Comentário do Tema
O espírito humano é o âmago da vida, o cerne mais profundo do ser criado por Deus. É ele que nos capacita a ter comunhão com o Criador, distinguindo-nos das demais criaturas. O espírito é a parte imaterial que, ao ser vivificada pela graça divina, nos torna capazes de adorar, servir e caminhar em santidade. Ele é a fonte da vida espiritual, o lugar onde Deus habita e fala ao nosso interior.
Comentário do texto Áureo
O texto de Zacarias 12.1 revela que Deus é o formador do espírito do homem dentro dele. Zacarias usa a sequência da criação. Primeiro ele fala que Deus é o que estende o céu, revelando para nós que, o céu ao ser criado foi estendido como um lençol. Depois ele fala da fundação da Terra, visto que a bíblia diz: “No princípio, criou Deus os céus e a terra”. E em terceiro lugar, o espírito do homem foi formado, ou seja, embora o Gênesis diga que quando Deus soprou o homem foi feito ‘alma vivente’, Zacarias confirma que nesse momento o espírito do homem também foi formado.
Comentário da verdade prática
Uma vez livre, nossa alma recebe vida espiritual e dirige nosso corpo para adorar e servir ao Criador. O espírito vivificado é o motor da adoração genuína e do serviço fiel. Como disse Jesus: ‘O pai procura os verdadeiros adoradores…. Importa que…. adorem em espírito e em verdade’. É do nosso espírito que provém a verdadeira adoração, e isto, como já estudamos antes, é depois de alimentar a mente com a palavra, para fortalecer a nossa alma, tomar decisões que agradam a Deus, e então andar em espírito.
Comentário da leitura bíblica em classe
Gênesis 2.7 E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.
Este versículo mostra que o homem foi criado com um corpo material, mas recebeu vida espiritual pelo sopro divino. O espírito é o fôlego de Deus, que nos torna seres vivos e capazes de comunhão com Ele. Nós somos almas que tem corpo para viver nessa terra e espírito para se comunicar com Deus nos céus.
Eclesiastes 12.7 e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.
Aqui vemos que, ao morrer, o corpo retorna à terra, mas o espírito volta a Deus. O espírito é eterno, pois foi dado por Deus e a Ele retorna, mostrando que nossa essência espiritual sobrevive à morte física. E não somente isso, mas que a vida pertence a Deus. Só Ele tem poder de dar a vida e tirar. Como Ele diz: Vede agora que eu, eu o sou, e mais nenhum deus há além de mim; eu mato, e eu faço viver; eu firo, e eu saro, e ninguém há que escape da minha mão. Deuteronômio 32:39
Zacarias 12.1 Peso da Palavra do Senhor sobre Israel. Fala o Senhor, o que estende o céu, e que funda a terra, e que forma o espírito do homem dentro dele.
Quando menciona o homem por dentro, parece que o profeta Zacarias esta visualizando a cena, o boneco de barro pronto, deitado ao chão, enquanto o Criador sopra sobre ele e o espírito se forma.
João 4.24 Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.
A adoração verdadeira só é possível quando o espírito humano está alinhado com Deus, pois Ele é Espírito e busca adoradores que O adore em espírito e verdade.
Introdução da introdução
O espírito humano é o âmago da vida, a parte mais profunda do ser criado por Deus. É ele que nos capacita a ter comunhão com o Criador, distinguindo-nos das demais criaturas. O espírito é a fonte da vida espiritual, o lugar onde Deus habita e fala ao nosso interior. Um exemplo clássico é a jumenta de Balaão, a inspiração do burrinho do Shrek. Deus não falou com ela, e nem ela falou com Deus. O Senhor apenas lhe abriu o entendimento e ela falou com Balaão. (Nm 22:28).
Comentário do tópico I – O SOPRO DIVINO: A CONCESSÃO DO ESPÍRITO
O tópico 1 trata do sopro divino como a concessão do espírito ao ser humano. O espírito é o fôlego de Deus, que nos torna seres vivos e capazes de comunhão com Ele. A palavra-chave aqui é “espírito”, que em hebraico é “ruach”, significando sopro, vento ou espírito.
No tópico 1.1 o comentarista da lição diz: “O fôlego da vida. Feito de uma matéria pré-existente, o pó da terra, o corpo humano estava inerte até receber o sopro divino (o fôlego da vida), ato pelo qual Deus deu ao homem o espírito e o tornou alma vivente (Gn 2.7).”
(Gn 2.7) E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.
(Gn 1.3) E disse Deus: Haja luz; e houve luz.
(Gn 1.11) E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nela sobre a terra; e assim foi.
O sopro divino é o ato especial de Deus que nos torna seres espirituais, diferenciando-nos das demais criaturas.
No tópico 1.2 o comentarista da lição diz: “A singularidade do espírito. Alma e espírito são mencionados ao longo do Antigo e do Novo Testamento como componentes imateriais distintos.”
(Zc 12.1) Peso da Palavra do Senhor sobre Israel. Fala o Senhor, o que estende o céu, e que funda a terra, e que forma o espírito do homem dentro dele.
(Ec 12.7) e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.
(Lc 16.22-25) E aconteceu que morreu o mendigo, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado. E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Mas Abraão disse: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; agora, porém, aqui é consolado, e tu atormentado.
(Ap 20.4) E vi tronos, e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas dos decapitados pelo testemunho de Jesus e pela palavra de Deus, e dos que não adoraram a besta nem a sua imagem, nem receberam o sinal na fronte nem nas mãos; e viveram e reinaram com Cristo mil anos.
O espírito é singular, pois é a parte mais profunda do ser humano, criada para relacionamento com Deus.
