Graça e paz queridos alunos, líderes de excelência, e a todos os demais que nos acompanham. Seguimos com a série de estudos no novo tesamento, no momento, no evangelho de Marcos.
🔥 O Servo que Acalma Tempestades e Multiplica Pães
📌 Marcos 4 começa com Jesus ensinando junto ao mar. A multidão é tão grande que Ele precisa entrar num barco e sentar-se, enquanto o povo fica na praia. Jesus então ensina por parábolas. A primeira é a parábola do semeador.
Um semeador saiu a semear. Parte da semente caiu a beira do caminho, e as aves comeram. Outra caiu em solo rochoso, onde não havia muita terra. Brotou depressa, mas o sol a queimou porque não tinha raiz. Outra caiu entre espinhos, e os espinhos sufocaram a planta. Mas outra caiu em boa terra e deu fruto: trinta, sessenta e cem por um (Marcos 4:3-8).
Jesus termina dizendo: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Marcos 4:9). Esta frase aparece várias vezes nos evangelhos. Jesus esta dizendo: prestem atenção, há algo profundo aqui. Há um segredo, tem um mistério, é algo para você garimpar e refletir.
Mais tarde, quando estão a sós, os discípulos perguntam sobre as parábolas. Jesus explica que a eles é dado conhecer os mistérios do Reino de Deus, mas aos de fora tudo se trata por parábolas (Marcos 4:11). As parábolas revelam verdades para quem tem coração aberto e escondem verdades de quem tem coração endurecido.
Jesus explica a parábola. A semente é a Palavra de Deus. O solo a beira do caminho representa aqueles que ouvem, mas Satanás vem imediatamente e tira a palavra. O solo rochoso representa os que recebem a palavra com alegria, mas não têm raiz. Quando vem tribulação, logo se escandalizam. Os espinhos representam os cuidados do mundo, a sedução das riquezas e as demais ambições que sufocam a palavra. A boa terra representa os que ouvem, aceitam e frutificam (Marcos 4:14-20).
Esta parábola nos ensina algo crucial: o problema nunca esta na semente, sempre esta no solo. A Palavra de Deus é perfeita e poderosa. A questão é: que tipo de solo somos nós?
E não somente isso, mas é óbvio conjecturar que os quatro solos estão dentro da igreja e em qualquer lugar em que a palavra é semeada. Logo, por mais perfeita que a igreja seja, sempre terá aqueles que se escandalizam com qualquer coisa e saem, reclamam e difamam a igreja.
Jesus continua ensinando. Ninguém acende uma candeia para coloca-la debaixo do alqueire, mas no velador para que ilumine (Marcos 4:21). Nada esta oculto que não venha a ser manifesto (Marcos 4:22). Com a medida com que medirmos, seremos medidos (Marcos 4:24). Quem tem, lhe sera dado mais; quem não tem, ate o que tem lhe sera tirado (Marcos 4:25).
Jesus conta mais duas parábolas sobre o Reino. A primeira: um homem lança a semente na terra, dorme e acorda, e a semente germina e cresce sem que ele saiba como (Marcos 4:26-27). O Reino cresce misteriosamente, pelo poder de Deus, não por esforço humano.
A segunda: o Reino é como um grão de mostarda, a menor de todas as sementes, mas quando cresce torna-se maior que todas as hortaliças e faz grandes ramos onde as aves podem se aninhar (Marcos 4:30-32). O Reino começa pequeno mas cresce poderosamente.
Ao entardecer daquele dia, Jesus diz aos discípulos: “Passemos para o outro lado” (Marcos 4:35). Eles entram no barco e começam a travessia. Jesus, cansado, dorme na popa sobre um travesseiro.
Permitir que o Mestre descanse confortável enquanto os discípulos trabalham, é adoração, é devoção, é a prática daquilo que dizemos a Deus: “Tu és merecedor de toda honra, e glória e louvor…. De todas as coisas”. Até mesmo de descansar enquanto eu trabalho, pois na minha vida o Senhor é bem recebido, e para mim, o Senhor não precisa fazer nada, só de estar aqui, já é suficiente para mim, então fica a vontade Senhor enquanto eu remo, pois o importante é que estás comigo. E isso é lindo, mas estamos fazendo isso? Ao menos vez em quando?
