peixes não acontece todo dia, tal qual os milagres. Significa que você pode esperar que Deus cure e salve alguém todo dia, mas não pode esperar que Ele coloque comida na sua mesa todo dia. Por isso mesmo Jesus recebia ofertas. Depois Jesus pergunta quem o povo diz que Ele é (Lc 9:18-19). Opiniões não faltam. Mas Ele quer algo pessoal. “E vós, quem dizeis que eu sou?” (Lc 9:20). Pedro responde certo, mas logo Jesus fala da cruz (Lc 9:22). Muita gente quer o Cristo do milagre, mas não o Cristo do sofrimento. Então vem o chamado radical. “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me” (Lc 9:23). Esse ensino fica melhor entendido após Ele mesmo ser crucificado, o que revela a literalidade das suas palavras: Quer vir após mim? Esteja pronto a morrer como Eu. Reino sem cruz vira religião confortável. Quem quiser salvar a própria vida vai perdê-la (Lc 9:24-25). O Reino não é autopreservação, é rendição. Logo depois, a transfiguração (Lc 9:28-31). A glória de Jesus é revelada. Moisés e Elias apontam para Ele. A voz do Pai declara: “Este é o meu Filho… a Ele ouvi” (Lc 9:35). O centro do Reino é Jesus, e toda autoridade, por maior que seja como são Moisés e Elias, não passam de servos obedientes diante do Senhor Jesus. Descendo do monte, encontram um menino endemoninhado. Os discípulos não conseguem libertar (Lc 9:38-40). Jesus fala da incredulidade (Lc 9:41) e liberta o menino (Lc 9:42). Autoridade espiritual não funciona sem fé viva. Jesus anuncia novamente sua morte (Lc 9:44-45). Eles não entendem. Preferem discutir quem é o maior (Lc 9:46). Algo semelhante ao que acontece hoje, Jesus querendo que a sua morte seja anunciada até que Ele venha, mas as igrejas discutem e disputam para ver quem é maior. Jesus coloca uma criança no meio e fala sobre humildade (Lc 9:47-48). No Reino, grande é quem serve. João tenta impedir alguém de expulsar demônios porque não anda com eles (Lc 9:49). Jesus corrige (Lc 9:50). O Reino é maior que nosso grupo. Jesus decide ir para Jerusalém (Lc 9:51). Uma aldeia samaritana não o recebe, e Tiago e João querem fogo do céu (Lc 9:52-54). Jesus repreende (Lc 9:55). O Reino não avança com vingança carnal. Alguns querem segui-lo, mas colocam condições. Jesus mostra que o Reino exige prioridade total (Lc 9:57-62). Suas condições para Deus só revelam que você não serve para servir ao reino. Ele envia setenta discípulos (Lc 10:1). A seara é grande, os trabalhadores são poucos (Lc 10:2). Eles vão dependentes, levando paz e proclamando que o Reino chegou (Lc 10:5-9). Voltam alegres porque os demônios se submetem (Lc 10:17). Jesus ajusta o foco: a maior alegria é ter o nome escrito nos céus (Lc 10:20). O que significa que para nós, deve ser normal os demônios se submeterem, deve ser algo da rotina do ministério e não algo para comemorar, divulgar e postar. Ele exulta no Espírito e revela que o Reino é entendido pelos simples (Lc 10:21). Depois conta a parábola do bom samaritano (Lc 10:30-37). Amor ao próximo é ação, não discurso. Na casa de Marta e Maria (Lc 10:38-42), Jesus mostra que comunhão vem antes do ativismo. Ele ensina sobre oração e dependência do Pai (Lc 11:1-13). O Reino se sustenta em relacionamento contínuo. Ao expulsar um demônio, é acusado de agir por Belzebu (Lc 11:14-15). Quando o Reino avança, surgem acusações. Jesus declara que não há neutralidade espiritual (Lc 11:23). Ou é de Deus, ou é do diabo. Ou esta do lado de Deus ou do lado das trevas. Ele denuncia a hipocrisia dos fariseus (Lc 11:39-44). Religiosidade externa sem transformação interna é rejeitada no Reino. Jesus alerta sobre o fermento da hipocrisia (Lc 12:1), sobre confessá-lo diante dos homens (Lc 12:8-9), e sobre não viver ansioso (Lc 12:22-31). O Reino muda prioridades. Isso deve ser sinal da nossa conversão. Fala de vigilância, servos atentos e prontos (Lc 12:35-40). O Senhor voltará. Mesmo estando pronto para a … Ler mais

