Por que a Orfa Voltou? – Pregação Evangélica

Por que a Orfa Voltou? E disseram-lhe: Certamente voltaremos contigo ao teu povo. (Rute 1:10) A história de Rute é pequena, mas é tão rica em detalhes e lições valiosas que pelo tamanho singelo do relato, podemos passar desapercebidos desse tesouro de conhecimento prático da vida. A história começa com uma família grande, onde parece que Noemi é a personagem central, ela perde o marido e ganha duas noras e a família cresce apesar da tragédia. As moças Orfa e Rute, são corajosas ao se casarem para fazer parte de uma família de estrangeiros e pobres porque estão fugindo da fome. E de certa forma “azarados” já que o chefe da família morreu inesperadamente. E se a ideia de que os nomes dos meninos descreviam sua condição de saúde for verdade, logo a coragem de Rute e Orfa ultrapassa as fronteiras chegando ao desespero que as levou á se casarem com rapazes doentes. Apenas para lembrar o que já vimos em estudos anteriores nessa série sobre Rute: Malom significa “enfermo” e Quiliom significa “desfalecido”. Após a morte dos meninos, elas ficam sozinhas, ás três. E nisso já temos uma lição valiosa. A lição de que sogra e nora são para sempre. A lição de que o casamento une a família de tal forma, que a morte dos maridos não é suficiente para separar. Família continua sendo família. Querendo ou não, proposital ou não, a história acaba por nos confrontar com essa ideia que permeia a bíblia sagrada, a ideia de que família é para sempre. O que Deus uniu não separe o homem. O marido morreu? Mas a mãe dele ainda está viva? Biblicamente ela ainda é sua sogra. E não preciso citar uma lista de versículos para te convencer disso. Basta olhar a lei do levirato aplicada em Rute posteriormente (Dt 25:5-10). Caso Rute tivesse perdido os laços familiares com Noemi após a morte do seu marido, então a lei do levirato que é válida para israelitas e não para estrangeiros, não poderia ser aplicada á ela. Mas como os laços continuam, a lei se aplica. Veja quão grande é este mistério, a morte separa o marido da mulher e vice versa, todavia o conceito bíblico de família é tão poderoso que nem a morte pode separar. A morte separa um casal, mas não separa uma família. Morre o marido, mas Orfa e Rute continuam sendo noras de Noemi e a mesma continua sendo sogra delas, bem como a bíblia descreve (Rt 1.8). E se elas tivessem tido filhos, a Noemi continuaria sendo avó, ainda que morressem pai e mãe, os parentes de Noemi continuariam sendo tios. Porque para Deus uma vez família, sempre família. E esse conceito está em toda a bíblia sagrada toda vez que uma genealogia é contada, ela menciona nomes dos que já morreram, mas que ainda hoje são contados como sendo da família. E como diria Jesus: Deus não é Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele vivem todos. (Lc 20.38). Isso muda totalmente o conceito de casamento que a sociedade tem, ou melhor, estabelece o conceito e prova mais uma vez o motivo pelo qual é tão importante que o casamento seja único e eterno até que a morte os separe. Voltando ao texto em busca de mais lições valiosas, percebemos de forma sutil que Orfa e Rute se casaram para fugir da casa de seus pais. Elas não se casaram com estrangeiros de forma aleatória, mas proposital. Elas queriam uma nova vida. Elas queriam uma vida diferente. Elas queriam sair da casa de seus pais e automaticamente abandonar a cultura de Moabe á qual foram obrigadas a aceitar pelo simples fato de terem nascido em Moabe. A aptidão imediata delas em ir com Noemi para longe de Moabe (Rt 1.10), sabendo que são grandes as chances de nunca mais voltar, revela um desinteresse grande pela terra natal ao ponto de que Noemi precisou fazer um discurso e só convenceu uma delas, não conseguiu convencer ambas. Pois voltar para a casa dos pais implicaria em voltar para a cultura de Moabe. Pois se casando com israelitas, de conformidade com a cultura da época, a eposa segue a liderança do marido fielmente, então essas mulheres automaticamente se tornaram parte do povo de Israel. E vivendo na casa de uma família tradicional de Belém de Judá, terra do pão, da tribo mais poderosa de Israel, logo essas mulheres aprenderam um pouco da lei e dos costumes do grande Eu Sou. Naquela época, a mulher adulta ou não, serviria ao deus á quem o dono da casa servisse. E isso traz luz ás palavras de Paulo ao carcereiro quando disse: “Crê no Senhor Jesus Cristo, e será salvo tu e a tua casa” (At 16.31). Pois ele se referia a cultura antiga que ainda resistia no novo testamento de que: Se o pai tomasse uma decisão de mudança, toda a família deveria seguir e de fato seguiria. Por isso será salva a tua casa, se eles seguirem os teus passos crendo em Jesus. Isso não mudou muito hoje em dia. Em qualquer família, as decisões do chefe da casa mudam a história de todos dentro da casa. Se o pai de família for beberrão, isso afeta a todos, se for trabalhador, afeta a todos, se for viciado, afeta a todos, se for fiel a Deus, afeta a todos na casa. Por isso, voltar para casa, no caso de Orfa e Rute, significa voltar a ser moabita, voltar a servir ao deus quemos, e participar dos seus rituais de sacrifício e prostituição (Nm 25.1-3). Veja que Noemi disse claramente: Por isso disse Noemi: Eis que voltou tua cunhada ao seu povo e aos seus deuses; volta tu também após tua cunhada.  (Rute 1:15) Elas estavam ainda em Moabe, talvez próximas da fronteira, e por isso já tinham feito uma longa viagem até então. E isso mostra que realmente as meninas estavam bem firmes na sua decisão de irem embora de Moabe crendo que em Belém … Ler mais