Passar um tempo sem pedir coisas, sem incomodar o Senhor, e trabalhar no barco para obedecer a palavra de passar ao outro lado, fazer coisas para Deus, e não se importar com o silêncio Dele, é a diferença entre tratá-lo como Senhor ou como mordomo. Obedecer e trabalhar enquanto o Mestre descansa é a definição prática do que é ser servo de Jesus.
A pergunta é: Eu tenho sido servo? Ou tenho me portado como filho mimado do dono do mundo?
De repente, levanta-se grande temporal. As ondas se lançam sobre o barco que ja esta se enchendo de agua.
Os discípulos, apavorados, acordam Jesus: “Mestre, não te importa que pereçamos?” (Marcos 4:38). Jesus se levanta, repreende o vento e diz ao mar: “Acalma-te, emudece!” O vento cessa e faz-se grande bonança (Marcos 4:39).
Jesus então pergunta aos discípulos: “Por que sois assim tímidos? Como é que não tendes fé?” (Marcos 4:40). Eles ficam tomados de grande temor e dizem uns aos outros: “Quem é este que ate o vento e o mar lhe obedecem?” (Marcos 4:41).
Esta passagem revela algo impressionante. Jesus dorme durante a tempestade. Ele tem paz perfeita porque confia no Pai. Ele dá o exemplo de como se portar em uma tempestade, você descansa e quando a tempestade te molhar você repreende.
Os discípulos entram em pânico porque olham para as circunstâncias em vez de olhar para Jesus. Mas a pergunta mais profunda é: Jesus tinha que estar acordado para que o barco não afundasse? Claro que não! Dormindo ou acordado, Jesus tinha tudo sob controle.
Do outro lado do mar, na região dos gerasenos, um homem possesso por uma legião de demônios corre ao encontro de Jesus. Este homem vivia nos sepulcros, ninguém conseguia prende-lo, nem mesmo com correntes. Dia e noite andava gritando e ferindo-se com pedras (Marcos 5:3-5).
Quando vê Jesus de longe, corre e se prostra diante Dele. O demônio grita: “Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus que não me atormentes!” (Marcos 5:7). Jesus pergunta: “Qual é o teu nome?” A resposta: “Legião é o meu nome, porque somos muitos” (Marcos 5:9).
Os demônios suplicam para entrar numa grande manada de porcos que pastava ali perto. Era uma forma de não irem ao abismo (Lucas 8:31). Jesus permite. Os espíritos imundos saem do homem, entram nos porcos, e toda a manada se precipita no mar, cerca de dois mil porcos (Marcos 5:13). Dessa forma, os demônios matam o sustento da cidade em retaliação á presença de Jesus, e ficam livres ao mesmo tempo.
Note isso, aonde Jesus chega, os demônios saem, mas não saem pacificamente, eles tentam retaliar de alguma forma, se não podem mais ferir o gadareno liberto, farão algo contra os gadarenos cegos.
O homem fica completamente liberto, vestido e em perfeito juízo. As pessoas da cidade vêm e ficam com medo ao ver o que aconteceu. Em vez de se alegrarem, pedem a Jesus que se retire da região, afinal libertar esse homem não muda nossa vida, mas permitir a morte dos porcos sim (Marcos 5:17). Eles valorizam mais os porcos do que a libertação de um homem.
Estas passagens nos ensinam verdades poderosas. Primeiro, a Palavra de Deus produz fruto quando encontra solo preparado. Segundo, Jesus tem autoridade absoluta sobre a natureza. Terceiro, nenhum demônio pode resistir ao poder de Cristo. Quarto, Jesus pode estar dormindo durante nossa tempestade, mas Ele nunca perde o controle.
A pergunta dos discípulos continua relevante: “Quem é este?” Este é o Filho de Deus, o Criador do universo, Aquele que tem todo poder no ceu e na terra. E este Jesus esta no barco conosco durante as tempestades da vida.
Que tipo de solo você tem sido? A Palavra esta produzindo fruto em sua vida? Quando as tempestades vêm, você olha para Jesus ou para as ondas?
Deus abençoe sua vida, família e ministério em nome de Jesus.
*Pregador Manassés*
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