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Ev. LUCAS. Estudo 2/5: O REINO COMEÇA A SE MANIFESTAR COM PODER

🔥 Quando Jesus sai do anonimato e o Reino confronta tudo

Depois do deserto, Jesus não volta fraco. Ele volta no poder do Espírito (Lc 4:14). Tentação vencida gera autoridade espiritual. Vitória no secreto libera impacto no público. Esse é o padrão do nosso Deus, a vida secreta com Deus define a sua vida pública com os homens.

Ele começa a ensinar nas sinagogas, e a fama se espalha (Lc 4:15). Mas não é fama de celebridade. É peso de autoridade. As pessoas percebem algo diferente. Não é só informação. É unção.

Logo vemos o Reino invadindo a vida comum. Um lago. Pescadores cansados. Noite inteira sem resultado. Jesus entra no barco de Pedro, ensina a multidão e manda lançar as redes de novo (Lc 5:1-4). Pedro era experiente. Sabia que não era hora de pescar. Mas diz algo poderoso. “Sob a tua palavra” colocando toda responsabilidade do resultado em Jesus (Lc 5:5). Isso é fé prática. Não é sentimento. É obedecer mesmo quando a lógica não ajuda.

O resultado é milagre. Redes quase se rompendo. Barcos afundando de tanto peixe (Lc 5:6-7). O Reino toca o trabalho, a rotina, a vida financeira. O coração do pescador.

Mas o maior milagre não foi o peixe. Foi a consciência de Pedro. “Afasta-te de mim, Senhor, porque sou pecador” (Lc 5:8). Quando o poder de Deus se manifesta, o pecado não se sente confortável. A presença de Deus é marcada por poder que gera milgre, mas também por temor que gera arrependimento, confissão e conversão.

Jesus não se afasta. Ele chama. “Não temas. De agora em diante serás pescador de homens” (Lc 5:10). O Reino transforma trabalhadores comuns em ministros do céu. E se é para pescar homens, o milagre representa o ministério de Pedro, que irá pregar aonde Jesus mandar, lancará as redes mesmo quando não fizer sentido e trará muitos peixes sob a palavra de Deus.

Chamado não começa no púlpito. Começa aos pés de Jesus sentindo-se indigno Dele e confessando seus pecados.

Jesus então toca um leproso (Lc 5:12-13). Impuro. Intocável. Rejeitado. Mas para Jesus, a compaixão é maior que o protocolo religioso. O Reino não tem medo de se aproximar da miséria humana. Depois um paralítico é descido pelo telhado (Lc 5:18-19). Fé criativa. Amigos que não aceitam barreiras. Jesus vê a fé deles e perdoa pecados antes de curar o corpo (Lc 5:20). Escândalo para os religiosos. Quem pode perdoar pecados senão Deus? (Lc 5:21). Exatamente. Eles entenderam o que disseram, mas não aceitaram o que viram. O Emannuel, Deus conosco.

Jesus prova que tem autoridade espiritual e física (Lc 5:24-25). O Reino trata raiz e fruto. Pecado e consequência. O homem levanta e vai para casa glorificando a Deus (Lc 5:25-26). Milagre que termina em adoração, não em show. Milagre que exalta Jesus e não o homem.

Logo depois Jesus chama Levi (Lc 5:27-28). E vai comer na casa dele (Lc 5:29). Mesa cheia de pecadores. Fariseus criticam (Lc 5:30). Mas o momento é perfeito para alcançar almas. Jesus responde: “Os sãos não precisam de médico” (Lc 5:31-32). Ele não veio para gente que acha que está bem. Veio para quem reconhece que está doente.

Depois questionam sobre jejum. Jesus fala do noivo e do vinho novo (Lc 5:33-39). Estrutura velha não suporta mover novo. Os fariseus são como a esposa velha cansada do casamento, e os discípulos são como a esposa jovem, a noiva de Cristo. Eles são como o pano velho, Jesus é o vinho novo para recipientes novos, como os discípulos e aqueles pecadores á mesa.

No sábado, os discípulos colhem espigas (Lc 6:1-2). Jesus declara ser Senhor do sábado (Lc 6:5). Na sinagoga, um homem com a mão ressequida (Lc 6:6-10). Jesus cura mesmo sob crítica. Depois Jesus escolhe os doze após passar a noite em oração (Lc 6:12-13). Ministério nasce da intimidade.

Ele ensina sobre o caráter do Reino (Lc 6:20-49). Bem-aventuranças, amor aos inimigos, árvore e fruto, casa na rocha. O Reino é transformação interior. Lucas mostra o servo do centurião sendo curado à distância (Lc 7:1-10). Fé de um gentio envergonhando religiosos.