Noemi vs Mara! A Força e a Fraqueza da Mulher

noemi vs mara a força da mulher

Noemi vs Mara! A Força e a Fraqueza da Mulher Então se levantou ela com as suas noras, e voltou dos campos de Moabe, porquanto na terra de Moabe ouviu que o Senhor tinha visitado o seu povo, dando-lhe pão.  (Rute 1:6)   Uma situação peculiar e inusitada além de triste e desesperadora em uma família é quando todos os homens morre. Foi o caso na família de Noemi. Seu marido e filhos morreram. Elimeleque que significa “Meu Deus é rei”, morreu inesperadamente. Mas ele deixou dois filhos que logo se casaram trazendo esperança de continuar a família, porém Malom que significa “enfermo” e Quiliom que significa “desfalecido” também morreram inesperadamente. É difícil imaginar que os pais devotos e fiéis a Deus tenham colocado nomes tão esquisitos nesses garotos. Mais provável é que eles tenham recebido esses nomes depois quando ficaram doentes, talvez tivessem lutado contra uma doença desconhecida na época, algum tipo de cancêr, e por isso receberam esses nomes. Essa mudança nos nomes acontecia nesse tempo, e temos um bom exemplo que é Mefibosete. Seu nome de nascimento dado por seu pai Jônatas é Meribe-Baal (2Cr 8:33,34) “meus Deus é advogado”, porém, por ter quebrado as pernas ainda criança, foi chamado toda a vida de Mefibosete “vergonha”. O mesmo deve ter acontecido com Malom e Quilion, pois o autor de Samuel é também o autor de Rute. E escreveu ambos os livros usando os nomes dados aos personagens durante suas vidas, Malom, Quilion e Mefibosete, ocultando assim os nomes originais que eles receberam ao nascer. Pois o nome verdadeiro de Mefibosete só aparece em Crônicas, na genealogia, escrito por outro autor. Agora as 3 mulheres ficaram sozinhas. E o motivo da pobreza delas é que, o rebanho só ouve a voz de um pastor. E se os homens eram pastores e morreram, as ovelhas que eles tinham, se dispersaram pois não atenderiam a voz de mais ninguém. Outrossim, os rebanhos de quaisquer outros tipos de animais, poderiam ser trabalho demais para elas. Além disso, elas poderiam ter sido facilmente roubadas, embora a história não conte essa parte, é óbvio que alguma coisa aconteceu após a morte dos homens, e elas empobreceram. Porque todas as famílias de Israel e principalmente de Judá, a tribo mais forte, eram ricas e abastecidas em terras e gados. Ao saírem de Judá, perderam as terras. A expressão “campos de Moabe” deixa claro que essa família tinha animais que precisavam de campos para pastar. Pois nesse tempo, era quase impossível sobreviver sem os animais. Toda família criava e cultivava animais. Seja como for, elas voltaram praticamente sozinhas para Belém, o que indica a perda de seus bens. Há ainda a possibilidade de que já vieram para Moabe sem animais, que talvez foram roubados pelos midianitas enquanto eles ainda moravam em Belém (Jz 6:3-4). Em outras palavras, a crise delas foi maior e além do que está descrito no livro. Todavia o autor escreve correndo porque tem pressa em registrar a parte mais importante da história. Mas no verso 6 surge a atitude certa. Elas se levantaram! Sem a liderança dos homens, essas mulheres mostraram que também podem liderar e conduzir a família para o caminho certo. Obviamente todos nós temos defeitos, por isso, nenhuma liderança é perfeita, somente a de Cristo. Mas a liderança de Noemi tomando a decisão de voltar as origens foi o que salvou todas elas. Quando a bíblia diz que o homem é o cabeça, não é que a mulher não tenha talento ou condições de liderar, é apenas um princípio de primazia no casamento. Noemi seguiu o princípio e foi fiel á liderança de seu marido, mas agora que está sozinha, ela precisa assumir essa posição. E não há problema nenhum nisso, afinal, alguém tem que fazer alguma coisa, principalmente na ausência dos homens, pergunte á Débora. As mulheres tem um instinto natural de guerreiras, que no momento de crise, em meio a tristezas, angústias e até depressão, ainda assim elas tem força para lutar. Pois a tristeza beirando uma depressão é notória em Noemi. Ela vive reclamando e atribuindo a Deus os seus problemas e ainda pedindo aos outros “me chamem de Mara” (Rt 1:20), demonstrando uma tristeza e depressão profunda, mas o incrível é que mesmo assim ela se levantou, tomou uma decisão de mudança e partiu, colocando em prática aquilo que decidiu fazer. Quantas pessoas com apenas um pouco de tristeza já desistem de tudo? Aprendam com essa guerreira que se levantou nos campos de Moabe em plena velhice e viajou a pé até Belém, uma distância de aproximadamente 80km, e ainda que com idade avançada conseguiu mudar toda sua vida para melhor e foi alegre vó de netos. Noemi é uma guerreira, seu nome significa “doce, agradável”. Porém ela tem uma “dupla personalidade” metaforicamente falando. Pois o seu outro lado chamado Mara, que significa “amargura” é triste e cruel ao mesmo tempo. Noemi é o lado incrível dessa mulher. Mara é o lado decepcionante dessa mulher. Pois se como Noemi ela é forte, líder, decidida. Como Mara ela é uma fonte de negatividade e pessimismo influenciando tudo ao redor. Ela aconselhou suas noras á voltarem, estando insegura na sua decisão (Rt 1:8). Mara não acredita em um futuro, Mara não tem esperança, Mara não pode ajudar e nem salvar ninguém dessa crise. Mara vive se vitimando. SER, a vítima é sempre a pior coisa. Nunca queira ser a vítima, ainda que seja. Pois a vítima é aquela pessoa que apenas sofre, e fica esperando a ajuda cair do céu. Fica esperando alguém chegar para ouvir seus lamentos e reclamações. A vítima apenas sofre e reclama, sofre e murmura, sofre e lamenta, sofre e chora, sofre e se vitimiza dizendo que não tem sorte. Meu irmão e irmã, nunca sejam a vítima, nunca seja como Mara. Mara é aquela pessoa que vive praquejando para todos os lados, ela convenceu Orfa de que não tinha futuro em Belém, a terra que mana leite e mel, a … Ler mais