Ev. LUCAS. Estudo 2/5: O REINO COMEÇA A SE MANIFESTAR COM PODER

🔥 Quando Jesus sai do anonimato e o Reino confronta tudo Depois do deserto, Jesus não volta fraco. Ele volta no poder do Espírito (Lc 4:14). Tentação vencida gera autoridade espiritual. Vitória no secreto libera impacto no público. Esse é o padrão do nosso Deus, a vida secreta com Deus define a sua vida pública com os homens. Ele começa a ensinar nas sinagogas, e a fama se espalha (Lc 4:15). Mas não é fama de celebridade. É peso de autoridade. As pessoas percebem algo diferente. Não é só informação. É unção. Logo vemos o Reino invadindo a vida comum. Um lago. Pescadores cansados. Noite inteira sem resultado. Jesus entra no barco de Pedro, ensina a multidão e manda lançar as redes de novo (Lc 5:1-4). Pedro era experiente. Sabia que não era hora de pescar. Mas diz algo poderoso. “Sob a tua palavra” colocando toda responsabilidade do resultado em Jesus (Lc 5:5). Isso é fé prática. Não é sentimento. É obedecer mesmo quando a lógica não ajuda. O resultado é milagre. Redes quase se rompendo. Barcos afundando de tanto peixe (Lc 5:6-7). O Reino toca o trabalho, a rotina, a vida financeira. O coração do pescador. Mas o maior milagre não foi o peixe. Foi a consciência de Pedro. “Afasta-te de mim, Senhor, porque sou pecador” (Lc 5:8). Quando o poder de Deus se manifesta, o pecado não se sente confortável. A presença de Deus é marcada por poder que gera milgre, mas também por temor que gera arrependimento, confissão e conversão. Jesus não se afasta. Ele chama. “Não temas. De agora em diante serás pescador de homens” (Lc 5:10). O Reino transforma trabalhadores comuns em ministros do céu. E se é para pescar homens, o milagre representa o ministério de Pedro, que irá pregar aonde Jesus mandar, lancará as redes mesmo quando não fizer sentido e trará muitos peixes sob a palavra de Deus. Chamado não começa no púlpito. Começa aos pés de Jesus sentindo-se indigno Dele e confessando seus pecados. Jesus então toca um leproso (Lc 5:12-13). Impuro. Intocável. Rejeitado. Mas para Jesus, a compaixão é maior que o protocolo religioso. O Reino não tem medo de se aproximar da miséria humana. Depois um paralítico é descido pelo telhado (Lc 5:18-19). Fé criativa. Amigos que não aceitam barreiras. Jesus vê a fé deles e perdoa pecados antes de curar o corpo (Lc 5:20). Escândalo para os religiosos. Quem pode perdoar pecados senão Deus? (Lc 5:21). Exatamente. Eles entenderam o que disseram, mas não aceitaram o que viram. O Emannuel, Deus conosco. Jesus prova que tem autoridade espiritual e física (Lc 5:24-25). O Reino trata raiz e fruto. Pecado e consequência. O homem levanta e vai para casa glorificando a Deus (Lc 5:25-26). Milagre que termina em adoração, não em show. Milagre que exalta Jesus e não o homem. Logo depois Jesus chama Levi (Lc 5:27-28). E vai comer na casa dele (Lc 5:29). Mesa cheia de pecadores. Fariseus criticam (Lc 5:30). Mas o momento é perfeito para alcançar almas. Jesus responde: “Os sãos não precisam de médico” (Lc 5:31-32). Ele não veio para gente que acha que está bem. Veio para quem reconhece que está doente. Depois questionam sobre jejum. Jesus fala do noivo e do vinho novo (Lc 5:33-39). Estrutura velha não suporta mover novo. Os fariseus são como a esposa velha cansada do casamento, e os discípulos são como a esposa jovem, a noiva de Cristo. Eles são como o pano velho, Jesus é o vinho novo para recipientes novos, como os discípulos e aqueles pecadores á mesa. No sábado, os discípulos colhem espigas (Lc 6:1-2). Jesus declara ser Senhor do sábado (Lc 6:5). Na sinagoga, um homem com a mão ressequida (Lc 6:6-10). Jesus cura mesmo sob crítica. Depois Jesus escolhe os doze após passar a noite em oração (Lc 6:12-13). Ministério nasce da intimidade. Ele ensina sobre o caráter do Reino (Lc 6:20-49). Bem-aventuranças, amor aos inimigos, árvore e fruto, casa na rocha. O Reino é transformação interior. Lucas mostra o servo do centurião sendo curado à distância (Lc 7:1-10). Fé de um gentio envergonhando religiosos. Em Naim, Jesus ressuscita o filho da viúva (Lc 7:11-15). O Reino interrompe funerais, porque vem trazendo vida. João Batista envia mensageiros (Lc 7:19-23). Jesus aponta para as obras. O Reino se prova pelos frutos. João não estava incrédulo, mas só precisava ouvir uma ultima palavra de fé antes de partir. Como nós, as vezes precisamos ouvir novamente de Deus os seus planos para nós. Uma mulher pecadora unge Jesus (Lc 7:36-50). Muito perdão, muito amor pois ela reconhece que foi perdoada. A quem muito é perdoado muito ama. Porém, a questão é que toda a humanidade é muito perdoada, mas nem todos reconhecem quão grande salvação nos deu o Senhor. Lucas mostra mulheres sustentando o ministério (Lc 8:1-3). O Reino valoriza quem a cultura ignora. Ao mesmo tempo nos ensina que ministério precisa de financiadores, afinal, Jesus recebia ofertas sim, mas isso não basta pois é aleatório, as vezes tem, as vezes não tem. Para o ministério se manter sempre ativo, precisa de sustento recorrente, ofertantes mensais, ou semanais no caso de Jesus. Como não existe essa cultura no povo brasileiro, logo, qualquer que queira viver do evangelho enfrenta essa realidade, a necessidade de ofertantes recorrentes, e ao mesmo tempo as críticas de quem não entende, e de quem tem o coração voltado mais ao dinheiro do que á obra de Deus. E é importante falarmos sobre isso, pois, você leitor pode ser alguém a quem Deus chamou para o ministério. E muitos, ao encontrarem a barreira financeira, desistem, voltam a pescar como fez Pedro certa vez. Então, esteja pronto para romper essa barreira, seja arrumando ofertantes mensais para sustentar sua vida e seu ministério, afinal, ambos serão a mesma coisa, ou arrumando uma forma de você mesmo sustentar seu ministério, e a melhor forma, que também recebe críticas, porém recebe menos críticas, é vender produtos físicos ou digitais, geralmente bíblias, livros e cursos. O … Ler mais

