🔥 Seguir Jesus fica mais profundo, mais poderoso e mais custoso
📌 À medida que o ministério de Jesus avança, a oposição cresce. Isso é princípio espiritual. Quanto mais o Reino se manifesta, mais as trevas reagem (Lc 9:1-2; 9:6).
Jesus envia os doze e lhes dá poder e autoridade sobre demônios e doenças, e para pregar o Reino (Lc 9:1-2). Eles não vão cheios de recursos, mas dependentes de Deus pois se tratava de um teste prático para lhes proporcionar aprendizado e prática (Lc 9:3-5). Jesus os ensina a fazer a obra na escassez, a forma mais difícil de fazê-la.
Nem todos recebem a mensagem. Onde não há acolhimento, o pó é sacudido, algo que será lembrado no dia do juízo (Lc 9:5). O Reino é oferecido, não imposto. Mas a graça não anula responsabilidade, por isso, os que rejeitam, que aguardem Aquele Dia.
Herodes ouve falar de Jesus e fica perplexo (Lc 9:7-9). Quando Deus se move, até palácio se inquieta.
Os discípulos voltam contando o que viveram, e Jesus os chama para um lugar à parte (Lc 9:10). Ministério também precisa de descanso. Mas a multidão os segue, e Jesus ensina e cura (Lc 9:11). Ele não reclama de estarem atrapalhando o seu descanso, que isso fique de exemplo.
Talvez muitos pastores hoje possam reclamar quando seu descanso é atrapalhado, porque estão com a idade avançada. Logo, a idade de Jesus e a dos discípulos é exemplo também de que, existe um tempo na vida para começar a obra, e esse tempo é na casa dos trinta, e não dos sessenta. Afinal, muitos ministérios fazem questão de levantar obreiros e pastores só após os cinquenta.
No fim do dia, Ele multiplica pães e peixes (Lc 9:12-17). O Reino supre necessidades espirituais o tempo todo, pois sempre tem curas, milagres e salvação de almas, mas necessidades materiais são supridas de vez em quando, visto que a multiplicação de pães e peixes não acontece todo dia, tal qual os milagres. Significa que você pode esperar que Deus cure e salve alguém todo dia, mas não pode esperar que Ele coloque comida na sua mesa todo dia. Por isso mesmo Jesus recebia ofertas.
Depois Jesus pergunta quem o povo diz que Ele é (Lc 9:18-19). Opiniões não faltam. Mas Ele quer algo pessoal. “E vós, quem dizeis que eu sou?” (Lc 9:20). Pedro responde certo, mas logo Jesus fala da cruz (Lc 9:22). Muita gente quer o Cristo do milagre, mas não o Cristo do sofrimento.
Então vem o chamado radical. “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me” (Lc 9:23). Esse ensino fica melhor entendido após Ele mesmo ser crucificado, o que revela a literalidade das suas palavras: Quer vir após mim? Esteja pronto a morrer como Eu. Reino sem cruz vira religião confortável.
Quem quiser salvar a própria vida vai perdê-la (Lc 9:24-25). O Reino não é autopreservação, é rendição.
Logo depois, a transfiguração (Lc 9:28-31). A glória de Jesus é revelada. Moisés e Elias apontam para Ele. A voz do Pai declara: “Este é o meu Filho… a Ele ouvi” (Lc 9:35). O centro do Reino é Jesus, e toda autoridade, por maior que seja como são Moisés e Elias, não passam de servos obedientes diante do Senhor Jesus.
Descendo do monte, encontram um menino endemoninhado. Os discípulos não conseguem libertar (Lc 9:38-40). Jesus fala da incredulidade (Lc 9:41) e liberta o menino (Lc 9:42). Autoridade espiritual não funciona sem fé viva.
