Atos dos Apóstolos Estudo 1/5 – O FOGO QUE NÃO PODE SER APAGADO

Quando o Céu Decide Invadir a Terra 📌 O livro de Atos não começa com homens pregando. Começa com Jesus prometendo poder. Ele aparece ressurreto, ensina sobre o Reino por quarenta dias e deixa uma ordem clara: fiquem em Jerusalém até que do alto sejam revestidos de poder At 1:3-4. Não é estratégia. Não é marketing. Não é planejamento ministerial. É dependência. E aqui já começa a primeira lição para quem quer pregar: quem não aprende a esperar não está pronto para avançar. Jesus não manda sair correndo evangelizando. Ele manda esperar a promessa do Pai At 1:4-5. Porque obra sem Espírito vira ativismo. E ativismo cansa. O poder do Espírito sustenta. Ele declara que eles receberiam poder ao descer sobre eles o Espírito Santo e seriam testemunhas até os confins da terra At 1:8. Percebe a ordem? Primeiro poder. Depois testemunho. Primeiro revestimento. Depois expansão. Tem pregador querendo microfone, mas não quer cenáculo. Quer estar em pé diante da multidão sem antes estar de joelhos diante de Deus. Jesus então é elevado às alturas diante deles At 1:9. O Cristo que morreu, ressuscitou e agora reina. E dois anjos deixam claro que Ele voltará da mesma maneira como o viram subir At 1:11. Aqui está a nossa esperança pré-tribulacionista viva. Ele subiu. Ele voltará. E voltará pessoalmente. A igreja nasce olhando para o céu. Eles voltam para Jerusalém e perseveram em oração no cenáculo At 1:13-14. Perseveravam. Não foi uma oração de cinco minutos. Foi constância. Unidade. Quebra de orgulho. (E vamos ser sinceros, unidade não é automática. É fruto de renúncia.) Pedro se levanta e interpreta a traição de Judas à luz das Escrituras At 1:16-20. Veja isso. Antes do Pentecostes, já há interpretação bíblica. Antes do poder visível, há fundamento na Palavra. Palavra e Espírito caminham juntos. Sempre. E tu aí ficando para trás por não estudar, por não ter sequer um certificado. Toma vergonha pastor. Matias é escolhido para ocupar o lugar de Judas At 1:26. A liderança está sendo organizada. O ministério precisa de ordem. Avivamento não é bagunça espiritual. É direção divina. Então chega o dia que mudou a história. Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar At 2:1. Unidade precede derramamento. De repente, vem do céu um som como de um vento impetuoso At 2:2. Não foi emoção fabricada. Veio do céu. Línguas como de fogo pousaram sobre cada um deles At 2:3. Sobre cada um. Não foi privilégio de apóstolo apenas. Foi derramamento coletivo. Isso é continuísmo na prática. O Espírito não foi dado para uma elite espiritual. Foi dado para a igreja. Todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas conforme o Espírito concedia que falassem At 2:4. Não era performance. Era capacitação sobrenatural. Jerusalém estava cheia de judeus de várias nações At 2:5. E cada um os ouvia falar em sua própria língua as grandezas de Deus At 2:11. O Espírito não veio para exibir poder. Veio para proclamar as grandezas de Deus. Alguns zombavam dizendo que estavam embriagados At 2:13. Sempre haverá quem critique o mover. Mas Pedro se levanta. E quando Pedro se levanta cheio do Espírito, não é o mesmo Pedro que negou Jesus. Ele declara que aquilo era o cumprimento da profecia de Joel At 2:16-17. O derramamento do Espírito é sinal dos últimos dias. Estamos vivendo essa era. A era do Espírito. A reta final da história. Pedro prega Cristo crucificado e ressuscitado At 2:23-24. Ele conecta Davi ao Messias At 2:25-31. Ele anuncia que Jesus foi exaltado à direita de Deus e derramou o que eles estavam vendo e ouvindo At 2:33. Isso é pregação bíblica. Texto. Contexto. Cristo no centro. Mas isso só é possível aos que estudam a palavra. A união perfeita: Alguém cheio da palavra e cheio do Espírito pregando. E o resultado? Ao ouvirem isso, compungiram-se em seu coração At 2:37. A verdadeira pregação fere para curar. Não massageia ego. Confronta pecado. Faz doer. Hoje diante de uma geração mimizenta, não admira que a palavra verdadeira soe como politicamente incorreta, radical demais, fora dos padrões contemporâneos. Pedro responde: Arrependei-vos e cada um seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados e recebereis o dom do Espírito Santo At 2:38. Arrependimento precede promessa. Graça não é licença para continuar no erro. Quase três mil almas foram acrescentadas naquele dia At 2:41. Talvez não mais que isso porque o dia acabou. Mas Isso é crescimento saudável. Conversão real. Igreja nascendo com poder e verdade. Eles perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações At 2:42. Doutrina vem antes de milagre no texto. Igreja sem doutrina vira plateia. Igreja com doutrina vira exército. Igreja sem doutrina preocupa-se em agradar o povo. Igreja com doutrina agrada a Deus mesmo que para isso tenha que desagradar o povo. Havia temor em cada alma, e muitos prodígios e sinais eram feitos pelos apóstolos At 2:43. Palavra. Comunhão. Temor. Milagres. Esse é o ambiente do avivamento. Mas não esquela que palavra vem primeiro. Talvez sinta-se desconfortável em ouvir que a palavra vem primeiro, e isto possa ser por não ter palavra na sua vida e saber que estás em falta, atrasado com Deus e consigo mesmo. Mas sim, a palavra em primeiro, sem ela, o restante não funciona bem. Eles viviam unidos, compartilhando o que tinham At 2:44-45. Avivamento mexe no bolso. Mexe no egoísmo. Não é só grito no culto. É transformação de caráter. Mudança de comportamento, que provoca mudança de rotina e por fim de vida. Louvavam a Deus e caíam na graça do povo At 2:47. E o Senhor lhes acrescentava dia a dia os que iam sendo salvos At 2:47. Quem acrescenta é o Senhor. Não é manipulação humana. Aqui está o começo da igreja. Nascida da promessa. Forjada na oração. Revestida de poder. Centrada na Palavra. Movida por arrependimento. Cheia do Espírito. Ganhando almas diariamente. Pregador, entenda isso. Atos não é apenas história. … Ler mais