Evangelho de Lucas – Estudo 1/5: QUANDO O CÉU COMEÇA A SE MOVER NA TERRA

Com este, começamos a nossa série que terá 5 estudos no evangelho de Lucas. Espero que você goste, aprecie, seja edificado e compartilhe esse estudo mais pessoas. 🔥 *Preparação divina para um Reino que não é deste mundo* Lucas começa mostrando que Deus não invade a história de qualquer jeito. Ele prepara o terreno. Ele alinha pessoas. Ele mexe em ambientes espirituais antes de manifestar publicamente Seu poder. O Evangelho não começa com Jesus pregando para multidões. Começa com céus se abrindo sobre gente comum. Um sacerdote velho que já tinha perdido a expectativa de milagre. Uma moça simples numa cidade esquecida. Um casal idoso carregando vergonha de esterilidade. Parece cenário pequeno demais, não parece? Mas é assim que Deus gosta de começar. Zacarias representa o perigo de se acostumar com o sagrado. Ele estava no templo, mas não estava esperando nada sobrenatural. Servia a Deus, mas sem fé viva. Quando o anjo aparece, ele duvida. Resultado? Fica mudo. Nada demais, afinal, um sacerdote, no templo, vendo e ouvindo um anjo, recebendo uma promessa, e ainda assim duvidando, deve-se calar mesmo. Quem diria que, a ausência de algo na nossa vida também pode ser um sinal de Deus. No caso dele, a ausência de voz é extremamente significativa, pois a voz é a principal ferramenta do seu ministério como sacerdote que deve ensinar a palavra, logo, se não crê no que Deus tem para você, não deves exercer o ministério. Perfeito. Pois Quem não crê na Palavra perde a voz espiritual. Pode continuar no cargo, mas sem autoridade. Tem muito púlpito barulhento e espiritualmente mudo hoje. Enquanto isso, Deus está levantando João Batista. Antes do Messias aparecer, vem o profeta do arrependimento. Deus nunca envia avivamento sem antes confrontar o pecado. Isso é básico do Reino de Deus. Confrontar pecado é um sinal da chuva do avivamento, por isso, se nesse momento não há pecados sendo confrontados nos púlpitos das nossas igrejas, significa que o céu está azul sem nunvens. Mas, o Reino começa com arrependimento, não com aplausos. Aí o foco muda para Maria. Jovem. Anônima. Sem posição religiosa. Mas disponível. O anjo anuncia algo humanamente impossível. O Filho do Altíssimo viria ao mundo através dela. Diferente do sacerdote ela crê direto. E se Zacarias não tivesse recebido visita nenhuma, nem anjo nem mensagem, mas ouvisse Maria dizendo: “Pastor, Deus falou comigo, que vou engravidar mesmo sendo virgem”, ele com toda certeza não acreditaria. O caso de Maria não se repete, mas a situação sim: O líder cheio de cargos e funções, não crendo no sobrenatural, enquanto a jovem anônima sem função alguma, acreditando e recebendo de bom grado a palavra profética. Maria não entende tudo, claro. Mas se rende. “Eis aqui a serva do Senhor.” Isso é fé madura. Não é ter todas as respostas. É confiar no caráter de Deus antes de entender o plano. Zacarias duvidou e ficou mudo. Maria creu e gerou o Salvador. A postura diante da Palavra decide o nível da experiência com Deus. O Filho de Deus começa Sua missão dentro de um ventre. No oculto. No silêncio. Antes de ministério público, houve gestação secreta. Deus forma antes de expor. Pregador imaturo quer palco rápido. Deus quer profundidade primeiro. Quando Maria encontra Isabel, João salta no ventre. Um bebê reconhece a presença de Jesus antes de nascer. Sensibilidade espiritual não depende de idade, depende de ambiente de fé. Isabel chama Maria de bem-aventurada porque ela creu. Não foi só escolhida, foi crente. Promessa não elimina responsabilidade de fé. E Maria canta. E o cântico dela é uma aula sobre o Reino. Deus derruba soberbos e levanta humildes. Enche famintos e manda ricos embora vazios. O Evangelho não é confortável para quem confia em si mesmo. Lucas já deixa claro. O Reino de Deus confronta o orgulho humano. Então Jesus nasce. Não em palácio. Não em Jerusalém. Numa manjedoura. O Criador do universo deitado onde animais se alimentam. Isso é um sermão sem palavras. O Reino de Deus não começa impressionando poderosos. Começa acessível aos quebrantados. E quem recebe a notícia primeiro? Pastores da madrugada. Gente comum, desprezada pela elite religiosa. O céu anuncia glória para quem está trabalhando lá fora, não para quem está discutindo teologia em sala iluminada. É importante passar pela sala de aula, mas é imprescindível que sair de lá, para a vida prática, sair do banco e subir ao altar. Deus se revela a quem está disponível. Os anjos declaram: nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor. Salvador fala de redenção. Cristo fala de promessa cumprida. Senhor fala de governo. Jesus não veio ser mascote religioso. Veio governar vidas. Os pastores não fazem congresso para avaliar a experiência. Eles vão ver. Fé verdadeira se move. Depois saem anunciando. Quem encontra Jesus de verdade vira testemunha naturalmente. No templo aparece Simeão. Velho. Cheio do Espírito. Vivendo de promessa. Ele não estava famoso, mas estava sensível. Pega Jesus no colo e entende. Salvação chegou. Luz para os gentios. Glória de Israel. O Evangelho já nasce missionário. Não é clube fechado. É luz para as nações. Mas Simeão também alerta. Jesus seria sinal de contradição. Uns cairiam, outros se levantariam. O Reino salva, mas também expõe corações. A palavra de salvação ao céu também condena ao inferno. Ana surge logo depois. Décadas de oração, jejum e fidelidade. Uma viúva que o mundo não via, mas o céu conhecia. Ela reconhece o Messias porque vive na presença de Deus. Quem vive distraído não percebe o mover de Deus. Quem vive em oração reconhece quando o céu toca a terra. Jesus cresce. Se fortalece. Se enche de sabedoria. A graça de Deus está sobre Ele. Até o Filho de Deus passou por processo. Chamado não cancela crescimento e nem anula propósito. Aos doze anos, Ele já sabe quem é. “Convém tratar dos negócios do meu Pai.” Consciência de identidade. Pensamento maduro tal qual um adulto. Levar as crianças á responsabilidade da vida começa cedo, á exemplo do próprio Senhor. Se deixarmos … Ler mais

