5 Lições que Aprendemos com Labão

Texto base: Gênesis 29–31 Labão teve diante de si um homem trabalhador e abençoado. Jacó cuidou de seus rebanhos, fez sua riqueza crescer e permaneceu anos servindo sua casa. Porém, em vez de enxergar Jacó como alguém a ser honrado, Labão sempre o enxergou como alguém de quem poderia tirar vantagem. Infelizmente, ele era da família de jacó, e no momento, Jacó não podia evitá-lo pois dependia dele. Muita das vezes, temos que passar por essas situações onde, somos forçados a deixar de lado qualquer orgulho e conviver com parentes que valorizam mais o ‘ter’ do que o ‘ser’. A história nos ensina que a avareza não é apenas amar o dinheiro; é permitir que o interesse fale mais alto que os relacionamentos. 1. A avareza transforma pessoas em oportunidades de lucro “Tenho experimentado que o Senhor me abençoou por amor de ti.” — Gn 30:27 Labão sabia que estava prosperando por causa de Jacó. O problema é que, em vez de valorizar Jacó, queria mantê-lo por aquilo que ele produzia. Essa é uma relação típica de trabalho, funcionário e patrão. O problema é que, Jacó era parente, filho de sua irmã Receba. Logo, deveria naturalmente haver um relacionamento mais próximo, mais íntimo, mais familiar. Porém, nem sem a nossa família ou parentela pode nos dar um lar. Lição: Quando começamos a medir pessoas pelo que elas podem nos oferecer, o dinheiro já está ocupando um lugar perigoso no coração. 2. A avareza nunca acha que já ganhou o suficiente Jacó declarou que Labão havia mudado seu salário dez vezes (Gn 31:7). Labão já estava enriquecendo, mas ainda tentava obter mais vantagem. Mesmo depois de tantos anos. Acho engraçado que, quando Jacó finalmente acordou para a vida e procurou seu caminho, Labão disse “levaste… minhas filhas” (Gn 31:26). Ué, as mesmas que Jacó tinha comprado trabalhando por 14 anos? Um avarento nunca reconhece uma compra e venda legítima. Ele é capaz de vender as filhas e continuar achando que ainda são suas. Hoje, um avarento é capaz de lhe vender um carro, e por serem parentes, continuar achando que pode usar o carro de vez em quando, como se lhe tivesse feito um favor. Ou lhe vender uma parte da casa, pra você morar no quintal, e continuar achando que pode invadir o seu pequeno espaço, como se fosse dele, como se lhe tivesse feito um favor permitindo-lhe morar ali. O apetite da avareza nunca tem fim. Lição: A avareza não possui uma linha de chegada. Quem não aprende a dizer “é suficiente” sempre encontrará uma razão para querer mais. 3. A avareza encontra justificativas para a injustiça Labão enganou Jacó no casamento com Raquel e depois alterou repetidamente os acordos de trabalho, sempre visando diminuir o salário de Jacó. E na partida de Jacó, os perseguiu pelo caminho e lhe disse diante de sua face: “tenho poder para acabar com você” (Gn 31:29). Ele só não fez isso, porque Deus o alertou no caminho para não fazer nada contra Jacó. O Deus que protege Jacó, o guardou como prometera (Gn 28:15). Se não fosse a boa mão do nosso Deus, muitos inocentes e pobres explorados por seus próprios familiares como foi Jacó, já estariam mortos. Lição: Um coração dominado pelo ganho consegue até chamar exploração de “negócio”. Nem tudo que é vantajoso para mim é necessariamente justo diante de Deus. 4. A avareza destrói relacionamentos Chegou um momento em que Jacó percebeu que o semblante de Labão já não era o mesmo para com ele (Gn 31:2). Depois de tantos anos, a relação estava desgastada. Na verdade, o olhar de Labão nunca foi bom para com Jacó, ele via Jacó como fonte de renda e não como família. Esse tipo de olhar já não é bom, e ficou pior depois que Jacó agora se tornou um prejuízo para ele. Um avarento, só te valoriza enquanto você pode ser útil para ele. Quando não puder mais ajudar, quando não puder mais dar lucro, será desprezado e humilhado. Lição: Há dinheiro que custa caro demais. Se para ganhar precisamos perder confiança, amizade, família ou integridade, talvez o preço seja maior que o lucro. Nenhum emprego ou acordo financeiro vale a segurança da sua vida e da sua família. Jacó confessou o motivo de sua fuga: “Tive medo” (Gn 31:31). Em uma relação saudável entre funcionário e patrão, o respeito e a admiração são comuns. É normal o funcionário sentir admiração pelo patrão, por ver como o seu patrão venceu, como vence, como negocia, como mantem a empresa funcionando. Porém, na relação entre Jacó e Labão, havia medo. Isso roubava o sono de Jacó (Gn 31:40). Se você esta em uma relação de negócio, onde o medo impera. Esse é o sinal de que uma conversa se faz necessária, e algo deve mudar, senão, é o tempo de romper. 5. A bênção vem de Deus, não da exploração Apesar das tentativas de Labão, Jacó testemunhou: “Deus não lhe permitiu que me fizesse mal.” — Gn 31:7 Labão tentou controlar o resultado, mas quem determinava a prosperidade de Jacó era Deus. Lição: Não precisamos prejudicar ninguém para prosperar. Quando reconhecemos Deus como nossa fonte, podemos trabalhar, negociar e crescer sem abandonar a justiça. Jacó tinha seus problemas em casa com suas mulheres (Gn 30:1), com seus filhos, e no trabalho com a relação abusiva (Gn 31:38-39), mesmo assim, com todo o pesar do dia quente, e o frio da noite, ele prosperava. Você não precisa aderir a negócios duvidosos, fraudulentos, por mais difícil que a situação fique. Confie em Deus, lembra-te do Deus de Jacó. O mundo anuncia pelas redes sociais uma prosperidade sem sofrimento aparente. A bíblia mostra o contrário. Jacó prosperava, mas em meio ao sofrimento, dificuldades e pesares. Para refletir sobre o comportamento de Labão:Estou usando aquilo que possuo para servir pessoas ou usando pessoas para possuir mais? Oração:Senhor, guarda meu coração da avareza. Ensina-me a reconhecer quando já tenho o suficiente, a tratar pessoas com justiça e a … Ler mais

