A Salvação na Páscoa Judaica

A Salvação na Páscoa Judaica

 A Salvação na páscoa judaica, é a lição que estudaremos está semana. A páscoa judaica era uma festa em que os israelitas lembravam o modo milagroso que Deus se utilizou para libertar seu povo. I – A Instituição da Páscoa 1 – O Livramento Nacional. Para os Israelitas esta festa representava a libertação, de um povo que vivia oprimido e partiram para a terra prometida, como diz a palavra de Deus em: (Ex 12:1-13) “E falou o Senhor a Moisés e a Arão na terra do Egito, dizendo: Este mesmo mês vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano. Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família. Mas se a família for pequena para um cordeiro, então tome um só com seu vizinho perto de sua casa, conforme o número das almas; cada um conforme ao seu comer, fareis a conta conforme ao cordeiro. O cordeiro, ou cabrito, será sem mácula, um macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras. E o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará a tarde. E tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambas as ombreiras, e na verga da porta, nas casas em que o comerem. E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães ázimos; com ervas amargosas a comerão. Não comereis dele cru, nem cozido em água, senão assado no fogo, a sua cabeça com os seus pés e com a sua fressura. E nada dele deixareis até amanhã; mas o que dele ficar até amanhã, queimareis no fogo. Assim pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a páscoa do Senhor. E eu passarei pela terra do Egito esta noite, e ferirei todo o primogênito na terra do Egito, desde os homens até aos animais; e em todos os deuses do Egito farei juízos. Eu sou o Senhor. E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito. ” 2 – A Libertação da Escravidão Os israelitas viveram por aproximadamente 450 anos no Egito sendo escravos e vivendo sobre o pesado julgo egípcio, o povo clamou a Deus e o Senhor os ouviu trazendo a libertação e os conduzindo para a terra prometida. (Ex 6:5) “E também tenho ouvido o gemido dos filhos de Israel, aos quais os egípcios fazem servir, e lembrei-me da minha aliança.” Deus finalmente ouve o clamor do seu povo e lembra-se da aliança que havia feito com seus pais. 3 – A Nova Celebração Judaica. Deus instituiu a celebração da Páscoa judaica e ela passou a ser a nova festa dos Israelitas. Está festa era para lembrar a fuga do Egito. “E cozeram bolos ázimos da massa que levaram do Egito, porque não se tinha levedado, porquanto foram lançados do Egito; e não se puderam deter, nem prepararam comida. O tempo que os filhos de Israel habitaram no Egito foi de quatrocentos e trinta anos.” (Êxodo 12:39,40). II – O CORDEIRO DA PÁSCOA 1 – O Cordeiro no Antigo Testamento. O cordeiro era uma parte fundamental no Antigo Testamento, para os sacrifícios oferecidos na remissão dos pecados. Para oferecer o sacrifício os sacerdotes, todos deveriam observar alguns detalhes: o cordeiro não poderia ter mancha, não poderia estar doente nem ter uma pata quebrada etc. (Nm 6:14) “E ele oferecerá a sua oferta ao Senhor, um cordeiro sem defeito e de um ano em holocausto, e uma cordeira sem defeito de um ano para expiação do pecado, e um carneiro sem defeito por oferta pacífica;” todas estas exigência apontavam para Cristo o cordeiro de Deus que tirou o pecado do mundo. 2 – Jesus, o Verdadeiro Cordeiro Pascal. A nossa páscoa é lembranda de como Deus substituiu os sacrifícios temporários do Antigo Testamento por um único e definitivo. (Ap 13:8) “E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.” Por esta razão, a páscoa deve ser lembrada pelo o que Jesus fez por nós na cruz do Calvário. III – O SANGUE DO CORDEIRO 1 – O Significado do Sangue. O livro de Genesis é o primeiro que aborda o sacrifício (Gn 3.21; 1-7). Para lidar com os problemas do pecado era necessário o sacrifício de animais. O sacrifício era oferecido para expiação dos pecados do transgressor, e este perdoado, e assim poderia manter sua relação com Deus. O maior símbolo deste ritual era o sangue, quena bíblia, representa vida. Assim, a vida sendo derramada no sacrifício resgatava a paz com Deus (Lv 17:11; Hb 9:23-28). 2 – O Sangue do Cordeiro Pascal. Quando Faraó se negou a libertar o povo hebreu antes do início da última praga, Deus ordenou aos judeus que preparassem um cordeiro para cada família (Êx 12:3; 12:7). Esta orientação protegeu e conservou o primogênito dos israelitas com vida. (Êx 12:13) “E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito.” 3 – O Sangue da Nova Aliança. Jesus afirmou que seu sangue era o símbolo da nova aliança. Ele fez afirmação maravilhosa dizendo que ao mesmo tempo em era o cordeiro, também era o sacerdote, sendo assim o sacrifício e o oficiante (Lc 22:14-20). Por isso Cristo é o mediador da nova aliança, que através do seu sangue redime ao que crer (Hb 12:24). “E a Jesus, o Mediador de uma nova aliança, e ao sangue da aspersão, que fala … Ler mais