ESTUDO 5: A CRUZ E A GLÓRIA DO SERVO

estudo sobre o evangelho de marcos

_Chegamos ao final da série sobre o evangelho de Marcos. E seguiremos firmes e fortes até o apocalipse. Espero que você esteja sendo edificado por esses estudos que são feitos com muito amor e dedicação. Compartilhe com mais pessoas, a fim de serem edificadas também._ 🔥 *O Servo que Deu Sua Vida em Resgate por Muitos* 📌 Marcos caminha rapidamente para o clímax de sua narrativa: a cruz. Desde o capítulo 8, Jesus começa a falar abertamente sobre Sua morte. “E começou a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do Homem sofresse muitas coisas, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, fosse morto e que, depois de três dias, ressuscitasse” (Marcos 8:31). Pedro O repreende. Ele não consegue aceitar que o Messias tenha que sofrer. A resposta de Jesus é dura: “Arreda, Satanás! Porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens” (Marcos 8:33). Pedro estava pensando como o mundo pensa. Queria um Messias glorioso sem sofrimento, vitória sem cruz. Mas o caminho de Jesus passa pelo Calvário. E nisto aprendemos algo incrível: Devemos e podemos repreender os pensamentos e palavras mundanas, devemos frear a nós mesmos se for preciso, toda vez que pensarmos como o mundo. Repreenda o pensamento antes que ele vire uma ação. Repreenda a palavra mundana antes que ela vire um comportamento. Jesus estabelece o padrão do discipulado: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Marcos 8:34). Seguir Jesus não é passear com um guru iluminado. É tomar a cruz, aceitar sofrimento, morrer para si mesmo. Quem quiser salvar sua vida a perdera. Quem perder a vida por causa de Cristo e do evangelho a salvara (Marcos 8:35). Por mais que Jesus tenha deixado isso claro, muitos de nós não entendemos essa mensagem até hoje, pois como explicar a quantidade enorme de pessoas que buscam a Deus para fugir do sofrimento? É um paradoxo. No caminho para Jerusalém, os discípulos discutem sobre quem é o maior. Jesus os reúne e diz: “Se alguém quer ser o primeiro, sera o último e servo de todos” (Marcos 9:35). A grandeza no Reino não se mede por poder ou posição, mas por serviço humilde. Isso é pura meritocracia. Quem trabalha mais, merece mais, quem serve mais, será mais honrado. No reino de Deus não há honra para quem só fala ou grita. Não há honra para quem é cheio de títulos, cargos e funções. A honra é para quem faz, quem trabalha, quem demonstra com ações, atitudes e testemunho Cristo através de si. Tiago e João pedem lugares de honra no Reino. Jesus responde: “Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu bebo ou receber o batismo com que eu sou batizado?” (Marcos 10:38). Eles dizem que sim, mas não entendem o que estão pedindo. Jesus então declara o versículo chave de todo o evangelho de Marcos: “Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Marcos 10:45). Se nem Cristo veio para ser servido, como pois vocês o querem ser? Alguns líderes evangélicos estão servidos demais e servindo de menos. Esta é a essência de Marcos. Jesus é o Servo que veio para morrer no lugar dos pecadores. Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Ele é o Redentor que paga o preço que não podíamos pagar. Jesus entra em Jerusalém montado num jumentinho. As multidões clamam: “Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor!” (Marcos 11:9). Eles O recebem como Rei, mas não entendem que tipo de Rei Ele é. Ele não vem para derrotar romanos, vem para derrotar o pecado e a morte. O povo tinha os romanos como inimigos e estava disposto a tudo por Jesus desde que, Jesus derrotasse os seus inimigos. A decepção com Deus é esta: Quando você descobre que a vontade de Deus é diferente da sua, e Ele não mudará de ideia para ganhar o seu voto. Mas você precisa mudar de ideia se quiser estar com Ele. Jesus purifica o templo, expulsando os cambistas e vendedores. Ele diz: “A minha casa sera chamada casa de oração para todas as nações; vós, porém, a tendes transformado em covil de salteadores” (Marcos 11:17). Os principais sacerdotes e escribas decidem mata-Lo. Afinal, quem afronta bandidos e não é jurado de morte? Talvez essa parte do nosso chamado tenha passado desapercebido, pois pouco vimos a igreja afrontar os bandidos de hoje. Na ultima ceia, Jesus institui a Santa Ceia. Ele toma o pão, parte e diz: “Isto é o meu corpo” (Marcos 14:22). Toma o cálice e diz: “Isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos” (Marcos 14:24). Cada vez que participamos da ceia, proclamamos a morte do Senhor ate que Ele venha. No Getsêmani, Jesus ora com angustia profunda: “Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres” (Marcos 14:36). A agonia de Jesus revela o peso do pecado que Ele esta prestes a carregar. Mas Ele se submete completamente a vontade do Pai. Judas O trai com um beijo. Pedro faz pior e O nega três vezes seguidas. Os discípulos fogem, eles não entendem o amor capaz de morrer pelo próximo. Jesus fica sozinho diante dos inimigos. Ele é julgado ilegalmente, açoitado, zombado, coroado com espinhos. Pilatos pergunta: “Quereis que vos solte o rei dos judeus?” (Marcos 15:9). A multidão grita: “Crucifica-o!” (Marcos 15:13). Jesus é levado ao Gólgota e crucificado entre dois ladrões. Sobre Sua cabeça, a inscrição: “O Rei dos Judeus” (Marcos 15:26). Os que passavam blasfemavam, meneando a cabeça: “Salvou os outros, a si mesmo não pode salvar-se” (Marcos 15:31). Eles não sabiam que estavam falando a verdade profunda. Jesus podia salvar a Si mesmo, mas então não salvaria a nós. Ao meio-dia, trevas … Ler mais