A Geografia Bíblica no Livro de Rute: Belém e Moabe

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A Geografia Bíblica no Livro de Rute: Belém e Moabe O livro de Rute é uma das narrativas mais comoventes e belas da Bíblia, com uma profunda ênfase nas relações familiares, lealdade, amor, redenção e provisão divina. A geografia bíblica desempenha um papel fundamental nesta história, destacando a importância dos lugares onde a trama se desenrola, especialmente Belém e Moabe. 1. Belém: A Casa do Pão Belém é uma cidade localizada na região da Judéia, cerca de 10 km ao sul de Jerusalém. O nome “Belém” significa “casa do pão”, e esta cidade é mencionada em várias passagens bíblicas, tornando-se um local significativo nas Escrituras. O livro de Rute começa com a história de uma família israelita que migrou de Belém para Moabe devido a uma fome na terra (Rute 1:1-2). Belém é especialmente conhecida como o local de nascimento do rei Davi e também como o lugar onde o Messias, Jesus Cristo, nasceu. O profeta Miquéias profetizou que o Messias viria de Belém (Miquéias 5:2), cumprindo-se em Jesus, o “Pão da Vida” que veio ao mundo para nos dar vida eterna (João 6:35). 2. Moabe: Terra dos Estrangeiros Moabe era um território situado a leste do rio Jordão, a sudoeste de Belém. Seus habitantes, os moabitas, descendiam de Moabe, o filho mais novo de Ló, que nasceu após o episódio da destruição de Sodoma e Gomorra (Gênesis 19:36-38). Os moabitas eram considerados estrangeiros e não faziam parte da nação de Israel, mas, ao longo da história, eles tiveram interações com o povo de Deus. O livro de Rute narra a história de uma mulher moabita chamada Rute, que se casa com um homem israelita em Moabe. Após a morte de seu marido e de seus cunhados, Rute decide seguir sua sogra, Noemi, de volta a Belém. A história de Rute destaca a inclusividade da graça divina, demonstrando que pessoas de todas as nações podem ser abençoadas por Deus e fazer parte de Seu plano redentor. 3. A Jornada de Volta a Belém A viagem de volta de Moabe a Belém foi uma jornada significativa para Rute e Noemi, marcando uma virada na história de suas vidas. Ao chegarem a Belém, Rute e Noemi enfrentam a difícil realidade da pobreza e da viuvez, mas a fidelidade e o amor de Rute a sua sogra resultam em bênçãos e redenção. Belém simboliza a restauração da esperança e das promessas de Deus, enquanto Moabe representa o estrangeiro, a incerteza e a dor. A jornada de Rute de Moabe a Belém é uma poderosa história de fé, lealdade e redenção, mostrando como Deus pode transformar situações aparentemente impossíveis em triunfos de amor e provisão. Conclusão A geografia bíblica no livro de Rute, especialmente com foco em Belém e Moabe, é essencial para a compreensão das complexidades da história. Belém representa o lugar onde a graça divina se manifesta na linhagem de Davi e, finalmente, em Jesus Cristo, o Salvador da humanidade. Moabe simboliza o estrangeiro e a provação, mas também é o cenário para a bela história de amor, lealdade e redenção de Rute. A jornada de Rute e Noemi de Moabe a Belém nos ensina sobre a fidelidade de Deus em todas as circunstâncias da vida. Independentemente de nossas origens, Deus nos convida a fazer parte de Sua família por meio de nossa fé e compromisso com Ele. Que a história de Rute nos inspire a confiar em Deus e a seguir Seus caminhos, sabendo que Ele é capaz de transformar nossas vidas e nos abençoar abundantemente.

Belém e os Belemitas: contexto histórico e teológico

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A Importância Teológica e Bíblica da Terra de Belém e os Belemitas/Efrateus Introdução A Terra de Belém e seus habitantes, os belemitas ou efrateus, têm uma importância teológica e bíblica significativa nas Escrituras. Belém é conhecida como a cidade do nascimento de Davi, o grande rei de Israel, e também como o local onde o Messias, Jesus Cristo, nasceu. Neste artigo, exploraremos a relevância teológica da Terra de Belém e os belemitas/efrateus, examinando as passagens bíblicas que destacam esses temas. Belém na Bíblia Belém, cujo nome significa “casa de pão”, é uma cidade mencionada em várias passagens bíblicas. Inicialmente, é conhecida como o local de nascimento do Rei Davi, um dos líderes mais proeminentes de Israel e um ancestral de Jesus Cristo (1 Samuel 16:1-13; Mateus 1:1-17). Além disso, o profeta Miquéias profetizou que o Messias nasceria em Belém (Miquéias 5:2), cumprindo-se em Jesus (Mateus 2:1-6). Belém desempenha um papel fundamental na história da redenção de Deus, como o lugar onde o grande Rei e o Messias vieram ao mundo. Os Belemitas/Efrateus na Bíblia Os belemitas ou efrateus são os habitantes nativos de Belém. A cidade é mencionada várias vezes no contexto de seus habitantes, como em Rute, onde é chamada de Belém-Efrata (Rute 1:2). Além disso, a expressão “Efrata” é usada em outros contextos, referindo-se à região ou ao povo de Belém (Salmos 132:6; Miquéias 5:2). O termo “efrateu” também é associado aos habitantes de Belém em outros textos bíblicos (1 Samuel 17:12). O Significado Teológico de Belém e os Belemitas/Efrateus A Terra de Belém e seus habitantes têm um significado teológico profundo nas Escrituras. Belém é um símbolo de humildade e pequenez, pois Deus escolheu um lugar aparentemente insignificante para o nascimento do Rei Davi e do Messias. Isso demonstra a natureza paradoxal do reino de Deus, onde os últimos serão os primeiros e os pequenos se tornarão grandes (Mateus 20:16; 23:12). Os belemitas ou efrateus representam a fé e a devoção dos pequenos e humildes, como exemplificado na história de Rute. Rute, uma moabita, foi acolhida e abençoada por Deus por causa de sua lealdade e fé em seguir sua sogra, Noemi, a Belém. Essa história enfatiza que a graça de Deus se estende a todas as nações e povos, independentemente de sua origem étnica ou status social. Conclusão A Terra de Belém e os belemitas/efrateus são símbolos importantes nas Escrituras, destacando a humildade e a fidelidade que Deus valoriza em Seu povo. Belém é a cidade do nascimento do Rei Davi e do Messias Jesus, reforçando a importância da escolha de Deus de usar o pequeno e o humilde para cumprir Seus propósitos. A história de Rute, uma belemita, exemplifica a inclusividade da graça divina, demonstrando que a fé e a devoção são as características essenciais que Deus busca em Seus filhos. Que possamos aprender com Belém e os belemitas/efrateus a importância de uma fé sincera e humilde em nosso relacionamento com Deus.