Uma Promessa de Salvação

Uma Promessa de Salvação

Uma promessa de salvação, é o tema da lição que vamos estudar esta semana. Vamos esclarecer todos os benefícios que o regenerado recebe através da morte de Cristo na cruz. Assim como os benefícios que desfrutamos como graça, bondade, misericórdia entre outros que provem da salvação. I –  O Conceito Bíblico de Salvação 1 – O Conceito Salvação na bíblia significa cura, remédio, saúde física, entre outros. No sentido espiritual a palavra salvação diz respeito ao que Jesus Cristo fez por nós, a expiação pelo nosso pecado; Ou seja, Ele pagou com o seu sacrifício na cruz pelos nossos pecados. A salvação só é possível por causa da obra de Cristo, como diz o autor de Hebreus 2:10. Agora no sentido prático, a salvação significa livramento da condenação eterna, tranquilidade e felicidade, para quem resolve aceitar a Jesus Cristo como seu único salvador. 2 – A Salvação no Antigo Testamento Já no Antigo Testamento a palavra salvação está relacionada a fugir dos seus inimigos, a ser liberto da escravidão E ao estabelecer as qualidades morais e espirituais para a vida daquele que tem Deus como o Senhor e Salvador. Nesta percepção, diante das catástrofes, perseguição doença e morte descritas em (Jz 15:18; 2 Sm 22:3), Deus prometeu a Salvação ao seu povo no sentido de libertar e curar, para que seu povo viva uma vida longe das injustiças. No entanto, o ponto alto da salvação no Antigo Testamento aconteceu com a profecia de Isaías, que falava sobre a vida e a morte do “Servo Sofredor” (Is 53). O Antigo Testamento aponta para o sacrifício de animais sendo substituído pelo sacrifício de Jesus Cristo no Calvário, como diz (Hb 10:11,12): “E assim todo o sacerdote aparece cada dia, ministrando e oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca podem tirar os pecados; Mas este, havendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados, está assentado à destra de Deus,” Um exemplo de vaticinado (professia) mencionado por vários profetas daquela época era quando se oferecia um inocente, no lugar de um culpado; uma morte que não era merecida, mas aceita por Deus para remir os nossos pecados (Hb 9:21): “E semelhantemente aspergiu com sangue o tabernáculo e todos os vasos do ministério.” 3 – Salvação no Novo Testamento   Não é por mérito que alcançamos a Salvação, Deus dá a Salvação a todo aquele que crer, a Salvação é pela graça, Veja o que diz Efésios 2:8,9: “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie.” O apóstolo Paulo, é o que mais esclarece a respeito da salvação, ele deixa claro que a salvação que Deus nos dá não é pela lei nem por esforço humano, apenas pela graça (Gl 2:16). Cabe a nós confiar em Cristo, para que sejamos redimidos e justificados, através da sua crucificação e também deixando-se ser santificado até o fim, esperando na sua ressureição (Rm 4:25). Ainda que não sejamos merecedores destá dadiva, Deus perdoa nossos pecados e traz a reconciliação consigo mesmo (Rm 5:11), O adota como família (Gl 4:5), sela com o Espírito Santo e capacita o crente a viver em santidade, deixando morta todas as forças do pecado, E assim mais parecidos com Cristo, para que a pessoa que nasceu de novo esteja preparada para esperar a salvação com confiança plena e gloriosa (Fp 3:21). II – A Importância da Doutrina da Salvação 1 – A Grandeza da Salvação. Quando o crente rompe com a velha natureza e passa a ser nova criatura, é preciso que ele tenha o desejo de conhecer mais a verdade de Deus, como diz 1Tm 2:4:  “ Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade.” Precisamos tomar o capacete descrito em Ef 6:17 e proteger a nossa mente com as verdades que salvam, para ficarmos livres das astutas ciladas de Satanás que procura nos colocar em dúvida, assim poderemos entender os conceitos fundamentais da doutrina cristã, tais como: 1°) Propiciação É o que leva alguém a perdoar uma ofensa recebida, ou a proceder misericordiosamente para com o ofensor. No caso foi a morte de Jesus na cruz pelos nossos pecados. 2°) Expiação É a satisfação oferecida à justiça divina por meio da morte de Cristo pelos nossos pecados, assim todos os que creem em Cristo são pessoalmente reconciliados com Deus, livrados de toda a pena dos seus pecados e feitos merecedores da vida eterna; 3°) Regeneração Ato ou efeito de regenerar-se, uma outra palavra para regeneração é “renascimento”, relacionada à outra frase bíblica “nascido de novo”. 4°) Santificação É um processo da graça de Deus em que o crente passa a ser separado do pecado e se torna dedicado a justiça de Deus 5°) Perdão É a ação humana de se livrar de uma culpa, uma ofensa, uma dívida e etc. É quando uma dívida é esquecida. 2 – Para Compreender o Que Jesus Fez É muito simples viver a salvação, basta aceitar Jesus como seu salvador (Rm 10:10). Muitas das vezes o processo da salvação é lento e precisa ser compreendido, esse processo chama-se o aperfeiçoamento dos santos. A salvação é um processo imediato, Mas o aperfeiçoamento vai depender da vida constante em dependência de Deus em todas as áreas da vida, e isso se chama “santificação”  3 – Para se Aprimorar Dos Benefícios da Salvação Como alguns podem negar a salvação, devemos nos esforçar para conhecê-la melhor e nos aprimorar de todos os benefícios, Como o livramento da condenação do inferno, a libertação do poder do pecado e do poder das trevas descrito em (Cl 1:13) que diz: “O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor; ” III – A Salvação Prometida no Éden 1 – O Pecado Humano A raça humana passou a viver a maldade a partir do momento em que Adão e Eva pecaram (Gn3:6,7) Enquanto o casal não havia sido contaminado pelo pecado, eles … Ler mais

