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COMENTÁRIO DA LIÇÃO 7 – A OBRA DO FILHO – Subsídio EBD

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COMENTÁRIO DO TEMA

A obra do Filho não pode ser compreendida isoladamente. Ela se desdobra em três movimentos profundos: humilhação voluntária, sacrifício redentor e exaltação gloriosa. Este tema nos leva ao coração do evangelho. Aqui vemos o Deus eterno que se despoja, o Servo que morre e o Rei que reina. Cada etapa revela dimensões diferentes do amor divino e da justiça perfeita. A humilhação mostra sua obediência, o sacrifício demonstra sua misericórdia, e a exaltação comprova sua vitória. Compreender a obra do Filho é entender que nossa salvação não vem de nós, mas do plano perfeito executado por Cristo desde a eternidade.

COMENTÁRIO DO TEXTO AUREO

(Filipenses 2:9) Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome.

Paulo nos apresenta a consequência gloriosa da obediência de Cristo. O verbo grego hyperypsōsen (exaltou soberanamente) é um superlativo que significa elevar ao mais alto grau possível. Deus Pai não apenas honrou o Filho, mas o colocou acima de toda autoridade, poder e domínio. Esta exaltação não foi conquista humana, mas reconhecimento divino. O nome que Cristo recebeu carrega autoridade absoluta sobre todo universo, visível e invisível. Este versículo nos ensina que a glória sempre segue a obediência. Cristo desceu para subir, morreu para viver, serviu para reinar.

COMENTÁRIO DA VERDADE PRATICA

A humilhação de Cristo nos ensina humildade; seu sacrifício nos traz redenção; sua exaltação nos garante esperança. Vivamos em gratidão, obediência e expectativa do retorno triunfal de nosso Senhor.

COMENTÁRIO DA LEITURA BIBLICA EM CLASSE

(Filipenses 2:5) De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus.

Paulo introduz o grande hino cristológico com um imperativo pastoral. O termo grego phroneō significa não apenas pensar, mas ter a mesma disposição mental, atitude e caráter. Não se trata de imitar externamente, mas de absorver internamente a mente de Cristo. Esta transformação vem pela obra do Espírito Santo em nós.

(Romanos 12:2) E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.

(Filipenses 2:6) Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus.

A palavra “forma” (morphē) indica natureza essencial, não aparência externa. Cristo possui eternamente a natureza divina plena. Ele não considerou essa igualdade como algo a ser explorado egoisticamente para vantagem própria. Aqui está o contraste radical com Adão, que desejou ser como Deus. Cristo, sendo Deus, renunciou aos privilégios da glória visível.

(Filipenses 2:7) Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens.

O verbo ekenōsen (esvaziou-se) gerou debates teológicos profundos. Cristo não abandonou sua divindade, mas voluntariamente deixou de exercer certos privilégios divinos. Ele tomou a “forma” (morphē) de servo – novamente, não aparência, mas natureza real. Tornou-se genuinamente humano, sem deixar de ser plenamente divino. Esta é a união hipostática: duas naturezas em uma pessoa.

(Filipenses 2:8) E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte e morte de cruz.

A humilhação vai além da encarnação. Cristo desceu ao nível mais baixo possível: a morte vergonhosa da cruz. A crucificação era considerada a forma mais humilhante de execução, reservada para escravos e criminosos. Para os judeus, era maldição.

(Deuteronômio 21:23) O seu cadáver não permanecerá no madeiro, mas certamente o enterrarás no mesmo dia; porquanto o pendurado é maldito de Deus; assim não contaminarás a tua terra, que o Senhor teu Deus te da em herança.

(Filipenses 2:9-11) Pelo que também Deus o exaltou soberanamente… para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho… e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor.

A exaltação é proporcional a humilhação. Deus respondeu a obediência do Filho com glorificação suprema. Todo joelho se dobrará – nos céus (anjos e santos), na terra (vivos) e debaixo da terra (mortos e demônios). Esta confissão universal acontecerá para glória de Deus Pai, mostrando que a obra do Filho sempre visa glorificar o Pai.