Evangelho de João Estudo 5/5 – PARA QUE CREIAIS E TENHAIS VIDA

🔥 O Reino continua, a missão permanece, o chamado é pessoal 📌 João não termina seu Evangelho com teoria. Ele termina com propósito. “Estas coisas foram escritas para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20:31). Percebe? O alvo nunca foi apenas informar. Foi gerar fé. João não escreveu para formar admiradores. Escreveu para formar crentes que tenham vida. Depois da ressurreição, Jesus aparece aos discípulos trancados por medo (Jo 20:19). Porta fechada não impede o Cristo glorificado. Ele entra e declara: “Paz seja convosco.” O Reino não começa com acusação. Começa com paz baseada na obra consumada. Ele mostra as mãos e o lado (Jo 20:20). A ressurreição não apagou as marcas. As marcas agora são troféus da vitória. O Reino não nega a cruz. Ele a glorifica. Jesus então envia os discípulos (Jo 20:21). “Assim como o Pai me enviou, eu vos envio.” O Reino não é para ser contemplado. É para ser anunciado. Ele sopra sobre eles (Jo 20:22). Um gesto profético. Nova criação. O mesmo Deus que soprou vida em Adão agora sopra vida espiritual em homens que levariam o Evangelho ao mundo. Tomé não estava presente e duvida (Jo 20:24-25). Ele quer tocar. Quer prova palpável. Oito dias depois, Jesus aparece novamente e o confronta com graça (Jo 20:27). Tomé responde com uma das maiores declarações cristológicas do Evangelho: “Senhor meu e Deus meu” (Jo 20:28). Não é apenas mestre. É Deus. Jesus declara bem-aventurados os que não viram e creram (Jo 20:29). Aqui estamos nós. Fé baseada na Palavra revelada. No capítulo final, os discípulos voltam a pescar (Jo 21:3). Depois de tudo, tentam retomar a antiga rotina. Noite inteira sem resultado. Parece familiar, não parece? Jesus aparece na praia (Jo 21:4). Eles não reconhecem de imediato. Quantas vezes o Senhor está presente e nós ainda não percebemos? Ele manda lançar a rede do lado direito (Jo 21:6). Obediência novamente precede milagre. A rede se enche de peixes. O discípulo amado reconhece: “É o Senhor.” Quando Jesus está presente, até o trabalho comum se torna terreno de milagre. Na praia, Ele prepara pão e peixe (Jo 21:9-13). O Cristo ressuscitado servindo novamente. Reino é coerente até o fim. Autoridade que serve. Então vem a restauração de Pedro (Jo 21:15-17). Três perguntas. “Tu me amas?” Não é “tu és capaz?” Não é “tu prometes?” É amor. O Reino não se sustenta em autoconfiança. Sustenta-se em amor genuíno por Cristo. Pedro havia negado três vezes (Jo 18:17,25-27). Agora confessa três vezes. Jesus não ignora a queda. Ele cura a ferida. Mas junto com restauração vem missão. “Apascenta as minhas ovelhas.” Amor por Jesus se prova no cuidado com pessoas. Depois Jesus fala da morte futura de Pedro (Jo 21:18-19). Seguir Cristo inclui cruz. O Reino não vende ilusão de conforto eterno na terra. Pedro olha para João e pergunta sobre ele (Jo 21:21). Comparação é distração. Jesus responde: “Segue-me” (Jo 21:22). No Reino, o chamado é pessoal. João encerra dizendo que muitas outras coisas Jesus fez, e que o mundo não poderia conter os livros se todas fossem escritas (Jo 21:25). O que foi registrado já é suficiente para crer. Pregador, o Evangelho de João termina com três grandes verdades. Primeiro, Jesus é Deus revelado em carne (Jo 1:1; 20:28). Segundo, a cruz foi vitória planejada (Jo 19:30). Terceiro, a ressurreição inaugura missão contínua (Jo 20:21). O Reino não acabou no túmulo vazio. Ele continua através de homens e mulheres que creem. Não é apenas sobre sinais. Não é apenas sobre milagres. Não é apenas sobre debates teológicos. É sobre fé que gera vida. É sobre amor que produz obediência. É sobre permanência em Cristo (Jo 15:5). João nos levou da eternidade passada ao Cristo glorificado. Do Verbo eterno (Jo 1:1) ao Senhor restaurando discípulos na praia (Jo 21:15-17). Agora a decisão é nossa. Você vai apenas estudar o Evangelho… ou vai crer de modo que sua vida seja transformada? Porque João foi claro. O Reino não é informação. É vida. E essa vida só é encontrada em um nome. Jesus Cristo. Deus abençoe sua vida, família e ministério em nome de Jesus Pregador Manassés clubedepregadores.com.br

Evangelho de João Estudo 4/5 – QUANDO A HORA CHEGA E O AMOR VAI ATÉ O FIM

🔥 O Reino se revela na entrega total do Filho 📌A partir daqui, João muda o ritmo. Não é mais multidão curiosa. Não é mais debate público. É a “hora” de Jesus (Jo 13:1). Ele sabia que tinha vindo do Pai e para o Pai voltava. Nada estava fora de controle. A cruz não foi acidente. Foi propósito. Antes da Páscoa, sabendo que sua hora havia chegado, João diz algo poderoso: “amou-os até o fim” (Jo 13:1). O Reino não é sustentado por força militar. É sustentado por amor sacrificial. Durante a ceia, Jesus se levanta, tira a capa, pega a toalha e lava os pés dos discípulos (Jo 13:4-5). O Criador ajoelhado diante da criatura. O Senhor servindo os servos. Pedro resiste (Jo 13:8). Orgulho espiritual às vezes impede receber graça. Jesus responde que, se ele não for lavado, não tem parte com Ele. Não é só exemplo de humildade. É símbolo de purificação constante. No Reino, liderança é serviço. Quem quer ser grande precisa descer. Jesus revela que um deles o trairia (Jo 13:21). Judas já tinha aberto o coração para o inimigo (Jo 13:27). Proximidade física com Jesus não garante fidelidade espiritual. Depois que Judas sai, Jesus declara: “Agora é glorificado o Filho do Homem” (Jo 13:31). A glória não viria por aplauso, mas pela cruz. Ele entrega o novo mandamento: amar como Ele amou (Jo 13:34-35). O sinal do Reino não é placa de igreja. É amor visível entre discípulos. Pedro promete fidelidade até a morte (Jo 13:37). Jesus anuncia a negação (Jo 13:38). Autoconfiança sempre precede queda. No capítulo seguinte, Jesus consola os discípulos. “Não se turbe o vosso coração” (Jo 14:1). Ele fala da casa do Pai e da promessa de voltar (Jo 14:2-3). O Reino não termina na cruz. Aponta para eternidade. Ele declara algo exclusivo e definitivo: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14:6). Não é um caminho entre muitos. É o único. Filipe pede para ver o Pai (Jo 14:8). Jesus responde que quem o vê, vê o Pai (Jo 14:9). Revelação completa de Deus está em Cristo. Ele promete o Consolador, o Espírito da verdade (Jo 14:16-17). O Reino continuaria operando através do Espírito Santo na vida dos discípulos. Pentecostal não inventou isso. Jesus prometeu. Depois fala da videira verdadeira (Jo 15:1-5). Sem Ele nada podemos fazer. Fruto não nasce de esforço humano, nasce de permanência em Cristo. O Pai poda para dar mais fruto (Jo 15:2). Processo dói, mas produz maturidade. Reino não é vida sem correção. Jesus alerta que o mundo odiará seus discípulos (Jo 15:18-20). Quem pertence ao Reino não vive buscando aprovação do sistema caído. Ele fala do Espírito que convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16:8). O Reino não depende de argumento humano. O Espírito trabalha nos corações. Jesus prepara os discípulos para tristeza momentânea que se transformaria em alegria (Jo 16:20-22). Cruz seria dor. Ressurreição seria vitória. “Tenho-vos dito isso para que em mim tenhais paz. No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16:33). O Reino não nega a tribulação. Ele garante vitória final. Então Jesus ora ao Pai (Jo 17). Ele ora por si, pelos discípulos e por aqueles que ainda creriam (Jo 17:20). Ele pede santificação na verdade (Jo 17:17). O Reino avança por meio de gente separada para Deus. Ele não pede que sejam tirados do mundo, mas guardados do mal (Jo 17:15). O Reino não é fuga da realidade. É presença santa dentro dela. Chega o momento da prisão (Jo 18:1-3). Soldados vêm com armas. Jesus não foge. Quando Ele diz “Sou eu”, recuam e caem por terra (Jo 18:6). Mesmo preso, continua soberano. Pedro tenta resolver com espada (Jo 18:10). Reino não avança por violência carnal. Jesus é levado a julgamento. Pilatos pergunta se Ele é rei (Jo 18:33). Jesus responde que seu Reino não é deste mundo (Jo 18:36). Não significa que não governa aqui. Significa que sua origem e autoridade são celestiais. Pilatos declara não achar culpa, mas cede à pressão (Jo 19:4,16). Multidão escolhe Barrabás. O inocente no lugar do culpado. Substituição escancarada. Jesus é crucificado (Jo 19:17-18). Na cruz declara: “Está consumado” (Jo 19:30). Não é grito de derrota. É declaração de missão cumprida. O preço foi pago. Seu lado é traspassado (Jo 19:34), cumprindo as Escrituras. Nada ali foi improviso. José de Arimateia e Nicodemos cuidam do corpo (Jo 19:38-39). Aquele que buscava Jesus à noite agora assume publicamente sua fé. O Reino transforma tímidos em corajosos. Mas a história não termina no túmulo. No primeiro dia da semana, Maria Madalena encontra a pedra removida (Jo 20:1). Jesus aparece a ela (Jo 20:16). O Reino honra quem permaneceu fiel até o fim. Ele aparece aos discípulos e sopra sobre eles (Jo 20:22). Sinal antecipado da obra do Espírito. Tomé duvida (Jo 20:25). Jesus se revela e diz: “Não sejas incrédulo, mas crente” (Jo 20:27). Fé não é cegueira emocional. É resposta à revelação. “Bem-aventurados os que não viram e creram” (Jo 20:29). O Reino alcança gerações futuras. João deixa claro o propósito do Evangelho: para que creiamos que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e crendo tenhamos vida em seu nome (Jo 20:31). No capítulo final, Jesus restaura Pedro (Jo 21:15-17). Quem caiu pode ser levantado. Reino não descarta arrependidos. Ele chama Pedro novamente para segui-lo (Jo 21:19). O discipulado continua. A missão não acabou. Pregador, este estágio de João revela o coração do Reino. Amor que serve (Jo 13:1-5). Verdade exclusiva (Jo 14:6). Dependência constante (Jo 15:5). Vitória na tribulação (Jo 16:33). Sacrifício consumado (Jo 19:30). Ressurreição que garante vida eterna (Jo 20:31). O Reino venceu na cruz e confirmou sua vitória na ressurreição. Agora a pergunta não é mais quem é Jesus. Ele já revelou. A pergunta é outra. Você vai apenas admirar o Cristo crucificado e ressuscitado… ou vai permanecer nEle, carregar sua cruz e viver até o fim debaixo do senhorio do … Ler mais

