EBD Lição 8 – 19/02/2017 – A BONDADE QUE CONFERE VIDA

A paz do Senhor Jesus amados, nova semana, novo estudo subsídio para a escola dominical. Estudaremos a lição 8 A Bondade que Confere Vida e a nossa comentarista é a queridíssima irmã Silvania Soares, que trabalha comigo na Equipe do Clube de Pregadores, que aliás esta com inscrições abertas. A irmã Silvania é professora da EBD de Senhoras e tem muita experiência com as lições da CPAD. (Casa Publicadora das Assembleias de Deus).

Lembrando que você pode deixar seu comentário no final, e também fazer o download desse subsídio EBD para apoiar suas aulas. Outro detalhe é que durante o estudo e subsídio EBD temos alguns links que apontam para estudos bíblicos e mensagens relacionados com a lição, isso é bom pra quem gosta de se aprofundar.

EBD Lição 8 – 19/02/2017 – A BONDADE QUE CONFERE VIDA

A bondade que Confere Vida - Capa EBD Pregador Manasses

A bondade que Confere Vida – Subisídio Escola Dominical

  • Lição 8 – 19/02/2017
  • A BONDADE QUE CONFERE VIDA
  • TEXTO Áureo (1 Jo 3:15)
  •  Verdade prática: A vida é um dom de Deus e ninguém tem o direito de tirá-la a não ser o próprio Deus.

Introdução

Você já teve o coração transformado e regenerado pelo Senhor Jesus? Então, não há mais espaço, em sua vida, para sentimentos e desejos que faziam parte da sua velha natureza. Na lição de hoje, veremos que os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, falso testemunho e blasfêmias procedem do interior do homem,  ou seja, da velha natureza adâmica (Mt 15.18,19).

 “Mas o que sai da boca procede do coração, e isso contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.”

O que a pessoa pensa no seu coração, isto é o que ela é.Mas como é que os pensamentos nascem no coração, a fonte de toda reflexão? Por meio da visão, da audição e dos demais sentidos. A matéria prima de nossas ações é o que recebemos na mente e permitimos que chegue ao coração. Davi expressou tal verdade desta maneira: Escondi a tua palavra no teu coração, para eu não pecar contra ti(Sl 119:11).

I – BONDADE: O FIRME COMPROMISSO PARA O BENEFÍCIO DOS OUTROS

1 – A bondade como fruto do Espírito Podemos afirmar que a bondade e a benignidade são frutos gêmeos. A palavra grega para bondade é agathosüne, e esta palavra pode ser aplicada  em relação a  Deus como um ser perfeito e completo (Mc 10.18), e em relação à benevolência de alguém  (Mt 12.35; At 11.24; 1 Pe 2.18). Como um dos aspectos do fruto do Espírito, podemos dizer que a bondade é uma qualidade nobre, gerada por Deus, nos corações daqueles que experimentaram o novo nascimento (Jo 3.3). Quem já experimentou a regeneração, em Jesus Cristo, é nova criatura e naturalmente inclinado a fazer o bem (2 Co 5.17).

  • O homem bom tira boas coisas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más. Mateus 12:35
  • Porque era homem de bem e cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor. Atos 11:24
  • Vós, servos, sujeitai-vos com todo o temor aos senhores, não somente aos bons e humanos, mas também aos maus. 1 Pedro 2:18
  • E Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom senão um, que é Deus. Marcos 10:18
  • Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. João 3:3
  • Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. 2 Coríntios 5:17

“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. ”

Em cristo. Paulo apresenta os resultados da morte de Cristo a favor dos Cristãos e da morte dos cristãos em Jesus (v 14). Pelo fato de estarem unidos com Cristo em sua morte e ressureição, os cristãos participam da nova criação, e recebem os benefícios de serem restaurados por Cristo à condição que Deus estabelecera em seu plano original (Gn1:26; 1Co 15:45-49).