Terra de Moabe e os Moabitas: História, Contexto e Lições Teológicas

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A Terra de Moabe e os moabitas têm uma presença significativa na narrativa bíblica, desempenhando papéis importantes tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento. Neste artigo, exploraremos a história, contexto e lições teológicas relacionadas a Moabe e seu povo com base nas referências bíblicas. 1. Contexto Histórico e Geográfico A Terra de Moabe estava localizada a leste do rio Jordão, ao sul de Jericó, em uma região montanhosa. Moabe era uma nação vizinha de Israel e compartilhava uma história complexa com o povo de Deus. A origem dos moabitas é narrada em Gênesis 19:30-38, quando a filha de Ló deu à luz Moabe após um relacionamento incestuoso com seu pai. A partir de então, a descendência de Moabe formou a nação de Moabe. 2. Relações com Israel A história de Moabe está intimamente relacionada a Israel. Quando os israelitas saíram do Egito, Moabe recusou-se a dar-lhes passagem em sua terra (Números 22:1-4). Isso resultou na história de Balaão e sua mula falante (Números 22-24), onde Deus proibiu Balaão de amaldiçoar Israel e, em vez disso, abençoou-os. 3. Moabitas e Religião Pagã A influência religiosa pagã de Moabe foi uma tentação para os israelitas. Eles adoravam o deus Quemós e ofereciam sacrifícios a ídolos (Números 25:1-3). A imoralidade e idolatria dos moabitas levaram a um castigo divino e uma praga que matou muitos israelitas. 4. Rute: A Moabita Justa Embora a relação de Israel com Moabe tenha sido complicada, a história de Rute oferece um vislumbre de esperança. Rute, uma moabita, decidiu seguir Noemi, sua sogra israelita, após a morte de seus maridos (Rute 1:16). Sua fidelidade, amor e conversão ao Deus de Israel são evidências da graça divina, e ela se tornou uma antepassada de Jesus Cristo (Rute 4:17-22; Mateus 1:5). 5. Profecias Contra Moabe Várias profecias bíblicas foram dirigidas a Moabe por meio dos profetas. Jeremias profetizou a destruição de Moabe por sua arrogância e idolatria (Jeremias 48). Isaías também anunciou juízo contra Moabe (Isaías 15-16), e Ezequiel proclamou a devastação de suas cidades (Ezequiel 25:8-11). 6. Moabe e o Evangelho Embora Moabe tenha sido uma nação inimiga de Israel em alguns momentos, Jesus incluiu Moabe em Seu plano redentor. Os moabitas, assim como todos os povos, são convidados a receber a salvação por meio de Cristo (João 3:16; Atos 2:21). 7. Lições Teológicas Moabe serve como um lembrete da importância de seguir o verdadeiro Deus, evitando a tentação da idolatria. A história de Rute destaca a graça e misericórdia divinas, mostrando que Deus acolhe todos os que O buscam sinceramente. As profecias contra Moabe são uma advertência contra a arrogância e a rebelião contra Deus. Conclusão A Terra de Moabe e os moabitas são elementos importantes na narrativa bíblica, retratando a complexa relação de Israel com nações vizinhas. Embora tenham ocorrido conflitos e juízos contra Moabe, a história de Rute e a inclusão de Moabe no plano redentor de Deus mostram a extensão do amor e da salvação divina. Essas lições teológicas continuam relevantes para nós hoje, incentivando-nos a seguir a Deus com fidelidade e humildade, evitando a idolatria e recebendo Sua graça e redenção por meio de Jesus Cristo.

