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📔 Comentário da Lição 10 ESPÍRITO SANTO – O CAPACITADOR – 1Trimestre 2026 | SUBSÍDIO EBD

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Comentário do Tema

O Espírito Santo como o capacitador. Este tema é central para a compreensão da vida cristã vitoriosa e do serviço eficaz no Reino de Deus. O Espírito Santo não é uma força impessoal, mas a terceira Pessoa da Trindade, que habita em nós, nos regenera, santifica e, crucialmente, nos capacita com poder e dons para cumprir a Grande Comissão. É Ele quem nos habilita a viver uma vida que glorifica a Cristo e a testemunhar com ousadia.

Comentário do Texto Áureo

“E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne.” (Jl 2.28a)

(Jl 2.28a) E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.

Este versículo do profeta Joel é uma promessa que aponta para uma nova era na relação de Deus com a humanidade. A expressão “derramarei o meu Espírito” indica uma abundância, uma efusão divina que não seria restrita a poucos, como no Antigo Testamento, mas se estenderia a “toda a carne”. Esta promessa universal de capacitação espiritual é a base para a Igreja do Novo Testamento e para a experiência pentecostal que vemos em Atos. É a garantia de que Deus deseja equipar seu povo para sua obra.

Comentário da Verdade Prática

A verdade prática nos lembra que o derramamento do Espírito Santo É a força motriz por trás de nossa missão. E não somente isso, esse derramar é algo a se repetir até hoje.

Comentário da Leitura Bíblica em Classe Joel 2.28,29

28 – E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.

Este versículo anuncia uma promessa profética grandiosa: Deus derramaria o seu Espírito de forma abundante e abrangente. A expressão “sobre toda a carne” aponta para uma ampliação da atuação do Espírito, agora alcançando diferentes faixas etárias e grupos do povo. Profecias, sonhos e visões indicam uma ação direta, sobrenatural e comunicativa de Deus, preparando seu povo para uma nova fase espiritual.

29 – E também sobre os servos e sobre as servas, naqueles dias, derramarei o meu Espírito.

Aqui a profecia reforça a universalidade da promessa, quebrando barreiras sociais. A menção a servos e servas mostra que o derramamento do Espírito não estaria limitado a líderes ou a pessoas de destaque, mas alcançaria também os considerados “menores” na estrutura social. Isso revela que a capacitação divina é concedida pela graça e é destinada a todo o povo de Deus.

Atos 2

1 – Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar;

O texto marca um momento específico e histórico: o Pentecostes, festa judaica, agora se torna palco do cumprimento da promessa de Deus. A unidade (“todos reunidos”) destaca a importância da comunhão e da obediência às orientações de Jesus, pois eles esperavam a promessa do Pai conforme haviam sido instruídos.

2 – e, de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.

O “de repente” evidencia a iniciativa soberana de Deus. O som como vento impetuoso sinaliza a manifestação poderosa do Espírito Santo, lembrando o sopro divino que gera vida. Não era apenas uma emoção humana ou um ambiente favorável: era uma intervenção celestial que tomou o ambiente por completo.

3 – E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.

O fogo, frequentemente associado à presença de Deus, aponta para purificação, consagração e capacitação. O detalhe de pousar “sobre cada um” destaca que o derramamento não foi exclusivo de um líder, mas alcançou individualmente todos os presentes, mostrando a dimensão pessoal do revestimento espiritual.

4 – E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.

Aqui vemos o resultado direto: todos foram cheios do Espírito Santo. O falar em outras línguas aparece como evidência imediata dessa plenitude e como sinal da ação do Espírito concedendo capacidade sobrenatural. Esse revestimento não é apenas para edificação individual, mas prepara os crentes para testemunhar com poder e cumprir a missão.

Atos 8

14 – Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João,

A Igreja reconhece que a obra de Deus em Samaria precisava de acompanhamento apostólico. O envio de Pedro e João demonstra cuidado pastoral, confirmação doutrinária e unidade da Igreja. Samaria, antes desprezada pelos judeus, agora se torna parte do avanço do Evangelho, mostrando que a promessa é para além das fronteiras tradicionais.

15 – os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo.

Apesar de já terem recebido a Palavra e crido, havia ainda uma experiência a ser vivida: receber o Espírito Santo de forma plena, como capacitação. A oração apostólica indica que essa experiência é buscada, desejada e recebida por intervenção divina, e que a Igreja tem responsabilidade em conduzir os novos convertidos à maturidade espiritual.