Tudo se fez novo. A vida do cristão deve mudar porque ele está sendo transformado à semelhança de Cristo (2 Co 3:18). Em vez de viver para si próprio, a nova criatura agora vive para Cristo (v 15). Em vez de avaliar os outros com base nos padrões deste mundo, o cristão enxerga esse mundo com os olhos da fé (v 16).

2 – A bondade de Deus. A bondade de Deus é singular. Ele é bom para todos os homens, independentemente da condição destes (Sl 145.9). A bondade do Pai pode ser revelada na sua provisão, pois Ele faz com que o sol e a chuva se levante sobre os justos e injustos (Mt 5.45). Contudo, a maior prova da bondade de Deus está no fato de Ele ter enviado seu Filho unigênito para morrer por nós, homens pecadores e maus por natureza (Jo 3.16; Rm 5.8). Em geral costumamos agir bondosamente somente com aqueles que nos tratam com benevolência, mas o Criador é bom para com todos; e, como filhos seus, precisamos seguir o seu exemplo.

”Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. ” (Rm 5:8)

O amor de Deus é verdadeiramente notável. É possível que alguém se encoraje a morrer por um justo (gr. dikaíõs), ou seja, por um homem íntegro e honesto, um cidadão respeitável e bom, uma pessoa útil ou benevolente (gr agathós). Porém Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores (gr.hamartõles). Essa é uma demonstração clara do amor de Deus. Ele nos recebe do jeito que estamos e, a partir daí, começa a fazer algo novo e belo.

3 – Um homem bondoso e uma mulher bondosa. Na Bíblia, encontramos vívidos exemplos de homens bondosos, e Jó é um desses homens. Ele não era somente justo e paciente, mas também bondoso para com os outros (Jó 29.15-17; 31.32) e para com seus filhos, oferecendo a Deus holocaustos por eles (Jó 1.5). Dorcas era uma discípula que usava do ofício de costureira para abençoar os pobres (At 9.36,39). O texto bíblico afirma que “ela estava cheia de boas obras e esmolas” (At 9.36). Suas ações em favor dos necessitados demonstravam a sua bondade e o seu amor e devoção a Deus. Quem ama ao Senhor ama também o próximo, mas esse amor precisa ser manifesto em ações. Não basta dizer que amamos; é preciso mostrar esse amor por meio de ações. O que você tem feito para demonstrar a sua bondade pelo próximo?

A bondade de Deus implica que ele é o parâmetro definitivo do que é bom, e que tudo o que Deus é e faz é digno de aprovação. Nessa definição, vemos uma situação semelhante à que encontramos na definição de Deus como o Deus verdadeiro.

Aqui “bom” pode ser interpretado como “digno de aprovação”, mas ainda falta responder à seguinte pergunta: aprovação de quem? Em certo sentido podemos dizer que qualquer coisa que seja verdadeiramente boa deve ser digna da nossa aprovação. Mas num sentido mais absoluto, não somos livres para decidir por conta própria o que é digno de aprovação e o que não é. Em última análise, portanto, o ser e os atos de Deus são perfeitamente dignos da sua própria aprovação. Jesus afirma isso ao dizer: Ninguém é bom, senão um, que é Deus” (Lc 18:19).

II – HOMICÍDIO, A DESTRUIÇÃO DO PRÓXIMO

1 – Não matarás. Em Êxodo 20.13, temos uma ordem de Deus em favor da preservação da vida. A ordenança divina é bem clara, de forma que até uma criança pode compreender: “Não matarás” (Êx 20.13; Dt 5.17). Encontramos, em todo o Pentateuco, várias advertências a respeito da violência contra a vida. Deus é bom. Por isso, Ele estabeleceu leis para os homicídios dolosos, ou seja, quando uma pessoa mata a outra intencionalmente (Dt 27.24,25) e culposos, quando não há intenção de matar (Dt 19.4-6). O Senhor Jesus, nosso maior exemplo de bondade e amor, reforçou a legislação divina ao ensinar que podemos atentar contra a vida do nosso próximo até mesmo por palavras (Mt 5.21, 22). O apóstolo João também deixa claro que quem aborrece o seu irmão é homicida (1 Jo 3.15). Que venhamos a amar o próximo, cuidar dele e preservar a sua vida, pois esta é a vontade de Deus para nós.