ESTUDO 4: FÉ QUE VENCE O IMPOSSÍVEL

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Graça e paz queridos alunos, líderes de excelência, e a todos os demais que nos acompanham. Seguimos com a série de estudos no novo tesamento, no momento, no evangelho de Marcos. 🔥 O Servo que Acalma Tempestades e Multiplica Pães 📌 Marcos 4 começa com Jesus ensinando junto ao mar. A multidão é tão grande que Ele precisa entrar num barco e sentar-se, enquanto o povo fica na praia. Jesus então ensina por parábolas. A primeira é a parábola do semeador. Um semeador saiu a semear. Parte da semente caiu a beira do caminho, e as aves comeram. Outra caiu em solo rochoso, onde não havia muita terra. Brotou depressa, mas o sol a queimou porque não tinha raiz. Outra caiu entre espinhos, e os espinhos sufocaram a planta. Mas outra caiu em boa terra e deu fruto: trinta, sessenta e cem por um (Marcos 4:3-8). Jesus termina dizendo: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Marcos 4:9). Esta frase aparece várias vezes nos evangelhos. Jesus esta dizendo: prestem atenção, há algo profundo aqui. Há um segredo, tem um mistério, é algo para você garimpar e refletir. Mais tarde, quando estão a sós, os discípulos perguntam sobre as parábolas. Jesus explica que a eles é dado conhecer os mistérios do Reino de Deus, mas aos de fora tudo se trata por parábolas (Marcos 4:11). As parábolas revelam verdades para quem tem coração aberto e escondem verdades de quem tem coração endurecido. Jesus explica a parábola. A semente é a Palavra de Deus. O solo a beira do caminho representa aqueles que ouvem, mas Satanás vem imediatamente e tira a palavra. O solo rochoso representa os que recebem a palavra com alegria, mas não têm raiz. Quando vem tribulação, logo se escandalizam. Os espinhos representam os cuidados do mundo, a sedução das riquezas e as demais ambições que sufocam a palavra. A boa terra representa os que ouvem, aceitam e frutificam (Marcos 4:14-20). Esta parábola nos ensina algo crucial: o problema nunca esta na semente, sempre esta no solo. A Palavra de Deus é perfeita e poderosa. A questão é: que tipo de solo somos nós? E não somente isso, mas é óbvio conjecturar que os quatro solos estão dentro da igreja e em qualquer lugar em que a palavra é semeada. Logo, por mais perfeita que a igreja seja, sempre terá aqueles que se escandalizam com qualquer coisa e saem, reclamam e difamam a igreja. Jesus continua ensinando. Ninguém acende uma candeia para coloca-la debaixo do alqueire, mas no velador para que ilumine (Marcos 4:21). Nada esta oculto que não venha a ser manifesto (Marcos 4:22). Com a medida com que medirmos, seremos medidos (Marcos 4:24). Quem tem, lhe sera dado mais; quem não tem, ate o que tem lhe sera tirado (Marcos 4:25). Jesus conta mais duas parábolas sobre o Reino. A primeira: um homem lança a semente na terra, dorme e acorda, e a semente germina e cresce sem que ele saiba como (Marcos 4:26-27). O Reino cresce misteriosamente, pelo poder de Deus, não por esforço humano. A segunda: o Reino é como um grão de mostarda, a menor de todas as sementes, mas quando cresce torna-se maior que todas as hortaliças e faz grandes ramos onde as aves podem se aninhar (Marcos 4:30-32). O Reino começa pequeno mas cresce poderosamente. Ao entardecer daquele dia, Jesus diz aos discípulos: “Passemos para o outro lado” (Marcos 4:35). Eles entram no barco e começam a travessia. Jesus, cansado, dorme na popa sobre um travesseiro. Permitir que o Mestre descanse confortável enquanto os discípulos trabalham, é adoração, é devoção, é a prática daquilo que dizemos a Deus: “Tu és merecedor de toda honra, e glória e louvor…. De todas as coisas”. Até mesmo de descansar enquanto eu trabalho, pois na minha vida o Senhor é bem recebido, e para mim, o Senhor não precisa fazer nada, só de estar aqui, já é suficiente para mim, então fica a vontade Senhor enquanto eu remo, pois o importante é que estás comigo. E isso é lindo, mas estamos fazendo isso? Ao menos vez em quando? Passar um tempo sem pedir coisas, sem incomodar o Senhor, e trabalhar no barco para obedecer a palavra de passar ao outro lado, fazer coisas para Deus, e não se importar com o silêncio Dele, é a diferença entre tratá-lo como Senhor ou como mordomo. Obedecer e trabalhar enquanto o Mestre descansa é a definição prática do que é ser servo de Jesus. A pergunta é: Eu tenho sido servo? Ou tenho me portado como filho mimado do dono do mundo? De repente, levanta-se grande temporal. As ondas se lançam sobre o barco que ja esta se enchendo de agua. Os discípulos, apavorados, acordam Jesus: “Mestre, não te importa que pereçamos?” (Marcos 4:38). Jesus se levanta, repreende o vento e diz ao mar: “Acalma-te, emudece!” O vento cessa e faz-se grande bonança (Marcos 4:39). Jesus então pergunta aos discípulos: “Por que sois assim tímidos? Como é que não tendes fé?” (Marcos 4:40). Eles ficam tomados de grande temor e dizem uns aos outros: “Quem é este que ate o vento e o mar lhe obedecem?” (Marcos 4:41). Esta passagem revela algo impressionante. Jesus dorme durante a tempestade. Ele tem paz perfeita porque confia no Pai. Ele dá o exemplo de como se portar em uma tempestade, você descansa e quando a tempestade te molhar você repreende. Os discípulos entram em pânico porque olham para as circunstâncias em vez de olhar para Jesus. Mas a pergunta mais profunda é: Jesus tinha que estar acordado para que o barco não afundasse? Claro que não! Dormindo ou acordado, Jesus tinha tudo sob controle. Do outro lado do mar, na região dos gerasenos, um homem possesso por uma legião de demônios corre ao encontro de Jesus. Este homem vivia nos sepulcros, ninguém conseguia prende-lo, nem mesmo com correntes. Dia e noite andava gritando e ferindo-se com pedras (Marcos 5:3-5). Quando vê Jesus de longe, corre e se prostra diante Dele. O demônio … Ler mais

