Evangelho de João Estudo 2/5: QUANDO O REINO COMEÇA A SE REVELAR E AS REAÇÕES SE DIVIDEM

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🔥 *Milagres aumentam, mas o verdadeiro teste é crer em quem Jesus é*

📌 Depois dos primeiros sinais, o ministério de Jesus começa a gerar algo inevitável. Reações opostas. Quanto mais a luz brilha, mais os corações se revelam (Jo 5:1-9).

Em Jerusalém, junto ao tanque de Betesda, havia um homem enfermo havia trinta e oito anos (Jo 5:5). Uma vida inteira presa à limitação. Jesus não pergunta sobre histórico médico. Pergunta algo mais profundo. “Queres ser curado?” (Jo 5:6).

Parece óbvio, mas não é. Tem gente acostumada com a própria prisão. Jesus está confrontando a vontade, não só a doença. Jesus não cura contra a vontade da pessoa. Não peça a Deus para fazer favores a você, peça somente o que você realmente quer.

Ele manda o homem levantar, tomar o leito e andar (Jo 5:8). Palavra liberada, milagre acontece (Jo 5:9). Veja que, mandar levantar, tem tudo a ver com a vontade do homem. Esforce-se, tente se levantar, queira levantar, faça alguma coisa para levantar. O milagre não aconteceria se ele não tentasse. É incrível como sempre tem algo que nós é quem temos que fazer, mesmo em uma situação de milagre imediato.

Esse milagre era para ser comemorado, aplaudido. Mas em vez de celebração, vem crítica religiosa. Era sábado. Religiosidade prefere proteger regras do que celebrar restauração. Farisaísmo coloca normas acima do bem comum. Não importa que alguém foi abençoado, o que importa é que uma regra foi quebrada e nessa igreja temos regras.

Enfim, o Reino restaura pessoas. O sistema protege tradições.

Quando questionado, Jesus declara algo explosivo. “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (Jo 5:17). Ele se coloca como igual a Deus. Não é só um curandeiro. É o Filho que compartilha a obra do Pai.

A partir daí, a perseguição aumenta (Jo 5:18). Luz revelada sempre gera confronto.

Jesus então ensina sobre sua relação com o Pai (Jo 5:19-23). O Filho faz o que vê o Pai fazer. Quem honra o Filho honra o Pai. Não dá para dizer que ama Deus rejeitando Jesus.

Ele fala de vida espiritual agora e ressurreição futura (Jo 5:24-29). O Reino já começa no presente para quem crê, mas culmina na eternidade.

Depois aponta testemunhas sobre sua identidade. João Batista (Jo 5:33-35), as obras que realiza (Jo 5:36), o próprio Pai (Jo 5:37) e as Escrituras (Jo 5:39). O problema não é falta de prova. É resistência do coração. E isso, nem Jesus resolve. Pois os fariseus seguiram resistindo mesmo após a ressurreição do Messias.

“Examinais as Escrituras… e não quereis vir a mim para terdes vida” (Jo 5:39-40). Conhecimento bíblico sem rendição a Cristo continua sendo morte espiritual. Uma pessoa colocada em função de liderança por causa do seu conhecimento, mas que não foi verificado sua conversão ao Senhor, logo se torna um fariseu no trono.

No capítulo seguinte, uma multidão segue Jesus por causa dos sinais (Jo 6:2). Ele multiplica pães e peixes novamente (Jo 6:9-13). O povo quer fazê-lo rei à força (Jo 6:15). Pois querem o provedor, não o Senhor. E isso é normal do povo, são facilmente levados pelo estômago. Senão vejamos:

Um pastor aqui da minha região, zona leste, saiu do ministério do Belém e abriu seu próprio ministério. Nada novo debaixo do céu. Eu sempre digo aos meus alunos que abrir ministério próprio é o presente e o futuro. Mas, em poucas semanas a igreja estava com mais de 100 membros. Qual foi o segredo? Oxalá fosse a palavra. Era o lanche que ele dava todo final de culto no domingo. Não preciso dizer que isso não durou, pois chega uma hora em que, a quantidade de pessoas querendo comer é maior que a quantidade de pessoas dispostas a ofertar para manter esse ‘benefício social’.

Da mesma forma não se resolverá o problema do Brasil dando mais bolsas e benefícios gratuitos para o povo, porque isso não se sustenta e o país quebra financeiramente. Igual esse pastor que subiu como foguete em semanas, mas caiu como meteoro nos próximos meses, e o seu ministério quase fechou, e ele entendeu que, precisa começar como todo mundo, fazendo discípulos um a um.

E Jesus demonstra que nem com milagres isso funcionaria, pois você só teria esfomeados e nenhum salvo. Por isso mesmo Jesus se retira. Ele não veio ser líder político prometedor de picanha, Ele veio ser Salvador de almas.

À noite, os discípulos enfrentam tempestade no mar (Jo 6:18). Jesus anda sobre as águas e declara: “Sou eu, não temais” (Jo 6:20). O Reino revela autoridade até sobre o caos. Andar sobre as águas é avançar em meio a tempestade, progredir em meio á escuridão da noite, permanecer ante o vento e as ondas. Mas, note que Ele não convida a todos para fazerem o mesmo, Ele acalma a tempestade para que os discípulos possam prosseguir. Pois a solução mais simples é a melhor.