Sobre a Família e Sua Natureza

Sobre a família e sua natureza

Sobre a família e sua natureza, bem sabemos que à família é um propósito de Deus para as nossas vidas, independente de religião raça ou nível social. O livro de Gênesis traz um breve resumo sobre este assunto. Para este projeto divino não existe prazo de validade, e continua valendo até os dias de hoje. É Sobre a Família e Sua Natureza o assunto que estaremos tratando nesta lição.   I – A Origem 1 – O Homem e a Mulher No relato da criação homem e mulher aparecem juntos mostrando a igualdade de ambos. Em Gênesis 1:27 diz: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. ” Tanto no Grego como no Hebraico, as duas palavras nos revelam a igualdade de ambos, macho e fêmea; a diferença está apenas na sexualidade. Quando Deus uniu este casal instituiu o casamento. 2 – A Formação da Mulher A formação da mulher na história humana, não aparece nos antigos registros do Oriente Médio, mas sim, em Gênesis. Enquanto a formação do homem só aparece uma única vez (GN 6:7), a da mulher aparece seis vezes. Observe os (vv.18-23). A palavra adjutora usada no (v.18), tem como significado “auxiliadora” na tradução de Almeida Revista e Atualizada e “Adjudadora” na tradução Brasileira. Isso não inferioriza a mulher, ainda porque estes termos Ajudador e auxiliador devem ser entendidos à luz do contexto do que está escrito em: (Sl 54:4; Hb 13:6). II – A Família 1 – Conceito de Família Entre os Antigos Hebreus. O lar é formado por pai, mãe e filhos, como descreve (Sl 128:1-4). No Antigo Israel a base da economia, era a agricultura e o pastoreio; No entanto uma família de poucos membros, passavam por dificuldades por falta de mão de obra, para o trabalho doméstico. Por isso era comum que ela se estendesse a tios, primos, sobrinhos, era normal duas ou três gerações viverem juntas, (Gn 24:67). Arqueólogos descobriram que essas famílias ampliadas eram formadas por quinze membros. Quando a família era rica como a de Abraão, acrescentavam ainda servos e estrangeiros. A bíblia faz menção a família de Saul, tendo como componemte: seu pai, avô, bisavô e trisavô além da tribo em que ele pertencia, (1 Sm 9:1,2). 2 – O Papel da Mulher na Sociedade Israelita Homem e mulher, tinham as mesmas tarefas. A mulher cuidava da casa e ajudava o marido diariamente no sustento da família. Com a sentença de Deus relatada em (Gn 3:16) “E a mulher disse: multiplicarei grandemente a tua dor e a tua conceição; com dor terás filhos; e teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará”, está sentença significa que a mulher além de se dedicar ao trabalho diário da mesma forma que o homem, também teria de dedicar-se a maternidade. Ela nunca foi inferior e também nunca será, mas o homem é o chefe e pastor do lar, cuidando também da segurança e bem-estar da família. Em estado de gestação, as mulheres além de carregar a criança no ventre continuava exercendo suas tarefas diárias, era um período de risco, devido ao trabalho pesado, para ela e para o bebê. III – Princípios Básicos 1 – Casamento. É a união intima e verdadeira entre duas pessoas de sexo oposto, que se amam e decidem viverem juntas, Diante de um pacto solene e legal, a manifestação do desejo de viverem juntas é pública. Entre seres vivos inteligentes, não existe uma intimidade maior do que existe entre marido e mulher; Exceto ao da trindade. A família foi estabelecida para a felicidade e companheirismo, para que ambos possam ter uma convivência amorosa. (GN 2:24) esta passagem apresenta três princípios básicos para o casamento: 1°) Monogamia (1 Co 7:2) 2°) Heterossexualidade (Gn 4:1,25) 3°) Indissolubilidade (Mt 19:6) 2 – Monogamia. Monogamia, diz a respeito as sociedades que adotam o princípio do casamento de um homem com uma mulher e vice-versa, conforme estabelecido pelo Criador. As palavras “ e apegar-se-á a sua mulher” no (v24), apontam para o principio monogâmico; O texto não diz “as suas mulheres”, mas, pelo contrário, “a sua mulher. Isso mostra o pensamento bíblico (1 Co 7:2; 1Tm 3:2). ” Mas, por causa da fornicação, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido.” (1 Co 7:2). 3 – Heterossexualidade  Deus tinha um propósito na criação do homem e da mulher que era a procriação, visando a conservar os seres humanos na terra: “[…] macho e fêmea os criou e Deus os abençoou e lhe disse: frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra” (Gn 1:27,28). Quando Deus formou a mulher da costela de adão, a bíblia afirma “[…] deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher” (Gn 2:24). Isso mostra que a diferenciação dos sexos assegura as particularidades de cada um na união conjugal, postura necessária para a formação do casal. O homem se une sexualmente a sua esposa, não só para procriar mas para uma vivência afetuosa, agradável e prazerosa (Pv 5:18). O relacionamento sexual aprovado na bíblia é de um homem com uma mulher dentro do matrimonio. O pai e a mãe são referenciais para a criação tanto do menino quanto da menina. A cima de qualquer coisa, o comportamento para o homem e para a mulher que deve ser seguido, deve vim da palavra de Deus. 4 – Indissolubilidade O casamento que tem uma natureza indissolúvel, desde que foi criado, como disse Deus no (v. 24b) “E serão ambos uma só carne” Temos a comprovação dessa indissolubilidade em Mateus 19:6 que diz: “Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. ” O voto de fidelidade, que juram um ao outro, não é mera formalidade, e sim uma afirmação Divina, na qual deixa o casamento livre deste voto em apenas três casos, que são eles: 1°) Morte de um Dos Cônjuges (Rm 7:3) … Ler mais

