Quem Ama Cumpre Plenamente a Lei Divina – EBD Lição 12 dia 19/03/2017
Quem ama cumpre plenamente a lei divina. O tema dessa lição me lembra até um dos hinos de Ozeias de Paula. Como de costume, esse subsídio é compilado pela irmã Silvania Soares, membro da equipe do Clube de Pregadores, responsável pela correção das atividades dos nossos alunos no Clube. A irmã Silvania também já contribuiu com alguns estudos bíblicos para nosso blog. Louvemos a Deus por sua vida. Nota: O Clube de Pregadores é onde você vai aprender através de vídeo aulas, a como pregar a palavra de Deus estudando e fazendo nossas atividades práticas, esse é o melhor e maior portal de treinamento online para pregadores. Saiba mais aqui. Quem Ama Cumpre Plenamente a Lei Divina – EBD Lição 12 dia 19/03/2017 Subsídio e comentário para a Escola bíblica dominical CPAD Lição 12 – 19/03/2017 Tema: Quem ama cumpre plenamente a lei divina Texto Áureo (Rm 13:18) Verdade prática: Amar à Deus e ao próximo é cumprir plenamente a lei divina. INTRODUÇÃO Já estudamos alguns aspectos do fruto do Espírito e obras da carne. Deixamos para tratar a respeito do amor em uma única lição, pois o objetivo é que venhamos compreender a singularidade e a importância desse aspecto do fruto do Espírito. Podemos agrupar os nove aspectos do fruto do Espírito Santo da seguinte maneira: Os atributos que tratam do nosso relacionamento com Deus: amor, paz e alegria. Os que tratam do nosso relacionamento com o próximo: longanimidade, benignidade e bondade. Os que tratam do nosso relacionamento com nós mesmos: fidelidade, mansidão e domínio próprio. Porém, nesta lição, veremos o aspecto do amor. A maior marca de uma igreja não é sua teologia, seu templo, tradições, mas sim o seu amor para com o Senhor Jesus e para com o próximo. I – A SINGULARIDADE DO AMOR AGÁPE Amor, um aspecto do fruto. O amor é o primeiro aspecto do fruto que encontramos na relação de Gálatas 5.22. Podemos afirmar que tal sentimento é o solo onde os demais aspectos do fruto devem ser cultivados. Paulo relata a suprema excelência do amor em 1 Coríntios 13. A língua grega possui três vocábulos para denominar o amor: agápe, amor divino; philéo, amor entre amigos e eros, amor entre cônjuges. I Coríntios 13 é uma das passagens mais conhecidas e mais amadas do NT. Também é uma das mais manipuladas por pregadores que desconsideram o contexto totalmente ou tentam impor sua ótica distorcida, de que o amor se opõe aos dons espirituais. O verbo grego ζηλόω – zelóo – procurar, no modo imperativo – procurai em 1 Coríntios 12:31 e 14:1 – indica que o capítulo 13 de 1 Coríntios é, na realidade, uma digressão – a digressão é um recurso literário utilizado com o fim de esclarecer ou criticar o assunto que está sendo tratado. Por este motivo, toda digressão é completamente relevante ao contexto. Nesse capítulo, em três parágrafos, a intenção de Paulo é colocar o zelo dos Coríntios pelos dons, dentro de um contexto ético mais abrangente. Este novo contexto é o amor pelos outros, em oposição ao egoísmo expresso em buscar os próprios interesses. O amor ao qual Paulo se refere é aquele que edifica a Igreja. É o amor ensinado por Jesus – ver João 13:34—35. É o único amor verdadeiro porque é o próprio amor de Deus – ver João 3:16. O que está em disputa aqui são duas visões de espiritualidade: Eles falavam em línguas, e Paulo não disputa serem as mesmas uma manifestação genuína do Espírito. Mas ao mesmo tempo, eles toleravam ou aceitavam um comportamento sexual ilícito, a avareza e a idolatria, e julgavam poder edificar um irmão destruindo-o. Paulo vai no começo do capítulo 13, alistar uma série de atividades religiosas, tiradas de 1 Coríntios 12:8—10, que não beneficiam quem as pratica, a menos que a pessoa tenha o amor como característica ou intenção principal, ao praticar tais atos. Paulo apresenta uma definição de amor que se adapta bem à situação em Corinto. O objetivo maior do apóstolo é ajudar os Coríntios a entender que os Dons são úteis somente nesta vida ao passo que o amor perdura pela eternidade. O amor ágape. O amor de Deus é expresso no grego pela palavra ágape. Tal vocábulo significa “amor abnegado e profundo”. Um dos atributos do nosso Deus é o amor (1 Jo 4.8). Seu amor por nós é ímpar. Não podemos nos esquecer que hoje amamos ao Pai e ao próximo porque o amor divino nos alcançou primeiro: “Nós o amamos porque ele nos amou primeiro” (1 Jo 4.19). O que fizemos para merecer tal amor? Nós não fizemos nada. O mérito de tal sentimento não é nosso. Mas Ele nos amou quando éramos ingratos e maus e nos deu o seu Filho Unigênito para morrer em nosso lugar (Jo 3.16). “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” João 3:16. Esse seja talvez um dos versículos mais usados na hora de evangelizarmos. E com razão, uma vez que a palavra “mundo”, nesse trecho, vem do grego ‘kosmos’, que retrata a multitude da humanidade sobre a terra e o próprio mundo como conhecemos. Porém o contexto nos mostra que além de nos amar Deus, em Cristo Jesus, fez para nós um caminho perfeito pelo qual podemos nos igualar a Jesus em santidade sendo libertos do pecado e da morte. Deus amou todos os homens Quando lemos este versículo a primeira conclusão que devemos ter é que Deus amou o mundo inteiro. A palavra do grego para mundo neste versículo é ‘kosmos’, que retrata a multitude da humanidade sobre a terra. É errado considerar que Deus amou apenas parte da humanidade em detrimento de outra, como muitos argumentam. Deus amou o mundo inteiro e todos os homens, justos ou injustos. É muito lindo pensar desta forma. Se consideramos que Deus amou todos os homens e se conseguimos renovar a nossa mente com essa verdade seremos transformados pelo … Ler mais