O Cristão É… Cidadão do céu | O Cristão e a Política

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O Cristão É… Cidadão do céu Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas, mas, vendo-as de longe, e crendo nelas, e abraçando- as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. (Hebreus 11:13) Esse texto de forma simples sugere que, o cristão é um cidadão do céu. Embora o texto não diga isso claramente, ele sugere. Pois ao mencionar o povo de Deus como peregrinos e estrangeiros na terra, logo fica subentendido que a terra não é o país oficial deles. O próprio Jesus prometeu moradas na casa do pai (Jo 14:1-3). Obviamente que, existe todo um contexto e uma literalidade no texto. Porém, olhando o texto de forma espiritual aplicada ás nossas vidas, podemos sim, dizer e afirmar que somos cidadãos do céu. Nós somos chamados para sermos uma nova criatura, para uma nova vida, uma nova morada, uma nova terra e um novo céu. Então, por que o cristão precisaria entender de política? Por que o cristão iria se preocupar com questões dessa terra, sendo que, ele não é dessa terra? A verdade é que, se somos de fato cidadãos do céu então temos uma responsabilidade maior ainda do que os cidadãos da terra enquanto estamos aqui. Vejamos: Um cidadão do céu, e neste caso o céu seria referência á outro país, é um embaixador na terra. Pois se você não esta no seu país, e tem morada fixa aqui, então você é um embaixador. E Paulo é quem afirma isso em 2 Coríntios 5:20. Um cidadão do céu, além de embaixador é um recrutador. Pois Jesus mandou a todos que fossem pregando o evangelho e fazendo discípulos (Mt 28:19,20). Ora, fazer discípulos é transformar os cidadãos da terra em cidadãos do céu e igualmente embaixadores também. E a principal função de um embaixador é proteger os cidadãos do seu país. Um embaixador é um representante legal, isto é, com poder e autoridade das leis do seu país, para aplica-las no lugar onde ele esta. Por exemplo, a embaixada americana que fica em Santo Amaro São Paulo, tem poder e autoridade legal sobre os americanos que circulam pelo Brasil. E sua principal função é justamente proteger os americanos que por quaisquer motivos, estão no Brasil. E se somos embaixadores, e temos como função proteger os nossos irmãos em Cristo, que também são cidadãos do céu. Então, a política faz parte dos nossos interesses porque ela pode prejudicar os cidadãos do céu. Outro detalhe muito importante e absurdamente claro nas escrituras, é que uma pessoa pode ter várias cidadanias quanto quiser. A bíblia mostra um homem que comprou a cidadania romana, e ao mesmo tempo mostra Paulo, um Judeu, que nasceu romano. (At 22:27,28). Então Paulo é cidadão judeu e romano ao mesmo tempo. E além disso, é também um cidadão do céu. E isso acontece porque, a cidadania Judaica não tem a ver com território e sim com sangue, pois não é judeu quem nasce em Israel, só é judeu quem descende de Abraão, Isaque e Jacó. Da mesma forma, ser um cidadão do céu também não tem a ver com território, mas sim com o sangue de Jesus. Só é cidadão do céu quem nasceu de novo, da água e do Espírito. Como esta escrito: Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus. (João 3:5). E por isso, somos chamados também de filhos de Abraão pela fé. (Gl 3:9). E igualmente a Paulo que era romano de nascimento, assim também você é brasileiro de nascimento, caso tenha nascido no Brasil, ou seja, sua cidadania terrena é conforme o lugar que você nasceu. Enquanto que a cidadania celestial é conforme o sangue de Cristo que nos aproxima a todos e por isso somos irmãos em Cristo e filhos de Deus. Mas assim como a cidadania celestial não impedia Paulo de usar seus direitos de cidadão romano, assim também nós podemos fazê-lo. E se Paulo usou seus direitos de cidadão romano para defender a si mesmo e beneficiar a si mesmo (At 25:11. 28:19), muito mais nós podemos usar o nosso direito como cidadãos do Brasil para beneficiar a igreja de Jesus Cristo até o seu retorno ajudando os nossos irmãos aqui. Então a política é importante para o cristão, porque é importante para qualquer cidadão terreno. Aliás, você como cristão já exerce sua cidadania terrena em muitas áreas, por exemplo: Se for vítima de roubo, você exerce seu direito como cidadão e chama a polícia, faz boletim de ocorrência. E se for vítima de abuso e exploração na firma aonde trabalha, você exerce seu direito como cidadão e processa. E se ficar doente, você exerce seu direito como cidadão e vai ao médico, ao sus, ao convênio. Enfim, todas essas coisas e muitas outras fazem parte da sua cidadania terrena. E isso significa que, não é possível viver aqui na terra sem exercer sua cidadania. Portanto, dizer que não se importa com política, é hipocrisia. Pois esta em nossas mãos escolher a liderança do país. Porque se o cristão não escolher a melhor opção para governar a nação, então os ímpios irão escolher. Se você não fizer o bem, deixará espaço para outros fazerem o mal. A bíblia esta cheia de pessoas que participaram ativamente na política de um país que não era deles. E podemos sim, seguir o exemplo, começando com José no Egito. Ele não era do Egito, mas aceitou governar aquela nação e por causa do governo dele, Deus abençoou todo o Egito. Assim o cristão não é da terra, mas pode e deve participar ativamente exercendo poder e autoridade legal enquanto viver aqui. A bíblia mostra Abraão fazendo acordos e parcerias com as lideranças políticas da terra aonde ele era peregrino. Fez aliança com Melquisedeque REI de Salém (Gn 14:18ss). Fez a aliança com Abimeleque REI de Gerar (Gn 21:23,24). Assim como também a bíblia mostra o mesmo Abraão enfrentando e batendo de … Ler mais

