Comentário da Lição 11: O Revestimento da Natureza e dos Valores de Cristo — Colossenses 3

Comentário da Lição 11: O Revestimento da Natureza e dos Valores de Cristo — Colossenses 3 Comentário do Tema O tema desta lição toca no coração da ética paulina: a santificação progressiva do crente como fruto da união com Cristo. Revestir-se da natureza de Cristo significa muito mais do que adotar boas práticas ou comportamentos religiosos. Significa participar organicamente da vida do Filho, sendo transformado de dentro para fora pela ação soberana do Espírito Santo. Paulo escreveu aos colossenses dentro de um contexto de infiltração gnóstica, onde a espiritualidade havia sido intelectualizada e a transformação moral, negligenciada. Esta lição responde a essa distorção com uma teologia da vida cristã prática, encarnada e visível. Comentário do Texto Áureo “E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos.” (Cl 3.15) A palavra grega traduzida como “domine” é “brabeuo” (βραβεύω), que significa “arbitrar”, “ser árbitro”, como aquele que decide o vencedor em uma competição. Paulo está dizendo que a paz de Deus deve funcionar como árbitro das decisões do coração. Quando surgir dúvida, ansiedade ou conflito interior, é a paz de Cristo que deve dar o veredicto. E essa paz só governa o coração que está revestido de Cristo, vivendo em comunidade e cultivando o hábito da gratidão. Comentário da Verdade Prática Reconhecer a posição elevada em Cristo, unido a Jesus com acesso às realidades celestiais, e assumir plenamente o Seu caráter são os três eixos desta lição. Fé sem transformação de caráter é teoria. O revestimento de Cristo é o teste prático da genuinidade da experiência cristã. Comentário da Leitura Bíblica em Classe (Colossenses 3.1-4, 8-10, 12-14, 17) Versículos 1-2: “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima… Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra.” A partícula “portanto” em grego é “oun” (οὖν), que conecta o que Paulo acabou de ensinar no capítulo 2 com o que virá. A morte com Cristo ao sistema do mundo (Cl 2.20) é o fundamento da exortação que segue. Paulo usa dois verbos distintos: “buscai” (zeteo) para a ação intencional, e “pensai” (phroneo) para a orientação mental. São dois movimentos complementares: querer e pensar. A vida cristã começa quando esses dois vetores são redirecionados para cima. Versículos 3-4: “Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória.” O versículo 3 é uma das declarações mais densas de Paulo sobre a identidade do crente. “Estais mortos” no original é aoristo passivo, indicando um fato consumado no passado com efeitos permanentes. A vida está “escondida”, kekryptai, perfeito passivo, indicando que esse ocultamento é um estado contínuo. A glória futura aguarda a manifestação de Cristo. Há uma tensão saudável aqui entre o “já” e o “ainda não” da escatologia paulina. Versículos 8-10: “Mas, agora, despojai-vos também de tudo: da ira, da cólera, da malícia… Não mintais uns aos outros… vos vestistes do novo.” O “mas, agora” marca uma virada ética. O mesmo poder que ressuscitou Cristo opera a mortificação do pecado no crente. Paulo elenca primeiro pecados de natureza mais interna (ira, cólera, malícia) e depois os de expressão externa (maledicência, palavras torpes, mentira). A imagem de despir-se e vestir-se é rica: remete ao batismo, onde o candidato literalmente trocava de roupa como símbolo da nova identidade. Versículos 12-14: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia…” Paulo empilha cinco virtudes como peças de vestuário: misericórdia, benignidade, humildade, mansidão e longanimidade. Sobre todas elas, o amor como manto externo que cobre e sustenta todas as outras. O amor aqui é “agape” (ἀγάπη), amor de decisão, de vontade, que opera independente de sentimento momentâneo. Versículo 17: “E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus.” Este versículo é a síntese de toda a ética cristã paulina: a vida inteira como ato de adoração. “Em nome de” significa sob a autoridade e no caráter de alguém. Fazer tudo em nome de Cristo significa que Cristo é o filtro de toda ação e palavra do crente. Introdução da Introdução A carta de Paulo aos Colossenses foi escrita para uma comunidade ameaçada por um sincretismo perigoso: filósofos gnósticos misturavam elementos do judaísmo, do misticismo oriental e de um cristianismo deformado para criar uma espiritualidade que exaltava o conhecimento e desprezava a transformação moral. Paulo, preso em Roma, escreve com urgência para reconduzir esses crentes ao centro: Cristo é suficiente, e a prova da suficiência de Cristo na vida de alguém é a transformação visível do caráter. O capítulo 3 é o coração prático dessa teologia. Comentário do Tópico 1: A Vida de Quem Ressuscitou com o Filho Palavra-chave do Tópico 1: SYNEGEIROMAI (συνεγείρω) – ressuscitar junto com, ser levantado em conjunto O verbo composto “synegeiromai” aparece em Colossenses 3.1 e é fundamental para entender toda a ética paulina. O prefixo “syn” (σύν) significa “junto com”, “em companhia de”. Paulo afirma que a ressurreição do crente não é uma ressurreição isolada, é uma ressurreição em Cristo, por Cristo e com Cristo. Essa união orgânica com o Filho é o fundamento de toda a exortação que se segue. Quem ressuscitou junto com Cristo tem uma nova natureza, um novo horizonte e um novo propósito. A transformação de caráter que a lição descreve é fruto natural dessa ressurreição compartilhada. Comentário do Tópico 1.1: É Marcada por uma Nova Realidade No tópico 1.1 o comentarista da lição diz que “quem estava morto para Deus foi vivificado pelo Seu poder e agora participa da dimensão celestial”, conectando Colossenses com Efésios 2.5-6. Essa nova realidade não é apenas uma posição jurídica diante de Deus, ela é uma nova ontologia, uma nova forma de ser. João Calvino, comentando esse texto, afirmava que a ressurreição espiritual é tão real quanto a física, porque ambas procedem do mesmo poder divino. O profeta Ezequiel antecipou essa realidade no famoso … Ler mais