O Mundo Vindouro

O Mundo Vindouro

O mundo vindouro é o assunto que será abordado nesta lição. Na semana passada falamos no juízo final, e nesta semana falaremos do novo céu, nova terra e do lar que teremos. Trataremos também de alguns assuntos  específicos como o reino de Cristo de mil anos, entre outros.   I – Sobre o Milênio 1 – Descrição O milênio é descrito como o reino de Cristo de mil anos. Durante este período, Satanás será aprisionado em um abismo, onde foi escrito em (apocalipse 20:2,3). Isso significa que a ação destruidora de Satanás na terra será aniquilada. Depois disto, acontecerá uma nova ordem das coisas. Este será o tempo da mais almejada e desejada paz e justiça entre os seres homens e entre os animais. Isaías deixa claro no cap. 9:7, que haverá paz, retidão e justiça: “Do aumento deste principado e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o firmar e o fortificar com juízo e com justiça, desde agora e para sempre; o zelo do Senhor dos Exércitos fará isto.” No reino do Messias teremos algumas características próprias, e resposta para as nossas orações. A sede será em Jerusalém, como diz a palavra de Deus em Isaías 2:3 “[…]porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor.” Jesus se assentará sobre o trono de Davi, e reinará sobre toda a humanidade de Jerusalém. Esse reino vai trazer salvação aos judeus. É o fim do programa de Deus sobre o povo de israel, como está escrito em (Rm 11:26). “E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, E desviará de Jacó as impiedades.” 2- Sobre a Ressurreição dos Mortos    A informação que temos em Daniel 12:2 é que os justos e injustos ressuscitarão. “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno.” Só que no livro de apocalipse 20:5 esclarece que há um intervalo de mil anos entre essas ressureições: “Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabarem. Esta é a primeira ressurreição.” Fazem parte da primeira ressureição aos santos da era da igreja e do Antigo Testamento, junto com os mártires da grande tribulação “E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos.” (Ap 20:4). Devemos entender que a ressureição se divide em duas fases: 1°) A Primeira Fase Será no Arrebatamento da Igreja Na hora do arrebatamento da igreja, serão ressuscitados todos os servos do Senhor. 2°) A Segunda Fase Será a Resurreição Dos Injustos Conhecida também como a última ressureição, que envolverá todos os descrentes desde o princípio do mundo até aquele dia. (Cf. 1Co 15:52; 1Ts 4:16; Ap 20:6) II – Sobre o Juízo Final 1 – Descrição Esta é conhecida como o juízo do grande trono branco, descrito em Apocalipse 20:11: “e vi um grande trono branco”. Nesta fase serão julgados “os outros mortos”, aqueles que não fizeram parte da primeira ressureição, descrito em (Ap 20:5), isso mostra que ficarão de fora os crentes da primeira ressureição. Esses crentes são os que já fazem parte do corpo glorificado, descrito em (Ap 20:4). Deus instaurará este juízo após a última rebelião de Satanás, que acontecerá depois dos mil anos do reinado de Cristo (Ap 20:7). Deus executará este juízo por meio de Jesus Cristo: “O pai a ninguém julga, mas deu ao filho todo o juízo” (Jo 5:22). 2 – O Julgamento. Não há relatos de vivos no juízo final, como descreve Apocalipse 20:12: “e vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. E abriu-se outro livro que é o da vida e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras”. Esta descrição de grandes e pequenos não se refere a idade, mas a status, pessoas de todas as classes sociais. Ricos e pobres, todos eles serão julgados, pelas suas obras  nesses livros. O resultado deste julgamento é a condenação eterna: “E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo” (AP 20:15). Não existe aqui lugar para o sono da alma, nem para uma segunda oportunidade, muito menos para o aniquilamento. 3 – Destino Dos Ímpios. O inferno é descrito como “lago de fogo” ou “ardente lago de fogo e enxofre”. (Ap 19:20). Esse lugar foi preparado para o diabo e seus anjos e não para os seres humano, como está descrito em (Mt 25:41). mas será a aniquilação final dos perdidos, por causa da sua incredulidade e desobêdiência, pois a vontade de Deus é que ninguém se perca, mas que todos sejam salvos (1Tm 2:4). 1°) A Septuaginta. a) Hades. A septuaginta usa este termo para traduzir o hebraico Sheol, no antigo testamento que significa o “mundo invisível dos mortos” (Sl 89:48). Ambos os termos se traduzem as vezes, por “inferno” na Almeida Revista e Corrigida (Sm 9:19; Mt 16:18). O lugar serve como estágio intermediário para aqueles que morrem sem Cristo. É uma prisão temporária até que venha o dia do juízo (Ap 20:13,14). Os condenados que partiram desde o início do mundo permanecem lá conscientes e em tormentos, sabendo perfeitamente porque estão neste lugar (Lc 16:23,24). 2°) O Geena b) Geena. O mundo judaico contemporâneo de Jesus cria que Geena era o lugar no qual os ímpios receberiam como castigo o sofrimento eterno. O termo, traduzido por “inferno”, foi usado pelo Senhor Jesus nos evangelhos de Mateus 23:33, que diz: “serpentes, raça de víbora! Como escapareis da condenação do inferno?” (Mt 23:33). E indica o lago de fogo descrito: “Serpentes, raça … Ler mais

