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ESTUDO 2: AUTORIDADE E OPOSIÇÃO

estudo sobre o evangelho de marcos

🔥 O Servo que Confronta Tradições Humanas

📌 O capítulo 2 de Marcos começa com Jesus voltando a Cafarnaum onde morava. A notícia se espalha rapidamente: Ele esta em casa. Tanta gente se ajunta que não ha mais espaço, nem mesmo junto a porta, claro, eles queriam ver milagres caso não fosse isso teriam se convertido (Mt 11:23). Jesus aproveita e prega a Palavra. Isso me leva a conjecturar que:

Casa que tem Jesus é cheia, tem palavra e tem milagre. Mas é importante notar a sequência: Primeiro, a presença de Jesus, segundo a Palavra e só então a fé daqueles homens que levou ao milagre. Parece uma fórmula: Presença, Palavra, Fé, Milagre.

Quatro homens aparecem carregando um paralítico numa maca. Eles podem ser parentes e amigos do paralítico. Dois bastariam para carregar, mas se são quatro, talvez o paralítico fosse bem pesado. Em termos espirituais, um crente caído dá trabalho pra outros quatro que estão de pé. Significa que, você sozinho não pode cuidar de um que caiu. Um crente doente espiritualmente, precisa de uma equipe para cuidar e levá-lo até aos pés do Senhor.

Eles querem chegar ate Jesus, mas a multidão impede. Mesmo tendo uma equipe que o carregue, barreiras externas podem surgir. E nesse caso, é uma barreira natural da configuração dessa “igreja”. Não é ataque espiritual, não é demônio no caminho, são os próprios irmãos em Cristo, todos afoitos por ouvir a palavra, ver os milagres, e acabam não deixando o paralítico passar.

Muitas vezes, as barreiras que nos impedem de se aproximar de Deus são os nossos próprios irmãos. Não porque querem, mas por falta de maturidade, união, visão, propósito.

Aqueles homens não desistem, como muitos que saem da igreja ou mudam de igreja por causa disso. Eles sobem ao telhado, fazem uma abertura e descem o paralítico exatamente na frente de Jesus. Que cena!

Imagine a confusão, o barulho, os pedaços de barro caindo sobre as pessoas. Por causa da falta de união, visão e propósito na multidão, eles tiveram que fazer uma campanha á parte, como um grupo de oração separado só para alcançar esse objetivo. Os quatro tiveam que deixar de lado suas necessidades, para priorizar a necessidade do paralítico.

Aqueles homens tinham fé. Eles acreditavam que Jesus podia curar seu amigo. Isso foi o que os moveu. Na teologia nós aprendemos como era essa casa, de que materiais era feita, de onde era a escada pela qual eles subiram entre tantos outros detalhes. Fique atento que em fevereiro abriremos turma.

“Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Filho, os teus pecados estão perdoados” (Marcos 2:5). Espere um pouco. O homem veio para ser curado fisicamente, mas Jesus trata primeiro do problema espiritual. Ele perdoa os pecados. Isto nos ensina algo profundo: nossa maior necessidade não é física, é espiritual. O perdão de pecados é mais importante que a cura do corpo.

Os escribas que estavam ali sentados começam a murmurar em seus corações: “Por que fala ele deste modo? Isto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados, senão um, que é Deus?” (Marcos 2:7). Eles estão certos em uma coisa: só Deus perdoa pecados. Mas estão errados em não reconhecer que Jesus é Deus.

Jesus conhece os pensamentos deles. Ele pergunta: “Qual é mais fácil? Dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados, ou dizer: Levanta-te, toma o teu leito e anda?” (Marcos 2:9). Qualquer um pode dizer que perdoou pecados, porque ninguém consegue ver se houve perdão. Mas dizer “levanta e anda” exige que algo visível aconteça.

Jesus então declara: “Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados, disse ao paralítico: Eu te mando: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa” (Marcos 2:10-11). O homem imediatamente se levanta, pega sua maca e sai andando diante de todos. As pessoas ficam admiradas e glorificam a Deus.

Este milagre prova duas coisas: Jesus tem autoridade para perdoar pecados e tem poder para curar o corpo. Ele é Deus em carne humana. Esta é a mensagem central de Marcos.