Jesus anuncia novamente sua morte (Lc 9:44-45). Eles não entendem. Preferem discutir quem é o maior (Lc 9:46). Algo semelhante ao que acontece hoje, Jesus querendo que a sua morte seja anunciada até que Ele venha, mas as igrejas discutem e disputam para ver quem é maior. Jesus coloca uma criança no meio e fala sobre humildade (Lc 9:47-48). No Reino, grande é quem serve.
João tenta impedir alguém de expulsar demônios porque não anda com eles (Lc 9:49). Jesus corrige (Lc 9:50). O Reino é maior que nosso grupo. Jesus decide ir para Jerusalém (Lc 9:51). Uma aldeia samaritana não o recebe, e Tiago e João querem fogo do céu (Lc 9:52-54). Jesus repreende (Lc 9:55). O Reino não avança com vingança carnal.
Alguns querem segui-lo, mas colocam condições. Jesus mostra que o Reino exige prioridade total (Lc 9:57-62). Suas condições para Deus só revelam que você não serve para servir ao reino.
Ele envia setenta discípulos (Lc 10:1). A seara é grande, os trabalhadores são poucos (Lc 10:2). Eles vão dependentes, levando paz e proclamando que o Reino chegou (Lc 10:5-9).
Voltam alegres porque os demônios se submetem (Lc 10:17). Jesus ajusta o foco: a maior alegria é ter o nome escrito nos céus (Lc 10:20). O que significa que para nós, deve ser normal os demônios se submeterem, deve ser algo da rotina do ministério e não algo para comemorar, divulgar e postar.
Ele exulta no Espírito e revela que o Reino é entendido pelos simples (Lc 10:21). Depois conta a parábola do bom samaritano (Lc 10:30-37). Amor ao próximo é ação, não discurso.
Na casa de Marta e Maria (Lc 10:38-42), Jesus mostra que comunhão vem antes do ativismo. Ele ensina sobre oração e dependência do Pai (Lc 11:1-13). O Reino se sustenta em relacionamento contínuo. Ao expulsar um demônio, é acusado de agir por Belzebu (Lc 11:14-15). Quando o Reino avança, surgem acusações. Jesus declara que não há neutralidade espiritual (Lc 11:23). Ou é de Deus, ou é do diabo. Ou esta do lado de Deus ou do lado das trevas.
Ele denuncia a hipocrisia dos fariseus (Lc 11:39-44). Religiosidade externa sem transformação interna é rejeitada no Reino. Jesus alerta sobre o fermento da hipocrisia (Lc 12:1), sobre confessá-lo diante dos homens (Lc 12:8-9), e sobre não viver ansioso (Lc 12:22-31). O Reino muda prioridades. Isso deve ser sinal da nossa conversão.
Fala de vigilância, servos atentos e prontos (Lc 12:35-40). O Senhor voltará. Mesmo estando pronto para a vinda do Senhor, devemos permanecer vigilantes, logo não é normal estar tranquilo e despreocupado em relação a vinda. Mas se mal falamos de escatologia, significa o quê?
Conta a parábola do rico insensato (Lc 12:16-21). Vida não consiste na abundância de bens. Jesus declara que sua vinda traria divisão (Lc 12:51-53). O Reino confronta e exige decisão. Ele chama ao arrependimento (Lc 13:3,5) e conta parábolas do Reino crescendo como semente e fermento (Lc 13:18-21). Pequeno no começo, mas imparável.
Nesta fase o Reino está em movimento intenso. Milagres continuam. Ensinos aprofundam. Confrontos aumentam. O chamado ao discipulado fica mais sério.
O Reino não é só poder para impressionar.
É cruz para carregar (Lc 9:23).
É vigilância constante (Lc 12:35-40).
É arrependimento real (Lc 13:3).
É vida que não se conforma com religiosidade vazia (Lc 11:39-44).
Jesus está a caminho de Jerusalém. A cruz já aparece no horizonte. E a pergunta é inevitável:
Você quer apenas os milagres do Reino… ou está disposto a seguir o Rei até o fim, custe o que custar?
Deus abençoe sua vida, família e ministério em nome de Jesus.
Pregador Manassés
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