A Segunda Vinda de Cristo

A Segunda Vinda de Cristo

A Segunda Vinda de Cristo é o tema escatológico que trataremos nesta lição. Tudo o que aprenderemos aqui tem fundamento na bíblia, que é a palavra de Deus. A bíblia refere-se A Segunda Vinda de Cristo em duas fases: 1°) É o Arrebatamento da Igreja 2°) É a Sua Vinda em Glória Mas, a bíblia também descreve um acontecimento na terra entre essas duas fases que é a grande tribulação. I – Os Eventos do Povir 1.Fonte de Predição Bom, o “povir”, um substantivo masculino que significa futuro, ou seja, o que ainda está por vir. A Fonte de predição, é a palavra de Deus, ou seja, o que diz antes que aconteça. E é por meio dela que Deus, nos revela tudo o que precisamos saber sobre os eventos do futuro “povir”. Esses eventos são uma série de acontecimentos na igreja profecias da história humana que envolve: 1°) O Arrebatamento da Igreja Descrito em (1 Ts 4:16,17) “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.” 2°) A Vinda de Jesus em Glória Descrito pelo próprio Jesus em (Mt 24:30), que diz: “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.” 3°) O Juízo de Deus Sobre a Terra no Fim Dos Tempos Descrito em (Mt 25:21) “Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver.” 4°) O Futuro Glorioso de Israel Descrito em (Is 62:2,3) “E os gentios verão a tua justiça, e todos os reis a tua glória; e chamar-te-ão por um nome novo, que a boca do Senhor designará. E serás uma coroa de glória na mão do Senhor, e um diadema real na mão do teu Deus. ” 5°) É o Reino Milenar de Cristo Também descrito em Isaias 11:10, “E acontecerá naquele dia que a raiz de Jessé, a qual estará posta por estandarte dos povos, será buscada pelos gentios; e o lugar do seu repouso será glorioso.” Podemos ressaltar que esses acontecimentos, são anunciados desde o princípio do mundo. De Enoque descrito em Judas 14, até João que foi o último apóstolo, no livro de apocalipse. 2. O Destino dos impérios da antiguidade Os impérios da antiguidade tiveram o destino que as profecias apontaram: Como por exemplo a queda da Babilônia, para nunca mais se erguer; descrito em Isaías 13:19,20. A subida e queda do império Medo-persa, grego e romano, que estão descritos em Daniel cap. 7 e 8. A própria História, comprovam os fatos. As profecias Messiânicas, também se cumpriram com riqueza de detalhes, desde o nascimento de Cristo, através de uma virgem, até a sua ressureição e ascensão ao céu. 3. Sobre as Diásporas Judaicas Diáspora judaica refere-se às diversas vezes em que os judeus foram expulsos de sua terra e forçados a formarem comunidades fora do que hoje é conhecido como Israel partes do Líbano e Jordânia (por dois mil anos). Primeira diáspora, de acordo com a Bíblia, é um fruto da idolatria e rebeldia do povo de Israel e Judá para Deus. Essa rebeldia fez com que Deus os tirasse da terra que lhes prometera e os espalhasse pelo mundo até que o povo de Israel retornasse para a obediência a Deus. Onde seriam restaurados como uma nação soberana e senhora do mundo. As profecias apontam para duas dispensações e em seguida suas restaurações como previsto. 1°) Diáspora Se encontra em Jeremias 16:13, que diz: “Portanto lançar-vos-ei fora desta terra, para uma terra que não conhecestes, nem vós nem vossos pais; e ali servireis a deuses alheios de dia e de noite, porque não usarei de misericórdia convosco.” E o seu retorno, descrito em Esdras 1:1-3. 2°) A Segunda Diáspora Foi anunciada pelo próprio Jesus e está registrado no evangelho segundo escreveu Lucas 21:24, que diz: “E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem.” Retornando a terra dos seus antepassados mais de 18 séculos, como foi anunciado pelos profetas do Antigo Testamento como Jeremias (31:17); Ezequiel (11:17; 36:24) entre outros. II – Termos Bíblicos Para a Segunda Vinda de Cristo 1. Vinda No aspecto escatológico, que é a doutrina que trata do destino final do homem e do mundo, o substantivo “vinda” refere-se tanto ao arrebatamento da igreja, como descreve Paulo em (1Ts 4:15). “Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem.” Como a vinda de Cristo em Glória, descrita também em (2 Ts 2:8) “E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda;” Há um outro termo, que é érchomai, significa “ir” e também vir. Como podemos observar são duas coisas opostas, considerando o ponto de partida e o ponto de chegada. Para quem está no ponto de partida é “ida” e para quem está no ponto de chegada é “vinda”. Em várias passagens bíblicas esse verbo apare referindo-se a vinda de Jesus, em: (Jo 14:3; At 1:11; Jd 14; Ap 1:7). 2. Manifestação, Aparição O substantivo grego para manifestação, aparição: é epipháneia, ele aparece apenas seis vezes no Novo Testamento, exclusivamente escrito por Paulo, e todas as vezes em que é usado diz respeito a vinda de Jesus, desde a encarnação do verbo (2Tm 1:10). “E que é manifesta agora pela aparição de nosso Salvador Jesus Cristo, o qual aboliu a morte, e trouxe à luz a vida e a incorrupção pelo evangelho;” Com este termo o apóstolo Paulo exorta os crentes, para uma vida santa, irrepreensível … Ler mais