16 – (Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido, mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus.)

Este versículo evidencia uma distinção entre etapas da experiência cristã naquele contexto: eles já eram convertidos e batizados em águas, mas ainda não haviam experimentado a descida do Espírito de modo pleno. Isso reforça a compreensão de que Deus pode operar de formas e momentos distintos na vida do crente, especialmente no que diz respeito à capacitação para o serviço.

17 – Então, lhes impuseram as mãos, e receberam o Espírito Santo.

A imposição de mãos aparece como um meio usado por Deus para ministrar essa experiência. O foco não está no “poder humano”, mas na ação do Espírito que responde à fé, à oração e à comunhão da Igreja. Esse texto confirma que a experiência não ficou restrita a Atos 2, mas se repetiu em outros lugares, mostrando continuidade.

1 Coríntios 12

4 – Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.

Paulo introduz o ensino sobre dons espirituais mostrando que a variedade não é sinal de divisão. O mesmo Espírito distribui diferentes dons, conforme a necessidade do Corpo de Cristo. Isso impede comparação carnal e ensina que cada dom tem valor e propósito dentro da Igreja.

5 – E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.

Além dos dons, existem diferentes formas de servir (ministérios). O Senhor Jesus é quem dirige e dá sentido ao serviço cristão. A diversidade de funções não deve gerar competição, mas cooperação, pois todos servem ao mesmo Senhor.

6 – E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.

Paulo amplia a visão: o mesmo Deus age por meio de diferentes operações, ou seja, diferentes modos de atuação e resultados. Isso revela que a eficácia não depende apenas do instrumento, mas do Deus que opera em todos. Assim, a glória não é do homem, mas do Senhor.

7 – Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil.

Aqui está o princípio: dons e manifestações não são para autopromoção, e sim para utilidade — edificação, fortalecimento e crescimento do Corpo de Cristo. Cada crente recebe algo do Espírito com um propósito coletivo, o que valoriza cada membro e direciona a Igreja à maturidade.

Introdução

Muitos cristãos amam a Jesus, frequentam a igreja e desejam fazer a vontade de Deus, mas vivem cansados, travados e, às vezes, com a sensação de que estão tentando “dar conta” da vida cristã apenas na força do braço. No dia a dia, surgem pressões, tentações, medos, responsabilidades e situações que exigem mais do que boa intenção: exigem poder espiritual e direção de Deus. É aí que entra a promessa do derramamento do Espírito Santo. No Pentecostes, Deus não apenas inaugurou uma nova etapa na história da salvação, mas também revelou que a vida cristã não foi feita para ser vivida no natural, e sim no poder do Alto. Nesta lição, veremos essa promessa, seu cumprimento e sua continuidade, entendendo como o Espírito nos capacita a viver, servir e testemunhar com ousadia em um mundo real, cheio de desafios reais.

Comentário do Tópico I – A PROMESSA DO DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO

A promessa do derramamento do Espírito Santo é um pilar fundamental da fé cristã, revelando o plano de Deus de capacitar seu povo de uma maneira sem precedentes. No tópico 1, o comentarista da lição diz que “A promessa do derramamento do Espírito Santo cumpriu-se no Pentecostes e permanece válida para todos os que creem”.

Esta afirmação ressalta a relevância contínua da obra do Espírito. A palavra-chave para este tópico é derramamento. No hebraico, a palavra usada em Joel 2.28 é shafakh (שפך), que significa “derramar, verter, derramar abundantemente”. O derramamento do Espírito é uma manifestação da graça divina em sua plenitude, oferecendo uma nova dimensão de relacionamento e serviço a Deus.

Comentário do Tópico 1.1 Uma promessa de abrangência universal.

A profecia de Joel 2.28,29 é revolucionária em sua abrangência. No tópico 1.1, o comentarista da lição diz que a expressão “sobre toda a carne” aponta para a abrangência universal do Espírito. No Antigo Testamento, a atuação do Espírito era geralmente pontual e restrita a indivíduos específicos para tarefas específicas, como profetas, sacerdotes e reis:

(1 Sm 10.6) Então o Espírito do Senhor se apoderará de ti, e profetizarás com eles, e tornar-te-ás um outro homem.