ESTUDO 3: O REINO AVANÇA COM PODER

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🔥 O Servo que Liberta e Transforma Marcos 3 começa com Jesus entrando novamente na sinagoga. Ha ali um homem com a mão ressequida. Os fariseus observam atentamente, esperando que Jesus o cure no sábado para poderem acusa-Lo. Eles não se importam com o sofrimento do homem. Querem apenas pegar Jesus em falta. Jesus conhece a malícia deles. Ele manda o homem ficar de pé no meio de todos. Então faz uma pergunta poderosa: “É lícito no sábado fazer o bem ou o mal? Salvar a vida ou matar?” (Marcos 3:4). Ninguém responde. O silêncio deles revela a dureza de seus corações. Jesus olha ao redor com indignação, entristecido pela dureza dos corações deles. Então ordena ao homem: “Estende a mão”. O homem obedece e sua mão fica completamente restaurada (Marcos 3:5). Observe: Jesus não precisou tocar o homem, não fez oração longa, simplesmente ordenou e aconteceu. Esta é autoridade divina. A reação dos fariseus é chocante. Em vez de se alegrarem pela cura, saem imediatamente e começam a conspirar com os herodianos sobre como matar Jesus (Marcos 3:6). Eles acusam Jesus de violar o sábado curando um homem, mas tramam assassinato no mesmo dia. A hipocrisia não poderia ser maior. Jesus se retira para o mar com Seus discípulos. Grandes multidões O seguem da Galileia, Judeia, Jerusalém, Idumeia, dalém do Jordão e das regiões de Tiro e Sidom. As pessoas vêm de todos os lugares porque ouvem falar das grandes coisas que Ele faz (Marcos 3:8). Jesus ordena que mantenham um barquinho pronto por causa da multidão, para que não O comprimam. Ele havia curado muitos, e todos os que tinham doenças se lançavam sobre Ele para toca-Lo. Os espíritos imundos, quando O viam, prostravam-se diante Dele e gritavam: “Tu és o Filho de Deus” (Marcos 3:11). Jesus os repreende severamente, ordenando que não O dessem a conhecer. Ele não aceita testemunho de demônios. Jesus sobe ao monte e chama para Si os que Ele mesmo quis. Deles escolhe doze para estar com Ele e para envia-los a pregar, com autoridade para expulsar demônios (Marcos 3:14-15). Observe as duas coisas: estar com Ele vem primeiro, depois ir pregar. Comunhão antes de ministério. Intimidade antes de atividade. Quando Jesus volta para casa, tanta gente se ajunta que Ele e os discípulos nem podem comer. Seus parentes, ouvindo isto, saem para O prender, dizendo: “Ele esta fora de si” (Marcos 3:21). A própria família de Jesus acha que Ele enlouqueceu. Eles não entendem Sua missão. Os escribas que desceram de Jerusalém dizem algo pior: “Ele esta possesso por Belzebu e é pelo maioral dos demônios que expele os demônios” (Marcos 3:22). Eles não podem negar os milagres, então atribuem o poder de Jesus ao diabo. Jesus os chama e começa a falar por parábolas. Como pode Satanás expelir Satanás? Se um reino se dividir contra si mesmo, não pode subsistir. Se uma casa se dividir contra si mesma, não podera permanecer (Marcos 3:23-25). A lógica é simples: Satanás não lutaria contra seu próprio reino. Então Jesus faz uma advertência terrível sobre o pecado imperdoável: “Em verdade vos digo que tudo sera perdoado aos filhos dos homens: os pecados e as blasfêmias que proferirem. Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno” (Marcos 3:28-29). O que é blasfêmia contra o Espírito Santo? O contexto mostra: é atribuir deliberadamente as obras do Espírito Santo a Satanás. É olhar para evidências claras do poder de Deus e dizer que vêm do diabo. É rejeição consciente e definitiva da verdade. Quem comete este pecado endurece tanto o coração que não pode mais se arrepender. A mãe e os irmãos de Jesus chegam e, ficando do lado de fora, mandam chama-Lo. A multidão esta sentada ao redor Dele. Dizem: “Tua mãe e teus irmãos estão la fora a tua procura” (Marcos 3:32). A resposta de Jesus surpreende: “Quem é minha mãe e meus irmãos?” Olhando para os que estavam assentados ao redor, diz: “Eis minha mãe e meus irmãos. Quem fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Marcos 3:33-35). Jesus não esta sendo desrespeitoso com Sua família. Ele esta estabelecendo uma verdade profunda: os laços espirituais são mais fortes que os laços naturais. A família de Deus é formada por todos que fazem a vontade do Pai. Este capítulo nos ensina lições cruciais. Primeiro, Jesus prioriza pessoas acima de tradições religiosas. Ele cura no sábado porque o bem do homem é mais importante que regras humanas. Segundo, oposição não impede o avanço do Reino. Os fariseus conspiram para mata-Lo, mas multidões continuam vindo de todos os lugares. Terceiro, intimidade com Jesus vem antes de ministério para Jesus. Os doze foram chamados primeiro para estar com Ele. Quarto, familia espiritual transcende familia natural. Quinto, ha um pecado que não tem perdão: blasfêmia contra o Espírito Santo, que é rejeição consciente e definitiva da verdade de Deus. A pergunta para nós hoje: estamos fazendo a vontade de Deus? Estamos priorizando comunhão com Jesus antes de atividades para Jesus? Estamos permitindo que tradições religiosas nos impeçam de fazer o bem? Estamos abertos a obra do Espírito Santo ou resistindo por preconceito e dureza de coração? O Servo continua avançando com poder. Os demônios se curvam. As doenças fogem. As multidões vêm. E o convite permanece: venha estar com Jesus, conhece-Lo intimamente, fazer a vontade do Pai. Deus abençoe sua vida, família e ministério em nome de Jesus. Pregador Manassés clubedepregadores.com.br

