COMENTÁRIO DA LIÇÃO 9 Central Gospel 2°Trimestre 2026 – SUBSÍDIO EBD

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Comentário do tema

A lição de hoje nos conduz a uma profunda reflexão sobre a supremacia de Cristo, um tema central na Carta aos Colossenses. Exploraremos como Jesus é o Criador, Sustentador, Cabeça da Igreja e Redentor, em quem toda a plenitude habita. Esta verdade fundamental nos convida a redescobrir a centralidade de Cristo em nossa fé e vida, compreendendo que nEle encontramos o fundamento e a consumação de toda a nossa esperança.

Comentário do texto áureo

O texto áureo de Colossenses 1.20, “Havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus”, é uma declaração poderosa da obra redentora de Cristo. Ele nos revela que, através do sacrifício de Jesus na cruz, a paz foi estabelecida, e a reconciliação de todas as coisas com Deus se tornou uma realidade. Esta verdade nos lembra que a obra de Cristo é completa e eficaz, abrangendo tanto o domínio terrestre quanto o celestial.

Comentário da verdade prática

A supremacia de Cristo é a base de nossa fé, revelando-se como Criador, Sustentador, Cabeça da Igreja e Redentor, reconciliando todas as coisas com Deus.

Comentário da leitura bíblica em classe

Colossenses 1.3-5, 9-10, 13-19 nos apresenta a majestade de Cristo e os fundamentos da vida cristã.

(Cl 1.3) “Graças damos a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, orando sempre por vós,” Paulo inicia a carta com uma expressão de gratidão a Deus Pai, demonstrando sua constante intercessão pelos colossenses. A oração é o alicerce da comunhão e do cuidado pastoral.

(Cl 1.4) “porquanto ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus e do amor que tendes para com todos os santos;” A fé em Cristo Jesus e o amor para com todos os santos são as marcas distintivas da igreja de Colossos, evidências de uma vida cristã genuína e vibrante.

(Cl 1.5) “por causa da esperança que vos está reservada nos céus, da qual já, antes, ouvistes pela palavra da verdade do evangelho.” A fé e o amor dos colossenses são motivados pela esperança celestial, uma esperança que lhes foi revelada através da pregação do evangelho, a palavra da verdade.

(Cl 1.9) “Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual;” Paulo continua sua intercessão, pedindo que os colossenses sejam cheios do conhecimento da vontade de Deus, não apenas intelectualmente, mas com sabedoria e inteligência espiritual, que vêm do Espírito Santo.

(Cl 1.10) “para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus.” O propósito do conhecimento da vontade de Deus é uma vida de conduta digna, que agrada ao Senhor, produz frutos de boas obras e promove um crescimento contínuo no relacionamento com Ele.

(Cl 1.13) “Ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor,” Deus, em Sua soberania, nos resgatou do domínio das trevas e nos introduziu no Reino de Seu Filho amado, um reino de luz e amor.

(Cl 1.14) “em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados;” A redenção, a libertação da escravidão do pecado, é alcançada através do sangue de Jesus, que nos concede o perdão e a remissão de todas as nossas transgressões.

(Cl 1.15) “o qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;” Jesus é a perfeita imagem do Deus invisível, a revelação plena do Pai. Ele é o primogênito de toda a criação, indicando Sua preeminência e anterioridade sobre tudo o que existe.

(Cl 1.16) “porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele.” A supremacia de Cristo como Criador é inquestionável. Todas as coisas, visíveis e invisíveis, foram criadas por Ele e para Ele, revelando Seu domínio absoluto sobre o universo.

(Cl 1.17) “E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele.” Jesus é eterno, existindo antes de todas as coisas. Além de Criador, Ele é o Sustentador, aquele por quem todas as coisas se mantêm em existência, demonstrando Sua soberania contínua.

(Cl 1.18) “E ele é a cabeça do corpo da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência,” Cristo é a cabeça da Igreja, Seu corpo, exercendo liderança e autoridade. Ele é o princípio e o primogênito dentre os mortos, o primeiro a ressuscitar para a vida eterna, garantindo Sua preeminência em todas as coisas.

(Cl 1.19) “porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse.” A plenitude da divindade habita em Cristo, por vontade do Pai. Isso significa que Jesus é totalmente Deus, e nEle encontramos tudo o que precisamos para a salvação e a vida abundante.