As Manifestações do Espírito Santo

As Manifestações do Espirito Santo

As Manifestação do Espírito Santo de Deus diz respeito ao batismo no Espírito Santo e aos dons Espirituais. Esses temas são importantes, abrangentes e nunca se esgotam. Tratam-se da evidência da comunicação de Deus com seu povo, e com cada um crente individual. I – A Descida do Espírito Santo 1. A Experiência do Pentecostes A bíblia relata várias passagens em que temos o batismo com o Espírito Santo. João batista disse: “E eu em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; não sou digno de levar suas sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo”. João batista referia-se a Jesus, e o próprio Jesus falou sobre esse batismo em (At 1:4,5) como promessa do Pai. Ele ainda acrescentou que João batizou com água, mas que eles (seus discípulos) seriam batizados com o Espírito Santo. Então, em (At 10:44-46) quando em meio a uma pregação de Pedro, em que o Espírito Santo desce sobre todos que estavam ouvindo a palavra, inclusive gentios, Pedro tem a confirmação do que João batista referia-se quando pregava em (Mt 3:11), e Jesus confirmou em (At 1:4,5). 2. Batismo “no” Espírito Santo ou “com” Espírito Santo? As duas traduções estão corretas e são aceitas de acordo com o contexto. O batismo no Novo Testamento tem a ideia de imersão, submersão, podemos observar isso em: (Cl 2:12) que diz: “Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos. ” 1°) Tradução Almeida Revista e Atualizada: Traz um texto em Mt 3:11, usando: “Com; ou em” observe: “ E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo.” 2°) A Nova Versão Internacional, Também Traz Textos Com o Mesmo Sentido. 3°) Já a Versão Almeida Revisada da Imprensa Bíblica Brasileira Usa “ Batizar em Água” e “Batizar no Espírito Santo, Nas Suas Passagens. Nós, porém, usamos batizado “em águas” e batizado “no Espírito Santo”, pois se usarmos batizado “com água” pode parecer que o batismo foi feito por aspersão, e isso contradiz a ideia de imersão citada lá em (Rm 6:3,4 e Cl 2:12). 3. Os Sinais Sobrenaturais No dia do pentecoste, As Manifestações do Espírito Santo de Deus trouxeram uma ação sobrenatural do Espírito de Deus, que deixaram três sinais a serem observados: 1°) O Som Como de um Vento (At 2:2) “E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. ” 2°) A Visão das Línguas Repartidas Como Que de Fogo Veja o que diz a palavra de Deus: (At 2:3) “E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.” 3°) Falar em Línguas (At 2:4) “ E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. ” Os dois primeiros sinais, jamais vão se repetir, porque marcaram As Manifestações do Espírito Santo de  Deus, no dia de pentecoste. Foi como se estivesse anunciando a chegada de alguém tão importante quanto foi a chegada do próprio Cristo. O dia de pentecoste marcou não só a chegada do Espírito Santo, mas As Manifestações do Espírito Santo de forma sobrenatural na igreja. II – A NATUREZA DAS LÍNGUAS 1. Fonte As línguas do pentecoste foram caracterizadas como “outras línguas, conforme o Espírito lhe concedia que falassem” (At 2:4). O termo Grego para “outras” aqui neste versículo é héterais, de héteros, ou seja, “um tipo diferente”. Há quem questione essa passagem bíblica, mas ela tem fonte no próprio Espírito Santo que deixa a evidência visível. A audição é outra evidência, pois “cada um os ouvia falar em sua própria língua” (2:6). 2. A Glossolalia É a manifestação das línguas estanhas no batismo do Espírito Santo, essa expressão latein glosais, que significa “falar línguas”, é usada no novo testamento para dar a indicação de “falar outras línguas” (1Co 14:5). Essas línguas que foram manifestadas no dia de pentecoste são as mesmas línguas que aparecem na lista dos dons espirituais descrita por Paulo em (1Co 12:10,28; 14:2). Ambas as línguas são vindas de Deus e são de origem sobrenatural, e tem funções diferentes. 3. Sua Continuação. A primeira evidência do batismo no Espírito Santo, é o falar em “outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (At 2:4). Essa experiência se repete na história da igreja e aconteceu na casa do centurião Cornélio, está registrado lá em (At 10:45,46). Tanto em Éfeso, na terceira viagem missionária de Paulo, (At 19:6), como até a data de hoje as professías, línguas, e ciência serão válidas nos nossos dias até a vinda de Cristo.Confira em (1Co 13:8-10) “O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos; Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.” III – Significado e Propósito 1. O Batismo no Espírito Santo Não é Sinônimo de Salvação. Esse batismo trata-se de uma benção, não como as bençãos que nós conhecemos, mas uma benção diferente. Todos os crentes em Jesus já tem o Espírito Santo. Quando somos regenerados o Espírito Santo nos promove um novo nascimento (Jo 3:6-8). No exato momento que o pecador aceita a Jesus de verdade, ele recebe o Espírito Santo (Gl 3:2; Ef 1:13). Os discípulos de Jesus tinham o seu nome escrito no livro da vida (Lc 10:20) assim como já tinham o Espírito Santo antes mesmo do dia de pentecoste (Jo 20:22). 2. Definições e Propósitos. O batismo no Espírito Santo é na verdade um revestimento de poder. Este poder serve para que os crentes possam realizar o desenvolvimento do evangelho em todo mundo. Ele tem … Ler mais