Tempo de José, Tempo de Faraó, Tempo de Deus – Esboço de Pregação Evangélica

Perseverança e Fé em Tempo de Apostasia

Tema: Tempo de José, Tempo de Faraó, Tempo de Deus.   _Esboço 1 do ebook: 101 esboços de pregações em Êxodo._   Texto base: Depois, levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José, (Êxodo 1:8).   Raciocínio: Como era a vida do povo quando José estava na liderança? E como ficou a vida do povo quando não tinha mais um homem de Deus na liderança, mas sim um homem ímpio, o Faraó? E como é quando Deus resolve agir e ajudar o povo, mesmo tendo uma liderança ímpia no poder?   I. Tempo de José   A. O favor de Deus para com José (Gênesis 37:3-4; 39:2-4)   Enquanto José é governador no Egito, certamente este favor especial de Deus para com José, é agora também sobre todo o Egito, pois Deus abençoa tudo que José toca e tudo que ele faz. E o povo se beneficia.   B. A provação e sofrimento de José (Gênesis 37:23-28; 39:7-20)   José era um líder experimentado, experiente, e por isso justo, era alguém cujo caráter já tinha sido forjado por Deus. E um líder de caráter, proporciona um tempo de bonança ao povo.   C. A exaltação de José por Deus (Gênesis 41:38-44)   Assim como é fácil reconhecer Deus na vida de José, é fácil reconhecer Deus salvando todo o Egito através de José.   D. A bênção de José (Gn 47:13-26)   José negociou e todo o Egito se tornou escravo de Faraó, pois não tinham como pagar. E a bênção é que seus irmãos não se tornaram escravos de Faraó, porquanto eram sustentados gratuitamente por José. (Gn 50:21). Quando o justo governa, os justos prosperam.   II. Tempo de Faraó   A. A ignorância e medo de Faraó (Êxodo 1:8-10)   Faraó não se alegra com a prosperidade do povo, antes ele teme que fiquem mais prósperos do que ele. Faraó não reforça o relacionamento com o povo, antes ele faz julgamentos achando que o povo vai se voltar contra ele. É inveja, julgamento preconceituoso, iniquidade, maldade, tudo ao mesmo tempo. Quando o ímpio governa, o povo sofre.   B. A opressão dos israelitas (Êxodo 1:11-14)   Ao invés de, fazer o bem e ter o favor do povo, ele prefere fazer o mal e ter os bens do povo. Para ós ímpios, mais valem os bens do povo como o trabalho para construir casas e cidades, do que o favor do povo. Por exemplo, políticos ímpios não se importam com seu bem estar, mas sim com seus impostos.   C. A tentativa de Faraó de matar os bebês hebreus (Êxodo 1:15-22)   A maldade não tem limites, antes escravizar estava bom, depois forçá-los a trabalhar até desmaiar era bom, agora nada disso é suficiente, tem que matar os meninos, tem que impedir o  crescimento do povo, destruindo o futuro da sua própria mão de obra escrava. Não há sabedoria no governo dos ímpios.   III. Tempo de Deus   A. O plano soberano de Deus para os israelitas (Êxodo 1:7)   Deus sempre tem um plano para o seu povo. Aumentar o povo foi algo vindo de Deus, Ele é quem estava multiplicando seu povo, de maneira que, em toda a dificuldade que passaram, eles não pararam de crescer, e isto é a mão de Deus sobre eles em todo tempo, mesmo parecendo que Deus não estava, a providência do Senhor pelo seu plano maior estava chegando constantemente a cada 9 nove meses. Mesmo que você não esteja vendo, o plano de Deus está em vigor.   B. A proteção divina dos bebês hebreus (Êxodo 1:17-21)   Deus não impediu o povo de ser escravizado, não impediu de serem espancados algumas vezes, não impediu de levarem broncas e trabalharem muito. Porém, impediu de matarem os bebês usando as parteiras, logo, a lição é:   Se Deus permitiu algum sofrimento ou dificuldade, significa que isso não afeta o plano Dele, que nesse caso era aumentar o povo, mas tudo que for afetar o plano de Deus, como a morte dos bebês, certamente Deus irá intervir. O plano que o Senhor tem para sua vida ninguém pode impedir.   C. A fidelidade de Deus em cumprir suas promessas (Êxodo 2:23-25)   No tempo de Deus, as promessas começam a se cumprir. Ele derrotou Faraó com todos os seus deuses enviando as pragas, e ainda destruiu o exército de Faraó, impedindo ele de perseguir Israel pelo deserto agora e no futuro, pois construir um exército demora vários anos.   Ele impediu o crescimento do povo do Egito matando os primogênitos, eles que queriam impedir o crescimento do povo de Deus, agora receberam de volta o seu mau.   Ele forçou os egípcios a trabalharem muito para reconstruir o próprio Egito que foi destruído pelas pragas, e agora não tem os homens fortes do exército para ajudar. Então pela lógica, todos os nobres e ricos que antes folgavam ás custas do povo de Deus, tiveram que por a mão na massa e reconstruir sua própria cidade. E novamente, eles receberam de volta o mau que fizeram. Deus não deixa impune e não deve nada a ninguém.   —– 📌 Este esboço elaborei para uma agenda que tive no Rio de Janeiro há vários meses atrás. É um dos mais recentes que fiz no livro de Êxodo. E se tornou o primeiro esboço do meu novo ebook: 101 Esboços de Pregações em Êxodo porque este esboço faz uma leve transição do livro de gênesis para o livro de Êxodo. Por isso é perfeito como continuação, já que o ebook anterior é 101 esboços em gênesis.     Deus abençoe sua vida, família e ministério em nome de Jesus.