(Jz 3.10) E o Espírito do Senhor veio sobre ele, e julgou Israel; e saiu à peleja, e o Senhor entregou nas suas mãos a Cusã-Risataim, rei da Mesopotâmia; e a sua mão prevaleceu contra Cusã-Risataim.

No entanto, Joel anuncia uma nova era onde o Espírito seria derramado sobre “toda a carne”, incluindo filhos e filhas, velhos e jovens, servos e servas.

Esta universalidade não significa que todos, indiscriminadamente, receberiam o Espírito, mas sim que a promessa estaria disponível a todos que invocam o nome do Senhor:

(Jl 2.32) E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como o Senhor tem dito, e entre os restantes que o Senhor chamar.

Jesus confirmou essa promessa em:

(Jo 7.38-39) Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado.

Mostrando que a Nova Aliança traria uma efusão do Espírito sem precedentes, rompendo barreiras sociais e demográficas.

Comentário do Tópico 1.2. Uma promessa com ação sobrenatural.

O derramamento do Espírito Santo não é um evento meramente interno ou subjetivo; ele vem acompanhado de manifestações visíveis e sobrenaturais. No tópico 1.2, o comentarista da lição diz que “O derramamento do Espírito vem acompanhado de manifestações visíveis e sobrenaturais”.

Joel 2.28b menciona profecias, sonhos e visões. Estas são evidências da atuação dinâmica de Deus entre seu povo. A profecia, por exemplo, é um dom que edifica, exorta e consola a Igreja:

(1 Co 14.3) Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação.

Os sonhos e visões, como vistos na vida de José (Gn 37.5-10) e de Pedro (At 10.9-16). São meios pelos quais Deus comunica sua vontade e direção. A vida cheia do Espírito é uma vida ativa, dinâmica e sensível à voz de Deus, onde o agir divino se manifesta com propósito e poder: (2 Co 3.17) Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.

Comentário do Tópico 1.3. Uma promessa para os últimos dias.

A profecia de Joel aponta para um tempo específico: “naqueles dias, derramarei o meu Espírito” (Jl 2.29b). No tópico 1.3, o comentarista da lição diz que “Pedro identifica o Pentecostes como o cumprimento inicial desses ‘últimos dias'”. Esta expressão, na terminologia da Antiga Aliança, refere-se à chegada do Messias e ao início dos eventos escatológicos:

(Is 2.2) Porque nos últimos dias acontecerá que o monte da casa do Senhor será estabelecido no cume dos montes, e se elevará sobre os outeiros, e a ele afluirão todos os gentios.

Pedro, em seu sermão no Pentecostes, cita Joel para explicar o que estava acontecendo:

(At 2.17) E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos.

Para receber estudos, devocionais e pregações em texto, me chama no zap.

Os “últimos dias” começaram com a primeira vinda de Cristo e a descida do Espírito Santo, inaugurando a Igreja e prosseguindo sua atuação contínua até o arrebatamento dos salvos:

(Ef 1.13) Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa.

A promessa de Joel não se esgotou no Pentecostes, mas permanece vigente durante toda a dispensação da graça, sendo válida para todos os que creem em todos os tempos:

(At 2.39) Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar.

Comentário do Tópico II – O CUMPRIMENTO: PODER PARA TESTEMUNHAR

O cumprimento da promessa do derramamento do Espírito Santo no Pentecostes marcou o início de uma nova era de poder para a Igreja. No tópico 2, o comentarista da lição diz que “No Pentecostes, o Espírito Santo desceu com poder, capacitando os crentes para testemunhar com ousadia”. A palavra-chave para este tópico é poder. No grego, a palavra usada em Atos 1.8 é dynamis (δύναμις), que significa “poder, força, capacidade, milagre”.

Este é um poder dinâmico e ativo, que capacita para a ação, para a realização de obras extraordinárias e para o testemunho eficaz. É a mesma raiz da palavra “dinamite”, indicando uma força explosiva e transformadora. Este poder é essencial para a missão da Igreja, permitindo que os crentes superem obstáculos e proclamem o Evangelho com autoridade.

Comentário do Tópico 2.1 O Espírito Santo veio com o poder do Alto

Jesus, antes de sua ascensão, instruiu seus discípulos a permanecerem em Jerusalém até que fossem “revestidos de poder do alto”: (Lc 24.49) E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.