Evangelho de João Estudo 3/5 – QUANDO A LUZ BRILHA MAIS FORTE E A CEGUEIRA FICA EVIDENTE

🔥 Quanto mais Jesus se revela, mais claro fica quem realmente crê 📌 À medida que o Evangelho avança, os sinais de Jesus ficam mais intensos, e a divisão entre fé verdadeira e religiosidade cega se torna cada vez mais nítida. Jesus encontra um homem cego de nascença (Jo 9:1). Não era doença recente. Era condição de sua vida inteira. Os discípulos querem discutir teologia da culpa, uma forma de aliviar sua consciência é imaginar que a pessoa fez algo errado e portanto merece a doença, pois dessa forma, não ficamos com dó nem pena e muito menos peso na consciência… Pois é, somos incríveis em fugir até mesmo das responsabilidades emocionais de caráter. Ainda bem que Jesus revela propósito. “Nem ele pecou nem seus pais, mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus” (Jo 9:3). O Reino não vive preso a explicações frias. Ele se manifesta com poder. Jesus faz lodo, unge os olhos do cego e manda que ele se lave (Jo 9:6-7). O homem obedece e volta vendo. Milagre inegável. Mas, de novo, era sábado (Jo 9:14). Para os fariseus, a cura é menos importante que a regra quebrada. Religiosidade prefere manter o sistema intacto do que celebrar uma vida restaurada. Em alguns lugares infelizmente, respeitar as regras religiosas farisaicas da denominação é mais importante do que salvar uma vida do inferno. O ex-cego é interrogado várias vezes (Jo 9:15-34). Ele não tem diploma teológico, mas tem experiência real. “Eu era cego e agora vejo” (Jo 9:25). Testemunho simples, mas irrefutável. Tanto que, os religiosos precisam focar em outra questão. Enquanto isso, os líderes religiosos, que enxergavam fisicamente, continuam cegos espiritualmente (Jo 9:39-41). O Reino não é sobre quem acha que vê. É para quem reconhece a própria cegueira e se deixa curar. Jesus então se apresenta como o Bom Pastor (Jo 10:11). Não é líder distante. Dá a vida pelas ovelhas. O Reino não é governado por interesse, mas por amor sacrificial. E acredito que, é isso que falta na igreja hoje. Eu vivi um tempo em que o novo convertido era convidado a ajudar lavando banheiros e pintando paredes e se orgulhava disso dizendo: “Eu estava totalmente perdido, mas olha agora, estou ajudando na obra de Deus, que privilégio”. Eu sei, não dá para chamar isso de sacrifício, esta mais para um favor, porém nem isso queremos fazer hoje em dia. O temor há muito se esfriou, até nas almas que ‘salvamos’. Jesus fala da porta das ovelhas (Jo 10:7-9). Só há entrada legítima para a vida verdadeira através dEle. Não existem atalhos espirituais. O ladrão vem para roubar (você de Deus), matar(espiritualmente) e destruir(eternamente), mas Jesus veio para que tenham vida em abundância (Jo 10:10). Reino de Deus não é sobrevivência espiritual. É vida plena debaixo do cuidado do Pastor. Ele fala de ovelhas que ouvem sua voz (Jo 10:27). Relacionamento, não religiosidade. Não é apenas saber sobre Deus. É reconhecer a voz do Filho. Quando declara que Ele e o Pai são um (Jo 10:30), é claro que tentam apedrejá-lo (Jo 10:31). Revelação sempre exige decisão. Não dá para ouvir quem Jesus diz ser e permanecer neutro. Ou você acredita, ou você nega. O problema de negar é que para negar fatos você precisa difamá-los. Então vem um dos sinais mais fortes de todo o Evangelho. Lázaro está doente (Jo 11:1-3). Jesus não corre imediatamente. Ele espera (Jo 11:6). Para nós parece atraso. Para Deus é cenário de glória. Para nós parece desfeita, aquele momento que você diz que Deus se esqueceu de você. Mas para Jesus é estratégia. Lázaro morre. Marta e Maria choram. Jesus também chora (Jo 11:35). O Reino não é frio diante da dor humana. Deus não é indiferente ao sofrimento. Ele sente a nossa dor. Mas diante do túmulo, Jesus ordena que tirem a pedra (Jo 11:39). Mesmo quando o milagre é divino, Deus nos chama a remover obstáculos humanos. Sempre tem algo que é da nossa parte em fazer. Alguns dos mais famosos líderes evangélicos vão insistir que a nossa parte é sempre dar uma oferta. E os ditos mais espirituais vão insisitr que a nossa parte é sempre orar. Mas tirar a pedra foi algo literal. Realmente havia uma pedra no caminho e foi preciso algumas pessoas para tirá-la. Tirar a pedra não é uma oferta pro Valdomiro ou Edir Macedo, nem pro Silas Malafaia. Tirar a pedra também não é ficar em eterna oração esperando que as coisas aconteçam milagrosamente sem nenhuma ação da sua parte. Tirar a pedra é tirar os obstáculos do caminho para Deus fazer o milagre. Ele ora e clama: “Lázaro, vem para fora!” (Jo 11:43). E o morto sai. O Reino tem autoridade até sobre a morte. Foi uma palavra de fé. Ele não fala como se Lázaro estivesse morto, mas como se estivesse ali esperando ser chamado. Esse milagre não gera arrependimento geral. Gera conspiração. A partir dali, os líderes decidem que Jesus precisa morrer, afinal, imagina se Ele ficar ressuscitando cada um dos seus aliados? (Jo 11:53). Quando a luz brilha demais, quem ama as trevas tenta apagá-la. Maria unge os pés de Jesus com perfume caro (Jo 12:3). Judas critica (Jo 12:4-5). Para quem não entende adoração, tudo parece desperdício. Para quem não entregou totalmente a sua vida a Deus, tudo parece caro. Lembre-se de Judas antes de reclamar da oferta, do dízimo, do valor da revista EBD, do valor de contribuição para o congresso ou festividade, do valor da bíblia de estudo e do valor do curso de teologia no Clube de Pregadores. 🙂 Pois é, não resisti. Aliás, começaremos uma turma nova agora em Março, faça sua inscrição esse mês de Fevereiro, chame aqui mesmo no zap e saiba mais ((11956005068)). Jesus entra em Jerusalém montado num jumentinho (Jo 12:14-15). Um animal de pessoas comuns, não é um cavalo de guerreiro ou oficial e nem uma mula, animal dos nobres. O Rei chega em humildade, não em ostentação. Ele anda em … Ler mais

