ESTUDO 5: A CRUZ E A GLÓRIA DO SERVO

_Chegamos ao final da série sobre o evangelho de Marcos. E seguiremos firmes e fortes até o apocalipse. Espero que você esteja sendo edificado por esses estudos que são feitos com muito amor e dedicação. Compartilhe com mais pessoas, a fim de serem edificadas também._

🔥 *O Servo que Deu Sua Vida em Resgate por Muitos*

📌 Marcos caminha rapidamente para o clímax de sua narrativa: a cruz. Desde o capítulo 8, Jesus começa a falar abertamente sobre Sua morte. “E começou a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do Homem sofresse muitas coisas, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, fosse morto e que, depois de três dias, ressuscitasse” (Marcos 8:31).

Pedro O repreende. Ele não consegue aceitar que o Messias tenha que sofrer. A resposta de Jesus é dura: “Arreda, Satanás! Porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens” (Marcos 8:33). Pedro estava pensando como o mundo pensa. Queria um Messias glorioso sem sofrimento, vitória sem cruz. Mas o caminho de Jesus passa pelo Calvário.

E nisto aprendemos algo incrível: Devemos e podemos repreender os pensamentos e palavras mundanas, devemos frear a nós mesmos se for preciso, toda vez que pensarmos como o mundo. Repreenda o pensamento antes que ele vire uma ação. Repreenda a palavra mundana antes que ela vire um comportamento.

Jesus estabelece o padrão do discipulado: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Marcos 8:34). Seguir Jesus não é passear com um guru iluminado. É tomar a cruz, aceitar sofrimento, morrer para si mesmo. Quem quiser salvar sua vida a perdera. Quem perder a vida por causa de Cristo e do evangelho a salvara (Marcos 8:35). Por mais que Jesus tenha deixado isso claro, muitos de nós não entendemos essa mensagem até hoje, pois como explicar a quantidade enorme de pessoas que buscam a Deus para fugir do sofrimento? É um paradoxo.

No caminho para Jerusalém, os discípulos discutem sobre quem é o maior. Jesus os reúne e diz: “Se alguém quer ser o primeiro, sera o último e servo de todos” (Marcos 9:35). A grandeza no Reino não se mede por poder ou posição, mas por serviço humilde. Isso é pura meritocracia. Quem trabalha mais, merece mais, quem serve mais, será mais honrado.

No reino de Deus não há honra para quem só fala ou grita. Não há honra para quem é cheio de títulos, cargos e funções. A honra é para quem faz, quem trabalha, quem demonstra com ações, atitudes e testemunho Cristo através de si.

Tiago e João pedem lugares de honra no Reino. Jesus responde: “Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu bebo ou receber o batismo com que eu sou batizado?” (Marcos 10:38). Eles dizem que sim, mas não entendem o que estão pedindo. Jesus então declara o versículo chave de todo o evangelho de Marcos: “Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Marcos 10:45).

Se nem Cristo veio para ser servido, como pois vocês o querem ser? Alguns líderes evangélicos estão servidos demais e servindo de menos.

Esta é a essência de Marcos. Jesus é o Servo que veio para morrer no lugar dos pecadores. Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Ele é o Redentor que paga o preço que não podíamos pagar.

Jesus entra em Jerusalém montado num jumentinho. As multidões clamam: “Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor!” (Marcos 11:9). Eles O recebem como Rei, mas não entendem que tipo de Rei Ele é. Ele não vem para derrotar romanos, vem para derrotar o pecado e a morte.

O povo tinha os romanos como inimigos e estava disposto a tudo por Jesus desde que, Jesus derrotasse os seus inimigos. A decepção com Deus é esta: Quando você descobre que a vontade de Deus é diferente da sua, e Ele não mudará de ideia para ganhar o seu voto. Mas você precisa mudar de ideia se quiser estar com Ele.