Comentário da Lição 11: O Culto, a Importância para uma Vida Cristã Edificada

Comentário da Lição 11: O Culto, a Importância para uma Vida Cristã Edificada Comentário do Tema O culto é um dos temas mais centrais e ao mesmo tempo mais negligenciados na vida cristã contemporânea. Adorar a Deus em comunidade é o coração pulsante da experiência do povo de Deus em todas as eras. Desde Israel no deserto até a Igreja do Novo Testamento, reunir-se diante do Senhor sempre foi o termômetro da saúde espiritual de um povo. Uma geração que perde o amor pela Casa de Deus perde, progressivamente, a identidade do que é ser Igreja. O tema desta lição é urgente, necessário e profundamente pastoral para os dias em que vivemos. Comentário do Texto Áureo “E Esdras, o sacerdote, trouxe a lei perante a congregação, assim de homens como de mulheres e de todos os entendidos para ouvirem.” (Ne 8.2) Este versículo é um retrato vivo do que é o culto em sua essência mais pura: o povo reunido para ouvir a Palavra de Deus. Esdras era sacerdote e escriba, alguém que conhecia a lei de dentro para fora. A congregação incluiu homens, mulheres e todos os entendidos, ou seja, o culto verdadeiro não exclui ninguém. A Palavra foi trazida ao povo, e o povo se pôs em pé. Esse gesto de reverência ao abrir das Escrituras resume tudo o que o culto deve ser: encontro com a Palavra viva. Comentário da Verdade Prática “Devemos nos esforçar e encorajar para não deixar de nos reunir como Igreja, para edificação e crescimento do Corpo de Cristo.” O verbo “esforçar” aqui é teologicamente honesto. Cultuar a Deus com constância exige decisão, disciplina e amor. A reunião da Igreja é o meio de graça pelo qual Deus nos edifica, consola e envia ao mundo. Comentário da Leitura Bíblica em Classe (Neemias 8.1-2, 4-5) Versículo 1: “E chegado o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da porta das águas.” O sétimo mês no calendário hebraico era o mês de Tishri, o mais sagrado do ano israelita. Era o mês que abrigava a Festa das Trombetas, o Dia da Expiação e a Festa dos Tabernáculos. O povo se reuniu espontaneamente, movido por um impulso coletivo de adoração. A expressão “como um só homem” é a mesma usada em Juízes 20.1 para descrever a unidade de Israel diante de uma crise. Aqui ela descreve unidade em adoração. A reunião deles foi na praça pública, na “porta das águas”, que ficava no lado oriental de Jerusalém, próxima ao rio Giom. Era um lugar de movimento e de vida cotidiana, mas que se tornou santuário pelo poder da Palavra. Versículo 2: “E Esdras, o sacerdote, trouxe a lei perante a congregação, tanto de homens como de mulheres, e de todos os entendidos para ouvirem no primeiro dia do sétimo mês.” O primeiro dia do sétimo mês era exatamente o dia da Festa das Trombetas, chamada “Yom Teruah” em hebraico. Era um dia de convocação sagrada. E o que fizeram nesse dia? Ouviram a Palavra. O culto começa com a iniciativa de trazer a lei de Deus ao povo. Esdras era ao mesmo tempo sacerdote e escriba, figura que representava a ponte entre Deus e o povo. A inclusão de homens, mulheres e “todos os entendidos” revela que a Palavra de Deus é patrimônio de toda a congregação, sem distinção. Versículo 4: “E Esdras, o escriba, estava sobre um púlpito de madeira, que fizeram para aquele fim.” O púlpito foi construído especificamente para aquele momento. Havia um cuidado intencional com a estrutura do culto. Ao lado de Esdras estavam treze homens, seis à direita e sete à esquerda. Esse detalhe revela que a liderança do culto era coletiva e ordenada. O pregador era sustentado por uma comunidade de liderança. Essa é uma imagem saudável de ministério pastoral. Versículo 5: “E Esdras abriu o livro perante os olhos de todo o povo; porque estava acima de todo o povo; e, abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé.” O gesto de abrir o livro e o povo se pôr de pé é um dos momentos mais emocionantes de toda a narrativa de Neemias. Eles ficaram de pé em sinal de reverência à Palavra, não ao pregador. O livro estava acima de todos, incluindo o próprio Esdras. Essa é a postura correta diante da Escritura: a Palavra governa o culto e governa também o pregador. Introdução da Introdução A reconstrução dos muros de Jerusalém foi uma obra extraordinária de Neemias, concluída em apenas 52 dias (Ne 6.15). Mas o que aconteceu logo depois é ainda mais revelador: o povo se reuniu para ouvir a Palavra. Tijolos e muros reconstroem cidades, mas a Palavra de Deus reconstrói almas. Toda reforma externa que o povo de Deus já experimentou ao longo da história foi precedida ou acompanhada de uma reforma espiritual. E a reforma espiritual começa sempre no culto, no momento em que o povo para, se reúne e escuta a Deus falar. Comentário do Tópico 1: A Importância do Culto Palavra-chave do Tópico 1: PROSKUNEO (προσκυνέω) – adorar, prostrar-se diante de alguém No grego do Novo Testamento, a palavra mais usada para adoração é “proskuneo”, que literalmente significa “beijar em direção a”, como um gesto de submissão e reverência diante de alguém de autoridade superior. A raiz da palavra evoca a imagem de um cão que lambe a mão do seu dono. É um gesto de total dependência e afeto. Quando o Novo Testamento fala em adorar a Deus, está usando essa imagem: nos aproximamos de Deus com reverência, afeto e total dependência. O culto da Igreja é a expressão mais completa e coletiva desse “proskuneo”. Comentário do Tópico 1.1: O Culto do Povo de Israel a Deus No tópico 1.1 o comentarista da lição diz que “tempos de despertamento espiritual foram acompanhados pelo interesse crescente de prestar culto, aprender a Palavra e estar na Casa de Deus”, citando exemplos como Moisés, Josué, Neemias e Ezequias. … Ler mais