Introdução da introdução

Amados irmãos, a Carta aos Colossenses é um farol que ilumina a majestade e a centralidade de Jesus Cristo. Escrita por Paulo da prisão, esta epístola nos convida a uma profunda contemplação da supremacia do Filho de Deus. Em um contexto de heresias e filosofias enganosas, o apóstolo exalta a Cristo como Criador, Sustentador, Cabeça da Igreja e Redentor, nos chamando a firmar nossa fé nEle, o fundamento de toda a nossa esperança.

Comentário do tópico 1 – OS FUNDAMENTOS DA MATURIDADE CRISTÃ

A vida cristã madura é construída sobre alicerces sólidos, e Paulo, em sua carta aos colossenses, apresenta esses fundamentos com clareza e profundidade. No tópico 1, o comentarista da lição nos lembra que “Paulo abre sua carta com uma dupla melodia: gratidão e intercessão. Ele reconhece nos colossenses os sinais de uma confiança viva e, ao mesmo tempo, pede que cresçam no entendimento da vontade de Deus”. Esta abordagem revela que a maturidade não é um estado estático, mas um processo contínuo de louvor e oração.

A palavra-chave para este tópico é maturidade. No grego, a palavra para maturidade, no sentido de perfeição ou completude espiritual, é teleios (τέλειος). Esta palavra não se refere a uma ausência de falhas, mas a um estado de plenitude e desenvolvimento completo em Cristo, onde o crente alcança o propósito para o qual foi chamado. A maturidade cristã é um alvo a ser buscado por todos os que creem.

1.1. Fé, amor e esperança

A tríade fé, amor e esperança constitui a espinha dorsal da espiritualidade paulina, sendo repetida em diversas epístolas como pilares da vida cristã. No tópico 1.1, o comentarista da lição afirma que “Fé, amor e esperança formam a espinha dorsal da espiritualidade paulina (Cl 1.4-5; cf. 1 Co 13.13) (Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.)”.

  1. A fé notória: A fé dos colossenses era evidente, uma fé viva em Cristo Jesus (Cl 1.4). Esta fé não era apenas uma crença intelectual, mas uma confiança ativa que se manifestava em suas vidas. A fé é o meio pelo qual nos conectamos a Deus e recebemos Suas promessas. (Hb 11.1) (Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem.).
  2. O amor a todos os santos: O amor que os colossenses demonstravam para com todos os santos era uma prova da autenticidade de sua fé (Cl 1.4). O amor fraternal é o distintivo dos discípulos de Cristo e a evidência de uma vida transformada. (Jo 13.35) (Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.).
  3. A esperança reservada nos céus: A fé e o amor dos colossenses nasciam de uma esperança sólida, uma esperança que lhes estava reservada nos céus (Cl 1.5). Esta esperança não é um mero desejo, mas uma certeza fundamentada nas promessas de Deus, que nos impulsiona a viver de forma digna do evangelho. (Rm 8.24-25) (Porque, em esperança, fomos salvos. Ora, a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê, como o esperará? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o esperamos.).

Estes atributos, enraizados em Jesus, traduzem quem somos e a quem servimos, sendo a base para uma caminhada cristã madura.

1.2. Oração

A oração é o oxigênio da alma e um componente vital para o crescimento espiritual. No tópico 1.2, o comentarista da lição destaca que “Paulo celebra o testemunho da comunidade de Colossos, pois, ao receber a visita de Epafras — ‘amado conservo’ e ‘fiel ministro de Cristo’ (Cl 1.7) —, soube que essas virtudes estavam presentes naquela igreja (Cl 1.7-8)”.

  1. A intercessão incessante de Paulo: Diante das boas notícias, Paulo não se acomoda, mas intensifica sua intercessão, orando “sem cessar” pelos colossenses (Cl 1.9). Esta atitude revela que a vida espiritual amadurecida floresce na comunhão com o Pai e no cuidado com os irmãos. A oração intercessória é um ato de amor e solidariedade, que fortalece a igreja e manifesta o poder de Deus. (Ef 6.18) (Orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos.).
  2. Oração como fonte de maturidade: A oração constante não é apenas um dever, mas um privilégio que nos conecta ao coração de Deus. Ela nos capacita a discernir Sua vontade, a crescer em sabedoria e a andar de modo digno do Senhor. A oração é o meio pelo qual a graça divina flui para nossas vidas, capacitando-nos a viver uma vida que agrada a Deus.

1.3. Conhecimento da vontade de Deus

O conhecimento da vontade de Deus é fundamental para a maturidade cristã, orientando nossas escolhas e decisões. No tópico 1.3, o comentarista da lição afirma que “Paulo ora para que os colossenses sejam cheios do pleno conhecimento da vontade de Deus, ‘em toda sabedoria e inteligência espiritual’ (Cl 1.9)”.