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No dia seguinte, a multidão o procura (Jo 6:24). Jesus vai direto ao ponto. “Vós me buscais porque comestes do pão” (Jo 6:26). Milagre atrai, mas não transforma por si só. Dar coisas de graça atrai pessoas até hoje, mas não é esse o papel e muito menos a missão da igreja. Não é isso que você pastor deve fazer, o seu trabalho deve alcançar o objetivo de transformar vidas, e qualquer coisa que atrapalhe isso é um desserviço.

Ele fala do verdadeiro pão do céu (Jo 6:32-35). “Eu sou o pão da vida.” O Reino não é só suprimento externo. É vida interior que satisfaz a alma. Você deve conhecer esse texto: O reino de Deus não é comida e nem bebida, mas Justiça, Paz e Alegria no Espírito Santo.

Mas quando Jesus começa a falar de comer sua carne e beber seu sangue (Jo 6:53-56), muitos se escandalizam (Jo 6:60), tal quais zumbis que não entendem outra linguagem a não ser aquela que alimente seu estômago. Ele não estava falando de ritual canibal, mas de dependência total de sua vida e sacrifício.

A multidão que queria pão agora vai embora (Jo 6:66), Jesus não lamenta a ida deles, pelo contrário, parece que o ensino que Ele escolheu dar nesse dia foi justamente para mandá-los embora. E além de esperar que vão, olha para os discípulos e diz: “Querem se retirar também?” É a mesma coisa que dizer: Vocês estão aqui por quê? Não vai ter mais pão grátis. Por isso é tão necessário que Pedro fale por todos ao dizer (estou parafraseando): “O que queremos de ti são as palavras de vida eterna” (Jo 6:68).

Aqueles que só querem coisas grátis não servem ao reino. Já vão tarde. Milagre atrai multidão. Mas verdade profunda separa discípulos de curiosos.

Depois, na festa dos tabernáculos, Jesus sobe a Jerusalém em meio a discussões sobre sua identidade (Jo 7:10-13). Alguns dizem que é bom. Outros, enganador. Luz sempre divide opiniões.

Ele ensina no templo e afirma que sua doutrina vem de Deus (Jo 7:16-17). Quem quer fazer a vontade de Deus entende a origem da palavra de Cristo.

No último dia da festa, Ele clama: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba” (Jo 7:37-38). O Reino continua oferecendo água viva para quem reconhece a própria sede.

Guardas enviados para prendê-lo voltam sem cumprir a ordem. “Nunca homem algum falou assim” (Jo 7:46). A Palavra de Jesus tem autoridade que atravessa resistência humana.

Então vem a mulher apanhada em adultério (Jo 8:3-4). Líderes querem apedrejá-la, usando a lei como arma. Jesus escreve no chão e diz: “Quem não tem pecado atire a primeira pedra” (Jo 8:7). Em outras palavras: Acham que eu não sei dos pecados de cada um aqui? Bando de hipócritas.

Um a um vão embora (Jo 8:9). Como aqueles crentes que fogem com medo de seus pecados serem revelados ao verem um verdadeiro profeta de Deus. Jesus não minimiza o pecado, mas também não condena. “Vai e não peques mais” (Jo 8:11). O Reino une graça e verdade. Perdão que liberta, não que acomoda.

Depois Ele declara: “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8:12). Fora de Cristo só há trevas espirituais. Mas os fariseus resistem. Preferem discutir do que se render. Como se a discussão fosse salvá-los.

Jesus fala que a verdade liberta (Jo 8:31-32). Mas quem está preso ao pecado não aceita que é escravo (Jo 8:34). O Orgulho é uma das correntes mais fortes.

Ele vai ainda mais fundo. Diz que antes de Abraão existir, Ele já era (Jo 8:58). Declaração clara de divindade. Tentam apedrejá-lo (Jo 8:59). Quando a luz revela quem Ele é, quem não crê reage com ódio. Quando a verdade na sua vida for incontestável, irão querer te apedrejar também.

Nesta fase de João os sinais continuam, mas o foco muda. Jesus não quer só impressionar multidões. Quer revelar sua identidade como Filho de Deus. E cada milagre, cada ensino, cada “Eu sou” está exigindo uma resposta.

O Reino não é espetáculo para curiosos.

É revelação para quem quer crer.

É luz que salva, mas também expõe.

Muitos vão embora quando a mensagem fica profunda (Jo 6:66). Outros ficam porque entenderam que só Jesus tem vida eterna (Jo 6:68). E a pergunta que João vai apertando cada vez mais é simples e direta.

Você está seguindo Jesus pelos pães… ou porque reconheceu que Ele é o Filho de Deus que veio dar vida eterna? Em outras palavras: Seus interesses são passageiros ou eternos? São da terra ou do céu? São carnais ou espirituais?

Caso seus interesses sejam eternos, espirituais e do céu, então você irá compartilhar essa palavra agora para alcançar mais vidas. Caso não, não faça nada. Quando tivermos pão grátis eu te chamo. (brincadeira, não vai ter pão grátis).

Deus abençoe sua vida, família e ministério em nome de Jesus.

*Pregador Manassés*

clubedepregadores.com.br

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