“Qualquer que aborrece a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem permanente nele a vida eterna.”(1Jo 3:15). Nenhum homicida tem permanente nela a vida eterna. Quem não ama seu irmão em cristo não está vivendo na luz, mas na escuridão (1Jo 2:11); não vive na vida, mas na morte (1Jo 3:4); o que faz não é de Deus, mas do Diabo (1Jo 3:8). A vida eterna não é permanente nesses cristãos no sentido de que não é um fator dominante em sua vida.

2 – Aborto, a morte de um inocente indefeso. Quando falamos em homicídio, estamos também nos referindo ao aborto. Este ato perverso está inserido no sexto mandamento, pois é um atentado contra a vida de um indefeso, além de ser um ato contra Deus, que é o doador da vida (Is 45.12; Mt 10.28). O aborto, segundo o Código Penal Brasileiro, é também um crime. Embora faça parte do Código Penal, alguns, erroneamente, acreditam que o aborto deve ser uma escolha da mulher. Mas o Criador não permite que nós, seres criados, venhamos a decidir quem deve ou não viver. Deus nos criou, nos conhece e nos ama desde quando nosso corpo ainda estava sendo formado no ventre de nossa mãe (Sl 139.16).

“O aborto. Essa palavra vem do latim abortum, do verbo abortare, que significa “morrer, perecer, desaparecer o horizonte”. No Brasil, cresce o número de pessoas que, por motivos banais, aderem a esta prática tão egoísta.

O embrião, ou feto, não é sub-humano; é uma pessoa em formação, em potencial. Da primeira a oitava semana (2 meses), completa-se a formação de todos os órgãos, apresentando, inclusive, as impressões digitais. Aos três meses no útero, o bebê já está formado, esperando crescer e sair à luz.

Mesmo como ovo, ou feto, desde a concepção, cremos que o bebê não só tem vida, mas tem alma, e o espirito dentro dele. Diz o profeta: “Peso da palavra do senhor sobre Israel. Fala o senhor, o que estende o céu e que funda a terra, e que forma o Espírito do homem dentro dele” (Zc 12:1). O homem neste texto não é um ser humano adulto, mas um ser criado, com todas as características genéticas, sem dúvida.

Assim. Deus dá o espirito (e a alma)a um amontoado de células ou uma coisa, como entendem os materialistas, mas Ele o dá a um ser gerado, com potencialidades para nascer. Uma pessoa não é só aquele indivíduo consciente, e capaz de sobreviver por si. Neste caso, como ficaria uma pessoa que precisa de aparelhos para suportar uma doença prolongada? Não queria uma pessoa? Claro que sim. Uma pessoa é  um ser que não é irracional, como um animal, uma pedra, uma planta, etc.

Os defensores do aborto alegam que a mulher tem o direito sobre seu corpo, e não tem obrigação de sustentar uma vida, que não é uma pessoa. É argumento falacioso, de quem não tem a visão ética do significado de um ser humano, desejado ou não”

3 – O primeiro homicídio. Logo no primeiro livro da Bíblia, Gênesis, encontramos o triste relato do primeiro homicídio depois da Queda (Gn 4.8-11). Caim matou seu irmão porque deixou seu coração ser dominado pela inveja e o ciúme. O texto bíblico diz que o próprio Deus amaldiçoou Caim numa forma de punição pelo seu ato (Gn 4.15). Homem algum pode zombar de Deus, porque todo o pecado tem a sua recompensa (Gl 6.7)

”Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. ” A lei natural diz que colhemos o que plantamos, e isso também é verdadeiro para asa outras áreas. Toda ação tem uma consequência. Se plantar para satisfazer seus próprios desejos, terá uma colheita de tristezas e pecados, se plantar para agradar a Deus colherá alegria de vida eterna.