Evangelho de João Estudo 2/5: QUANDO O REINO COMEÇA A SE REVELAR E AS REAÇÕES SE DIVIDEM

🔥 *Milagres aumentam, mas o verdadeiro teste é crer em quem Jesus é* 📌 Depois dos primeiros sinais, o ministério de Jesus começa a gerar algo inevitável. Reações opostas. Quanto mais a luz brilha, mais os corações se revelam (Jo 5:1-9). Em Jerusalém, junto ao tanque de Betesda, havia um homem enfermo havia trinta e oito anos (Jo 5:5). Uma vida inteira presa à limitação. Jesus não pergunta sobre histórico médico. Pergunta algo mais profundo. “Queres ser curado?” (Jo 5:6). Parece óbvio, mas não é. Tem gente acostumada com a própria prisão. Jesus está confrontando a vontade, não só a doença. Jesus não cura contra a vontade da pessoa. Não peça a Deus para fazer favores a você, peça somente o que você realmente quer. Ele manda o homem levantar, tomar o leito e andar (Jo 5:8). Palavra liberada, milagre acontece (Jo 5:9). Veja que, mandar levantar, tem tudo a ver com a vontade do homem. Esforce-se, tente se levantar, queira levantar, faça alguma coisa para levantar. O milagre não aconteceria se ele não tentasse. É incrível como sempre tem algo que nós é quem temos que fazer, mesmo em uma situação de milagre imediato. Esse milagre era para ser comemorado, aplaudido. Mas em vez de celebração, vem crítica religiosa. Era sábado. Religiosidade prefere proteger regras do que celebrar restauração. Farisaísmo coloca normas acima do bem comum. Não importa que alguém foi abençoado, o que importa é que uma regra foi quebrada e nessa igreja temos regras. Enfim, o Reino restaura pessoas. O sistema protege tradições. Quando questionado, Jesus declara algo explosivo. “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (Jo 5:17). Ele se coloca como igual a Deus. Não é só um curandeiro. É o Filho que compartilha a obra do Pai. A partir daí, a perseguição aumenta (Jo 5:18). Luz revelada sempre gera confronto. Jesus então ensina sobre sua relação com o Pai (Jo 5:19-23). O Filho faz o que vê o Pai fazer. Quem honra o Filho honra o Pai. Não dá para dizer que ama Deus rejeitando Jesus. Ele fala de vida espiritual agora e ressurreição futura (Jo 5:24-29). O Reino já começa no presente para quem crê, mas culmina na eternidade. Depois aponta testemunhas sobre sua identidade. João Batista (Jo 5:33-35), as obras que realiza (Jo 5:36), o próprio Pai (Jo 5:37) e as Escrituras (Jo 5:39). O problema não é falta de prova. É resistência do coração. E isso, nem Jesus resolve. Pois os fariseus seguiram resistindo mesmo após a ressurreição do Messias. “Examinais as Escrituras… e não quereis vir a mim para terdes vida” (Jo 5:39-40). Conhecimento bíblico sem rendição a Cristo continua sendo morte espiritual. Uma pessoa colocada em função de liderança por causa do seu conhecimento, mas que não foi verificado sua conversão ao Senhor, logo se torna um fariseu no trono. No capítulo seguinte, uma multidão segue Jesus por causa dos sinais (Jo 6:2). Ele multiplica pães e peixes novamente (Jo 6:9-13). O povo quer fazê-lo rei à força (Jo 6:15). Pois querem o provedor, não o Senhor. E isso é normal do povo, são facilmente levados pelo estômago. Senão vejamos: Um pastor aqui da minha região, zona leste, saiu do ministério do Belém e abriu seu próprio ministério. Nada novo debaixo do céu. Eu sempre digo aos meus alunos que abrir ministério próprio é o presente e o futuro. Mas, em poucas semanas a igreja estava com mais de 100 membros. Qual foi o segredo? Oxalá fosse a palavra. Era o lanche que ele dava todo final de culto no domingo. Não preciso dizer que isso não durou, pois chega uma hora em que, a quantidade de pessoas querendo comer é maior que a quantidade de pessoas dispostas a ofertar para manter esse ‘benefício social’. Da mesma forma não se resolverá o problema do Brasil dando mais bolsas e benefícios gratuitos para o povo, porque isso não se sustenta e o país quebra financeiramente. Igual esse pastor que subiu como foguete em semanas, mas caiu como meteoro nos próximos meses, e o seu ministério quase fechou, e ele entendeu que, precisa começar como todo mundo, fazendo discípulos um a um. E Jesus demonstra que nem com milagres isso funcionaria, pois você só teria esfomeados e nenhum salvo. Por isso mesmo Jesus se retira. Ele não veio ser líder político prometedor de picanha, Ele veio ser Salvador de almas. À noite, os discípulos enfrentam tempestade no mar (Jo 6:18). Jesus anda sobre as águas e declara: “Sou eu, não temais” (Jo 6:20). O Reino revela autoridade até sobre o caos. Andar sobre as águas é avançar em meio a tempestade, progredir em meio á escuridão da noite, permanecer ante o vento e as ondas. Mas, note que Ele não convida a todos para fazerem o mesmo, Ele acalma a tempestade para que os discípulos possam prosseguir. Pois a solução mais simples é a melhor. No dia seguinte, a multidão o procura (Jo 6:24). Jesus vai direto ao ponto. “Vós me buscais porque comestes do pão” (Jo 6:26). Milagre atrai, mas não transforma por si só. Dar coisas de graça atrai pessoas até hoje, mas não é esse o papel e muito menos a missão da igreja. Não é isso que você pastor deve fazer, o seu trabalho deve alcançar o objetivo de transformar vidas, e qualquer coisa que atrapalhe isso é um desserviço. Ele fala do verdadeiro pão do céu (Jo 6:32-35). “Eu sou o pão da vida.” O Reino não é só suprimento externo. É vida interior que satisfaz a alma. Você deve conhecer esse texto: O reino de Deus não é comida e nem bebida, mas Justiça, Paz e Alegria no Espírito Santo. Mas quando Jesus começa a falar de comer sua carne e beber seu sangue (Jo 6:53-56), muitos se escandalizam (Jo 6:60), tal quais zumbis que não entendem outra linguagem a não ser aquela que alimente seu estômago. Ele não estava falando de ritual canibal, mas de dependência total de sua vida e sacrifício. … Ler mais