No tópico 2.1, o comentarista da lição diz que “Esse ‘revestimento’ (gr. endýō) significa ‘vestir-se como uma armadura’ e aponta para uma capacitação sobrenatural e indispensável para testemunhar de Cristo”. Este revestimento não é apenas uma força para resistir ao pecado:

(Rm 8.13) Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.

Mas também uma ousadia para proclamar o Evangelho:

(At 4.31) E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com ousadia a palavra de Deus.

Autoridade para operar milagres:

(At 6.8) E Estêvão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo.

E sabedoria para edificar a Igreja:

(1 Co 12.7) Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil.

O poder do Espírito é a habilitação divina para a missão, transformando pescadores e cobradores de impostos em testemunhas intrépidas de Cristo. Sem esse poder, a Igreja seria ineficaz em sua tarefa de alcançar o mundo.

Comentário do Tópico 2.2 Os sinais da descida do Espírito Santo

A descida do Espírito Santo no Pentecostes foi marcada por sinais sobrenaturais inconfundíveis. No tópico 2.2, o comentarista da lição diz que “Atos registra dois sinais sobrenaturais que marcaram o advento do Espírito Santo: o ‘som, como de um vento veemente e impetuoso’ (At 2.2) e as ‘línguas repartidas, como que de fogo’ (At 2.3)”.

O “vento” (gr. pnoē) simboliza a presença criadora e vivificadora de Deus, remetendo ao sopro de vida na criação:

(Gn 2.7) E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.

E à visão dos ossos secos de Ezequiel:

(Ez 37.9) Então me disse: Profetiza ao espírito, profetiza, ó filho do homem, e dize ao espírito: Assim diz o Senhor Deus: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam.

O “fogo” (gr. pyr) é um sinal de purificação, consagração e presença divina, como visto na sarça ardente:

(Êx 3.2) E apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chama de fogo do meio duma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia.

E na coluna de fogo que guiava Israel:

(Êx 13.21) E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite.

Esses sinais foram únicos para o Pentecostes, marcando a inauguração da Igreja como o Corpo de Cristo, revestida de poder visível e poderoso: (At 2.1-4).

Comentário do Tópico 2.3 A evidência do revestimento de poder

A evidência inicial do batismo no Espírito Santo é um ponto crucial na doutrina pentecostal. No tópico 2.3, o comentarista da lição diz que “O revestimento de poder veio com um sinal específico: ‘falar em outras línguas’ (At 2.4)”. Em Atos, o falar em línguas é explicitamente mencionado em três registros:

(At 2.1-4; 10.46) Porque os ouviam falar em línguas, e magnificar a Deus. Então respondeu Pedro: (At 19.6) E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas, e profetizavam.

E implicitamente em outras duas ocasiões: (At 8.14-17; 9.17-18) E Ananias foi, e entrou na casa e, impondo sobre ele as mãos, disse: Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou, para que tornes a ver e sejas cheio do Espírito Santo.

Esta evidência física inicial distingue o batismo no Espírito Santo da experiência da salvação, onde todo crente é “selado” com o Espírito:

(Ef 1.13-14) Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa; O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória.

O falar em línguas como evidência do batismo difere do dom espiritual de “variedades de línguas”:

(1 Co 12.10) E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas.

Que requer interpretação para a edificação da Igreja:

(1 Co 14.27-28) Se alguém falar em língua estranha, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja um que interprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus.

O batismo no Espírito Santo é um revestimento de poder para o serviço e testemunho.

Comentário do Tópico III – A CONTINUIDADE DO DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO

A promessa e o cumprimento do derramamento do Espírito Santo não são eventos isolados na história, mas uma realidade contínua e vital para a Igreja em todas as gerações. No tópico 3, o comentarista da lição diz que “O Espírito distribui dons espirituais com propósito, visando a edificação da Igreja e a glorificação de Cristo”. A palavra-chave para este tópico é continuidade.

No grego, a ideia de continuidade pode ser expressa por termos como dia pantos (διὰ παντός), que significa “através de tudo, sempre, continuamente”, ou aei (ἀεί), “sempre, perpetuamente”. Esta continuidade assegura que a Igreja de hoje tem acesso ao mesmo poder e aos mesmos dons que a Igreja primitiva, permitindo que a missão de Deus avance até a volta de Cristo. A obra do Espírito não cessou, mas permanece ativa até hoje.

