🔥 Quanto mais Jesus se revela, mais claro fica quem realmente crê
📌 À medida que o Evangelho avança, os sinais de Jesus ficam mais intensos, e a divisão entre fé verdadeira e religiosidade cega se torna cada vez mais nítida.
Jesus encontra um homem cego de nascença (Jo 9:1). Não era doença recente. Era condição de sua vida inteira. Os discípulos querem discutir teologia da culpa, uma forma de aliviar sua consciência é imaginar que a pessoa fez algo errado e portanto merece a doença, pois dessa forma, não ficamos com dó nem pena e muito menos peso na consciência… Pois é, somos incríveis em fugir até mesmo das responsabilidades emocionais de caráter.
Ainda bem que Jesus revela propósito. “Nem ele pecou nem seus pais, mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus” (Jo 9:3).
O Reino não vive preso a explicações frias. Ele se manifesta com poder.
Jesus faz lodo, unge os olhos do cego e manda que ele se lave (Jo 9:6-7). O homem obedece e volta vendo. Milagre inegável. Mas, de novo, era sábado (Jo 9:14). Para os fariseus, a cura é menos importante que a regra quebrada.
Religiosidade prefere manter o sistema intacto do que celebrar uma vida restaurada. Em alguns lugares infelizmente, respeitar as regras religiosas farisaicas da denominação é mais importante do que salvar uma vida do inferno.
O ex-cego é interrogado várias vezes (Jo 9:15-34). Ele não tem diploma teológico, mas tem experiência real. “Eu era cego e agora vejo” (Jo 9:25). Testemunho simples, mas irrefutável. Tanto que, os religiosos precisam focar em outra questão.
Enquanto isso, os líderes religiosos, que enxergavam fisicamente, continuam cegos espiritualmente (Jo 9:39-41). O Reino não é sobre quem acha que vê. É para quem reconhece a própria cegueira e se deixa curar.
Jesus então se apresenta como o Bom Pastor (Jo 10:11). Não é líder distante. Dá a vida pelas ovelhas. O Reino não é governado por interesse, mas por amor sacrificial. E acredito que, é isso que falta na igreja hoje. Eu vivi um tempo em que o novo convertido era convidado a ajudar lavando banheiros e pintando paredes e se orgulhava disso dizendo: “Eu estava totalmente perdido, mas olha agora, estou ajudando na obra de Deus, que privilégio”.
Eu sei, não dá para chamar isso de sacrifício, esta mais para um favor, porém nem isso queremos fazer hoje em dia. O temor há muito se esfriou, até nas almas que ‘salvamos’.
Jesus fala da porta das ovelhas (Jo 10:7-9). Só há entrada legítima para a vida verdadeira através dEle. Não existem atalhos espirituais.
O ladrão vem para roubar (você de Deus), matar(espiritualmente) e destruir(eternamente), mas Jesus veio para que tenham vida em abundância (Jo 10:10). Reino de Deus não é sobrevivência espiritual. É vida plena debaixo do cuidado do Pastor.
Ele fala de ovelhas que ouvem sua voz (Jo 10:27). Relacionamento, não religiosidade. Não é apenas saber sobre Deus. É reconhecer a voz do Filho.
Quando declara que Ele e o Pai são um (Jo 10:30), é claro que tentam apedrejá-lo (Jo 10:31). Revelação sempre exige decisão. Não dá para ouvir quem Jesus diz ser e permanecer neutro. Ou você acredita, ou você nega. O problema de negar é que para negar fatos você precisa difamá-los.
Então vem um dos sinais mais fortes de todo o Evangelho. Lázaro está doente (Jo 11:1-3). Jesus não corre imediatamente. Ele espera (Jo 11:6). Para nós parece atraso. Para Deus é cenário de glória. Para nós parece desfeita, aquele momento que você diz que Deus se esqueceu de você. Mas para Jesus é estratégia.
Lázaro morre. Marta e Maria choram. Jesus também chora (Jo 11:35). O Reino não é frio diante da dor humana. Deus não é indiferente ao sofrimento. Ele sente a nossa dor.
Mas diante do túmulo, Jesus ordena que tirem a pedra (Jo 11:39). Mesmo quando o milagre é divino, Deus nos chama a remover obstáculos humanos. Sempre tem algo que é da nossa parte em fazer. Alguns dos mais famosos líderes evangélicos vão insistir que a nossa parte é sempre dar uma oferta. E os ditos mais espirituais vão insisitr que a nossa parte é sempre orar.