Evangelho de João – Estudo 1/5: QUANDO DEUS SE FAZ CARNE E HABITA ENTRE NÓS

✨ O início do Evangelho não é só história, é revelação do próprio Deus João não começa com manjedoura. Não começa com genealogia. Ele começa na eternidade. “No princípio era o Verbo” (Jo 1:1). Antes de qualquer milagre, antes de qualquer sermão, Jesus já existia. Ele não começou em Belém. Ele entrou na história vindo da eternidade. E João deixa claro. O Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus (Jo 1:1). Jesus não é só um mestre inspirado. Não é apenas um profeta poderoso. Ele é Deus revelado em forma humana. Tudo foi feito por meio dEle (Jo 1:3). O carpinteiro de Nazaré é o Criador do universo. O Reino que Ele traz não é reforma religiosa. É intervenção do próprio Deus na criação caída. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens (Jo 1:4). Vida espiritual não nasce de esforço humano. Nasce de contato com Cristo. E a luz brilha nas trevas (Jo 1:5). Não é uma luta equilibrada. A luz sempre vence. João Batista aparece como testemunha, não como a luz (Jo 1:6-8). Ministério verdadeiro aponta para Cristo, não para si mesmo. Ele sabia quem era… e quem não era. O Verbo se fez carne e habitou entre nós (Jo 1:14). O Deus inacessível agora pode ser visto, tocado, ouvido. Graça e verdade vêm por meio de Jesus Cristo (Jo 1:17). A lei mostrou o padrão. Jesus trouxe o poder para viver esse padrão. João Batista declara: “Eis o Cordeiro de Deus” (Jo 1:29). Logo no começo João já aponta para a cruz. O Reino não começa com trono visível, começa com sacrifício substitutivo. Os primeiros discípulos seguem Jesus porque ouviram esse testemunho (Jo 1:35-37). Um chama o outro. André chama Pedro (Jo 1:41). Filipe chama Natanael (Jo 1:45). Quem encontra Jesus de verdade vira ponte para outros. Natanael duvida. “Pode vir algo bom de Nazaré?” (Jo 1:46). Preconceito geográfico e espiritual. Mas Jesus revela que o conhecia antes mesmo de vê-lo (Jo 1:48). O Reino não se baseia só no que vemos. Cristo nos conhece por dentro. No casamento em Caná, Jesus transforma água em vinho (Jo 2:1-11). Primeiro sinal. Não foi em templo, foi numa festa de gente comum. O Reino invade a vida cotidiana. Mas repare. A água das purificações judaicas vira vinho novo. A antiga religião externa dá lugar à alegria de uma nova aliança. Jesus não veio reformar rituais. Veio trazer vida nova. Depois Ele purifica o templo (Jo 2:13-17). Zelo pela casa do Pai. O Reino confronta religiosidade vazia. Deus não aceita culto misturado com comércio de interesses. Muitos creem vendo sinais, mas João diz que Jesus não confiava neles (Jo 2:23-25). Fé baseada só em milagre é superficial. Ele conhece o coração humano. Então surge Nicodemos, mestre em Israel, mas espiritualmente confuso (Jo 3:1-2). Religioso, moral, respeitado… e ainda assim precisava nascer de novo. Jesus fala do novo nascimento (Jo 3:3-6). Reino de Deus não se herda por tradição, nem por conhecimento teológico. É obra do Espírito. “Deus amou o mundo de tal maneira…” (Jo 3:16). O coração do Reino é amor que se entrega para salvar. Mas quem não crê já está condenado (Jo 3:18). O Evangelho não é neutro. Ele exige resposta. A luz veio ao mundo, mas muitos amaram mais as trevas (Jo 3:19-20). O problema nunca foi falta de luz. É resistência do coração. João Batista reaparece dizendo que Jesus deve crescer e ele diminuir (Jo 3:30). Ministério saudável entende que tudo gira em torno de Cristo. No caminho para a Galileia, Jesus passa por Samaria (Jo 4:4). Não era rota comum. Judeus evitavam samaritanos. Mas o Reino quebra barreiras religiosas e culturais. Ele encontra uma mulher samaritana (Jo 4:7). Mulher, samaritana, com passado moral complicado. Três camadas de rejeição social. E é com ela que Jesus revela ser a fonte da água viva (Jo 4:10,14). Ela falava de poço. Ele falava de alma. O Reino não trata só sede física, trata vazio interior. Jesus expõe a vida dela (Jo 4:16-18), não para humilhar, mas para libertar. Verdade que confronta é caminho para graça que transforma. Ela deixa o cântaro e corre para anunciar na cidade (Jo 4:28-29). Quem encontra o Messias vira missionário espontâneo. Testemunho simples, impacto profundo. Muitos samaritanos creem (Jo 4:39-42). O Reino já está alcançando quem era desprezado pelos religiosos de Jerusalém. Depois um oficial do rei pede ajuda para o filho doente (Jo 4:46-47). Jesus fala, e o milagre acontece à distância (Jo 4:50-53). Fé cresce na medida que confia na Palavra antes de ver o resultado. Pregador, o começo de João mostra algo poderoso. Jesus não é só personagem da história. É o Deus eterno que entrou no tempo (Jo 1:1,14). Ele não veio para reforçar religião antiga, mas para trazer nova vida (Jo 2:6-10). Ele não busca apenas pecadores escandalosos, mas também religiosos respeitados que precisam nascer de novo (Jo 3:3). Ele não evita os rejeitados, Ele os transforma em testemunhas (Jo 4:28-30). O Reino, aqui no início de João, não está sendo apresentado como sistema. Está sendo revelado como uma Pessoa. E a grande pergunta que começa a ecoar desde já é direta. Você conhece a religião sobre Jesus… ou já nasceu de novo para viver a vida que só o Filho de Deus pode dar?