COMENTÁRIO DA LIÇÃO 11 CPAD 2°Trimestre 2026 – SUBSIDIO EBD

Comentário da Lição 11: Jacó, de Enganador a Homem de Honra Comentário do Tema Costumo comentar os temas sempre dizendo onde ou aonde ele toca, a qual área da teologia e principalmente do evangelho ele pertence e porque é importante. E nesse caso, é interessantíssimo. O tema desta lição toca no coração do evangelho: a transformação do caráter humano pela ação soberana de Deus. Jacó é um dos personagens mais ricos do Antigo Testamento justamente porque ele não é idealizado. Ele é apresentado com todas as suas falhas, contradições e lutas. E é exatamente nessa realidade humana imperfeita que Deus age com poder. O nome Jacó significa “aquele que agarra pelo calcanhar”, e essa identidade marcou toda a sua trajetória. Mas Deus é especialista em mudar nomes e mudar destinos. O que era desonra tornou-se honra. O que era fraqueza tornou-se força. Comentário do Texto Áureo “Então, disse: Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel, pois, como príncipe, lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste.” (Gn 32.28) A mudança de nome no contexto bíblico é sempre uma mudança de identidade e de chamado, bem como de conversão ou renovação. Quando Deus muda o nome de alguém, Ele está declarando quem aquela pessoa é diante Dele. Jacó deixou de ser o enganador e passou a ser Israel, “aquele que luta com Deus e prevalece”. O texto áureo revela que a vitória espiritual mais profunda não é a que se obtém sem luta, mas a que se conquista na luta, persistindo diante do Senhor até que a bênção venha. E embora a luta tenha sido física, a lição é de persistência na oração, pois é de joelhos que lutamos com Deus atualmente. Comentário da Verdade Prática “Somente Deus pode transformar o caráter e a vida do ser humano.” Essa verdade desmonta toda a ilusão de que a mudança verdadeira vem de esforço próprio, de circunstâncias favoráveis ou de novas oportunidades. O barro não se molda sozinho. É a mão do oleiro que dá forma ao vaso. E o oleiro é Deus. Comentário da Leitura Bíblica em Classe (Gênesis 32.22-31) Versículo 22: “E levantou-se aquela mesma noite, e tomou as suas duas mulheres, e as suas duas servas, e os seus onze filhos, e passou o vau de Jaboque.” A expressão “aquela mesma noite” indica urgência e obediência. Jaboque era um afluente do rio Jordão, e a travessia desse ribeiro representava não apenas uma mudança geográfica, mas uma mudança espiritual. Jacó estava cruzando para um território de encontro com Deus. Versículos 23-24: Jacó fez passar toda a sua família e ficou sozinho. É significativo que o encontro transformador de Jacó acontece quando ele está só. Há dimensões da obra de Deus na nossa vida que só acontecem na solidão. A palavra “varão” aqui no original hebraico é “ish” (איש), que pode indicar tanto um homem quanto uma manifestação angelical de natureza divina, confirmada pelo próprio Jacó no versículo 30. Versículo 25: “E, vendo que não prevalecia contra ele, tocou a juntura de sua coxa; e se deslocou a juntura da coxa de Jacó, lutando com ele.” O toque na coxa é teologicamente profundo. O femoral era considerado no mundo antigo o lugar da força e do vigor. Deus não destruiu Jacó, mas o tocou no ponto de sua maior confiança em si mesmo. A claudicação de Jacó a partir daí seria o sinal visível de que sua força própria havia cedido lugar à dependência de Deus. Versículo 26: A recusa de Jacó em soltar o anjo sem receber a bênção revela a natureza de uma fé que persevera. Hebreus 11.21 cita Jacó como exemplo de fé, e é aqui que essa fé se manifesta em sua forma mais crua e mais real. Versículos 27-28: A pergunta “qual é o teu nome?” não era por ignorância. Era para que Jacó confessasse quem ele havia sido. E na confissão do nome veio a transformação. Confessar o pecado é o primeiro passo para receber um novo nome. Versículo 29: Jacó pergunta o nome do ser, e a resposta é uma pergunta de volta. Deus revela Sua presença por Sua ação, e não por Seu nome. Isso seria confirmado séculos depois quando Moisés perguntaria o mesmo e receberia “EU SOU O QUE SOU” (Ex 3.14). Versículos 30-31: Peniel significa “face de Deus”. Jacó declara ter visto Deus face a face e ter sobrevivido. A saída do sol ao amanhecer simboliza o início de uma nova era na vida de Jacó. Ele sai mancando, mas transformado. A glória de Deus e a fragilidade humana caminhando juntas. Gosto de pregar e aplicar essa parte da vida de Jacó com a seguinte lição: Em cada passo, o cristão deve lembrar do que Deus fez em sua vida. Introdução da Introdução Todos nós carregamos um nome. E muitas vezes, esse nome foi dado pelas nossas circunstâncias, pelos nossos erros, pelas nossas famílias disfuncionais. Jacó carregou o peso de um nome que significava trapaça desde o ventre de sua mãe, semelhante a um bulling, um trauma desde a infância. Mas a pergunta que esta lição faz a cada um de nós é: o seu nome será para sempre o que as circunstâncias definiram, ou Deus tem um novo nome guardado para você? A história de Jacó prova que Deus não desiste de ninguém. Comentário do Tópico 1: A Família de Jacó Palavra-chave do tópico 1: MISHPACHAH (מִשְׁפָּחָה) – família No hebraico bíblico, a palavra “mishpachah” vai muito além do conceito moderno de família nuclear. Ela engloba o clã, a linhagem, o grupo de relacionamentos que moldam a identidade de uma pessoa. É exatamente nesse contexto que precisamos ler a história de Jacó. Ele não era um caso isolado de caráter comprometido. Ele era o produto de uma “mishpachah” marcada por favoritismo, rivalidade e engano. Compreender isso não é justificar o pecado de Jacó, mas é entender o terreno onde Deus plantou Sua obra redentora. Comentário do Tópico 1.1: Um Encontro Especial No tópico 1.1 o comentarista da lição diz que “Jacó chegou à casa de … Ler mais

COMENTÁRIO DA LIÇÃO 9 CPAD 2°Trimestre 2026 – SUBSIDIO EBD

COMENTÁRIO DA LIÇÃO 9 ESAÚ E JACÓ: IRMÃOS EM CONFLITO Comentário do tema A lição de hoje nos conduz a uma das histórias familiares mais intensas do livro de Gênesis. Jacó e Esaú cresceram dentro da mesma casa, receberam a influência dos mesmos pais e carregavam promessas relacionadas ao mesmo pacto abraâmico. Ainda assim, escolhas erradas, favoritismo familiar e decisões carnais abriram portas para conflitos profundos. Essa narrativa revela que problemas emocionais dentro de uma família podem atravessar gerações. Ao mesmo tempo, o texto mostra que a soberania de Deus continua operando mesmo em ambientes marcados por falhas humanas. O Senhor transforma crises em caminhos de amadurecimento espiritual. Comentário do texto áureo “Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas; e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor.” (Gn 25.23) O comentarista da lição, ou a equipe de revisão cometeu um pequeno erro na referência bíblica do texto áureo, nada muito sério. Porém, já corrigimos aqui, o texto real é Gn 25:23. Antes mesmo do nascimento dos gêmeos, Deus já havia revelado Seu propósito. Isso mostra que os planos divinos ultrapassam cultura, tradição e expectativas humanas. A primogenitura cultural apontava para Esaú, mas o propósito espiritual seguia outra direção. Esse texto também revela que conflitos familiares podem esconder guerras espirituais maiores. Jacó e Esaú representam duas linhagens, dois caminhos e duas perspectivas de vida. As palavras do Senhor não podem ser entendidas apenas como determinantes, porém são uma revelação de que Deus sabe o futuro, e ao mesmo tempo, uma revelação de que Deus já agiu nesse futuro escolhendo o menor, visto que a profecia é dada antes do nascimento dos gêmeos, indicando que o plano de Deus não depende de méritos humanos. Da mesma forma, Paulo cita esse texto em Romanos 9, mostrando que Deus escolhe segundo seu propósito, ou em outras palavras, que o propósito de Deus foi escolhido antes da história acontecer com base no fato de Deus já saber o que acontece, mas que ao mesmo tempo, o Senhor não anula responsabilidade humana. O fato de ser escolhido por Deus não lhe desvia de sofrer as consequências dos seus atos. Comentário da verdade prática Pais influenciam profundamente a estrutura emocional dos filhos. Ambientes marcados por favoritismo, comparação e desequilíbrio afetivo produzem rivalidade, insegurança e feridas duradouras. Famílias saudáveis constroem unidade. Famílias divididas alimentam disputas silenciosas. Comentário da leitura bíblica em classe Gênesis 27.1 Isaque chega à velhice com a visão enfraquecida. O homem que enxergava tão bem os poços do deserto agora possui dificuldade para discernir até mesmo quem está diante dele. A idade limita sua visão física, mas o texto também sugere certa limitação emocional no discernimento familiar. Lideranças espirituais precisam desenvolver sensibilidade dentro da própria casa. Muitos conseguem discernir problemas externos, mas ignoram crises silenciosas dentro da família. Gênesis 27.2 A consciência da morte faz Isaque acelerar processos importantes. Isso ensina que momentos de pressão emocional podem gerar decisões precipitadas. E esta o foi, porque após isso Isaque ainda vive cerca de 50 anos (Gn 35:28), considerando que tinha cerca de 130 anos quando abençoou os seus filhos, e isto calculando pela idade de Jacó que era cerca de 70 anos. Esse calculo é feito olhando a idade que Jacó morreu, 147 anos (Gn 47:28), e voltando no tempo conforme a idade de José e a fome no Egito (Gn 41:46; 47:9). Homens maduros espiritualmente aprendem a discernir o tempo correto das coisas. Pressa emocional costuma abrir espaço para erros emocionais. Gênesis 27.3-4 A bênção patriarcal carregava peso espiritual e influência geracional. Isaque desejava liberar sobre Esaú aquilo que recebeu de Abraão. Esquecendo-se que, primeiro seu pai lhe preparou um casamento em família para manter a promessa (Gn 24), coisa que agora Isaque já tinha deixado passar com Esaú (Gn 26:34). O problema não estava apenas no ato de abençoar, mas no fato de Isaque ignorar completamente aquilo que Deus já havia revelado anteriormente a Rebeca sobre os filhos. Isso revela que a cegueira dele não era apenas física, mas também espiritual. Talvez lhe faltou coragem para romper com a tradição cultural da primogenitura e obedecer ao que Deus falou. Gênesis 27.5 Rebeca ouve a conversa e imediatamente constrói um plano humano para garantir algo que Deus já havia prometido. Parece que Isaque também não sentiu nem percebeu que sua esposa estava ali. Mas o fato dela pensar em um plano humano para ajudar a cumprir o plano divino, é um dos grandes perigos espirituais: tentar ajudar Deus através da manipulação. Promessas divinas amadurecem no tempo certo. Ansiedade espiritual frequentemente produz atalhos perigosos. Um exemplo é Davi, que teve várias chances de fazer um plano para matar Saul, bem como chance de matá-lo diretamente, em um tempo quando todo o povo já confiava nele como futuro rei, e mesmo assim, Davi esperou o tempo do Senhor (1Sm 18:16; 24:7,20; 26:11,25). Gênesis 27.41 Esaú transforma frustração em ódio. Feridas familiares ignoradas durante anos costumam explodir nos momentos de perda. A promessa de matar o irmão, é para recuperar o direito de primogenitura, já que, em Jacó morrendo, Esaú se tornaria o herdeiro absoluto da herança e o líder natural da próxima geração. O problema entre os irmãos começou muito antes da bênção. A venda da primogenitura, o favoritismo dos pais e a competição emocional já haviam criado uma estrutura de rivalidade dentro daquela casa. Famílias divididas emocionalmente se tornam ambientes frágeis espiritualmente. A consequência comum é a separação dessa família. Gênesis 27.42-44 Cego igual ao pai, não percebeu que os servos da casa lhe ouviram, logo, suas palavras foram levadas a Rebeca. Jacó agora precisa fugir. O homem que queria conquistar a bênção rapidamente passa a viver anos de exílio, solidão e tratamento divino, e com certeza, isso é consequência de suas ações. Deus havia escolhido Jacó, mas ainda precisava quebrar seu caráter, para reconstruí-lo de forma correta. Existe uma diferença entre receber promessa e estar preparado para carregá-la. O fugitivo de Gênesis 27 se tornaria o Israel … Ler mais