(Hebreus 9:24-28) Os versículos de Hebreus complementam Filipenses, mostrando que a obra de Cristo não foi ritual vazio, mas realidade eficaz. Ele não entrou em santuário terreno, mas no próprio céu. Não ofereceu sangue de animais repetidamente, mas seu próprio sangue uma única vez. Seu sacrifício foi definitivo, perfeito e eterno. E como voltará? Sem pecado, para salvação dos que o esperam.

INTRODUÇÃO DA INTRODUÇÃO

No tópico introdutório, o comentarista da lição diz que “a obra do Filho é completa, suficiente e gloriosa”. Esta afirmação resume toda a cristologia bíblica. Não podemos separar a pessoa de Cristo de sua obra. Quem Ele é determina o que Ele faz. Por ser Deus eterno, sua obra tem valor infinito. Por ser homem perfeito, pode representar a humanidade. Por ser obediente até a morte, cumpriu toda justiça. Por ser ressurreto e exaltado, garante nossa vitória. Esta introdução nos prepara para compreender que a salvação não depende de nossos esforços, mas da obra consumada de Cristo.

COMENTÁRIO DO TOPICO 1 – A HUMILHAÇÃO VOLUNTÁRIA DO FILHO

Palavra-chave: KENŌSIS (κένωσις)

A palavra grega kenōsis vem do verbo kenoō, que significa “esvaziar”, “tornar vazio”, “despojar”. Este termo técnico teológico descreve o ato pelo qual Cristo voluntariamente renunciou ao exercício independente de seus atributos divinos durante sua encarnação. Não significa que Ele deixou de ser Deus ou perdeu seus atributos divinos. Significa que Ele escolheu não usá-los para seu próprio benefício, submetendo-se completamente a vontade do Pai e as limitações da humanidade. Este esvaziamento foi ato supremo de amor e obediência.

COMENTÁRIO DO TOPICO 1.1 – A Submissão de Cristo

No tópico 1.1, o comentarista da lição diz: “Imitar a mente de Cristo significa renunciar ao egoísmo, buscar o bem do próximo e viver para a glória de Deus”. Esta exortação pastoral de Paulo aos filipenses tem fundamento cristológico profundo. Cristo é o modelo perfeito de submissão. Mas submissão a quem e por quê?

Existem 4 dimensões da submissão de Cristo que precisamos compreender:

Primeira dimensão: Submissão eterna ao Pai na Trindade. Antes da encarnação, o Filho sempre viveu em perfeita harmonia com o Pai. A submissão não começou em Belem, mas é característica eterna do relacionamento trinitario.

(João 5:19) E Jesus respondeu, e disse-lhes: Na verdade, na verdade vos digo que o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma, se o não vir fazer o Pai; porque tudo quanto ele faz, o Filho o faz igualmente.

Segunda dimensão: Submissão encarnacional. Ao assumir a natureza humana, Cristo se colocou sob a lei que Ele mesmo criou. Nasceu de mulher, nasceu sob a lei.

(Galatas 4:4) Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei.

Terceira dimensão: Submissão ministerial. Durante todo seu ministério, Jesus buscava fazer não sua vontade, mas a vontade do Pai. Cada milagre, cada palavra, cada ação era dirigida pelo Pai.

(João 6:38) Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.

Quarta dimensão: Submissão sacrificial. No Getsêmani, vemos o clímax da submissão. Mesmo diante do horror da cruz, Cristo escolheu obedecer.

(Lucas 22:42) Dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua.

COMENTÁRIO DO TOPICO 1.2 – O Esvaziamento de Sua Glória

No tópico 1.2, o comentarista da lição diz: “Jesus preferiu privar-se de seus direitos – não da sua divindade”. Esta distinção teológica é absolutamente essencial. Muitos hereges ao longo da história erraram exatamente neste ponto, ensinando que Cristo deixou de ser Deus na encarnação. Precisamos entender com clareza o que Cristo esvaziou e o que Ele manteve.