Evangelho de Lucas – Estudo 5/5: O REINO VENCE NA CRUZ E TRIUNFA NA RESSURREIÇÃO

Quando tudo parece derrota, Deus está consumando a vitória eterna Jesus já está em Jerusalém. O confronto chega ao nível máximo. O Rei está na cidade, mas os corações religiosos estão fechados (Lc 19:45-48). Ele purifica o templo, expulsa os que transformaram a casa de oração em comércio (Lc 19:45-46). O Reino confronta sistemas religiosos que usam Deus para lucro e aparência. Os líderes tentam pegá-lo em palavras. Perguntas sobre autoridade (Lc 20:1-8), sobre impostos a César (Lc 20:20-26) e sobre a ressurreição (Lc 20:27-40). Jesus responde com sabedoria que desmonta armadilhas e revela ignorância espiritual. O problema deles não é falta de informação. É dureza de coração. Ele alerta sobre os escribas que gostam de aparência, mas exploram os fracos (Lc 20:45-47). Logo depois, observa uma viúva pobre ofertando duas pequenas moedas (Lc 21:1-4). Para o céu, aquilo valeu mais que as grandes ofertas dos ricos. O Reino mede valor pelo sacrifício, não pela quantidade. Jesus fala sobre a destruição de Jerusalém e os sinais do fim (Lc 21:5-19). Perseguições viriam, mas também oportunidades de testemunho. O Reino não promete conforto, promete presença no meio da pressão. Ele alerta para vigilância, para não deixar o coração se sobrecarregar com preocupações desta vida (Lc 21:34-36). O Reino exige gente acordada espiritualmente. Chega a Páscoa. Judas negocia trair Jesus (Lc 22:3-6). Coração que não se rende totalmente sempre encontra espaço para o inimigo. Na ceia, Jesus estabelece o novo pacto no pão e no cálice (Lc 22:19-20). Seu corpo entregue. Seu sangue derramado. O Reino agora é selado por sacrifício, não por ritual vazio. Mesmo ali, os discípulos discutem quem é o maior (Lc 22:24). Jesus ensina que, no Reino, o maior é quem serve (Lc 22:26-27). Ele é o Rei, mas se coloca como servo. Depois vão para o Getsêmani. Jesus ora em profunda agonia (Lc 22:41-44). “Não se faça a minha vontade, mas a tua.” Aqui está o coração do Reino. Submissão total ao Pai, mesmo quando dói. Os discípulos dormem (Lc 22:45-46). Fraqueza humana diante da batalha espiritual. Jesus é preso, julgado injustamente e zombado (Lc 22:54-65). Pedro nega três vezes (Lc 22:57-60). O olhar de Jesus encontra Pedro (Lc 22:61). Não é olhar de ódio, mas de amor que leva ao arrependimento. Pilatos não acha culpa, mas cede à pressão da multidão (Lc 23:4, 23-24). Barrabás é solto, Jesus é condenado (Lc 23:18-25). O inocente no lugar do culpado. Substituição. No caminho da cruz, mulheres choram, e Jesus ainda adverte sobre os dias difíceis que viriam (Lc 23:27-31). Mesmo sofrendo, Ele ainda ensina. Na cruz, entre dois malfeitores, Ele ora: “Pai, perdoa-lhes” (Lc 23:33-34). O Reino responde ao ódio com intercessão. Um dos criminosos crê e ouve a promessa: “Hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23:42-43). Até na cruz, o Reino está salvando. Trevas cobrem a terra, e o véu do templo se rasga (Lc 23:44-45). Acesso aberto. O sistema antigo perde a função. O sacrifício perfeito foi oferecido. Jesus entrega o espírito nas mãos do Pai (Lc 23:46). Não foi tirado. Foi entregue. A cruz não foi derrota fora de controle, mas plano eterno sendo cumprido. Um centurião glorifica a Deus e reconhece a justiça de Jesus (Lc 23:47). O Reino já alcança gentios aos pés da cruz. O corpo é colocado no sepulcro (Lc 23:50-53). Silêncio. Aparente fim. Mas o Reino não termina em sepulcro. No primeiro dia da semana, as mulheres encontram o túmulo vazio (Lc 24:1-3). Anjos anunciam: “Ele não está aqui, mas ressuscitou” (Lc 24:6). A morte não conseguiu segurar o Autor da vida. Os discípulos custam a crer (Lc 24:11). Corações lentos. Jesus aparece no caminho de Emaús (Lc 24:13-16). Explica as Escrituras e mostra que a cruz sempre fez parte do plano (Lc 24:26-27). O coração deles arde (Lc 24:32). Ele aparece aos discípulos, mostra as mãos e os pés, come diante deles (Lc 24:36-43). Ressurreição real, corpo glorificado. Então abre o entendimento deles para compreenderem as Escrituras (Lc 24:45). Arrependimento e perdão seriam pregados a todas as nações (Lc 24:47). A missão continua. Jesus promete o poder do alto (Lc 24:49). O Reino não ficaria apenas na memória dos discípulos. Continuaria através de uma igreja cheia do Espírito. Ele é levado aos céus (Lc 24:50-51). Não como derrotado, mas como Rei entronizado. Os discípulos voltam com grande alegria, adorando (Lc 24:52-53). O Evangelho termina com adoração, porque o Reino venceu. Pregador, a jornada termina na cruz vazia e no trono ocupado. O Reino venceu o pecado.Venceu a morte.Venceu o inferno. E agora chama homens e mulheres para viverem debaixo do senhorio de um Rei vivo. Não é história antiga. É realidade presente. O trono está ocupado. O Espírito foi prometido. A missão está em nossas mãos. A pergunta final de Lucas ecoa até hoje. Você vai admirar o Cristo ressuscitado à distância… ou vai viver, pregar e morrer, se necessário, por esse Reino que já venceu?

Evangelho de Lucas – Estudo 4/5: A Cruz Revela os Corações

Quando seguir Jesus deixa de ser entusiasmo e vira decisão eterna 📌 À medida que Jesus avança em direção a Jerusalém, o ensino fica mais direto, mais profundo e mais confrontador (Lc 13:22; 17:11). O Reino agora não está só se manifestando em milagres. Está expondo quem realmente quer viver debaixo do governo de Deus. Alguém pergunta se são poucos os que se salvam, e Jesus responde falando da porta estreita (Lc 13:23-24). O Reino não é automático como alguns hoje fazem parecer. Não é herdado por tradição religiosa ou de pai pra filho. Tem gente que ouviu ensinos, esteve perto, mas ouvirá “não vos conheço” naquele dia (Lc 13:25-27). Logo, o evangelho precisa continuar sendo pregado dentro das igrejas, e não apenas fora delas. E eis o motivo de mantermos a frequência na igreja, é porque nós também precisamos nos ocnverter um pouco mais a cada dia. Afinal, proximidade com o ambiente espiritual não substitui relacionamento verdadeiro com Deus. Assim como pregação positiva não substitui pregação expositiva. Ele cura no sábado novamente e expõe a hipocrisia religiosa que se indigna com libertação, mas não com sofrimento (Lc 13:10-17). O Reino valoriza pessoas acima de sistemas. Jesus compara o Reino ao grão de mostarda e ao fermento (Lc 13:18-21). Começa pequeno, quase invisível, mas cresce de forma imparável. O começo pequneo mostra que Deus não depende de aparência grandiosa para agir. Enquanto que a hortaliça do grão de mostarda cresce para cima e para os lados, e o fermento faz crescer em todas as direções, mostrando que, o evangelho deve alcançar a todos, e que a igreja deve crescer de todas as formas: Em número e em Qualidade. Em número é crescimento de pessoas, mas também de posses, materialmente e financeiramente. Em qualidade é o crescimento espiritual, intelectual e harmonioso em comunhão. Ao se aproximar de Jerusalém, Ele lamenta sobre a cidade que mata os profetas (Lc 13:34-35). O coração de Deus é amoroso, mas não ignora a rejeição humana. E não esquece dos seus que foram injustiçados, perseguidos e mortos. Num banquete na casa de um fariseu, Jesus ensina sobre humildade e honra verdadeira (Lc 14:7-11). No Reino, quem se exalta será humilhado. Mas entenda: Se exalta diante de Deus. Pois se exaltar diante dos homens não necessariamente é motivo para ser abatido. Ao mesmo tempo em que: Se humilhar diante dos homens não é motivo para ser exaltado. Mas se humilhar diante de Deus sim, é o segredo para ser Exaltado por Ele. Ele conta a parábola da grande ceia, onde os convidados dão desculpas (Lc 14:16-20). Campo, bois, casamento. Coisas legítimas, mas usadas para rejeitar o convite. Nada afasta mais gente do Reino do que prioridades erradas. E detalhe: Campo e bois falam de trabalho, profissão, carreira, progresso, prosperidade. Significa que essas coisas não devem ser usadas como desculpas diante de Deus. O convite então vai para pobres, aleijados e cegos (Lc 14:21-23). O Reino se enche com quem reconhece necessidade. A pobreza, bem como enfermidades limitantes e severas, tornam o ser humano humilde e compassivo e o forçam a enxergar o valor da vida, o valor daquilo que é imaterial, que não se pode comprar, tocar, pisar ou ver. É o pobre percebendo essas coisas e pensando: Mesmo se eu fosse rico, não poderia comprá-las! E os enfermos pensando: Mesmo se eu fosse saudável, não poderia tocá-las, ou vê-las. Logo a pobreza e a enfermidade os limitou de um lado e os fez enxergar o outro. Em seguida Jesus fala claramente sobre o custo do discipulado (Lc 14:26-33). Não é linguagem simbólica suave. É renúncia real. Quem não abre mão de tudo não pode ser discípulo. Reino não é complemento de agenda. É centro da vida. Não é uma área da vida, é toda nossa vida. Depois vêm as parábolas da graça que busca (Lc 15). A ovelha perdida (Lc 15:4-7), a dracma perdida (Lc 15:8-10) e o filho pródigo (Lc 15:11-24) mostram o coração do Pai que procura e restaura. A ovelha se perdeu como muitos se perdem. A dracma foi perdida pela mulher, como muitos líderes conduzem liderados á perdição, mesmo não querendo. E o filho pródigo buscou a perdição, como muitos querem experimentar algo “novo”. Mas o filho mais velho (Lc 15:25-30) revela o perigo de estar na casa sem ter o coração do Pai. Religiosidade sem graça gera amargura. No fim, ambos os filhos estão errados. Um que não quer viver com o Pai, e outro que não sabe viver na presença do Pai. Embora todo mundo goste de festa, a festa não é mérito do pródigo, é apenas expressão da alegria do Pai. Jesus fala do administrador infiel e da fidelidade com os bens terrenos (Lc 16:1-11). Dinheiro não é senhor, é ferramenta. Quem é fiel no pouco pode receber muito. Depois vem o rico e o Lázaro (Lc 16:19-31). Um vive no luxo ignorando o necessitado, o outro sofre, mas é lembrado por Deus. O Reino revela que decisões nesta vida têm consequências eternas. E do outro lado, os papeis se invertem, agora Lázaro vive ignorando o rico que pede migalhas. Os fariseus zombam, e Jesus reafirma que Deus vê o coração (Lc 16:14-15). O que é exaltado entre homens pode ser abominação diante de Deus. Ele ensina sobre perdão constante e fé que cresce (Lc 17:3-6), e sobre o servo que apenas cumpre seu dever (Lc 17:7-10). O Reino não é sobre mérito, é sobre graça. Dez leprosos são curados, mas só um volta para agradecer (Lc 17:11-19). Gratidão é marca de quem realmente entendeu a graça. Jesus explica que o Reino de Deus não vem com aparência exterior observável, pois já estava entre eles (Lc 17:20-21). O problema não era ausência do Reino, mas cegueira espiritual. Eles não viam o autor da vida diante de seus olhos. Por isso, Ele alerta sobre os dias do Filho do Homem, comparando com os dias de Noé e Ló (Lc 17:26-30). Vida normal, distraída, até que o juízo chega. Reino … Ler mais