Matando Novos Convertidos na Igreja de Jacó | Esboço

Matando Novos Convertidos na Igreja de Jacó Esboço número 67. Do ebook: 101 Esboços de Pregações em Gênesis   Texto base: Então responderam os filhos de Jacó a Siquém e a Hamor, seu pai, enganosamente, e falaram, porquanto havia violado a Diná, sua irmã. (Gênesis 34:13)   Raciocínio: O que aconteceu com Diná foi lamentável, porém a vingança foi deveras pior, pois segundo a lei de Moisés um casamento resolveria a questão (Dt 22:28-29). E eles sentenciaram á morte todos os homens, que aliás, eram homens que estavam dispostos á seguir os costumes de Israel. I. Analogia e significados: Jacó é o pastor A família de Jacó são as ovelhas, a igreja. Os filhos de Jacó são os obreiros e líderes que o ajudam. Diná, representa os jovens que se aventuram por aí e dão trabalho á liderança. (Gn 34:1). Hamor e Siquém, representam pessoas do mundo que se envolvem com os ‘crentes’ e decidem abraçar a fé. Portanto, são novos convertidos. II. Os Jovens: A. São curiosos e aventureiros Exemplos: Sansão, Absalão, Amnom, Filho pródigo. B. Gostam de andar com outros jovens Ter muitos amigos, ainda que sejam amigos do mundo, o importante é ter como Diná que saiu para fazer amizades. (Gn 34:1). C. Não percebem quando estão correndo perigo Por isso se arriscam muito como foi com Diná. (Gn 34:2) Exemplos de Jovens que não perceberam que estavam em perigo: Abel, Esaú, José, Tamar, Sansão. III. Os Novos Convertidos A. Novos convertidos chegam até a igreja pelo contato direto ou indireto com algum membro da igreja. Dificilmente alguém visita uma igreja, sem ter contato com alguém de dentro. B. Os novos convertidos ainda possuem costumes mundanos. Hamor e Siquém pareciam não perceber a gravidade do problema que causaram e o trataram como sendo algo simples, e não era. C. Novos convertidos são cheios de disposição Para aceitar, obedecer e abraçar a fé e estão dispostos a ir longe para conseguir, como fizeram os homens de Siquém, todos eles sem reclamar, se submeteram a uma cirurgia nas partes íntimas, mesmo não entendendo totalmente o motivo disso. D. Novos convertidos são enganados facilmente quando o assunto é sobre a religião Eles estão encantados por Diná e sua igreja, mas quanto ás doutrinas, usos, costumes, mandamentos, eles não sabem nada e são facilmente iludidos, como de fato foram por Simeão e Levi. E. São empolgados e ansiosos para anunciar as boas e novas notícias, o que muitas vezes resulta em mais pessoas para agregar na igreja. (Gn 34:20-21). IV. Os Obreiros A. São respeitosos com o pastor e seguem seu comando e autoridade Assim como os filhos de Jacó, mas nem todos e nem sempre, como foi o caso de Simeão e Levi. B. Obreiros tem conhecimento dos usos e costumes E por isso, podem iludir, enganar e confundir novos convertidos se deixarem seu coração ser dominado por sentimentos negativos como a maldade e a vingança. (Gn 34:13) Por isso, não é qualquer um que pode ser obreiro, pois o poder e a autoridade nas mãos de homens maus ou imaturos, podem ser de grande prejuízo ao rebanho do Senhor. C. São obreiros, não são pastores pelo simples fato de não estarem totalmente preparados para ser, como ficou claro no mau exemplo de Simeão e Levi, eles não estavam preparados para lidar com aquela situação. D. É muito bom que os obreiros dominem a espada A espada é símbolo da palavra de Deus, para ajudarem o pastor nas ministrações.   Porém, obreiros que se deixam dominar pela raiva entre outros sentimentos negativos, acabam usando a palavra(espada) e matando pessoas, como fizeram Simeão e Levi. V. O Pastor: A. Condenar? Punir? Castigar? – Gênesis 34:5-7 Quando Jacó soube do estupro de sua filha, ele ficou indignado com os homens de Siquém e condenou sua ação. No entanto, ele não agiu de forma decisiva para punir os agressores ou proteger a honra de sua filha. Cabe ao pastor tomar as decisões mais importantes, e Jacó como sendo prejudicado não cobrou nem exigiu nada daqueles homens para repararem seu erro. Mas aceitou a ideia que veio deles. Muitas pensam que a função do pastor é condenar, castigar e punir, quando na verdade, é manter a paz e apascentar o rebanho. B. Pastor também erra! – Gênesis 34:30 Quando seus filhos Simeão e Levi mataram os homens de Siquém, Jacó não tomou uma posição clara sobre suas ações, e não expressou uma opinião forte a favor ou contra o ato de vingança. Jacó ficou sem ação e não estabeleceu nenhuma medida punitiva ou disciplinar para com seus filhos. Muitas vezes, pastores agem assim, sem saber como disciplinar ou o que fazer e de que forma proceder para ser justo e coerente. C. Preocupação com a reputação – Gênesis 34:30 Jacó estava preocupado com a reputação e a segurança de sua família depois dos acontecimentos em Siquém, e temia que as outras tribos vizinhas se unissem contra eles. Todo pastor vela pelo rebanho, e a reputação do rebanho é fundamental, pois uma reputação ruim corta toda oportunidade de crescimento e pode até mesmo ser a causa da destruição do rebanho. D. Maturidade e aprendizado – Gn 49:5-7 No momento da sua morte quando abençoava seus filhos, Jacó agora mais velho e mais experiente, resolve corrigir o erro do passado quando os deixou sem punição e a bênção deles é abreviada e a punição finalmente chega. Essa atitude de punição tardia de Jacó nos ensina que, a punição não precisa vir no momento imediato, mas ela pode esperar até que o pastor tenha mais maturidade para lidar com a questão e trazer a punição correta e justa.     Se você gostou desse esboço, saiba que tem mais 100 te esperando no meu ebook: 101 Esboços de Pregações em Gênesis. Acesse aqui e saiba mais.