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Logo depois, Jesus vê Levi, um coletor de impostos, e o chama: “Segue-me”. Levi se levanta e O segue (Marcos 2:14). Os coletores de impostos eram odiados pelos judeus. Eram considerados traidores porque trabalhavam para Roma e costumavam cobrar mais do que o devido, ficando com a diferença. Mas Jesus chama justamente um desses homens desprezados.

Levi faz uma grande festa em sua casa e convida muitos publicanos e pecadores. Jesus esta ali, comendo com eles. Os escribas e fariseus ficam escandalizados: “Por que come ele com os publicanos e pecadores?” (Marcos 2:16). Para eles, um mestre religioso jamais deveria se misturar com essa gente.

A resposta de Jesus é poderosa: “Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores” (Marcos 2:17). Jesus deixa claro qual é Sua missão: buscar e salvar os perdidos. Ele não veio para os que se consideram justos, mas para os que reconhecem sua necessidade de salvação. Por isso, nem todo publicano foi chamado e salvo, mas Levi em especial por reconhecer sua necessidade de salvação.

Os discípulos de João e os fariseus jejuavam frequentemente. Eles perguntam a Jesus por que Seus discípulos não jejuam. Jesus responde com uma ilustração: enquanto o noivo esta presente, os convidados não podem jejuar. O tempo de jejum viria quando o noivo fosse tirado (Marcos 2:19-20). Jesus esta falando profeticamente sobre Sua morte.

Ele continua: ninguém coloca remendo de pano novo em roupa velha, nem vinho novo em odres velhos (Marcos 2:21-22). O que Jesus esta dizendo? O evangelho não é um remendo no judaísmo. O evangelho é algo completamente novo. Não pode ser contido nas velhas estruturas da religião tradicional.

No sábado, os discípulos de Jesus atravessam uma plantação e colhem espigas para comer. Os fariseus ficam indignados: “Olha! Por que fazem o que não é lícito aos sábados?” (Marcos 2:24). Para os fariseus, colher espigas no sábado era trabalho, portanto pecado.

Jesus responde citando Davi, que comeu os pães da proposição quando estava com fome, algo que só os sacerdotes podiam fazer (1 Samuel 21:1-6). Então Jesus faz uma declaração revolucionária: “O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do Homem é senhor também do sábado” (Marcos 2:27-28).

Aqui esta a questão central: os fariseus haviam transformado o sábado, que deveria ser benção, em fardo. Eles criaram centenas de regras sobre o que podia ou não fazer no sábado. Perderam completamente o propósito original. O sábado foi dado para o bem do homem, para descanso e adoração. Mas eles o transformaram em prisão religiosa.

Jesus declara ser Senhor do sábado. Isso significa que Ele tem autoridade sobre a Lei. Ele é maior que o sábado. Ele é o Legislador.

Esta seção de Marcos nos mostra cinco conflitos entre Jesus e os líderes religiosos: sobre perdão de pecados, sobre comer com pecadores, sobre jejum, sobre colher espigas no sábado. Em cada conflito, Jesus demonstra que veio trazer algo novo, não reformar o velho sistema religioso.

Os fariseus representam religião sem vida, tradição sem transformação, regras sem relacionamento. Jesus veio oferecer vida abundante, transformação genuína, relacionamento pessoal com Deus. A diferença não poderia ser maior.

A pergunta para nós é: estamos seguindo Jesus ou tradições religiosas? Estamos buscando vida ou apenas cumprindo regras? Temos relacionamento com Deus ou apenas religião?

Jesus continua chamando: “Segue-me”. Levi deixou tudo e seguiu. Aqueles quatro homens quebraram o telhado para chegar ate Jesus. O paralítico obedeceu e se levantou. E você? Esta disposto a quebrar barreiras, abandonar tradições vazias, obedecer ao chamado de Cristo?

O Servo-Senhor esta nos convocando para algo muito maior que religião: um relacionamento vivo com o Deus vivo.

Deus abençoe sua vida,
família e ministério em nome de Jesus.
Pregador Manassés
clubedepregadores.com.br

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