Evangelho de Lucas – Estudo 3/5: QUANDO O REINO AVANÇA E O CONFRONTO AUMENTA

🔥 Seguir Jesus fica mais profundo, mais poderoso e mais custoso 📌 À medida que o ministério de Jesus avança, a oposição cresce. Isso é princípio espiritual. Quanto mais o Reino se manifesta, mais as trevas reagem (Lc 9:1-2; 9:6). Jesus envia os doze e lhes dá poder e autoridade sobre demônios e doenças, e para pregar o Reino (Lc 9:1-2). Eles não vão cheios de recursos, mas dependentes de Deus pois se tratava de um teste prático para lhes proporcionar aprendizado e prática (Lc 9:3-5). Jesus os ensina a fazer a obra na escassez, a forma mais difícil de fazê-la. Nem todos recebem a mensagem. Onde não há acolhimento, o pó é sacudido, algo que será lembrado no dia do juízo (Lc 9:5). O Reino é oferecido, não imposto. Mas a graça não anula responsabilidade, por isso, os que rejeitam, que aguardem Aquele Dia. Herodes ouve falar de Jesus e fica perplexo (Lc 9:7-9). Quando Deus se move, até palácio se inquieta. Os discípulos voltam contando o que viveram, e Jesus os chama para um lugar à parte (Lc 9:10). Ministério também precisa de descanso. Mas a multidão os segue, e Jesus ensina e cura (Lc 9:11). Ele não reclama de estarem atrapalhando o seu descanso, que isso fique de exemplo. Talvez muitos pastores hoje possam reclamar quando seu descanso é atrapalhado, porque estão com a idade avançada. Logo, a idade de Jesus e a dos discípulos é exemplo também de que, existe um tempo na vida para começar a obra, e esse tempo é na casa dos trinta, e não dos sessenta. Afinal, muitos ministérios fazem questão de levantar obreiros e pastores só após os cinquenta. No fim do dia, Ele multiplica pães e peixes (Lc 9:12-17). O Reino supre necessidades espirituais o tempo todo, pois sempre tem curas, milagres e salvação de almas, mas necessidades materiais são supridas de vez em quando, visto que a multiplicação de pães e peixes não acontece todo dia, tal qual os milagres. Significa que você pode esperar que Deus cure e salve alguém todo dia, mas não pode esperar que Ele coloque comida na sua mesa todo dia. Por isso mesmo Jesus recebia ofertas. Depois Jesus pergunta quem o povo diz que Ele é (Lc 9:18-19). Opiniões não faltam. Mas Ele quer algo pessoal. “E vós, quem dizeis que eu sou?” (Lc 9:20). Pedro responde certo, mas logo Jesus fala da cruz (Lc 9:22). Muita gente quer o Cristo do milagre, mas não o Cristo do sofrimento. Então vem o chamado radical. “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me” (Lc 9:23). Esse ensino fica melhor entendido após Ele mesmo ser crucificado, o que revela a literalidade das suas palavras: Quer vir após mim? Esteja pronto a morrer como Eu. Reino sem cruz vira religião confortável. Quem quiser salvar a própria vida vai perdê-la (Lc 9:24-25). O Reino não é autopreservação, é rendição. Logo depois, a transfiguração (Lc 9:28-31). A glória de Jesus é revelada. Moisés e Elias apontam para Ele. A voz do Pai declara: “Este é o meu Filho… a Ele ouvi” (Lc 9:35). O centro do Reino é Jesus, e toda autoridade, por maior que seja como são Moisés e Elias, não passam de servos obedientes diante do Senhor Jesus. Descendo do monte, encontram um menino endemoninhado. Os discípulos não conseguem libertar (Lc 9:38-40). Jesus fala da incredulidade (Lc 9:41) e liberta o menino (Lc 9:42). Autoridade espiritual não funciona sem fé viva. Jesus anuncia novamente sua morte (Lc 9:44-45). Eles não entendem. Preferem discutir quem é o maior (Lc 9:46). Algo semelhante ao que acontece hoje, Jesus querendo que a sua morte seja anunciada até que Ele venha, mas as igrejas discutem e disputam para ver quem é maior. Jesus coloca uma criança no meio e fala sobre humildade (Lc 9:47-48). No Reino, grande é quem serve. João tenta impedir alguém de expulsar demônios porque não anda com eles (Lc 9:49). Jesus corrige (Lc 9:50). O Reino é maior que nosso grupo. Jesus decide ir para Jerusalém (Lc 9:51). Uma aldeia samaritana não o recebe, e Tiago e João querem fogo do céu (Lc 9:52-54). Jesus repreende (Lc 9:55). O Reino não avança com vingança carnal. Alguns querem segui-lo, mas colocam condições. Jesus mostra que o Reino exige prioridade total (Lc 9:57-62). Suas condições para Deus só revelam que você não serve para servir ao reino. Ele envia setenta discípulos (Lc 10:1). A seara é grande, os trabalhadores são poucos (Lc 10:2). Eles vão dependentes, levando paz e proclamando que o Reino chegou (Lc 10:5-9). Voltam alegres porque os demônios se submetem (Lc 10:17). Jesus ajusta o foco: a maior alegria é ter o nome escrito nos céus (Lc 10:20). O que significa que para nós, deve ser normal os demônios se submeterem, deve ser algo da rotina do ministério e não algo para comemorar, divulgar e postar. Ele exulta no Espírito e revela que o Reino é entendido pelos simples (Lc 10:21). Depois conta a parábola do bom samaritano (Lc 10:30-37). Amor ao próximo é ação, não discurso. Na casa de Marta e Maria (Lc 10:38-42), Jesus mostra que comunhão vem antes do ativismo. Ele ensina sobre oração e dependência do Pai (Lc 11:1-13). O Reino se sustenta em relacionamento contínuo. Ao expulsar um demônio, é acusado de agir por Belzebu (Lc 11:14-15). Quando o Reino avança, surgem acusações. Jesus declara que não há neutralidade espiritual (Lc 11:23). Ou é de Deus, ou é do diabo. Ou esta do lado de Deus ou do lado das trevas. Ele denuncia a hipocrisia dos fariseus (Lc 11:39-44). Religiosidade externa sem transformação interna é rejeitada no Reino. Jesus alerta sobre o fermento da hipocrisia (Lc 12:1), sobre confessá-lo diante dos homens (Lc 12:8-9), e sobre não viver ansioso (Lc 12:22-31). O Reino muda prioridades. Isso deve ser sinal da nossa conversão. Fala de vigilância, servos atentos e prontos (Lc 12:35-40). O Senhor voltará. Mesmo estando pronto para a … Ler mais