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Jesus purifica o templo, expulsando os cambistas e vendedores. Ele diz: “A minha casa sera chamada casa de oração para todas as nações; vós, porém, a tendes transformado em covil de salteadores” (Marcos 11:17). Os principais sacerdotes e escribas decidem mata-Lo. Afinal, quem afronta bandidos e não é jurado de morte? Talvez essa parte do nosso chamado tenha passado desapercebido, pois pouco vimos a igreja afrontar os bandidos de hoje.

Na ultima ceia, Jesus institui a Santa Ceia. Ele toma o pão, parte e diz: “Isto é o meu corpo” (Marcos 14:22). Toma o cálice e diz: “Isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos” (Marcos 14:24). Cada vez que participamos da ceia, proclamamos a morte do Senhor ate que Ele venha.

No Getsêmani, Jesus ora com angustia profunda: “Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres” (Marcos 14:36). A agonia de Jesus revela o peso do pecado que Ele esta prestes a carregar. Mas Ele se submete completamente a vontade do Pai.

Judas O trai com um beijo. Pedro faz pior e O nega três vezes seguidas. Os discípulos fogem, eles não entendem o amor capaz de morrer pelo próximo. Jesus fica sozinho diante dos inimigos. Ele é julgado ilegalmente, açoitado, zombado, coroado com espinhos. Pilatos pergunta: “Quereis que vos solte o rei dos judeus?” (Marcos 15:9). A multidão grita: “Crucifica-o!” (Marcos 15:13).

Jesus é levado ao Gólgota e crucificado entre dois ladrões. Sobre Sua cabeça, a inscrição: “O Rei dos Judeus” (Marcos 15:26). Os que passavam blasfemavam, meneando a cabeça: “Salvou os outros, a si mesmo não pode salvar-se” (Marcos 15:31). Eles não sabiam que estavam falando a verdade profunda. Jesus podia salvar a Si mesmo, mas então não salvaria a nós.

Ao meio-dia, trevas cobrem toda a terra ate as três da tarde. Jesus clama: “Eloí, Eloí, lama sabactâni? Que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Marcos 15:34). Neste momento terrível, Jesus experimenta separação do Pai. Ele esta carregando nossos pecados, sofrendo a ira de Deus em nosso lugar.

Então Jesus dá um grande brado e expira. Algo esperado devido a separação do Pai, afinal, quem se separa do Pai e vive? Nem o filho de Deus, muito menos eu ou você. O véu do templo se rasga de alto a baixo. O centurião romano declara: “Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus” (Marcos 15:39). Um soldado pagão reconhece o que os líderes religiosos recusaram ver. Só a agonia da cruz é capaz de convencer os pagãos.

José de Arimateia pede o corpo de Jesus e O coloca num túmulo novo. Uma grande pedra é rolada na entrada. Parece o fim. Mas na manhã do domingo, mulheres vão ao túmulo e encontram a pedra removida. Um jovem vestido de branco lhes diz: “Não vos aterrorizeis; buscais a Jesus, o Nazareno, que foi crucificado; ele ressuscitou, não esta aqui; vede o lugar onde o tinham posto” (Marcos 16:6).

Jesus venceu a morte! O túmulo esta vazio! O Servo que morreu ressuscitou em poder e gloria. A ressurreição valida tudo que Jesus disse e fez. Prova que Ele é quem afirmou ser: o Filho de Deus, o Salvador do mundo.

O evangelho de Marcos nos confronta com perguntas essenciais: Quem é Jesus para você? Ele é apenas um bom mestre ou é o Filho de Deus? Você esta disposto a tomar sua cruz e segui-Lo? Você entende que seguir Jesus pode custar tudo, mas vale infinitamente a pena?

O Servo deu Sua vida em resgate por você. Ele morreu no seu lugar. Levou seus pecados sobre Si. Sofreu a condenação que você merecia. E ressuscitou para lhe dar vida eterna. A pergunta é: você vai aceitar este sacrifício? Vai entregar sua vida a Ele?

Marcos termina com o desafio: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15). A missão continua. O Servo ressurreto nos envia para servir, para anunciar as boas novas, para fazer discípulos.

Deus abençoe sua vida, família e ministério

em nome de Jesus.

*Pregador Manassés*

clubedepregadores.com.br

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