  1. Sabedoria e inteligência espiritual: A maturidade não é movida apenas por sentimentos, mas pela sensatez que nasce do Espírito Santo. Esta sabedoria e inteligência espiritual nos capacitam a discernir a vontade de Deus em todas as áreas de nossa vida. (Tg 1.5) (E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada.).
  2. Ação conjunta da Escritura, mente renovada e Espírito Santo: O propósito do Altíssimo não se apreende por percepções transitórias, mas pela ação conjunta da Escritura, da mente renovada e da direção do divino Consolador (Rm 12.2) (E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.); (Ef 5.17) (Pelo que não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor.). Submeter-se ao Seu querer é permitir que Ele molde pensamentos, afetos e práticas, produzindo evidências concretas de transformação e honra ao nome de Jesus (Cl 1.10).

1.3.1. O propósito do conhecimento espiritual

O conhecimento espiritual tem um propósito claro: desmantelar as falsas pretensões e revelar a verdade de Cristo. No tópico 1.3.1, o comentarista da lição destaca que “Ao tratar desse tema, Paulo desmonta a pretensão gnóstica (gr. gnósis = ‘conhecimento’) que prometia acesso a um ‘saber superior’ reservado a poucos”.

  1. Refutando o gnosticismo: As influências gnósticas, que se infiltravam na igreja de Colossos, promoviam uma experiência religiosa elitizada e colocavam em risco a afirmação plena da encarnação de Cristo. Paulo, em contraste, ensina que a compreensão da vontade de Deus é obra do Espírito e um dom gratuito oferecido a todo crente.
  2. A revelação do Filho: O verdadeiro conhecimento espiritual não nasce da vaidade intelectual, mas da revelação do Filho (Cl 2.2-3) (para que os seus corações sejam consolados, estando unidos em amor e em toda a riqueza da plena convicção do entendimento, para conhecimento do mistério de Deus e Pai e de Cristo, em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência.), despertando uma entrega humilde e acessível a todos os que creem. É um conhecimento que nos leva à adoração e à obediência.

1.3.2. O fruto do conhecimento espiritual

O conhecimento espiritual não é estéril, mas produz frutos visíveis na vida do crente. No tópico 1.3.2, o comentarista da lição afirma que “Paulo diz que discernir os desígnios do Senhor inspira um modo de existir que o agrada (Cl 1.10) — não se trata de curiosidade teológica, mas de obediência efetiva”.

  1. Transformação do cotidiano: Tal entendimento transforma radicalmente o cotidiano do crente, gerando resultados, fortalecendo a perseverança e promovendo crescimento contínuo na intimidade com Deus. Quem caminha com o Mestre pratica boas obras (Jo 15.16) (Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai, ele vo-lo conceda.), firma-se na fé e aprende a suportar provações com paciência e alegria (Cl 1.11).
  2. Vida que reflete o caráter de Cristo: A maturidade é uma vida que reflete o caráter de Cristo nos gestos, nos passos e até nas escolhas mais banais. É a evidência de que fomos feitos “idôneos” para “participar da herança dos santos na luz” (Cl 1.12), uma verdade que abraça toda a vida cristã: no passado, Deus nos preparou; no presente, nos amadurece na fé; e no futuro, nos espera com uma herança imperecível (Ef 1.18) (iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos.).

Comentário do tópico 2 – CRISTO: SENHOR DA CRIAÇÃO E DA REDENÇÃO

Diante das falsas doutrinas que ameaçavam a igreja de Colossos, Paulo não se detém em debates estéreis, mas eleva um hino de exaltação a Cristo, afirmando Sua supremacia absoluta. No tópico 2, o comentarista da lição destaca que “Paulo não responde às falsas doutrinas que rondavam Colossos com debates estéreis. Em vez de dispender energia desmontando argumentos falaciosos, ele exalta o Cristo eterno”. Esta é a estratégia do apóstolo: apresentar a verdade de forma tão gloriosa que o erro se desfaz por si mesmo.

A palavra-chave para este tópico é supremacia. No grego, a palavra para preeminência ou supremacia é prototeuō (πρωτεύω), que significa “ser o primeiro”, “ter a primazia”, “ser o principal”. Esta palavra encapsula a ideia de que Cristo ocupa o lugar mais elevado em todas as coisas, sendo superior a tudo e a todos. A supremacia de Cristo é a base de nossa fé e a garantia de nossa salvação.