O que Cristo esvaziou:

Primeiro: A glória visível que possuía com o Pai. Antes da encarnação, Cristo compartilhava da glória visível do Pai. Isaías viu esta glória e João identifica que era Cristo quem Isaías viu.

(João 12:41) Isaías disse isto quando viu a sua glória e falou dele.

Segundo: O exercício independente da onipresença. Como homem, Cristo estava limitado espacialmente. Não podia estar em Jerusalém e Galileia simultaneamente em seu corpo humano.

(Marcos 1:38) E ele lhes disse: Vamos as aldeias vizinhas, para que eu ali também pregue; porque para isso vim.

Terceiro: O exercício independente da onisciência. Jesus crescia em sabedoria, aprendia, e declarou não saber certas coisas.

(Marcos 13:32) Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai.

Quarto: O uso independente da onipotência. Jesus operava milagres não por sua própria autoridade independente, mas pelo poder do Espírito e em obediência ao Pai.

(Atos 10:38) Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele.

COMENTÁRIO DO TOPICO 1.3 – Obediência Sacrificial até a Cruz

No tópico 1.3, o comentarista da lição diz: “A nossa salvação é resultado dessa obediência, e não de nossos méritos”. Esta verdade destrói completamente qualquer confiança em obras humanas para salvação. A teologia da obediência ativa e passiva de Cristo é fundamental para compreender a obra redentora.

Existem 3 aspectos da obediência de Cristo que garantem nossa salvação:

Primeiro aspecto: Obediência ativa. Durante toda sua vida, Cristo obedeceu perfeitamente a lei de Deus em nosso lugar. Ele cumpriu toda justiça que nós falhamos em cumprir. Esta obediência ativa é creditada a nós pela fé.

(Romanos 5:19) Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos.

Segundo aspecto: Obediência passiva. Cristo suportou o castigo que nossos pecados mereciam. Ele sofreu a ira de Deus em nosso lugar. Esta obediência passiva pagou nossa dívida.

(Isaias 53:5) Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.

Terceiro aspecto: Obediência até o fim. Jesus não desistiu no meio do caminho. Ele perseverou até dizer “está consumado”. Sua obediência foi completa do começo ao fim.

(João 19:30) E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Esta consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.

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COMENTÁRIO DO TOPICO 2 – A OBRA REDENTORA DO FILHO

Palavra-chave: HILASMOS (ἱλασμός)

O termo grego hilasmos significa “propiciação”, “expiação”, “sacrifício que remove a ira”. No contexto bíblico, refere-se ao sacrifício que satisfaz a justiça de Deus e remove sua ira contra o pecado. Cristo é nossa propiciação – Ele absorveu a ira de Deus que nossos pecados mereciam, satisfazendo completamente as exigências da lei divina. Este conceito é central para compreender como a morte de Cristo nos salva. Não foi apenas exemplo ou influência moral, mas substituição penal eficaz.

COMENTÁRIO DO TOPICO 2.1 – A Ineficácia do Sacerdócio Levítico

No tópico 2.1, o comentarista da lição diz: “Por ser imperfeito, o sacerdócio levítico foi substituído por um superior, o sacerdócio de Cristo”. O autor de Hebreus desenvolve este argumento extensamente para mostrar que o sistema antigo apontava para Cristo, mas não podia salvar permanentemente.

Existem 5 limitações do sacerdócio levítico que demonstram sua ineficácia:

Primeira limitação: Sacerdotes mortais. Os sacerdotes levíticos morriam e precisavam ser substituídos constantemente. Não havia continuidade permanente.

(Hebreus 7:23) E, na verdade, aqueles foram feitos sacerdotes em grande número, porque pela morte foram impedidos de permanecer.

Segunda limitação: Sacerdotes pecadores. Os sacerdotes precisavam oferecer sacrifícios por seus próprios pecados antes de oferecer pelos pecados do povo. Como pode um pecador purificar outro pecador?

(Hebreus 5:3) E por esta causa deve ele, tanto pelo povo, como também por si mesmo, fazer oferta pelos pecados.