A Nacessidade de Termos Uma Vida Santa

A Necessidade de Termos Uma Vida Santa

A Lição desta semana vem explicar A Necessidade de Termos uma Vida Santa, assim como as possibilidades que temos para isto. Nós entendemos que quando um pecador se arrepende e recebe Jesus como seu salvador pessoal, ele passa a ser regenerado, ou seja, abandona a vida de pecado para seguir a luz. Assim passa a fazer parte da família de Jesus. A regeneração vem do Espírito Santo e é instantânea e progressiva, por que vai se estender durante toda a vida do crente. I – Definindo os Termos 1. A Santidade de Deus A santidade de Deus é absoluta, pois Ele é santo em caráter e essência. Essa santidade é uma característica própria e não adquirida, veja o que diz Amós: “Jurou o Senhor DEUS, pela sua santidade, ” (Am 4:2) a) A Santidade de Deus É a plenitude gloriosa da excelência moral de Deus. b) A Santidade Pertence a Deus Ela existe em Deus e nEle se originalizou, Ele não adquiriu de ninguém. 2. Significado Santificar, dedicar, consagrar, significa “separar” tem também como proveniente o verbo hebraico “qadash”, que significa ser santo. Quando usado na região de Israel nos dá a ideia de “separar para Deus” ou seja, retirar do uso comum. Assim, santidade nos dá um sentido de afastar-se de tudo o que é pecaminoso, e de tudo o que contamina, por isso vem a nacessidade de termos uma vida santa. 3. Exclusividade Quando dizemos que uma pessoa, objeto ou qualquer coisa é separada à Deus, significa dizer que esta pessoa ou objeto pertence a Ele; ou serve a Ele com exclusividade, veja o que lemos em: Êxodo 13:2 “Santifica-me todo o primogênito, o que abrir toda a madre entre os filhos de Israel, de homens e de animais; porque meu é.” Podemos entender que o que é sagrado não pode ter uso comum, o azeite da unção e o incenso do santuário não podiam ter outro uso; o sagrado deve ser tratado como sagrado, os antigos hebreus levavam a santidade muito a sério. II – A NECESSIDADE DE TERMOS UMA VIDA SANTA 1. Israel Deus escolheu a nação de Israel para ser seu povo, por isso há um apelo para que o povo tenha santidade. É por isso que temos a necessidade de uma vida santa. Ele escolheu Israel para ser sua propriedade particular. Observe (Êxodo 19:5,6) “ […]então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo. […]” A santidade exigida por Deus era mais que natural, porque além dele ser santo os israelitas foram separados, do meio dos outros povos para Deus. 2. A Igreja Os três propósitos de Deus com Israel, são os mesmo para a igreja de hoje, e nos levam a nacessidade de termos uma vida santa. 1°) Sacerdócio Real Os sacerdotes eram escolhidos por Deus, eles não podiam escolher-se a si mesmo e havia um proposito que era servir a Deus com suas vidas oferecendo sacrifício.    2°) Nação Santa Deus através de Pedro, não se refere a Israel nem a nações como o Brasil, Grécia ou outra qualquer. Deus está se referindo a um povo escolhido, separado. Mas que povo é este? Estas pessoas são as que foram regeneradas e fazem parte do corpo de Cristo. 2°) Povo Adquirido Esse povo adquirido é uma geração eleita, é o povo de Deus. Podemos ser membros de qualquer igreja, não importa, mas ninguém pode dizer que é povo de Deus sem ser escolhido por ele mesmo (I Ts 1:4). Essa eleição é de Deus e não nossa, e tem o intuito de separar um povo santo para a sua adoração.   3°) Uma Exigência Natural Essa exigência é de Deus, ela age naturalmente por que Ele é santo, observe o que diz: (1 Pe 1:15,16) “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo. ” Assim como Deus escolheu e santificou o povo de Israel, assim Ele também nos escolheu e santificou para servi-lo. Israel precisava afarar-se das práticas pecaminosas e nós hoje como povo escolhido precisamos nos afastar da prostituição e tudo que possa contaminar a santidade de Deus. III – A POSSIBILIDADE DE TERMOS UMA VIDA SANTA 1. A Santificação Posicional. É o primeiro aspecto de uma santificação, também chamada de santificação passada ou instantânea, ela acontece na mudança do ser humano de pecador para santificado, e está descrita em At 26:18, que diz: “Para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus; a fim de que recebam a remissão de pecados, e herança entre os que são santificados pela fé em mim. ” Essa santificação instantânea é o começo de uma vida cheia de progressos. Todos nós salvos, somos santos e reconhecidos no Novo Testamento, e é assim que o apóstolo Paulo refere-se a nós: “A todos os que estais em Roma, amados de Deus, chamados santos: Graça e paz de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. ” (Rm 1:7). Lembrando que temos Jesus Cristo como base desta santificação. E isso não vem de nós. 2. A Santificação Real. É conhecida como santificação presente, ela também é progressiva como diz (Pv 4:18). Observe o diz Paulo: “Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor. ” (2 Co 3:18) Podemos observar que existiam crentes carnais na igreja de Corinto mesmo assim eles são considerados santos. Por isso precisamos de crescimento espiritual. 3. Santificação Futura É o terceiro aspecto de santificação e é conhecida também como glorificação. É quando na ressureição seremos completos e poderemos ver o Senhor como realmente Ele é. Jesus falou que iria transformar nosso corpo cansado e abatido para ser um corpo como o dele, ou seja um corpo glorioso. 4. É Possível Ser … Ler mais