2.1. Criador e Sustentador de todas as coisas

A divindade de Cristo é inquestionável, e Paulo a afirma com veemência, refutando qualquer tentativa de diminuir Sua glória. No tópico 2.1, o comentarista da lição nos lembra que “Paulo declara que os salvos foram trasladados das trevas para o ‘Reino do Filho do seu amor’ pelo sangue do Cordeiro (Cl 1.13-14)”.

  1. Imagem do Deus invisível: Contra a visão gnóstica que tentava reduzir Jesus a um ser intermediário, Paulo assegura Sua absoluta divindade: o Unigênito “é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação” (Cl 1.15). Jesus é a revelação perfeita do Pai, aquele que nos torna o Deus invisível visível. (Jo 14.9) (Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?).
  2. Criador de todas as coisas: Todas as coisas, visíveis e invisíveis, foram criadas por intermédio d’Ele e para Ele (Cl 1.16). Isso inclui as hierarquias celestiais, como tronos, dominações, principados e potestades. Não há esfera cósmica, material ou espiritual, que subsista fora de Sua autoridade e cuidado soberano. (Gn 1.1) (No princípio, criou Deus os céus e a terra.).
  3. Sustentador de todas as coisas: Além de Criador, Jesus é o Sustentador. “Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por Ele” (Cl 1.17; grifos do autor). Sua existência precede a criação, e é por meio d’Ele que o universo se mantém coeso e em ordem. Ele é o elo que une toda a criação. (Hb 1.3) (O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da Majestade, nas alturas.).

2.2. Cabeça da Igreja e Primogênito dentre os mortos

A supremacia de Cristo se estende à Sua posição como Cabeça da Igreja e Vencedor da morte. No tópico 2.2, o comentarista da lição afirma que “Contra os falsos mestres que reivindicavam possuir acesso privilegiado ao conhecimento divino, Paulo ratifica que Cristo é a verdadeira fonte de toda autoridade”.

  1. Cabeça da Igreja: Jesus é a Cabeça da Igreja, Seu corpo (Cl 1.18). N’Ele, a revelação encontra seu centro, os redimidos encontram direção e a vida eterna encontra seu fundamento. Ele é a fonte de vida e autoridade para todo o corpo de Cristo. (Ef 5.23) (Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o Salvador do corpo.).
  2. Primogênito dentre os mortos: Como Primogênito dentre os mortos, Jesus inaugura um novo tempo na História (Cl 1.18). Ao ressuscitar com corpo glorificado, Ele abre o caminho para o Seu povo experimentar a plenitude da existência, antecipando a realidade que aguarda todos os que creem. Sua ressurreição é a garantia da nossa própria ressurreição e da vitória sobre a morte. (1 Co 15.20) (Mas, de fato, Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem.).
  3. Preeminência em tudo: A preeminência de Cristo é total e absoluta. Ele é o primeiro em tudo, o mais importante, o que tem a primazia em todas as esferas da existência. Sua supremacia se manifesta não apenas na Criação, mas também na restauração e na ressurreição.

2.3. Redentor que reconcilia Céus e Terra

A obra redentora de Cristo na cruz é o ápice de Sua supremacia, reconciliando todas as coisas com Deus. No tópico 2.3, o comentarista da lição nos lembra que “Por meio do sangue derramado no Calvário, Cristo reconciliou todas as coisas — na Terra e nos Céus — evidenciando o alcance absoluto de Sua obra salvífica (Cl 1.19-20; cf. Fp 2.10) (Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra.)”.

  1. Reconciliação dos estranhos e inimigos: Paulo lembra que outrora éramos “estranhos e inimigos de Deus”, afastados por pensamentos e práticas rebeldes; mas agora fomos resgatados e acolhidos pela Graça (Cl 1.21). A iniciativa sempre foi divina: o Rei dos séculos foi ao encontro dos pecadores para restabelecer a comunhão perdida. (Rm 5.10) (Porque, se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.).
  2. A autenticidade da encarnação e do martírio: Jesus nos reconciliou “no corpo da sua carne, pela morte” (Cl 1.22). Contra as tendências docéticas, que negavam a autenticidade da encarnação e do martírio de Cristo, o apóstolo atesta que nossa redenção é histórica, concreta e definitiva. O Filho assumiu plena humanidade, sofreu verdadeiramente e, por Sua morte, abriu-nos acesso ao Pai.
  3. A obra cabal e suficiente: Nada precisa ser acrescentado ao sacrifício do Cordeiro: a obra é cabal, suficiente e eficaz (Hb 9.26) (De outra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas, agora, na consumação dos séculos, uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.). Pela Cruz, aqueles que eram “estranhos” se tornam santos; os que eram culpáveis são apresentados irrepreensíveis diante d’Ele. Quem mais poderia amar assim?