Terceira limitação: Sacrifícios repetitivos. Os mesmos sacrifícios eram oferecidos dia após dia, ano após ano, provando que não removiam efetivamente o pecado.

(Hebreus 10:1) Porque tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam.

Quarta limitação: Sangue de animais. O sangue de touros e bodes não tem valor suficiente para pagar pecados humanos. Era apenas símbolo apontando para o verdadeiro sacrifício.

(Hebreus 10:4) Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados.

Quinta limitação: Santuário terreno. O tabernáculo e o templo eram cópias imperfeitas do verdadeiro santuário celestial. A obra realizada ali era provisória e simbólica.

(Hebreus 9:23) De sorte que era bem necessário que as figuras das coisas que estão no céu assim se purificassem; mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios melhores do que estes.

COMENTÁRIO DO TOPICO 2.2 – O Sacrifício Único e Suficiente

No tópico 2.2, o comentarista da lição diz: “A salvação não é por causa dos méritos ou rituais, mas ela é plena e gratuita, alcançada pela fé na obra consumada de Jesus”. Esta verdade libertadora transforma completamente nossa compreensão da salvação. Não precisamos adicionar nada ao que Cristo fez.

Existem 4 características que tornam o sacrifício de Cristo único e suficiente:

Primeira característica: Oferecido uma vez para sempre. O termo grego ephapax (uma vez por todas) enfatiza a finalidade absoluta do sacrifício de Cristo. Não precisa nem pode ser repetido.

(Hebreus 9:28) Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação.

Segunda característica: Sangue precioso. Diferente do sangue de animais, o sangue de Cristo tem valor infinito por ser sangue de Deus encarnado.

(1 Pedro 1:19) Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado.

Terceira característica: Purificação completa. O sacrifício de Cristo não apenas cobre pecados temporariamente, mas os remove permanentemente.

(Hebreus 10:14) Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados.

Quarta característica: Acesso ao Santo dos Santos. Pelo sacrifício de Cristo, o véu foi rasgado e temos entrada direta na presença de Deus.

(Hebreus 10:19-20) Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne.

COMENTÁRIO DO TOPICO 2.3 – A Substituição Vicária

No tópico 2.3, o comentarista da lição diz: “Cristo assumiu sobre si a penalidade que nos era destinada”. Este conceito de substituição penal é o coração do evangelho. Cristo não morreu apenas como mártir ou exemplo, mas como substituto que tomou nosso lugar sob o julgamento de Deus.

Existem 3 fundamentos teológicos da substituição vicária:

Primeiro fundamento: A justiça de Deus exige punição. Deus é justo e não pode simplesmente ignorar o pecado. Sua santidade demanda que o pecado seja punido.

(Romanos 6:23) Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.

Segundo fundamento: Cristo tomou nosso lugar. Ele se colocou sob a maldição da lei em nosso lugar, sofrendo a morte que merecíamos.

(Galatas 3:13) Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque esta escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro.

Terceiro fundamento: Satisfação da ira divina. A morte de Cristo satisfez completamente a ira de Deus contra nossos pecados. Deus não tem mais razão para nos condenar.

(1 João 2:2) E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.

COMENTÁRIO DO TOPICO 3 – A EXALTAÇÃO GLORIOSA DO FILHO

Palavra-chave: HYPERYPSŌSEN (ὑπερύψωσεν)

O verbo grego hyperypsōsen é forma intensiva de hypsoō (exaltar), com o prefixo hyper (super, acima) adicionado. Significa “exaltar ao mais alto grau”, “elevar supremamente”, “colocar na posição mais elevada possível”. Paulo usa este termo único no Novo Testamento para descrever a ação de Deus Pai exaltando o Filho após sua humilhação. Esta exaltação não é apenas retorno ao estado anterior, mas glorificação que inclui a humanidade de Cristo. O Filho agora reina como Deus-homem glorificado.

COMENTÁRIO DO TOPICO 3.1 – Recebido a Destra do Pai

No tópico 3.1, o comentarista da lição diz: “Cristo não apenas venceu a morte, mas foi exaltado a posição suprema no Universo”. A posição a destra de Deus é símbolo de autoridade máxima, honra suprema e poder absoluto. Esta verdade tem implicações profundas para nossa fé e esperança.