O Cristão e a Política

O Cristão e a Política Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra. (Romanos 13:7). Crente pode ser político? A igreja e a política devem se unir ou separar? Este é um tema polêmico, porém, vejamos desde a fonte. Na bíblia sagrada, precisamos entender que Deus foi construindo seu povo por etapas. Primeiro Deus escolheu a origem, Abraão. Depois o Senhor criou o povo com os filhos de Jacó. E em seguida o Senhor criou a lei, no deserto com Moisés. E por ultimo o Senhor deu a este povo a terra. Somente após a conquista de Josué, é que temos uma nação formada. Território, Povo e leis que governam o povo. Na nação Israelita, desde Josué, política e religião eram uma coisa só. Elas não se separam. Pois a política diz respeito ao governo, e o governo pertence a Deus. Ou seja, o povo deve ser governado por Deus. Com o fim dos juízes e o início dos reis, Saul, Davi e Salomão; é que acontece a separação entre política e fé. Por isso, nem Samuel e nem Deus queriam essa mudança. (1Sm 8:6,7). Pois agora, o rei governa o povo politicamente, mas não necessariamente guiado por Deus, por isso muitos reis maus e pecadores subiram ao trono. Então, Deus mantem sua doutrina através dos profetas que confrontam os reis quando saem da direção certa. Por isso, Samuel confrontou Saul. Natã confrontou a Davi. Elias confrontou Acabe. Jeremias entre outros profetas, confrontaram vários reis. E por que isso acontece? Ora, porque houve separação entre política e fé. Elas devem andar juntas para que Deus governe diretamente seu povo como era feito nos tempos dos juízes. Mas Deus nunca é pego de surpresa. Ele tem os seus profetas. Quando os governantes começam a desviar do caminho do Senhor, então os profetas falam a verdade na cara deles, para que saiba que o Senhor os julgará, caso não se arrependa do seu mau caminho. E hoje? Hoje a política segue separada da fé, ou seja, do cristianismo. E isto é semelhante ao povo de Israel quando voltaram do cativeiro. Pois eles estavam em sua terra, mas os governantes eram gentios pagãos. E para Deus mudar a história do seu povo, foi necessário colocar “crentes” em posições estratégicas no governo. Ou sim, Deus levantou políticos, para usá-los de forma maravilhosa a fim de atender a oração do seu povo e cumprir suas promessas. Dentre esses políticos que Deus levantou temos: Daniel e seus amigos, influenciando geral na Babilônia. Mardoqueu e Ester. Esdras e Neemias. Zorobabel e Josué. Todos eles foram levantados por Deus como políticos, com posições privilegiadas no meio do governo dos pagãos, babilônicos e Medo-Persas. E assim os planos de Deus prevaleceram, ainda que os governantes da época não conhecessem ao Senhor. Pois Deus não precisa de uma sala cheia de políticos cristãos. Nosso Deus só precisa de um ou outro, que sejam crentes de verdade, para fazer a diferença na nação inteira. Sendo assim, o cristão pode ser político. Desde que entenda que esta lá para fazer a diferença, convertendo as leis dos homens para que se alinhem com a lei de Deus. E não somente isto. A igreja também deve se envolver com política. Pois é através da igreja que Deus muda o país inteiro. Por isso, nós precisamos fazer a nossa parte, votando certo, mas principalmente orando a Deus pela nossa nação. A igreja não pode misturar política e culto a Deus. Isso é um erro grave, colocar um político para falar no meio do culto. Ora, o culto é para Deus e não para os governantes. Mas a igreja pode sim, se envolver com política, unindo seus membros a favor de uma causa para defender a nossa fé. Como por exemplo, lutar contra projetos de lei que querem destruir a família e a nossa fé.

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