Ev. LUCAS. Estudo 2/5: O REINO COMEÇA A SE MANIFESTAR COM PODER

🔥 Quando Jesus sai do anonimato e o Reino confronta tudo Depois do deserto, Jesus não volta fraco. Ele volta no poder do Espírito (Lc 4:14). Tentação vencida gera autoridade espiritual. Vitória no secreto libera impacto no público. Esse é o padrão do nosso Deus, a vida secreta com Deus define a sua vida pública com os homens. Ele começa a ensinar nas sinagogas, e a fama se espalha (Lc 4:15). Mas não é fama de celebridade. É peso de autoridade. As pessoas percebem algo diferente. Não é só informação. É unção. Logo vemos o Reino invadindo a vida comum. Um lago. Pescadores cansados. Noite inteira sem resultado. Jesus entra no barco de Pedro, ensina a multidão e manda lançar as redes de novo (Lc 5:1-4). Pedro era experiente. Sabia que não era hora de pescar. Mas diz algo poderoso. “Sob a tua palavra” colocando toda responsabilidade do resultado em Jesus (Lc 5:5). Isso é fé prática. Não é sentimento. É obedecer mesmo quando a lógica não ajuda. O resultado é milagre. Redes quase se rompendo. Barcos afundando de tanto peixe (Lc 5:6-7). O Reino toca o trabalho, a rotina, a vida financeira. O coração do pescador. Mas o maior milagre não foi o peixe. Foi a consciência de Pedro. “Afasta-te de mim, Senhor, porque sou pecador” (Lc 5:8). Quando o poder de Deus se manifesta, o pecado não se sente confortável. A presença de Deus é marcada por poder que gera milgre, mas também por temor que gera arrependimento, confissão e conversão. Jesus não se afasta. Ele chama. “Não temas. De agora em diante serás pescador de homens” (Lc 5:10). O Reino transforma trabalhadores comuns em ministros do céu. E se é para pescar homens, o milagre representa o ministério de Pedro, que irá pregar aonde Jesus mandar, lancará as redes mesmo quando não fizer sentido e trará muitos peixes sob a palavra de Deus. Chamado não começa no púlpito. Começa aos pés de Jesus sentindo-se indigno Dele e confessando seus pecados. Jesus então toca um leproso (Lc 5:12-13). Impuro. Intocável. Rejeitado. Mas para Jesus, a compaixão é maior que o protocolo religioso. O Reino não tem medo de se aproximar da miséria humana. Depois um paralítico é descido pelo telhado (Lc 5:18-19). Fé criativa. Amigos que não aceitam barreiras. Jesus vê a fé deles e perdoa pecados antes de curar o corpo (Lc 5:20). Escândalo para os religiosos. Quem pode perdoar pecados senão Deus? (Lc 5:21). Exatamente. Eles entenderam o que disseram, mas não aceitaram o que viram. O Emannuel, Deus conosco. Jesus prova que tem autoridade espiritual e física (Lc 5:24-25). O Reino trata raiz e fruto. Pecado e consequência. O homem levanta e vai para casa glorificando a Deus (Lc 5:25-26). Milagre que termina em adoração, não em show. Milagre que exalta Jesus e não o homem. Logo depois Jesus chama Levi (Lc 5:27-28). E vai comer na casa dele (Lc 5:29). Mesa cheia de pecadores. Fariseus criticam (Lc 5:30). Mas o momento é perfeito para alcançar almas. Jesus responde: “Os sãos não precisam de médico” (Lc 5:31-32). Ele não veio para gente que acha que está bem. Veio para quem reconhece que está doente. Depois questionam sobre jejum. Jesus fala do noivo e do vinho novo (Lc 5:33-39). Estrutura velha não suporta mover novo. Os fariseus são como a esposa velha cansada do casamento, e os discípulos são como a esposa jovem, a noiva de Cristo. Eles são como o pano velho, Jesus é o vinho novo para recipientes novos, como os discípulos e aqueles pecadores á mesa. No sábado, os discípulos colhem espigas (Lc 6:1-2). Jesus declara ser Senhor do sábado (Lc 6:5). Na sinagoga, um homem com a mão ressequida (Lc 6:6-10). Jesus cura mesmo sob crítica. Depois Jesus escolhe os doze após passar a noite em oração (Lc 6:12-13). Ministério nasce da intimidade. Ele ensina sobre o caráter do Reino (Lc 6:20-49). Bem-aventuranças, amor aos inimigos, árvore e fruto, casa na rocha. O Reino é transformação interior. Lucas mostra o servo do centurião sendo curado à distância (Lc 7:1-10). Fé de um gentio envergonhando religiosos. Em Naim, Jesus ressuscita o filho da viúva (Lc 7:11-15). O Reino interrompe funerais, porque vem trazendo vida. João Batista envia mensageiros (Lc 7:19-23). Jesus aponta para as obras. O Reino se prova pelos frutos. João não estava incrédulo, mas só precisava ouvir uma ultima palavra de fé antes de partir. Como nós, as vezes precisamos ouvir novamente de Deus os seus planos para nós. Uma mulher pecadora unge Jesus (Lc 7:36-50). Muito perdão, muito amor pois ela reconhece que foi perdoada. A quem muito é perdoado muito ama. Porém, a questão é que toda a humanidade é muito perdoada, mas nem todos reconhecem quão grande salvação nos deu o Senhor. Lucas mostra mulheres sustentando o ministério (Lc 8:1-3). O Reino valoriza quem a cultura ignora. Ao mesmo tempo nos ensina que ministério precisa de financiadores, afinal, Jesus recebia ofertas sim, mas isso não basta pois é aleatório, as vezes tem, as vezes não tem. Para o ministério se manter sempre ativo, precisa de sustento recorrente, ofertantes mensais, ou semanais no caso de Jesus. Como não existe essa cultura no povo brasileiro, logo, qualquer que queira viver do evangelho enfrenta essa realidade, a necessidade de ofertantes recorrentes, e ao mesmo tempo as críticas de quem não entende, e de quem tem o coração voltado mais ao dinheiro do que á obra de Deus. E é importante falarmos sobre isso, pois, você leitor pode ser alguém a quem Deus chamou para o ministério. E muitos, ao encontrarem a barreira financeira, desistem, voltam a pescar como fez Pedro certa vez. Então, esteja pronto para romper essa barreira, seja arrumando ofertantes mensais para sustentar sua vida e seu ministério, afinal, ambos serão a mesma coisa, ou arrumando uma forma de você mesmo sustentar seu ministério, e a melhor forma, que também recebe críticas, porém recebe menos críticas, é vender produtos físicos ou digitais, geralmente bíblias, livros e cursos. O … Ler mais

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