Existem 4 significados teológicos de Cristo estar a destra do Pai:

Primeiro significado: Obra redentora completa. Sentar-se indica trabalho terminado. Os sacerdotes levíticos nunca se sentavam porque o trabalho nunca acabava. Cristo se assentou porque tudo foi consumado.

(Hebreus 10:12) Mas este, havendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados, esta assentado a destra de Deus.

Segundo significado: Autoridade governamental. Cristo governa o universo da posição de suprema autoridade. Toda autoridade no céu e na terra lhe foi dada.

(Mateus 28:18) E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: E-me dado todo o poder no céu e na terra.

Terceiro significado: Intercessão contínua. Cristo não está inativo no céu. Ele intercede continuamente por nós diante do Pai.

(Romanos 8:34) Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual esta a direita de Deus, e também intercede por nós.

Quarto significado: Garantia da nossa glorificação. Cristo é as primícias dos que dormem. Sua ressurreição e exaltação garantem a nossa. Onde Ele está, nós estaremos.

(Efesios 2:6) E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus.

COMENTÁRIO DO TOPICO 3.2 – Um Nome Acima de Todo Nome

No tópico 3.2, o comentarista da lição diz: “O nome de Jesus não é apenas um símbolo de fé, mas uma fonte real de autoridade espiritual”. Na cultura bíblica, o nome representa a pessoa completa – seu caráter, autoridade e poder. Quando Deus deu a Jesus um nome sobre todo nome, conferiu autoridade absoluta e universal.

Existem 3 aspectos do nome de Jesus que precisamos compreender:

Primeiro aspecto: Nome que revela identidade. O nome “Jesus” (Yeshua em hebraico) significa “Javé salva” ou “o Senhor é salvação”. Este nome não foi escolhido aleatoriamente, mas revelado por Deus para identificar a missão do Filho.

(Mateus 1:21) E dará a luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.

Segundo aspecto: Nome que carrega autoridade. No nome de Jesus, demônios são expulsos, doentes são curados, pecados são perdoados. Este nome tem poder efetivo, não mágico.

(Atos 3:6) E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.

Terceiro aspecto: Nome para invocar salvação. A salvação vem através da invocação do nome de Jesus com fé genuína. Não há outro nome dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos.

(Atos 4:12) E em nenhum outro ha salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome ha, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.

COMENTÁRIO DO TOPICO 3.3 – Soberania Universal e Retorno Triunfal

No tópico 3.3, o comentarista da lição diz: “Ele voltará, triunfante, para buscar a sua Igreja e reinar eternamente”. Esta esperança escatológica não é fuga da realidade, mas certeza fundamentada na ressurreição e exaltação de Cristo. Aquele que subiu voltará da mesma maneira.

Existem 4 certezas sobre o retorno de Cristo:

Primeira certeza: Retorno pessoal e visível. Cristo não voltará espiritualmente ou simbolicamente. Ele voltará pessoalmente, e todo olho o verá.

(Apocalipse 1:7) Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém.

Segunda certeza: Retorno glorioso. Diferente da primeira vinda em humilhação, a segunda será em glória, poder e majestade.

(Mateus 24:30) Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.

Terceira certeza: Retorno para julgar. Cristo voltará não apenas para buscar sua Igreja, mas também para julgar vivos e mortos.

(2 Timoteo 4:1) Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que ha de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino.

Quarta certeza: Retorno para estabelecer seu Reino. O Reino de Deus será plenamente estabelecido quando Cristo voltar. Ele reinará para sempre.

(Apocalipse 11:15) E o sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre.

CONCLUSÃO DA CONCLUSÃO

A obra do Filho é perfeita: humilhou-se, redimiu-nos e foi exaltado. Vivamos em gratidão, santidade e esperança, aguardando seu retorno glorioso.


Deus abençoe sua vida, família e ministério em nome de Jesus.

Pregador Manassés clubedepregadores.com.br

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