ESTUDO 2: AUTORIDADE E OPOSIÇÃO

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🔥 O Servo que Confronta Tradições Humanas 📌 O capítulo 2 de Marcos começa com Jesus voltando a Cafarnaum onde morava. A notícia se espalha rapidamente: Ele esta em casa. Tanta gente se ajunta que não ha mais espaço, nem mesmo junto a porta, claro, eles queriam ver milagres caso não fosse isso teriam se convertido (Mt 11:23). Jesus aproveita e prega a Palavra. Isso me leva a conjecturar que: Casa que tem Jesus é cheia, tem palavra e tem milagre. Mas é importante notar a sequência: Primeiro, a presença de Jesus, segundo a Palavra e só então a fé daqueles homens que levou ao milagre. Parece uma fórmula: Presença, Palavra, Fé, Milagre. Quatro homens aparecem carregando um paralítico numa maca. Eles podem ser parentes e amigos do paralítico. Dois bastariam para carregar, mas se são quatro, talvez o paralítico fosse bem pesado. Em termos espirituais, um crente caído dá trabalho pra outros quatro que estão de pé. Significa que, você sozinho não pode cuidar de um que caiu. Um crente doente espiritualmente, precisa de uma equipe para cuidar e levá-lo até aos pés do Senhor. Eles querem chegar ate Jesus, mas a multidão impede. Mesmo tendo uma equipe que o carregue, barreiras externas podem surgir. E nesse caso, é uma barreira natural da configuração dessa “igreja”. Não é ataque espiritual, não é demônio no caminho, são os próprios irmãos em Cristo, todos afoitos por ouvir a palavra, ver os milagres, e acabam não deixando o paralítico passar. Muitas vezes, as barreiras que nos impedem de se aproximar de Deus são os nossos próprios irmãos. Não porque querem, mas por falta de maturidade, união, visão, propósito. Aqueles homens não desistem, como muitos que saem da igreja ou mudam de igreja por causa disso. Eles sobem ao telhado, fazem uma abertura e descem o paralítico exatamente na frente de Jesus. Que cena! Imagine a confusão, o barulho, os pedaços de barro caindo sobre as pessoas. Por causa da falta de união, visão e propósito na multidão, eles tiveram que fazer uma campanha á parte, como um grupo de oração separado só para alcançar esse objetivo. Os quatro tiveam que deixar de lado suas necessidades, para priorizar a necessidade do paralítico. Aqueles homens tinham fé. Eles acreditavam que Jesus podia curar seu amigo. Isso foi o que os moveu. Na teologia nós aprendemos como era essa casa, de que materiais era feita, de onde era a escada pela qual eles subiram entre tantos outros detalhes. Fique atento que em fevereiro abriremos turma. “Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Filho, os teus pecados estão perdoados” (Marcos 2:5). Espere um pouco. O homem veio para ser curado fisicamente, mas Jesus trata primeiro do problema espiritual. Ele perdoa os pecados. Isto nos ensina algo profundo: nossa maior necessidade não é física, é espiritual. O perdão de pecados é mais importante que a cura do corpo. Os escribas que estavam ali sentados começam a murmurar em seus corações: “Por que fala ele deste modo? Isto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados, senão um, que é Deus?” (Marcos 2:7). Eles estão certos em uma coisa: só Deus perdoa pecados. Mas estão errados em não reconhecer que Jesus é Deus. Jesus conhece os pensamentos deles. Ele pergunta: “Qual é mais fácil? Dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados, ou dizer: Levanta-te, toma o teu leito e anda?” (Marcos 2:9). Qualquer um pode dizer que perdoou pecados, porque ninguém consegue ver se houve perdão. Mas dizer “levanta e anda” exige que algo visível aconteça. Jesus então declara: “Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados, disse ao paralítico: Eu te mando: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa” (Marcos 2:10-11). O homem imediatamente se levanta, pega sua maca e sai andando diante de todos. As pessoas ficam admiradas e glorificam a Deus. Este milagre prova duas coisas: Jesus tem autoridade para perdoar pecados e tem poder para curar o corpo. Ele é Deus em carne humana. Esta é a mensagem central de Marcos. Logo depois, Jesus vê Levi, um coletor de impostos, e o chama: “Segue-me”. Levi se levanta e O segue (Marcos 2:14). Os coletores de impostos eram odiados pelos judeus. Eram considerados traidores porque trabalhavam para Roma e costumavam cobrar mais do que o devido, ficando com a diferença. Mas Jesus chama justamente um desses homens desprezados. Levi faz uma grande festa em sua casa e convida muitos publicanos e pecadores. Jesus esta ali, comendo com eles. Os escribas e fariseus ficam escandalizados: “Por que come ele com os publicanos e pecadores?” (Marcos 2:16). Para eles, um mestre religioso jamais deveria se misturar com essa gente. A resposta de Jesus é poderosa: “Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores” (Marcos 2:17). Jesus deixa claro qual é Sua missão: buscar e salvar os perdidos. Ele não veio para os que se consideram justos, mas para os que reconhecem sua necessidade de salvação. Por isso, nem todo publicano foi chamado e salvo, mas Levi em especial por reconhecer sua necessidade de salvação. Os discípulos de João e os fariseus jejuavam frequentemente. Eles perguntam a Jesus por que Seus discípulos não jejuam. Jesus responde com uma ilustração: enquanto o noivo esta presente, os convidados não podem jejuar. O tempo de jejum viria quando o noivo fosse tirado (Marcos 2:19-20). Jesus esta falando profeticamente sobre Sua morte. Ele continua: ninguém coloca remendo de pano novo em roupa velha, nem vinho novo em odres velhos (Marcos 2:21-22). O que Jesus esta dizendo? O evangelho não é um remendo no judaísmo. O evangelho é algo completamente novo. Não pode ser contido nas velhas estruturas da religião tradicional. No sábado, os discípulos de Jesus atravessam uma plantação e colhem espigas para comer. Os fariseus ficam indignados: “Olha! Por que fazem o que não é lícito aos sábados?” (Marcos 2:24). Para os fariseus, colher espigas no sábado era trabalho, portanto … Ler mais