COMENTÁRIO DA LIÇÃO 9 Central Gospel 2°Trimestre 2026 – SUBSÍDIO EBD

Comentário do tema A lição de hoje nos conduz a uma profunda reflexão sobre a supremacia de Cristo, um tema central na Carta aos Colossenses. Exploraremos como Jesus é o Criador, Sustentador, Cabeça da Igreja e Redentor, em quem toda a plenitude habita. Esta verdade fundamental nos convida a redescobrir a centralidade de Cristo em nossa fé e vida, compreendendo que nEle encontramos o fundamento e a consumação de toda a nossa esperança. Comentário do texto áureo O texto áureo de Colossenses 1.20, “Havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus”, é uma declaração poderosa da obra redentora de Cristo. Ele nos revela que, através do sacrifício de Jesus na cruz, a paz foi estabelecida, e a reconciliação de todas as coisas com Deus se tornou uma realidade. Esta verdade nos lembra que a obra de Cristo é completa e eficaz, abrangendo tanto o domínio terrestre quanto o celestial. Comentário da verdade prática A supremacia de Cristo é a base de nossa fé, revelando-se como Criador, Sustentador, Cabeça da Igreja e Redentor, reconciliando todas as coisas com Deus. Comentário da leitura bíblica em classe Colossenses 1.3-5, 9-10, 13-19 nos apresenta a majestade de Cristo e os fundamentos da vida cristã. (Cl 1.3) “Graças damos a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, orando sempre por vós,” Paulo inicia a carta com uma expressão de gratidão a Deus Pai, demonstrando sua constante intercessão pelos colossenses. A oração é o alicerce da comunhão e do cuidado pastoral. (Cl 1.4) “porquanto ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus e do amor que tendes para com todos os santos;” A fé em Cristo Jesus e o amor para com todos os santos são as marcas distintivas da igreja de Colossos, evidências de uma vida cristã genuína e vibrante. (Cl 1.5) “por causa da esperança que vos está reservada nos céus, da qual já, antes, ouvistes pela palavra da verdade do evangelho.” A fé e o amor dos colossenses são motivados pela esperança celestial, uma esperança que lhes foi revelada através da pregação do evangelho, a palavra da verdade. (Cl 1.9) “Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual;” Paulo continua sua intercessão, pedindo que os colossenses sejam cheios do conhecimento da vontade de Deus, não apenas intelectualmente, mas com sabedoria e inteligência espiritual, que vêm do Espírito Santo. (Cl 1.10) “para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus.” O propósito do conhecimento da vontade de Deus é uma vida de conduta digna, que agrada ao Senhor, produz frutos de boas obras e promove um crescimento contínuo no relacionamento com Ele. (Cl 1.13) “Ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor,” Deus, em Sua soberania, nos resgatou do domínio das trevas e nos introduziu no Reino de Seu Filho amado, um reino de luz e amor. (Cl 1.14) “em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados;” A redenção, a libertação da escravidão do pecado, é alcançada através do sangue de Jesus, que nos concede o perdão e a remissão de todas as nossas transgressões. (Cl 1.15) “o qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;” Jesus é a perfeita imagem do Deus invisível, a revelação plena do Pai. Ele é o primogênito de toda a criação, indicando Sua preeminência e anterioridade sobre tudo o que existe. (Cl 1.16) “porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele.” A supremacia de Cristo como Criador é inquestionável. Todas as coisas, visíveis e invisíveis, foram criadas por Ele e para Ele, revelando Seu domínio absoluto sobre o universo. (Cl 1.17) “E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele.” Jesus é eterno, existindo antes de todas as coisas. Além de Criador, Ele é o Sustentador, aquele por quem todas as coisas se mantêm em existência, demonstrando Sua soberania contínua. (Cl 1.18) “E ele é a cabeça do corpo da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência,” Cristo é a cabeça da Igreja, Seu corpo, exercendo liderança e autoridade. Ele é o princípio e o primogênito dentre os mortos, o primeiro a ressuscitar para a vida eterna, garantindo Sua preeminência em todas as coisas. (Cl 1.19) “porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse.” A plenitude da divindade habita em Cristo, por vontade do Pai. Isso significa que Jesus é totalmente Deus, e nEle encontramos tudo o que precisamos para a salvação e a vida abundante. Introdução da introdução Amados irmãos, a Carta aos Colossenses é um farol que ilumina a majestade e a centralidade de Jesus Cristo. Escrita por Paulo da prisão, esta epístola nos convida a uma profunda contemplação da supremacia do Filho de Deus. Em um contexto de heresias e filosofias enganosas, o apóstolo exalta a Cristo como Criador, Sustentador, Cabeça da Igreja e Redentor, nos chamando a firmar nossa fé nEle, o fundamento de toda a nossa esperança. Comentário do tópico 1 – OS FUNDAMENTOS DA MATURIDADE CRISTÃ A vida cristã madura é construída sobre alicerces sólidos, e Paulo, em sua carta aos colossenses, apresenta esses fundamentos com clareza e profundidade. No tópico 1, o comentarista da lição nos lembra que “Paulo abre sua carta com uma dupla melodia: gratidão e intercessão. Ele reconhece nos colossenses os sinais de uma confiança viva e, ao mesmo tempo, pede que cresçam no entendimento da vontade de … Ler mais