O que é Batalha Espiritual? Estudo e Reflexão

o que é batalha espiritual

O que é batalha espiritual? Isso é heresia ou é doutrina? O que a bíblia diz sobre batalhas espirituais? Bom, se você tem muitas dúvidas sobre este tema, saiba que esta prestes a ler nas linhas subsequentes o primeiro estudo de uma série com total de 35 estudos bíblicos sobre batalha espiritual. é a nova campanha que começamos. Quer participar da campanha? Veja aqui todas as informações a respeito. E acompanhe pelo Telegram clicando aqui. Assista pelo Youtube, veja a playlist aqui. Mas principalmente, acompanhe os estudos em texto pelo grupo fechado no WhtatsApp clicando aqui. Onde também postamos tudo sobre a campanha. Semana 1/7 – Mensagem 1/5 – O que é Batalha Espiritual? O que é Batalha Espiritual Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. (Efésios 6:12). Já ouviu alguém falar que batalha espiritual não existe? E deveria fazer muito sentido isso. Afinal, Deus é mais poderoso do que todos juntos, Jesus já venceu tudo na cruz, e por que não acreditar que tudo que acontece de errado, é por causa das nossas escolhas somente? O problema com esse pensamento, é que, mesmo após Cristo morrer na cruz, mesmo Deus sendo o único todo-poderoso, a bíblia fala de batalha espiritual (Jd 1:3)! Obviamente, essa frase “batalha espiritual” não existe na bíblia, é um termo cristão utilizado para descrever tal situação. Paulo deixa claro que nossa luta não é contra pessoas (Ef 6:12), mas sim, contra espíritos malignos. Quando ele diz: principados, potestades, príncipes das trevas e hostes espirituais da maldade; esta descrevendo classes de demônios! Em outras palavras, ele fala de níveis de demônios, mostrando que existe uma hierarquia e muita organização entre eles. E o texto é bem claro ao afirmar que TEMOS QUE lutar! Em outras palavras, não há opção! Pois os demônios vão atacar de qualquer forma, então ou você luta e permanece vitorioso, ou você será atingido ferozmente até morrer. Batalha espiritual é isso; saber que existem inimigos reais, que são centenas de vezes mais poderosos que nós, e irão nos atacar com toda certeza (Jo 10:10)! Então precisamos estar preparados. Mas espere um pouco! Deus não é mais forte do que todo o inferno junto? E Jesus diz que já venceu o mundo (Jo 16:33). Então porque ainda TEMOS QUE LUTAR? Simples; Voltemos ao jardim do Éden, onde não havia preocupação alguma com velha natureza, pecado ou as consequências dele. Adão e Eva eram puros e retos diante de Deus. Desfrutavam de toda comunhão com o Senhor. E nosso Deus, que não muda (Ml 3:6), sempre foi todo-poderoso, porém, ele pode impedir Eva de conversar com a serpente? Conversar com a serpente é pecado? A serpente obrigou Eva a comer o fruto? A serpente ameaçou Eva para que ela comesse o fruto? Em Cristo, voltamos ao jardim do Éden, porém, ainda temos vontade própria, sem vigilância, podemos ser facilmente enganados novamente pela serpente! Você pode odiar essa natureza pecaminosa que temos, e acusar Adão e Eva o quanto quiser, mas eles foram enganados apenas uma vez. E você? Quantas vezes foi enganado? Quantas vezes você comeu o fruto, cometeu pecados por vontade própria? Veja que Eva, conhecia a palavra (Gn 3:2), ela citou a palavra para a serpente, mas não ficou firme na palavra (Gn 2:16). Então sim, estamos em uma batalha espiritual, o inimigo esta nesse exato momento se preparando para levar você ao pecado, através de mentiras ou qualquer outra coisa que sirva de isca para te fazer pecar. A pergunta é: Você vai lutar? Ou vai simplesmente ficar parado no meio do campo de batalha sendo atingido? Pois assim como no Éden; a serpente não enfrentou Deus, porque sabe que não tem chance nenhuma; também é agora! O inimigo não esta preocupado em vencer Deus, pois ele sabe que já perdeu, porém ele ainda pode vencer você! Então, plante seus joelhos no chão! Oremos por avivamento.