No tópico 1.3 o comentarista da lição diz: “A tênue divisão. No Novo Testamento, 1 Tessalonicenses 5.23 e Hebreus 4.12 se destacam em relação à distinção entre alma e espírito, pois os mencionam expressamente sem qualquer aparência sinonímica.”
(1 Ts 5.23) E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
(Hb 4.12) Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.
A divisão entre alma e espírito é sutil, mas real, mostrando que o ser humano é tríplice: corpo, alma e espírito.

Comentário do tópico II – ESPÍRITO, PECADO E SANTIFICAÇÃO
O tópico 2 aborda o pecado e a santificação do espírito humano. O pecado pode enraizar-se no espírito, gerando atitudes como soberba e inveja. A palavra-chave aqui é “pecado”, que em grego é “hamartia”, significando erro, falta ou desvio do caminho.
No tópico 2.1 o comentarista da lição diz: “Pecados do espírito. Existem pecados do corpo, como a prostituição, e da alma, como os maus pensamentos. Mas também existem pecados do espírito, como o orgulho, a soberba, a vanglória, a arrogância e a inveja (Pv 16.18; 1 Tm 3.6).”
(Pv 16.18) Antes da ruína vem a soberba, e antes da queda a altivez do espírito.
(1 Tm 3.6) Não seja novato, para que não se ensoberbeça, e caia na condenação do diabo.
(Tg 3.13-16) Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre a sua sabedoria por boa conduta, em obras de mansidão, que procedem da sabedoria. Mas, se tendes amarga inveja e contenda em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. Essa sabedoria não é a que vem do alto, mas é terrena, animal, diabólica. Porque onde há inveja e contenda, aí há confusão e toda obra perversa.
Os pecados do espírito são sutis e causam grandes males, afetando não só o indivíduo, mas também os relacionamentos.
No tópico 2.2 o comentarista da lição diz: “Raízes do pecado. Em 1 Tessalonicenses 5.23, Paulo trata do processo de santificação que deve atingir o ser humano por inteiro. A ordem por ele apresentada — espírito, alma e corpo — não nos parece aleatória. O ato de criação se deu do material para o imaterial (Gn 2.7), mas a Redenção se dá do espiritual para o físico (1 Pe 1.23; Rm.8.23).”
(1 Ts 5.23) E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
(1 Pe 1.23) Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre.
(Rm 8.23) E não só ela, mas também nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos dentro de nós mesmos, aguardando a adoção, a redenção do nosso corpo.
(Mt 15.19) Porque do coração procedem os maus pensamentos, homicídios, adultérios, impurezas, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias.
A santificação começa no espírito, pois é nele que o pecado se enraíza e é dele que a graça de Deus transforma o ser humano.
No tópico 2.3 o comentarista da lição diz: “Vencendo o pecado. A força do pecado arraigado em nosso espírito somente é vencida quando deixamos de confiar em nós mesmos e dependemos inteiramente da graça de Deus e seu poder salvador e santificador (Rm 6.14; Hb 10.10).”
(Rm 6.14) Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça.
(Hb 10.10) Pela qual vontade somos santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo feita uma vez.
(Rm 8.2) Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte.
(Rm 8.3,4) Porque o que era impossível à lei, visto que estava fraca pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, e por causa do pecado, condenou o pecado na carne; para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o espírito.
(Fp 2.3-8) Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, subsistindo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus; antes, esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.
A vitória sobre o pecado só é possível pela dependência da graça de Deus, que transforma o espírito e nos capacita a viver em santidade.
Comentário do tópico III – REGENERAÇÃO E ADORAÇÃO
O tópico 3 trata da regeneração e da adoração. A regeneração espiritual é essencial para uma adoração autêntica, que nasce de um espírito quebrantado e alinhado com a verdade bíblica. A palavra-chave aqui é “regeneração”, que em grego é “paliggenesia”, significando novo nascimento ou renascimento.

No tópico 3.1 o comentarista da lição diz: “O Novo Nascimento. A vitória sobre o pecado começa necessariamente com a experiência espiritual do Novo Nascimento, ato divino operado em nosso interior que nos outorga um espírito regenerado (Jo 3.5-8; Ef 2.1-6).”
(Jo 3.5-8) Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de te dizer: Necessário vos é nascer de novo. O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.
(Ef 2.1-6) E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência; entre os quais todos nós também andamos noutro tempo, na concupiscência dos nossos desejos, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como também os outros. Mas Deus, sendo rico em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus.
A regeneração é o ato divino que nos dá um novo espírito, capacitando-nos para a vida eterna e a adoração verdadeira.
No tópico 3.2 o comentarista da lição diz: “Em espírito e em verdade. A compreensão da imprescindível obra do novo nascimento operada em nosso interior é fundamental também para uma vida correta de adoração.”
(Jo 4.24) Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.
(Jo 7.38) Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre.
A adoração verdadeira só é possível quando o espírito está regenerado e alinhado com a verdade bíblica.
No tópico 3.3 o comentarista da lição diz: “Um espírito quebrantado. O Pentecostalismo Clássico sempre foi despido de crenças e práticas alheias às Escrituras, buscando sempre refletir o autêntico cristianismo bíblico.”
(Sl 51.17) Os sacrifícios de Deus são o espírito quebrantado; coração contrito e humilhado, ó Deus, não desprezarás.
(2 Co 11.3) Mas receio que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo.
Um espírito quebrantado é essencial para uma adoração pura e autêntica, que nasce da simplicidade e da humildade diante de Deus.
Conclusão da conclusão
O espírito humano é o âmago da vida, o centro onde Deus habita e fala ao nosso interior. É ele que nos capacita a ter comunhão com o Criador, distinguindo-nos das demais criaturas.