COMENTÁRIO DA LIÇÃO 8 Central Gospel 2°Trimestre 2026 – SUBSÍDIO EBD

Comentário do tema A lição de hoje nos convida a uma profunda reflexão sobre a vida cristã equilibrada, fundamentada nos ensinamentos de Paulo aos filipenses. Veremos como a unidade, a alegria, a oração, o contentamento e a confiança em Deus são pilares essenciais para uma jornada de fé vitoriosa. A mensagem de Filipenses transcende as circunstâncias, mostrando que a verdadeira paz e o equilíbrio espiritual são dons divinos, acessíveis a todos que vivem em Cristo Jesus. Comentário do texto áureo O texto áureo de Filipenses 4.19, “O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus”, é uma promessa poderosa da provisão divina. Esta declaração não é um mero desejo, mas uma certeza fundamentada no caráter de Deus e em Suas riquezas inesgotáveis. Ela nos lembra que, em Cristo Jesus, todas as nossas necessidades, sejam elas materiais, emocionais ou espirituais, são supridas pela glória do Pai, revelando Sua fidelidade e amor incondicional. Comentário da verdade prática A vida cristã equilibrada é um testemunho da paz de Deus, manifestada na unidade, alegria, oração e contentamento, independentemente das circunstâncias. Comentário da leitura bíblica em classe Filipenses 4.1-9 nos oferece um guia prático para uma vida cristã equilibrada, abordando a unidade, a alegria, a oração e a renovação da mente. (Fp 4.1) “Portanto, meus amados e mui queridos irmãos, minha alegria e coroa, estai assim firmes no Senhor, amados.” Paulo inicia com uma exortação carinhosa, chamando os filipenses de sua alegria e coroa. Esta metáfora, como a lição aponta, remete à coroa de louros dos vencedores, indicando que a igreja de Filipos era o fruto visível de seu ministério. A firmeza no Senhor é o alicerce para enfrentar os desafios da vida. (Fp 4.2) “Rogo a Evódia e rogo a Síntique que sintam o mesmo no Senhor.” O apóstolo aborda um conflito específico entre duas irmãs, Evódia e Síntique. Seu rogo por unidade no Senhor demonstra a importância da harmonia na igreja e a necessidade de resolver as divergências em Cristo. (Fp 4.3) “E peço-te também a ti, meu verdadeiro companheiro, que ajudes essas mulheres que trabalharam comigo no evangelho, e com Clemente, e com os outros cooperadores, cujos nomes estão no livro da vida.” Paulo convoca um mediador, um “verdadeiro companheiro”, para auxiliar na reconciliação. Ele ressalta o trabalho conjunto dessas mulheres no evangelho e a certeza de que seus nomes estão no livro da vida, um lembrete do destino comum em Cristo que deve prevalecer sobre as contendas. (Fp 4.4) “Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos.” A alegria no Senhor é um mandamento e uma característica fundamental da vida cristã. Paulo, mesmo na prisão, exorta os filipenses a se regozijarem, mostrando que a alegria cristã não depende das circunstâncias externas, mas de uma profunda conexão com Cristo. (Fp 4.5) “Seja a vossa equidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor.” A equidade, ou moderação, é a capacidade de agir com bom senso, paciência e justiça. Esta virtude deve ser visível a todos, servindo como testemunho do caráter de Cristo. A proximidade do Senhor, tanto em Sua presença constante quanto em Sua iminente volta, é o fundamento para essa postura. (Fp 4.6) “Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças.” Este versículo é um antídoto contra a ansiedade. Paulo instrui os crentes a apresentarem suas preocupações a Deus através da oração, súplicas e, crucialmente, com ação de graças. A gratidão transforma a perspectiva e fortalece a fé. (Fp 4.7) “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” A promessa é a paz de Deus, uma paz que transcende a compreensão humana. Esta paz atua como uma sentinela, guardando nossos corações e mentes em Cristo Jesus, protegendo-nos da inquietação e do desespero. (Fp 4.8) “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.” Paulo direciona a mente dos crentes para pensamentos edificantes. A renovação da mente envolve focar no que é bom, verdadeiro e virtuoso, alinhando nossos pensamentos ao caráter de Cristo. (Fp 4.9) “O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco.” O apóstolo conclui com uma exortação à prática. Ele convida os filipenses a imitarem seu exemplo, vivendo os princípios que ele ensinou e demonstrou. A obediência a esses ensinamentos garante a presença do Deus de paz. Introdução da introdução Amados irmãos, a Carta aos Filipenses é um verdadeiro manual para a vida cristã, escrito por Paulo em meio às adversidades da prisão. Nesta lição, mergulharemos no capítulo 4, onde o apóstolo nos oferece princípios vitais para alcançarmos um equilíbrio espiritual duradouro. Veremos que a alegria, a unidade, a oração e a renovação da mente são chaves para experimentar a paz de Deus que excede todo o entendimento, independentemente das circunstâncias que nos cercam. Comentário do tópico 1 – CHAMADOS À UNIDADE, RECONCILIAÇÃO, ALEGRIA E MODERAÇÃO A conclusão da epístola de Paulo aos filipenses é um convite à vivência prática do evangelho, começando pela unidade e o amor fraternal. No tópico 1, o comentarista da lição nos lembra que “Ao concluir sua epístola, Paulo dirige-se aos filipenses com ternura: ‘Meus irmãos, amados e mui saudosos’. Em seguida, os chama de ‘minha alegria e coroa’ (Fp 4.1 – ARA)”. Esta expressão de afeto revela a profunda conexão de Paulo com a igreja de Filipos, que era o fruto de seu árduo trabalho missionário. A palavra-chave para este tópico é unidade. No grego, a palavra para unidade, no contexto de harmonia e concórdia, é homonoia (ὁμόνοια), que significa “ter a mesma mente”, “concordância de pensamento e sentimento”. Esta unidade não é … Ler mais

Pregação Sobre Cura de Enfermidades Lucas 13.11 – Por que Deus cura uns e outros não