Os Pais de Moisés – Estudo e Comentário Êxodo 2

os pais de Moisés Anrão e Joquebede

Os Pais de Moisés E foi um homem da casa de Levi e casou com uma filha de Levi. (Êxodo 2:1). Ao escrever essa parte da história, Moisés entra com cuidado na narrativa sobre si mesmo, revelando sua humildade assim como os autores do novo testamento que ao falar de si mesmos, revelam a mesma humildade em seu anonimato (Tg 1:1. Jd 1:1. 2Jo 1:1. 2Co 12:1-2). Ele pretendia revelar os nomes de seus pais mais a frente no livro (Ex 6:20), porém agora no início, é mais importante saber a tribo: “Um homem da casa de Levi, uma mulher da casa de Levi.” A frase “tomou uma mulher” (Ex 2:1) nos faz lembrar os padrões de Deus para um casamento bem sucedido (Gn 2:24), revelando assim que seus pais andam nos caminhos do Senhor, que sua família é formada de acordo com a vontade do Eterno. E eles são da tribo de Levi. Isso explica o lado “explosivo” de Moisés, tanto quanto a astúcia de seus pais. Pois Levi, o pai da tribo, é marcado por sua violência, coragem e astúcia no caso da matança dos siquemitas (Gn 34:25-31), e também a sua bênção era a de não possuir herança entre seus irmãos (Gn 49:5-7). Assim Moisés nasceu sem possuir “herança” entre seus irmãos pois não cresceu na casa de seus pais, mas como estrangeiro na casa da filha de Faraó, depois como estrangeiro na casa de Jetro, e depois como nômade no deserto guiando o povo. Em outras palavras, a vida de um Levita conforme a bênção de Jacó. A astúcia de Levi se vê ao máximo projetada em Moisés, pois para além da sua fina educação no Egito, ele realmente era muito sábio em tudo que fazia, por exemplo, ao ser acusado por um hebreu, concluiu sabiamente que a notícia também já tinha chegado ao Faraó, e não ficou esperando para ver o óbvio, mas se antecipou e fugiu salvando sua vida. (Ex 2:14,15). Essa astúcia e coragem herdade de Levi é projetada também nos pais de Moisés. Pois foram muito corajosos e inteligentes para gerar Arão, irmão mais velho de Moisés, e para escondê-lo. Ao que tudo indica, a tática que usaram para esconder Arão não funcionou com Moisés, por isso está escrito: “não podendo mais escondê-lo…” (Ex 2:3). O simples fato de gerar Moisés é um grande ato de coragem, pois já tinham um casal, Arão e Miriã, já tinham um filho e uma filha, não havia necessidade de um terceiro principalmente pelo perigo iminente decretado por lei que garantia a morte da criança caso fosse menino. Eles poderiam pura e simplesmente dispensar Moisés, 2 vitórias em 3 não é ruim. Mas foram corajosos para insistir em salvar sua vida. A frase “viram que era formoso”, significa que os pais perceberam que Deus era com o menino. Isso nos ensina que os pais são fervorosos, tementes a Deus e justos, tais como Zacarias e Isabel (Lc 1:5-6). Anrão e Joquebede certamente ensinaram seus 3 filhos a andar no caminho do Senhor, não é por acaso que a melhor pessoa para ajudar Moisés lá na frente é seu próprio irmão Arão, chamado por Deus para este propósito específico. (Ex 4:14). Não é a toa que entre todos os levitas, a única que estava carregando um pandeiro e pronta para louvar é Miriã, contagiando todo o povo e ensinando a todos como é que se faz quando Deus opera um milagre. E toda essa devoção é graças a um casal de corajosos da trigo de Levi, Anrão e Joquebede. Moisés é criado por sua própria mãe nos primeiros anos de vida, o que todos os comentaristas concordam, ela incutiu no menino os princípios de Deus antes de enviá-lo para ser educado no palácio, fazendo com que ele fosse blindado contra as idolatrias do Egito. Pois em toda a história de Israel, sempre foi muito difícil tirar a idolatria do povo. Mas Joquebede já tinha mostrado como se faz, ensina a criança no caminho em que deve andar e até quando crescer não se desviará dele. Afinal, Moisés, Arão e Miriã nunca foram idólatras. Mesmo no episódio do bezerro de ouro, Arão foi forçado a ceder contra a ameaça de perder a vida (Ex 32:1), pois segundo o Talmud, eles mataram Hur e para não ser morto, Arão cedeu. Veja que Hur simplesmente desaparece da narrativa. (Ex 24:14). Mas a blindagem dada por seus pais, fez com que Moisés despertasse do sono, e ao sentir-se pronto já não queria mais ser chamado filho da filha de Faraó, e por mais “derrotado”, simples, humilde, pobre e sofredor que seu povo fosse, ele escolheu deixar de ser príncipe para ser como os escravos, fruto da educação fervorosa que recebeu de seus pais quando ainda muito pequeno. (Hb 11:23,24). Hoje, os filhos que não receberam educação de base de seus pais, porque enquanto os pais trabalhavam fora, eles foram criados por babás ou vizinhos, cresceram e trocaram os pais pelo dinheiro, pela tecnologia, ou por qualquer novidade do Egito. Anrão e Joquebede, mesmo escravos, conseguiram educar seus filhos, na fome, na escassez, na pobreza e com muito trabalho forçado diariamente, ainda assim, acharam graça para se casar, coragem para gerar e força para educar.