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Em Naim, Jesus ressuscita o filho da viúva (Lc 7:11-15). O Reino interrompe funerais, porque vem trazendo vida.

João Batista envia mensageiros (Lc 7:19-23). Jesus aponta para as obras. O Reino se prova pelos frutos. João não estava incrédulo, mas só precisava ouvir uma ultima palavra de fé antes de partir. Como nós, as vezes precisamos ouvir novamente de Deus os seus planos para nós.

Uma mulher pecadora unge Jesus (Lc 7:36-50). Muito perdão, muito amor pois ela reconhece que foi perdoada. A quem muito é perdoado muito ama. Porém, a questão é que toda a humanidade é muito perdoada, mas nem todos reconhecem quão grande salvação nos deu o Senhor.

Lucas mostra mulheres sustentando o ministério (Lc 8:1-3). O Reino valoriza quem a cultura ignora. Ao mesmo tempo nos ensina que ministério precisa de financiadores, afinal, Jesus recebia ofertas sim, mas isso não basta pois é aleatório, as vezes tem, as vezes não tem. Para o ministério se manter sempre ativo, precisa de sustento recorrente, ofertantes mensais, ou semanais no caso de Jesus.

Como não existe essa cultura no povo brasileiro, logo, qualquer que queira viver do evangelho enfrenta essa realidade, a necessidade de ofertantes recorrentes, e ao mesmo tempo as críticas de quem não entende, e de quem tem o coração voltado mais ao dinheiro do que á obra de Deus.

E é importante falarmos sobre isso, pois, você leitor pode ser alguém a quem Deus chamou para o ministério. E muitos, ao encontrarem a barreira financeira, desistem, voltam a pescar como fez Pedro certa vez.

Então, esteja pronto para romper essa barreira, seja arrumando ofertantes mensais para sustentar sua vida e seu ministério, afinal, ambos serão a mesma coisa, ou arrumando uma forma de você mesmo sustentar seu ministério, e a melhor forma, que também recebe críticas, porém recebe menos críticas, é vender produtos físicos ou digitais, geralmente bíblias, livros e cursos.

O que você não pode fazer é desistir do seu chamado simplesmente por falta de dinheiro, por vergonha de pedir ofertas, ou por causa dos críticos que só sabem falar e nada fazer. Esses motivos são pequenos demais diante da grandeza, nobreza e importância do chamado de Deus na sua vida.

E os críticos? E quando disserem que faço tudo só por dinheiro? E quando me chamarem de ladrão etc? Ora, eles são semelhantes aos cachorros que correm atrás de carros e latem por algum tempo. O importante é você seguir em frente. Afinal, quase todo crítico tem o coração no dinheiro, amam tanto, que se incomodam até com o dinheiro dos outros.

Críticos são só críticos. Todavia, se alguém provar alguma coisa, trouxer evidências, então sim, não será crítica, mas acusação criminal. E não é de crimes ou de bandidos passando-se por pastores que estamos falando. Mas sim, dos sinceros que Deus chamou para sua obra.

Lucas continua seu evangelho. Parábola do semeador (Lc 8:4-15). A semente é a Palavra. O solo é o coração. Tempestade acalmada (Lc 8:22-25). Fé testada no meio do caos. O gadareno liberto (Lc 8:26-39). O Reino restaura identidades destruídas.

A filha de Jairo e a mulher do fluxo de sangue (Lc 8:40-56). Jesus tem tempo para quem toca com fé. Mas a agenda de Jesus é conforme o tamanho da fé. Devido a fé da mulher ser maior que a de Jairo, Ele parou e deu atenção á ela, e só depois continuou com Jairo. O tamanho da fé pode inverter a fila, mas não impede os que tem menor fé de receberem também o seu milagre, ainda que o seu caso seja mais impossível. Como era mais difícil o caso de Jairo do que o caso da mulher do fluxo de sangue.

Essa fase de Lucas mostra o Reino em movimento visível. Poder real. Ensino confrontador. Graça transformadora. Mas tudo isso anda junto com fé prática, arrependimento e mudança de vida.

O Reino já está se manifestando.

A pergunta agora não é se Jesus tem poder.

A pergunta é: você está disposto a viver sob o governo desse Reino… ou ainda quer manter o controle da própria vida?

Que Deus abençoe sua vida, família e ministério em nome de Jesus.
Pregador Manassés
clubedepregadores.com.br

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