Os 3 Principais Tipos de Enfermidades

  Lucas 13:11 | Os 3 Principais Tipos de Enfermidades E eis que estava ali uma mulher que tinha um espírito de enfermidade, havia já dezoito anos; e andava curvada, e não podia de modo algum endireitar-se. (Lucas 13:11) Você estando enfermo, já recebeu oração de pastores e nada aconteceu? A cura não veio no momento da oração, nem depois de alguns dias? Enquanto que outras pessoas receberam oração dos mesmos pastores e foram curadas? Por que isso acontece? A cura da mulher encurvada nos mostra pelo menos um motivo para isso acontecer. Existem pelo menos 3 tipos de enfermidades. As enfermidades comuns, que são consequências naturais da nossa falta de cuidado com a saúde. (Lc 5:31) As enfermidades provocadas, que são consequências dos nossos pecados. (Jo 5:14) E as enfermidades espirituais, que são provocadas por influência maligna. (Lc 8:2) As enfermidades comuns normalmente são pequenas, fáceis de tratar, e que se resolvem com remédios. Aquelas que são provocadas por causa de pecados cometidos, são geralmente mais complicadas e se faz necessário arrependimento e perdão, para então ser possível receber a cura, isto é, se o Senhor tiver misericórdia. (Rm 9:15). Pois na sua onisciência Deus sabe se após a cura a pessoa irá voltar ao pecado, ficando em situação pior, por isso em muitos casos, é melhor deixar a pessoa enferma para não voltar ao pecado de antes. E quanto às enfermidades espirituais, podem se tratar de doenças leves como também graves. Porém, ambas se curam com a autoridade que há no nome de Jesus (Mt 10:1). O que Jesus fez com a mulher encurvada foi expulsar o demônio. A mesma coisa o Mestre fez, com o menino epiléptico. (Mt 17:18). A pergunta é: Você sabe a origem da sua enfermidade? Consegue descobrir se é comum ou consequência de pecado ou ainda espiritual? Olhando o seu passado, é possível discernir. Porém, seja qual for o problema, o Senhor Jesus tem solução. Se é enfermidade comum, remédios e tratamentos resolvem. Se é enfermidade como consequência de pecados dantes cometidos, é necessário arrependimento verdadeiro, se converter a Cristo de verdade, parar de brincar de ser crente. E se for enfermidade espiritual, por influência maligna, pode ser curada facilmente com oração, mas principalmente ouvindo a palavra de Deus, que limpa a casa do seu coração, deixando-o apto para receber Jesus Cristo como morador eterno. Pois o espírito imundo quando sai do homem, acaba voltando com outros 7 espíritos piores ainda, e o ultimo estado é pior do que o primeiro! (Mt 12:43,44). Por isso, você deve ter o costume de ouvir sempre e sempre a palavra de Deus, para limpar a sua alma, para lavar a casa do seu coração, abrindo espaço para o Espírito de Deus. Portanto, se é enfermidade por causa de pecado, não será curada com oração, precisa de arrependimento primeiro! Se é enfermidade espiritual, não será curado com tratamento nem remédio, precisa de oração! Embora se sabe que podem existir vários outros motivos, esses são apenas alguns motivos do porque alguns são curados e outros não. O importante é se arrepender, cuidar da saúde, receber oração e crer no Senhor Jesus que te sara! Pois; Ele é o que perdoa todas as tuas iniqüidades, que sara todas as tuas enfermidades, (Salmos 103:3) Pregador Manasses

Ética Cristã, pena de Morte e Eutanásia

Ética Cristã, pena de Morte e Eutanásia

Graça e paz a todos, na lição desta semana estudaremos sobre Ética Cristã, Pena de Morte e Eutanásia, veremos sobre a pena de morte no Antigo e no Novo Testamento, Veremos que a prática da eutanásia vai implicar na ética e na vida do ser humano. A vida do ser humano é o ponto de partida para todos os direitos. É preciso assegurar o direito a vida para podermos assegurar outros valores. A pena de morte e o direito a eutanásia são temas, que frequentemente estão sendo discutidos e aceitos na nossa sociedade. I – A Pena de Morte Nas Escrituras O Antigo Testamento manda que matem, já o Novo Testamento reconhece a pena, mas não normaliza.  A lei no Antigo Testamento ordenava a pena de morte para vários casos: Assassinato (Êxodo 21:12), sequestro (Êxodo 21:16), deitar-se com animais (Êxodo 22:19), adultério (Levítico 20:10), homossexualismo (Levítico 20:13), ser um falso profeta (Deuteronômio 13:5), Prostituição e estupro (Deuteronômio 22:4), e diversos outros crimes. Porém Deus tem mostrado sua eterna misericórdia quando a pena de morte era dada. Por fim, todo e qualquer pecado que nós cometermos deveria resultar na pena de morte (Romanos 6:23). Felizmente, Deus demonstra o Seu amor por nós não nos condenando, Mas nos absorvendo. Veja o que diz a palavra de Deus: “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5:8). 1 – No Antigo Testamento No pacto de Deus com Noé e na lei Mosaica a pena de morte aparece como forma de retribuir o mal, provocado por alguém” Sangue por sangue e vida por vida” (Gn 9:6; Êx 21:23). Este era um dos propósitos para punir com a morte assassinos de crimes premeditado (Êx 21:12). A lei não contrariava o sexto mandamento, Porque o verbo hebraico rãtsah, que está presente expressão “Não matarás” (Êx 20:13), significa “Não assassinarás”, isto é, proíbe que o homem tire a vida de outro, porque era proibido matar E se alguém matasse, a lei exigia que o estado fizesse justiça punindo com a morte e para isso, bastava apenas ter duas testemunhas (Dt 17:6). Assim a morte de quem matou era vista como justiça contra a impunidade. Mas, havia exceções, como no caso de Davi que premeditou a morte de Urias, A pena não foi aplicada ao monarca, mas, a punição veio do próprio Deus (2 Sm12:10-12). Que o puniu atraindo a espada sobre a sua própria casa. 2 – No Novo Testamento Aos romanos, Paulo constata a legalidade da pena de morte e que é legitimo o estado usar a espada como punição ao transgressor (Rm 13:4). No entanto o apóstolo não normaliza a aplicação da pena, não ordena e nem proíbe, ele apenas reconhece a existência da lei como punição aos agressores. No evangelho de João, ele registra o caso de uma mulher apanhada em adultério (Jo 8:4). Os escribas e Fariseus exigiram o parecer de Jesus sobre a aplicação da pena de morte para a adultera. No entanto os acusadores se comportaram de forma parcial, trazendo apenas a mulher para ser julgada deixando de fora o adultero e as testemunhas (Nm 35:30; Lv 20:10), Cristo se recusou a participar desse juízo malicioso e irresponsável. Absolveu a mulher, perdoou seus pecados e aconselhou que ela não pecasse mais (Jo 8:11). II – Eutanásia: Conceito e Implicações 1 – O Conceito de Eutanásia A palavra eutanásia vem de dois termos gregos EU que significa “boa” ou “fácil” e, THÁNATOS que significa “morte”, juntando esses dois termos temos “boa morte” que também é conhecida como “morte misericordiosa”, Esse vocábulo foi usado pelo filósofo inglês Francis Bacon (1561-1627). Tecnicamente Eutanásia significa antecipar ou acelerar a morte de pacientes em estagio terminal Ou que estejam padecendo de dores intensas em consequência de alguma doença incurável. É o ato de matar o paciente para não prolongar o seu sofrimento e o da sua família. As formas usadas podem ser classificadas em eutanásia passiva e ativa. A eutanásia passiva, desligam-se todos os aparelhos e máquinas que mantém o paciente vivo; Já a eutanásia ativa aplica-se uma dose de alguma droga que possa acelerar o processo de morte do paciente em estado terminal. 2 – As Implicações da Eutanásia Há três tipos de implicações, a legal, moral e ética. A constituição brasileira assegura a “inviolabilidade do direito à vida” (Art.5º). Assim ela é tida como crime no código penal brasileiro (Art. 122), mas, tramita no senado Federal um projeto de lei no 236/12 do (Novo código penal) Onde um juiz poderá deixar de aplicar punição para quem cometer a eutanásia, seja ela passiva ou ativa. Quanto as questões morais, nos deparamos com a violação do sexto mandamento de Deus “Não matarás” escrito em Êx 20:13. Quando a eutanásia é consentida pelo paciente, sabemos que é pecado o suicídio. A motivação para esta prática parece ser mais de ordem econômica do que humanitária. As perguntas éticas podem ser resumidas em: É lícito exterminar pessoas doentes? Sabemos que só Deus tem o poder sobre a morte. III – A vida Humana Pertence a Deus 1 – A Fonte Originária da Vida O livro de Gênesis nos ensina que Deus trouxe o universo a existência e que Ele próprio sustenta todas as coisas (Hb 1:3). Deus criou toda espécie de seres vivos. A humanidade é uma obra prima de Deus, Ele nos criou a sua imagem e semelhança (Gn 1:27) e essas características que temos não foi dada a nenhuma outra criatura. A vida humana passou a existir por causa da vontade de Deus bem como é até agora, como está escrito “todas as coisas subsistem por Ele” (Cl 1:17). Deus tem o controle de todas as coisas (Dt 32:39). Portanto, o Deus vivo é a fonte originária da vida e só Ele tem autoridade exclusiva para concedê-la ou tirá-la (1 Sm 2.6). 2- O Caráter Sagrado da Vida. A vida do homem é sagrada por que tem origem divina. Por isso é proibido alguém tirar a vida … Ler mais