III – SEJAMOS BONDOSOS E MISERICORDIOSOS

1 – Servindo ao outro com amor. Jesus deve ser o nosso exemplo de serviço e amor. Ele declarou que não veio ao mundo para ser servido, mas para servir e dar a sua vida por nós (Mt 20.28). Vivemos em um mundo egoísta, onde as pessoas só querem ser servidas. Por isso, precisamos, como sal e luz desse mundo, mostrar-lhes o nosso serviço e compaixão (Mt 5.13,14). Paulo exortou os crentes da Galácia para que levassem as cargas uns dos outros (Gl 6.2). Para realizamos tal ato precisamos amar, pois levar a carga do outro  significa ajudar o irmão que está enfermo, enfrentando tribulação ou enfrentando necessidade financeira. Você tem ajudado seus irmãos a carregarem suas cargas ou você tem ainda acrescentado mais peso a elas?

“Levai as cargas uns dos outros e assim cumprireis a lei de Cristo.” (Gl 6:2) É provável que a lei de cristo mencionada aqui seja a suma da lei: Amaras o teu próximo (Gl 5:14; Mt 22:39; Jo 13:34,35). O termo cumprireis sugere que optar por levar os fardos (Gl 6:2,NVI) de outro cristão (ou restaurar outro cristão de um pecado grave, Gl 6:1) é exatamente o que cristo espera de todos os cristãos. A palavra grega usada para fardos refere-se a algo que vai além da capacidade normal de carregar, em oposição a uma carga (Gl 6:5), que é o que se espera que uma pessoa possa carregar.

2 – Ajudando o ferido. Vivemos dias difíceis, nos quais o egoísmo tem imperado em nossa sociedade (2 Tm 3.1).Precisamos demonstrar ao mundo o amor de Deus mediante as nossas ações enquanto ainda temos tempo, pois sabemos que, em breve, Jesus virá. Que não venhamos a agir como o sacerdote e o levita da parábola do Bom Samaritano, mas que sejamos como aquele que acolhe e ajuda ao ferido (Lc 10.25-37).

3 – Ajudando os irmãos. Paulo ensinou aos gálatas a fazerem o bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé (Gl 6.10). Quantos irmãos, em nossas igrejas, estão carecendo de uma ajuda financeira, de uma oração ou de uma palavra de consolo. Mas, às vezes, nos tornamos indiferentes à dor do outro e nos esquecemos de ajudar aqueles que estão perto de nós. Não espere que seu irmão peça a sua ajuda se você sabe que ele está enfrentando alguma dificuldade e pode ajudá-lo,  ajude-o. Também não espere receber recompensa: faça por amor e bondade. A recompensa virá do Senhor quando então recebemos os nossos galardões (Mt 10.41,42).

“Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado. ” (Tiago 4:17) Tiago resume o que já foi dito a cada leitor de sua epístola: É pecado duvidar se uma ação é correta e, não obstante, ir em frente e realizá-la; também é pecado saber o que é certo e, mesmo assim, não o fazer (Rm 14:23). Essa é uma séria advertência contra pecados de omissão (veja em Lc 16:19-31 uma condenação disso).

CONCLUSÃO

Que possamos demonstrar ao mundo e aos nossos irmãos a bondade de Deus que um dia foi derramada em nossos corações.Que jamais venhamos aceitar qualquer forma de homicídio, pois somos novas criaturas e sabemos que Deus abomina tal prática.

Fontes pesquisadas:
Bíblia de estudo Aplicação Pessoal
Bíblia de estudo Thompson
O novo comentário bíblico NT
O novo comentário bíblico AT
Teologia Sistemática – Wayne Grudem
(Lima, Elinaldo Renovato de. Ética cristã. CPAD,2002, pp.46,47).
Autora: Silvania Soares

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Pregador Manasses

Sou apaixonado pelo Senhor Jesus e a sua palavra, compartilho nesse blog daquilo que o Senhor me tem dado, por isso trago pregações para jovens, estudos bíblicos e dou algumas dicas pra ajudar os irmãos a como pregar a palavra de Deus. Seja Bem vindo!

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