ESTUDO 1: MARCOS, O EVANGELHO DA AÇÃO

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Graça e paz queridos alunos líderes de Excelência, a todos que acompanham nossos estudos pelo canal no WhatsApp, ou pelos grupos e a comunidade. Hoje continuamos a saga com uma série curta no evangelho de Marcos. O estudo em série possibilita aos ouvintes que reflitam melhor no mesmo tema, no mesmo livro e possam aprofundar. Se você é pastor, deve trabalhar mensagens e estudos em série na sua igreja. Afinal, todo mundo acaba esquecendo no dia seguinte a mensagem de ontem. Mas quando o assunto da mensagem volta toda semana por algum tempo, os ouvintes vão fazendo ligações e isso reforça a reflexão e meditação e aumenta a absorção e portanto o aprendizado. 🔥O Servo que Veio para Servir 📌 O Evangelho de Marcos é diferente. Enquanto Mateus apresenta Jesus como Rei e Lucas como Homem perfeito, Marcos nos mostra Jesus como o Servo incansável. Aqui não ha genealogia, não ha relato de nascimento. Marcos vai direto ao ponto: “Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus” (Marcos 1:1). É assim que o Espírito Santo quer que vejamos Jesus neste livro: em ação, servindo, cumprindo a missão. Isso por si só, é um tapa na cara de todos aqueles que dizem ter um chamado mas estão parados, acomodados, estacionados, estagnados dizendo que estão esperando o “tempo de Deus”. Quando um pastor por inveja ou sei lá o que, simplesmente parou de me dar oportunidade e não permitiu mais que eu aceitasse convites para pregar fora por dois anos, eu abri um canal no Youtube para pregar, e aqui estamos nas redes sociais pregando até hoje, mesmo que as agendas tenham voltado. E Você? Qual a sua desculpa? Marcos era jovem quando escreveu este evangelho. Ele havia falhado no passado, abandonando Paulo e Barnabé na primeira viagem missionária (Atos 15:38). Mas Deus não desiste de quem falha. Anos depois, Paulo mesmo reconhece: “Toma contigo Marcos e traze-o, pois me é útil para o ministério” (2 Timóteo 4:11). Este é o evangelho de quem conheceu o fracasso mas experimentou a restauração divina. O livro começa com João Batista no deserto. Sua mensagem era simples e direta: “Arrependei-vos”. Não ha rodeios, não ha teologia complicada. O caminho para Deus passa pelo arrependimento genuíno. João sabia qual era seu papel: preparar o caminho para Aquele que era maior. “Após mim vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de, abaixando-me, desatar-lhe as correias das sandálias” (Marcos 1:7). Quando Jesus é batizado, algo extraordinário acontece: os céus se abrem, o Espírito desce como pomba, e a voz do Pai declara: “Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo” (Marcos 1:11). Aqui esta a aprovação divina. Jesus não precisa provar nada a ninguém. O Pai já declarou quem Ele é. Imediatamente, o Espírito O impele para o deserto. Marcos usa uma palavra forte: “impeliu”. Não foi uma sugestão, foi uma ação determinada do Espírito; e eu vejo um simbolismo nisso que é, o fato de quanto mais cheio do Espírito Santo você é, mais forte é a vontade Dele no seu coração, de maneira que você sente a obrigação de cumpri-la. Jesus passa quarenta dias sendo tentado por Satanás. Mas Ele vence. Onde Adão falhou no jardim, Jesus triunfa no deserto. Onde Israel falhou por quarenta anos, Jesus vence em quarenta dias. Ele passa em jejum Onde Moisés e Elias só passaram recebendo alimento espiritual (Êxodo 34:28. Deuteronômio 8:3. 1Reis 19:5-8). O ministério de Jesus em Marcos é marcado pela palavra “logo”. Esta expressão aparece mais de quarenta vezes. Jesus esta sempre em movimento, sempre servindo, sempre curando, sempre ensinando. E diante desse exemplo do comportamento do Mestre quando em Missão, faço uma crítica construtiva aos pregadores que viajam para pregar uma vez só, mas passam o fim de semana em hotéis. Eles tem muito conhecimento mas reservam a compartilhar migalhas por um curto espaço de tempo de uma hora no culto, enquanto passam dezenas de horas na cidade, tempo em que poderiam estar ensinando, conversando, conhecendo os irmãos, compartilhando bíblia, fé, testemunho e experiências. É por causa disso que, quando sou convidado, fico a disposição dos irmãos para pregar, ensinar, palestrar e conversar, enquanto tenho a vantagem da juventude, e Deus me der força, como diz Paulo: Me gastarei e deixarei gastar pelas vossas almas… (2Coríntios 12:15). Ele chama os primeiros discípulos com autoridade simples: “Vinde após mim” (Marcos 1:17). Pedro, André, Tiago e João deixam tudo imediatamente. Não ha hesitação. O chamado do Mestre exige resposta imediata. A pergunta é: Você respondeu que sim, mas não foi ainda? O que esta esperando? Na sinagoga de Cafarnaum, Jesus ensina com autoridade. As pessoas ficam admiradas porque Ele não ensinava como os escribas. Os escribas citavam outros escribas. Jesus falava com autoridade própria. Um homem com espírito imundo grita: “Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste para perder-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus!” (Marcos 1:24). Os demônios reconhecem Jesus. Eles sabem exatamente quem Ele é. Isso porque os demônios conseguem ver o sobrenatural além da aparência externa daquele homem barbado, com cabelos caídos lateralmente, sandálias de pescador e olhar humilde. Jesus repreende o demônio e ordena que saia. O espírito imundo sai com violência, mas sai. Esta é a autoridade de Jesus sobre o reino das trevas. Nenhum demônio pode resistir a Sua ordem. Nenhuma força maligna pode permanecer diante de Sua presença. É de Jesus que os demônios tem medo e não do crente que usa o nome de Jesus para expulsá-los. Quando você for expulsar demônio, lembre-se disso. Não é você, é Cristo. A sogra de Pedro esta de cama, com febre. Jesus a toma pela mão e a levanta. A febre desaparece imediatamente. Ela passa a servi-los. Este é o padrão: Jesus cura para que possamos servir. Não somos curados apenas para nosso próprio benefício. Somos curados para servir ao Reino. Já ouvi falar de pessoas que receberam uma bênção de Deus, como cura, milagre ou até bens materiais mas, … Ler mais