O Que é Ética Cristã

O que é Ética Cristã? este é o tema da lição que iremos estudar nessa semana. Ética é Parte da Filosofia que estuda os fundamentos da moral; é também um conjunto de regras de conduta. É importante estudar sobre Ética, para aperfeiçoar nossos relacionamentos e conduta na sociedade. Nesta lição veremos O Que é Ética Cristã é como ela é diferente da Ética secular. A Ética secular está fundamentada em valores materialistas e relativistas, enquanto que a Ética Cristã está fundamentada na palavra de Deus, na revelação divina imutável. Diante da época em que vivemos é importante identificar os principais fundamentos da Ética cristã afim de melhorar nossa vida de comunhão com Deus e testemunho cristão à sociedade (Mt 5:13,14). I – O CONCEITO DE ÉTICA CRISTÃ Definição Geral. A palavra Ética, tem origem no vocábulo Grego que significa: costumes ou hábitos. No latim o termo corresponde, a (moral) No sentido de normas ou regras. Ética e Moral. A ciência e a Ética, pode ser entendida como área da filosofia que investiga os fundamentos da moral adotada por uma sociedade. Consequentemente, a moral refere-se ao comportamento social em relação às regras estabelecidas. Essas regras podem variar de uma cultura para outra, isso depende de referencia de autoridade que serve de fundamento para uma conduta social.  Ética Cristã. A Ética Cristã tem como objetivo indicar a conduta ideal para a retidão do comportamento cristão. O fundamento da Ética cristã é a palavra de Deus, por isso não é alterada. Princípios da Ética Cristã. Está no Deus trino, santo e imutável. Deus se revelou nas santas Escrituras, por isso, a bíblia é inspirada por Ele. Os princípios Ético cristão são imutáveis e divinos eles vêm da própria Escritura. São princípios que se aplicam a todas as épocas, pois são universais. Assim esses padrões nunca passarão (Mt 24:35) “o céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar. II – FUNDAMENTOS DA ÉTICA CRISTÃ   Neste tópico, mostraremos as principais seções bíblicas, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento . Esses assuntos orientam o senso Ético de todo cristão: O Decálogo, As Epístolas, os profetas, os evangelhos, o sermão do monte, as epístolas Paulinas e as Gerais. O Decálogo. Os Dez Mandamentos são preceitos éticos que fazem parte da lei moral de Deus (Êx 20.1-17). Os quatro primeiros tratam da relação do homem para com o Criador: 1. Adorar Exclusivamente a Deus, 2. Zelo Pela Integridade da Vida, 3. Repudio ao Adultério, 4. Proibição ao Furto,  A Mentira e a Cobiça Que é Desejar as  Coisas Que é do Próximo (Ex 20:12-17). Os seis últimos mandamentos referem-se à relação do homem com o próximo: 1. Honra Teu Pai e Tua Mãe, 2. zelo pela integridade de vida, 3. Repúdio ao Adultério, 4. Proibição ao Furto, 5. A Mentira 6. A Cobiça (Êx 20:12-17). Jesus ensinou que os dez mandamentos se resumem nesses dois: Amar a Deus e Amar o próximo (Mt 22:37-39). Os Profetas. A mensagem que os profetas traziam no Antigo Testamento tem uma grande influência para os seguidores de Jesus, no sentido da Ética e da moral (Jr 17:1-11; Ml 1:6-14; 2:10-16) Abarcando as esferas sociais Temos: (Is 58; Ml 2:1-15) e nas Espirituais (Jr 31:31,32) Os Evangelhos. Evangelho são as boas novas de salvação (Mt 9.35). Os evangelistas registraram mensagem de arrependimento, renuncia ao pecado, oferta de perdão, esperança de salvação e por fim identidade de vida. (Mt 3:2; Lc 1:77). Todos os que seguem a Cristo são convocados a viverem as doutrinas do Evangelho e a adotarem uma Ética e moral do reino de Deus como estilo de vida. (Mc 10:42-45) O Sermão do Monte. O sermão do monte, contém o mais alto princípio de ideia moral. Nele são revelados à ética e a moral do reino de Deus em questões como: 1. a ira, 2. o adultério, 3.o divórcio, 4.o juramento, 5.a vingança e 6. o amor (Mt 5.22,28,32,37,39,44); também o sermão aborda à esmola, a oração e os jejuns (Mt 6.1,5,16); Por isso o Senhor convida, seus seguidores a priorizarem o reino de Deus e a sua justiça (Mt 6:33) As Epístolas Paulinas e Gerais. As epístolas Paulina trazem ensinamentos aprofundados sobre a nossa relação Com Deus, observe Romanos: 12:1,2; Com relação ao estado: 1 Pe2:11-17; Com relação ao próximo: Romanos 13:8-10; A injustiça social: Tg 2:1-13; 5:1-6; E a questões da sexualidade cristã e do casamento (1Co 6:12-20; 7:10-24). III – CHAMADOS A VIVER ETICAMENTE Os israelitas foram reprovados em não obedecer a lei moral Outorgada, ou seja, dada imposta por Deus no deserto. As escrituras falam acerca do perigo de não vivermos o ideal ético do Reino de Deus (1Co 10:5) “Mas Deus não se agradou da maior parte deles, por isso foram prostrados no deserto.”  “Não Cobiceis as Coisas Más.” Em coríntios Paulo adverte a igreja, para não cobiçar (1 Co 10:6): “E estas coisas foram-nos feitas em figura, para que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram.” (Nm 11:4,5) os israelitas quando estavam atravessando o deserto, cobiçaram o que lhe era proibido e por isso sentiram saudades do Egito. Ainda hoje alguns pseudocristão = duvidoso, mentiroso, falsos crentes que desejam e preferem os prazeres do mundo. Essas pessoas preferem o hedonismo e a escravidão do pecado, do que cumprir a lei moral de Deus. hedonismo = O hedonismo é caracterizado como uma doutrina moral que defende que o único propósito da vida é a busca pelo prazer.  “Não Vos Torneis Idólatras.” Em coríntios o apóstolo exorta a respeito da idolatria (1 Co 10:7) “Não vos façais, pois, idólatras, como alguns deles, conforme está escrito: O povo assentou-se a comer e a beber, e levantou-se para folgar.” Enquanto Moisés estava recebendo as tábuas da lei os israelitas se denigriam adorando um bezerro de ouro (Êx 32:1-6). A idolatria não é apenas adorar uma imagem. Falsos crentes despreparados e desprovidos da ética contidas nas Escrituras adoram o dinheiro e os bens materiais. A bíblia chama de idolatria (Cl 3:5) “Não Nos Prostituamos.” O apóstolo alerta acerca da … Ler mais