Introdução ao Livro de Êxodo

Introdução ao Livro de Êxodo

Introdução ao Livro de Êxodo A palavra “Êxodo” significa “saída” ou “partida” em grego, e o título do livro se refere à partida dos israelitas do Egito. É um livro de história, mas também um livro de fé, que contém ensinamentos importantes sobre a natureza de Deus, o valor da obediência e a importância da aliança. Além disso, é uma fonte importante para entender o contexto histórico do Antigo Testamento e a origem do povo judeu. Contextualização Histórica e Teológica do Livro de Êxodo O livro de Êxodo é um dos textos mais significativos do Antigo Testamento, fornecendo informações históricas importantes sobre a origem do povo judeu e sua relação com Deus. O livro começa com uma breve introdução que estabelece a história dos filhos de Israel no Egito, onde haviam sido convidados por José para viver durante a fome que assolou a terra de Canaã. Com o passar do tempo, os israelitas se multiplicaram e se tornaram uma ameaça para o faraó, que os escravizou e os forçou a trabalhar na construção de cidades e monumentos para o Egito. No entanto, Deus escolheu Moisés, um líder que nasceu em Israel, mas foi adotado pela filha do faraó quando era um bebê, para liderar os filhos de Israel em sua libertação. Moisés, relutantemente, aceitou a tarefa e partiu para o Egito com seu irmão Arão para confrontar o faraó. Mas, apesar das várias tentativas de persuadir o faraó a ceder, ele continuou a resistir, o que levou Deus a enviar uma série de dez pragas que devastaram o Egito, culminando com a morte de todos os primogênitos do país. O livro de Êxodo é fundamental para a história judaica e cristã, pois fornece informações importantes sobre a relação entre Deus e seu povo escolhido. Ele ensina que a obediência é fundamental para manter uma relação estreita com Deus e revela a natureza de Deus como um Deus que liberta e protege seu povo. As Pragas do Egito e a Libertação dos Israelitas Um dos pontos altos do livro de Êxodo é a narrativa das pragas do Egito. Deus usou essas pragas para persuadir o faraó a libertar os israelitas, mas ele continuou a resistir até que, finalmente, após a décima praga, ele permitiu que os israelitas partissem. As pragas foram projetadas para mostrar a Deus como um Deus poderoso, capaz de controlar as forças da natureza, e para mostrar aos egípcios que os deuses deles eram impotentes diante do Deus de Israel. Essa narrativa também ensina a importância da fé e da obediência, pois os israelitas tiveram que confiar em Deus e seguir as instruções de Moisés para se protegerem durante as pragas. Além disso, a libertação dos israelitas é um exemplo claro da providência divina, mostrando que Deus guia e protege seu povo, mesmo em tempos difíceis. A Aliança no Monte Sinai e a Construção do Tabernáculo O livro de Êxodo também descreve a aliança que Deus fez com os israelitas no Monte Sinai, onde ele deu a Moisés os Dez Mandamentos e instruções detalhadas para a construção do tabernáculo. Essa aliança foi um momento crucial na história de Israel, pois estabeleceu a relação entre Deus e seu povo escolhido, prometendo bênçãos para a obediência e maldições para a desobediência. Além disso, o tabernáculo foi a estrutura sagrada que Deus ordenou que fosse construída como um lugar de adoração para Ele no meio do acampamento dos israelitas durante sua peregrinação pelo deserto. O tabernáculo foi construído com grande precisão e com materiais preciosos, como ouro, prata e bronze, e foi decorado com tecidos finos e pedras preciosas. O sacerdócio foi estabelecido e Aaron e seus filhos foram designados como sacerdotes para servir no tabernáculo. A construção e o uso do tabernáculo foram essenciais para a adoração e a comunicação com Deus para os israelitas na época.

Resumo do Livro de Êxodo

resumo do livro de êxodo

Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. (Êxodo 20:2) O livro de Êxodo é o segundo livro do Antigo Testamento da Bíblia e narra a história da libertação dos israelitas da escravidão no Egito. O livro pode ser dividido em três partes principais: a libertação dos israelitas da escravidão, a jornada deles pelo deserto e a entrega da Lei a Moisés. Parte 1: Libertação dos Israelitas da Escravidão (Êxodo 1-15) A primeira parte do livro de Êxodo começa com o aumento da população israelita no Egito, o que preocupa o Faraó, que teme que os israelitas se tornem uma ameaça à segurança do Egito. Ele ordena que os israelitas sejam escravizados e obrigados a trabalhar em condições difíceis. Deus então escolhe Moisés para liderar a libertação dos israelitas da escravidão. Moisés é um hebreu que foi adotado pela filha do Faraó e cresceu na corte real. Deus aparece a Moisés na forma de uma sarça ardente e ordena que ele vá falar com o Faraó para libertar os israelitas. Moisés e seu irmão, Arão, vão ao Faraó várias vezes para pedir a libertação dos israelitas, mas o Faraó se recusa a ceder. Deus envia então dez pragas ao Egito, incluindo a praga dos gafanhotos, das trevas e da morte dos primogênitos, até que o Faraó finalmente concorda em libertar os israelitas. Os israelitas saem do Egito em uma fuga apressada e cheia de dificuldades. Moisés divide as águas do Mar Vermelho para permitir que os israelitas atravessem a pé, mas os egípcios que os perseguem são afogados quando as águas se fecham novamente. Os israelitas celebram sua libertação com uma música de louvor a Deus. Parte 2: Jornada dos Israelitas pelo Deserto (Êxodo 16-24) A segunda parte do livro de Êxodo descreve a jornada dos israelitas pelo deserto. Eles passam por várias dificuldades, incluindo a falta de água e comida, e reclamam frequentemente de Moisés e de Deus. Deus fornece maná do céu e água de uma rocha para sustentar os israelitas. Ele também se revela a eles na forma de uma nuvem durante o dia e uma coluna de fogo durante a noite para guiá-los. Moisés sobe ao Monte Sinai para receber a Lei de Deus, que inclui os Dez Mandamentos e outras leis e instruções para o povo de Israel. Enquanto isso, os israelitas se cansam da espera e fazem um bezerro de ouro para adorar, o que faz com que Deus fique muito irritado. Parte 3: O Tabernáculo (Êxodo 25-40) Moisés recebe de Deus as instruções detalhadas para a construção do Tabernáculo, incluindo a Arca da Aliança, a Mesa dos Pães da Proposição, o Candelabro de Ouro, o Altar de Bronze e o véu que separava o Santo Lugar do Lugar Santíssimo. Os israelitas seguem as instruções de Deus e constroem o Tabernáculo com materiais preciosos e habilidades adquiridas no Egito. Deus se manifesta no Tabernáculo e se comunica com Moisés. O livro de Êxodo termina com a conclusão do Tabernáculo e a glória de Deus enchendo o local. Moisés não consegue entrar no Tabernáculo devido à presença de Deus e os israelitas seguem viagem sob a orientação divina. Em resumo, o livro de Êxodo narra a história da libertação dos israelitas da escravidão no Egito, sua jornada pelo deserto e a entrega da Lei a Moisés. É uma história de fé, coragem e perseverança, mostrando como Deus libertou Seu povo e os guiou através de dificuldades e obstáculos para o Seu propósito divino. As lições de Êxodo são relevantes até hoje, como a importância da obediência a Deus, a necessidade de fé e confiança Nele, e a esperança de salvação e libertação que Ele oferece.