Comentário do tópico 3 – O AVANÇO DO EVANGELHO E A MISSÃO DA IGREJA

A supremacia de Cristo não é uma verdade teórica, mas uma realidade dinâmica que impulsiona o avanço do evangelho e a missão da Igreja no mundo. No tópico 3, o comentarista da lição nos lembra que “Antes de exaltar a supremacia de Cristo, Paulo já havia mencionado o avanço das boas novas de salvação entre os povos: a ‘verdade do evangelho que chegou até vós; como também, em todo o mundo, está produzindo fruto e crescendo […]’ (Cl 1.6 – ARA)”. Esta afirmação nos convida a acompanhar o movimento do texto até o versículo 23, onde o apóstolo reforça que essa mensagem foi proclamada “a toda criatura” (Rm 10.18) (Porventura, não ouviram? Sim, por certo, pois por toda a terra saiu a voz deles, e as suas palavras, até aos confins do mundo.).

A palavra-chave para este tópico é missão. No grego, a palavra para missão, no sentido de envio ou comissão, é apostolē (ἀποστολή), que se refere ao ato de ser enviado com uma autoridade e um propósito específicos. A missão da Igreja é a continuação da missão de Cristo na terra, proclamando o evangelho e fazendo discípulos de todas as nações.

3.1. Condições que favoreceram a expansão

A expansão do evangelho no primeiro século não foi um acaso, mas o resultado da providência divina que preparou o cenário para a propagação da mensagem. No tópico 3.1, o comentarista da lição destaca que “No primeiro século, os discípulos encontraram um cenário preparado pela providência divina (cf. Gl 4.4) (Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei.)”.

  1. A Pax Romana: A Pax Romana garantia estabilidade, unificava vastas regiões e proporcionava rotas terrestres e marítimas bem estruturadas, como a célebre Via Ápia, favorecendo a propagação da mensagem da Cruz. A paz e a segurança permitiram que os missionários viajassem com relativa liberdade.
  2. O grego (koiné) como língua franca: O grego koiné servia como língua franca do Império Romano, facilitando a comunicação e a disseminação do evangelho entre diferentes povos (At 2.9-11) (Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, e Judeia, e Capadócia, e Ponto, e Ásia, e Frígia, e Panfília, Egito e nas partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos (tanto judeus como prosélitos), e cretenses, e árabes, todos os temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus.).
  3. Comunidades judaicas e sinagogas: As comunidades judaicas espalhadas pelo mundo mediterrâneo, com suas sinagogas, ofereciam pontos de partida para a pregação apostólica (At 13.5, 14; 14.1; 17.1-2). As sinagogas eram locais onde Paulo e outros apóstolos podiam apresentar o evangelho a judeus e gentios tementes a Deus.

3.2. Práticas missionárias na Igreja Primitiva

A expansão do evangelho não se deu por estratégias humanas sofisticadas, mas pela coragem e ousadia de homens e mulheres cheios do Espírito Santo. No tópico 3.2, o comentarista da lição afirma que “A expansão do evangelho não se deu por estratégias humanas sofisticadas, mas pela coragem de homens e mulheres cheios do Espirito Santo”.

  1. As viagens missionárias de Paulo: Paulo realizou três viagens missionárias, descritas no Livro de Atos, que foram marcadas por oposição, lágrimas e martírio (At 13-14; 15.36-18.22; 18.23-21.17). A fé era testemunhada com ousadia, e o Senhor corroborava a mensagem com sinais e prodígios, tornando visível Sua presença entre os povos. (Mc 16.20) (E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém!).
  2. O impulso missionário divino: Sem tecnologia, satélites ou fronteiras digitais, a boa nova avançou porque Deus abriu caminhos e Seus servos trilharam por eles. A infraestrutura era romana; o impulso missionário, divino. A Igreja Primitiva nos ensina que a missão é impulsionada pelo Espírito Santo e pela obediência dos crentes. (At 1.8) (Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.).

Conclusão da conclusão

A Carta aos Colossenses nos chama a permanecer “fundados e firmes na fé” e a não nos movermos “da esperança do evangelho”. A redenção é um dom gracioso de Deus, que nos tirou das trevas para o Reino de Seu Filho, inspirando-nos à perseverança e fidelidade em Cristo Jesus.

Deus abençoe sua vida, família e ministério em nome de Jesus. Pregador Manassés clubedepregadores.com.br

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