Mas tirar a pedra foi algo literal. Realmente havia uma pedra no caminho e foi preciso algumas pessoas para tirá-la. Tirar a pedra não é uma oferta pro Valdomiro ou Edir Macedo, nem pro Silas Malafaia. Tirar a pedra também não é ficar em eterna oração esperando que as coisas aconteçam milagrosamente sem nenhuma ação da sua parte. Tirar a pedra é tirar os obstáculos do caminho para Deus fazer o milagre.
Ele ora e clama: “Lázaro, vem para fora!” (Jo 11:43). E o morto sai. O Reino tem autoridade até sobre a morte. Foi uma palavra de fé. Ele não fala como se Lázaro estivesse morto, mas como se estivesse ali esperando ser chamado.
Esse milagre não gera arrependimento geral. Gera conspiração. A partir dali, os líderes decidem que Jesus precisa morrer, afinal, imagina se Ele ficar ressuscitando cada um dos seus aliados? (Jo 11:53). Quando a luz brilha demais, quem ama as trevas tenta apagá-la.
Maria unge os pés de Jesus com perfume caro (Jo 12:3). Judas critica (Jo 12:4-5). Para quem não entende adoração, tudo parece desperdício. Para quem não entregou totalmente a sua vida a Deus, tudo parece caro. Lembre-se de Judas antes de reclamar da oferta, do dízimo, do valor da revista EBD, do valor de contribuição para o congresso ou festividade, do valor da bíblia de estudo e do valor do curso de teologia no Clube de Pregadores. 🙂 Pois é, não resisti. Aliás, começaremos uma turma nova agora em Março, faça sua inscrição esse mês de Fevereiro, chame aqui mesmo no zap e saiba mais ((11956005068)).
Jesus entra em Jerusalém montado num jumentinho (Jo 12:14-15). Um animal de pessoas comuns, não é um cavalo de guerreiro ou oficial e nem uma mula, animal dos nobres. O Rei chega em humildade, não em ostentação. Ele anda em carro popular, não em carro do ano. Afinal, Ele vive de ofertas (Lc 8:3), não é sensato disperdiçar o dinheiro dos irmãos. E não somente isso, o jumento foi devolvido, ou seja, era emprestado.
Mas mesmo vendo tantos sinais, muitos não creem (Jo 12:37). João explica. Coração endurecido não é falta de evidência. É resistência interior (Jo 12:40).
Jesus declara que veio como luz ao mundo, para que todo aquele que nele crê não permaneça nas trevas (Jo 12:46). O Reino é oferta de luz. Permanecer na escuridão é escolha humana.
Chega a hora da ceia final. Jesus lava os pés dos discípulos (Jo 13:5). O Senhor se ajoelha. No Reino, autoridade se expressa em serviço.
Pedro resiste, mas Jesus diz que, se não for lavado, não tem parte com Ele (Jo 13:8). Não é só exemplo de humildade. É símbolo de purificação espiritual contínua.
Jesus fala do novo mandamento. “Que vos ameis uns aos outros” (Jo 13:34). O Reino não é reconhecido só por poder, mas por amor visível entre os discípulos.
Ele anuncia que Pedro o negaria (Jo 13:38). Nem os mais próximos estão de pé pela própria força. Dependência de Cristo é constante.
Nos capítulos seguintes, Jesus consola os discípulos. Fala da casa do Pai (Jo 14:2-3). Fala que Ele é o caminho, a verdade e a vida (Jo 14:6). O Reino não é sistema. É uma Pessoa. Porque Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas.
Promete o Espírito Santo, o Consolador (Jo 14:16-17). O Reino continuaria operando na vida dos discípulos através da presença do Espírito.
Ele fala da videira verdadeira (Jo 15:1-5). Vida frutífera só é possível em união com Ele. Ativismo religioso sem permanência em Cristo gera esterilidade.
Jesus alerta que o mundo odiaria seus discípulos (Jo 15:18-20). O Reino não busca aprovação do sistema caído.
Ele ora ao Pai pelos discípulos (Jo 17). Não pede para tirá-los do mundo, mas para guardá-los do mal (Jo 17:15). O Reino avança através de gente santificada na verdade (Jo 17:17).
Quem experimenta a luz passa a enxergar (Jo 9:25).
Quem se rende ao Pastor encontra vida abundante (Jo 10:10-11).
Quem crê vê a glória de Deus até diante da morte (Jo 11:40).
Mas quem endurece o coração, mesmo vendo sinais, continua nas trevas (Jo 12:37-40).
O Reino aqui não está só curando corpos. Está revelando quem Jesus é de forma definitiva.
E a pergunta que João nos força a encarar é profunda.
Você já ouviu a voz do Bom Pastor… ou ainda está discutindo religião enquanto a Luz do mundo está diante de você?
Deus abençoe sua vida, família e ministério em nome de Jesus.
Pregador Manassés
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