Comentário do Tópico 3.1 A extensão da promessa do Espírito

A promessa do Espírito Santo não se restringiu aos primeiros discípulos, mas se estende a todos os crentes. No tópico 3.1, o comentarista da lição diz que “Esse dom não ficou restrito ao Pentecostes, mas é estendido aos crentes de todas as épocas”. Pedro, em seu sermão no Pentecostes, exorta seus ouvintes ao arrependimento e ao batismo, assegurando que “recebereis o dom do Espírito Santo”:

(At 2.38) E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo.

Ele enfatiza que “a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar”:

(At 2.39) Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar.

Vemos essa extensão em diferentes contextos: na casa de Cornélio, o batismo no Espírito precedeu o batismo em águas:

(At 10.44-46) E, estando Pedro ainda a falar estas coisas, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios. Porque os ouviam falar em línguas, e magnificar a Deus. Então respondeu Pedro.

Em Samaria e Éfeso, ocorreu após a conversão:

(At 8.15-16) Os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo. (Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido, mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus.)

(At 19.2,6) Disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo, quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo. E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas, e profetizavam.

Isso demonstra que o revestimento de poder é uma experiência distinta do novo nascimento, disponível para todos os que creem.

Comentário do Tópico 3.2 O Espírito opera com diversidade e unidade

A operação do Espírito Santo na Igreja é marcada por uma gloriosa diversidade que, paradoxalmente, promove a unidade. No tópico 3.2, o comentarista da lição diz que “Paulo ensina que ‘há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo’ (1 Co 12.4)”. A palavra grega diaíresis (διαίρεσις), traduzida como “diversidade”, aponta para a variedade de dons, ministérios e operações.

A Trindade inteira está envolvida: o Espírito distribui os dons (1 Co 12.4), o Filho dirige os ministérios (1 Co 12.5) “E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.” e o Pai opera os resultados (1 Co 12.6) “E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.”.

Essa pluralidade enriquece a Igreja, pois cada crente recebe dons específicos para a edificação do Corpo de Cristo:

(Rm 12.4-8) Porque, assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação, Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, e individualmente membros uns dos outros. De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; Ou ministério, dediquemo-nos ao ministério; ou o que ensina, esmere-se no ensino; Ou o que exorta, esmere-se na exortação; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria.

A evidência inicial do batismo no Espírito é o falar em línguas, mas a evidência contínua de uma vida cheia do Espírito é o fruto do Espírito:

(Gl 5.22-23) Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei.

E a manifestação dos dons espirituais:

(1 Co 12.8-10) Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra do conhecimento; E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas.

Tudo isso resulta em uma Igreja poderosa e unida, ligada a Cristo, sua Cabeça:

(Ef 1.22-23) E sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja, Que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos.

Comentário do Tópico 3.3 O Espírito distribui dons com propósito

Os dons espirituais não são concedidos para a exaltação pessoal, mas com um propósito divino claro e específico. No tópico 3.3, o comentarista da lição diz que “Os dons (gr. charísmata) não são para ostentação pessoal, mas para o serviço do Reino (1 Pe 4.10), edificação da Igreja (1 Co 14.12) e glorificação de Cristo (1 Co 12.3)”. A palavra grega charísmata (χαρίσματα) significa “dons da graça”, enfatizando que são presentes divinos, não méritos humanos.

O Espírito os distribui soberanamente “a cada um como quer”:

(1 Co 12.11) Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.

E “para o que for útil”:

(1 Co 12.7) Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil.

Essa finalidade específica nos protege de dois perigos espirituais: a soberba, que transforma o dom em motivo de vanglória:

(Fp 2.3) Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo.

E a negligência, que impede o uso do dom:

(Mt 25.25) E, atemorizado, fui, e escondi na terra o teu talento; eis aqui tens o que é teu.

Portanto, cada crente é chamado a exercitar o dom que recebeu com humildade, amor e zelo, servindo ao Senhor e ao próximo:

(Rm 12.3) Porque pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém, antes pense com moderação, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um.

(Cl 3.23-24) E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens, Sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis.

Conclusão

O Espírito Santo é o capacitador divino, uma promessa viva e contínua para os crentes de todas as gerações. Ele nos equipa com poder e dons para cumprir a missão de pregar o Evangelho e edificar a Igreja. Viver na plenitude do Espírito é essencial para o testemunho cristão eficaz no mundo.

Deus abençoe sua vida, família e ministério em nome de Jesus.
Pregador Manassés
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