Os Gigantes da Fé e o Seu Legado Para a Igreja

Os Gigantes da Fé e o seu Legado para a Igreja

Os Gigantes da Fé e o Seu Legado Para a Igreja, Na lição desta semana o autor aos Hebreus acaba de fazer uma longa exposição sobre a supremacia de Cristo, o seu sacerdócio e a nova aliança em relação à antiga. Essa exposição começa do primeiro capítulo e se estendeu por quase todo o capítulo dez. Ele faz um resumo da vida de homens e mulheres de Deus no antigo pacto, mostrando que isso deveria servir de exemplo para os crentes da nova aliança. I – A FÉ QUE GERA CONFIANÇA EM DEUS O Sacrifício de Abel. O autor inicia sua galeria de fé, falando de Abel, (Hb 11:4). Abel foi um homem que ousou em confiar em Deus pois ofereceu um sacrifício que agradou ao Senhor. Há especulações sobre a natureza do sacrifício Abel, apesar das escrituras nada falarem a este respeito. O que é importante, é que a fé de Abel, diferente da fé de Caim, agradou a Deus e que ele teve uma fé operante, diferente da fé do seu irmão Caim. Para o autor aos hebreus, os cristãos deveriam ser como Abel, confiantes em tudo, pois o cristo a quem seguem é superior, a Abel em tudo (Hb 12:24). O Testemunho de Enoque. Poucas coisas a bíblia relato sobre a vida de Enoque, mas o pouco que sabemos podemos notar que ele era um homem de fé e confiança (Hb 11:5). Somente dois personagens foram citados pela bíblia que não experimentaram a morte e Enoque é uma deles. A bíblia relata que ele foi transladado, porque andava com Deus. Veja que grande exemplo temos no caminhar com Deus, andar com Deus é a melhor coisa que pode acontecer na vida de um cristão. A Confiança de Noé. Jesus refere-se a Noé, no seu sermão como de uma época em que as pessoas eram insensíveis umas com as outras. Era uma geração bem parecida com a nossa, neste tempo se vivia o hedonismo, as pessoas se preocupavam apenas com aquilo que dava prazer imediato(Mt 24:37-39), Eles não perceberam, mas Noé sim, “Pela fé, Noé, divinamente avisado das  coisas  que ainda não se viam, temeu, e,  para salvação da sua família, Preparou a arca, pela qual condenou o mundo, e foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé” (Hb 11:7). II – A FÉ QUE FAZ VER O INVISÍVEL A Obediência de Abraão. O autor também fala da fé de Abraão, o patriarca das nações, todos os exemplos que demos até agora são tidos como exemplo de fé, Mas, nenhuma se compara a fé de Abraão. Quando chamado por Deus para uma terra desconhecida e longe dos seus parentes, Abraão obedeceu e sua fé o guiou (Hb 11:8). Todos os cristãos deveriam seguir os passos de Abraão em obediência e fé.  A Fidelidade de José. A palavra de Deus, testemunha sobre a fé de José que ainda sendo vendido por seus irmãos nunca se vendeu, A fé que ele tinha o manteve vivo no Egito. É essa fé que nos faz enxergar o invisível (Hb 11:22). É essa fé que nos faz ver o desconhecido e acreditar no futuro. Permanecer firme em meio a tentação, fugir do pecado e manter-se fiel a Deus  honrando seu superior, fizeram de José um grande exemplo para nós.  A Determinação de Moisés. Moisés liderou o povo judaico durante 40 anos no deserto, mas sua jornada de fé, começou bem antes (Hb 11:24,25). Moisés foi ousado, determinado, confiante e cheio de fé. Sua fé permitiu que visse o invisível pois teve: “por maiores riquezas, o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito” (Hb 11:26). Que bom se todos os cristãos seguissem o seu exemplo. III – A FÉ QUE DÁ PODER PARA AVANÇAR A Ousadia de Josué. Coube a Josué a missão de introduzir o povo dentro da terra prometida, mas isso só seria possível quando Jericó caísse. Não adiantaria nada ficar fora da terra prometida, jerico era uma fortaleza e o povo hebreu despreparado. O autor não mostra como eles venceram, mas que com certeza foi pela fé (Hb 11:30), que fizeram eles avançar rumo a terra prometida e vencerem uma guerra, que aos olhos humanos estaria perdida, mas aos olhos da fé Israel foi mais que vencedor. vamos tomar o exemplo de Josué e prevalecer nas batalhas. A Coragem de Raabe. Raabe escapou com vida da queda de Jerico pela fé (Hb 11:21), essa mulher está regada de coragem, fé e determinação. Mas pela fé ela ainda fez mais, pela fé, Raabe, mesmo sendo gentia, entrou na linhagem do povo de Deus (Mt 1.5). Deus não faz acepção de pessoas, somos todos iguais pernte Deus. Tome isso por exemplo, pois todos somos iguais aos olhos de Deus. O Heroísmo de Gideão. O autor termina sua lista de heróis com Gideão que era um dos juízes durante o regime tribal israelita (HB 11:32). Gideão venceu uma batalha impossível, com apenas 300 homens e enfrentando todo tipo de desvantagens, Mas tinha a promessa de Deus e pela fé foi vencedor. Deus conta com quem tem fé e determinação. CONCLUSÃO O autor compara o caminhar de vários personagens bíblicos com a carreira proposta aos cristãos. Os personagens tinham em comum o longo e desafiador percurso. Todos conseguiram chegar ao seu destino sem retroceder, caminhando sempre com fé pois acreditavam que a fé derruba todos os obstáculos, abate o inimigo e levanta o caído. Assim seremos vencedores se prosseguirmos a carreira que nos é imposta com fé e determinação. Veja Outras Lições Aqui

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