🙌 Mateus 21-25: Julgamento sobre Israel e Sinais dos Tempos
📌 Jesus entra em Jerusalém montado em jumento, cumprindo Zacarias 9:9. Multidões clamam: “Hosana ao Filho de Davi!” (Mateus 21:9). O reconhecimento do filho de Davi, é reconhecer o Rei prometido, é reconhecer o Messias, o Ungido. Mas também é reconhecer que chegou um novo tempo. E não confunda essa multidão com aquela que gritou “crucifica-o” (Lucas 23:21).
Jesus entra no templo e expulsa violentamente os cambistas. Ira santa contra comercialização da adoração, revolta total contra a organização criminosa agindo dentro do templo: “A minha casa será chamada casa de oração; mas vós a tendes convertido em covil de salteadores” (Mateus 21:13).
Salteadores são ladrões. Entenda, comprar e vender não tem nada a ver com roubo, o que significa que, Jesus sabia da ‘roubalheira’ que estava acontecendo de forma camuflada, os cambistas estavam lavando dinheiro. Talvez isso seja o exemplo dado a nós sobre o que fazer em casos de corrupção? Afinal, o que Ele fez foi bem mais que uma manifestação pacífica.
Jesus amaldiçoa figueira sem frutos, o motivo da maldição não foi apenas por não ter fruto quando Ele tinha fome, mas sim, por estar dando aparência de ter frutos e ao ser examinada estar vazia, logo, a maldição foi por aparentar ser o que não é – representa Israel com religiosidade externa mas sem frutos genuínos. Será que essa maldição pega em crentes hoje que parecem muitas coisas mas não são nem a metade delas?
Principais sacerdotes desafiam Sua autoridade. Jesus responde com parábolas condenatórias. E sim, eles entenderam cada uma delas.
Parábola dos dois filhos expõe hipocrisia. “Os publicanos e as meretrizes vos precedem no reino de Deus” (Mateus 21:31). Acusação devastadora.
Parábola dos lavradores maus descreve história de Israel. Proprietário envia servos (profetas) – são espancados e mortos. Envia o filho – é assassinado. Jesus aplica: “o reino de Deus vos será tirado e será entregue a uma nação que lhe produza os respectivos frutos” (Mateus 21:43). E aqui estamos nós.
Fariseus conspiram para apanha-Lo. Perguntam sobre tributo a César. Resposta sábia: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mateus 22:21).
Saduceus apresentam cenário sobre ressurreição. Jesus corrige: não conhecem Escrituras nem o poder de Deus. Perito pergunta o grande mandamento. Jesus responde: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração… Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22:37,39).
Capítulo 23 contém as denúncias mais severas.
Sete “ais” contra escribas e fariseus: fecham o Reino, devoram casas de viúvas, proselitismo que corrompe, casuística sobre juramentos, prioridades invertidas, limpeza exterior com interior corrupto, sepulcros caiados.
E no meio de toda essa falsa religiosidade, Jerusalém vive enganando a si mesma, por isso o Lamento sobre Jerusalém: “quantas vezes quis eu reunir os teus filhos… e vós não o quisestes!” (Mateus 23:37). Pois a vontade de um povo oriunda daquilo que eles acreditam, e este, daquilo que lhes ensinam.
Jesus prediz destruição do templo: “não ficará pedra sobre pedra” (Mateus 24:2). Discípulos perguntam quando será. Jesus adverte: cuidado com engano – falsos cristos virão. Guerras, fomes, terremotos são “princípio das dores”. Discípulos serão perseguidos. Iniquidade se multiplicará. “Mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mateus 24:13).
Evangelho será pregado em todo mundo – então virá o fim. Grande tribulação sem paralelo. Falsos cristos farão sinais enganadores. Vinda do Filho do Homem será como relâmpago – visível, inconfundível. “Verão vir o Filho do homem sobre as nuvens do céu com poder e grande glória” (Mateus 24:30).
Dia e hora ninguém sabe. “Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem vosso Senhor” (Mateus 24:42). E é sempre bom lembrar que Mateus fala aos judeus, por isso, não fala de arrebatamento, doutrina esta que é exclusiva da igreja, a mesma que ainda não tinha sido inaugurada.
Parábola das dez virgens enfatiza preparo constante, mas descreve a conversão dos judeus no final da grande tribulação. Cinco prudentes levam azeite extra; cinco néscias não. Noivo tarda. Quando chega, néscias estão fora comprando azeite. Porta se fecha. “Não vos conheço” (Mateus 25:12). Estes assuntos são tão complexos, que é preciso um curso inteiro para tratá-los como a Teologia ao Vivo no Clube de Pregadores, e ainda assim, sobra muito para ser discutido e comentado no grupo de alunos, como sempre fazemos tirando todas as dúvidas e dando argumentos para que os alunos saibam defender seus posicionamentos. As inscrições abrem em Fevereiro 2026.
A Parábola dos talentos mostra responsabilidade. Servos fiéis multiplicam; servo infiel esconde por medo. O medo é o inimigo da fé, por causa dele, muitos negligenciam o seu chamado. Olhe para você mesmo e pergunte: Estou seguindo meu chamado, investindo nele, me dedicando a ele? Ou estou enterrando silenciosamento, pouco a pouco os talentos que Deus me deu? “Muito bem, servo bom e fiel… entra no gozo do teu senhor” (Mateus 25:21). É o que todos esperam ouvir, mas nem todos ouvirão.
Julgamento das nações. Separação de ovelhas e cabritos. Critério: como trataram “os pequeninos irmãos” de Jesus. “Sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mateus 25:40). Destino eterno selado. Esse julgamento, nada tem a ver com a igreja, é para os que ficaram aqui após a grande tribulação. Cuide-se para subir no arrebamento e ficará tudo bem.
O confronto expôs dureza religiosa. As profecias revelaram julgamento temporal e eterno. Vigilância e fidelidade separam salvos de perdidos. Em resumo: O fim dos tempos chegou e ninguém percebeu ainda.
Deus abençoe sua vida,
família e ministério em nome de Jesus.
*Pregador Manassés*
clubedepregadores.com.br