A Igreja de Cristo

Igreja de Cristo

A lição desta semana vai nos trazer um ensinamento muito precioso sobre a Igreja de Cristo. A passagem bíblica que se encontra em Atos 2 nos traz revelações preciosas, sobre a descida do Espírito Santo. O que vamos aprender nesta lição de EBD, é a igreja como o corpo de Cristo, e quais os elementos que o identificam. I – A Comunidade Dos Fiéis 1. Etimologia O termo grego “ekklesía” traduzido como igreja, significa chamado para fora. Em Atos 19:32,39 e 41, este termo nos dá a ideia de ajuntamento ou assembléia, que aparece na ARA (Almeida Revista e Atualizada). 2. A Assembléia Dos Cidadãos A Septuaginta usa este mesmo termo (ekklesía) para a tradução do hebraico (qahal) que quer dizer: “assembléia, multidão humana reunida”; isto referindo-se a Israel (cf. Dt 23:2; 31:30). Este era a mesma palavra usada para os cidadãos de Atenas, mas este termo aparece no Novo Testamento com um significado Glorioso. Veja (Ef 2:19): “Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus”. Essas palavras soam como um tom de celebração de Júbilo e festiva com todos os remidos como homens cidadãos do céu. 3. O Significado da Santa Igreja Católica Nos principais credos da antiguidade cristã, aparece a expressão “Santa Igreja Católica” O termo katholikós, “universal, geral”, tem um significado literal  “de acordo com o todo”, pois é substantivo composto por katá e de holos. Essa preposição grega “katá” significa: “de cima para baixo, contra, ao longo de, conforme, de acordo, segundo” e a palavra holos quer dizer “todo, inteiro, completo”. Inácio bispo de Antioquia (70-110) que empregou o termo para designar a igreja com o sentido de “geral, universal”. Mas o significado adequado do termo se perdeu com o tempo. II – ELEMENTOS QUE IDENTIFICAM UMA IGREJA 1. Afinal, o Que é Igreja? Bom, igreja é toda congregação ou assembléia que se reúna no nome do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, e declarem a sua fé nEle (Jesus). Agora esta declaração pública, acontece de forma diversificada, que dentre essas formas incluem o batismo, e a ceia do Senhor. A palavra igreja trata-se de um sentido completo da palavra que foi prometida por Jesus: “Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.” Onde Ele mesmo prometeu estar presente na igreja, por meio do seu divino Espírito Santo, até o fim dos séculos. Maravilha saber que teremos o Senhor presente na nossa congregação, quando estamos reunidos. 2. As Ordenanças Temos duas ordens dadas pelo Senhor, essas ordens que damos o nome de “ordenança” estão registradas nos evangelhos de Mateus e Lucas. 1°) A Igreja de Cristo NA Primeira Ordenança É o batismo nas águas, e se encontra lá em (Mt 28:19) “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;” O batismo significa a união que temos com Cristo e a confissão de que temos realmente fé em Jesus. Assim, como nascemos apenas uma vez, o batismo tembém acontece apenas uma vez: “Um só Senhor, uma só fé, um só batismo;” (Ef 4:5). 2°) A A Igreja de Cristo Segunda Trata-se da santa ceia, em que Jesus diz em (Lc 22:19) ” E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim.” A ceia é um ritual da comunhão e significa estar em plena comunhão. Isso que nos leva a continuação da vida espiritual com a igreja. Para participar da ceia do Senhor é preciso estar em comunhão com Deus e com os irmãos, assim é impossível alguém ser crente sem ser membro de alguma igreja.  3. A Adoração Os crentes em Jesus se reúnem para adoração pública e coletiva. Os dois principais verbos gregos para adorar no Novo Testamento, são: a) Poskyneo Que significa “adorar, render homenagem”, no sentido de prostrar-se, veja o exemplo em apocalipse 19.10: “E eu lancei-me a seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia.” b)  Latreuo Que significa “servir” a Deus, veja o exemplo (Ap 22:3) ” E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão.” À luz da Bíblia podemos definir adoração como serviço sagrado, culto ou reverência a Deus por suas obras e por aquilo que Deus é. Não há diferença entre “servir” e “adorar” nem entre “prostrar-se” e “adorar”. As principais peças de um culto são: oração, louvor, leitura bíblica, pregação ou testemunho, oferta e manifestação dos dons do Espírito Santo. (1Co 14.26). 4. A Família de Deus A igreja não deve ser confundida com templo; a “casa de Deus” é outra coisa. Temos passagens no Novo Testamento em que a palavra “casa” parece estar referindo-se a igreja. Observe o que diz: (1Tm 3:15) “Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade.” Veja o que disse o apóstolo Pedro: (1Pe 2:5) “vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo”. Veja que aqui Pedro diz que os cristãos são parte do grande projeto da casa espiritual de Deus. A palavra casa é usada simbolicamente para indicar família, observe o que diz Josué (24:15 b): “porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor.” E também é usada como família de Deus, veja (Ef 2:19) “Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus;” Esta explicado o porque chamamos todos os que se convertem ao Senhor de irmãos. III – O CORPO DE CRISTO 1. O Corpo e Seus Membros … Ler mais

A Necessidade do Novo Nascimento

A Necessidade do Novo Nascimento

Graça e paz a todos! Esta semana a Lição Bíblica Dominical traz como tema a necessidade do novo nascimento. Esse tema é de suma importância para esclarecer a respeito da Salvação. Alguns padrões de vida como a honestidade, cortesia, vestir-se de maneira coerente, frequentar constantemente a igreja, e até fazer culto doméstico diariamente não vai nos levar a vida eterna. I – Um Líder Religioso Bem-Intencionado 1. Quem Era Nicodemos? Nicodemos era um fariseu, um líder religioso honesto e sincero; ele tinha a necessidade do novo nascimento. talvez fosse líder do sinédrio Judaico. Ele procurou Jesus de noite, quem sabe por medo de ser prejulgado, pelos próprios membros do sinédrio. Ele foi ao encontro de Jesus e reconheceu que os milagres e os ensinamentos vinham de Deus. Complementa reconhecendo a sua Divindade, e é logo surpreendido por uma afirmação, que com certeza mudou totalmente a sua vida. 2. Os Fariseus a) Representantes do Povo Eles eram representantes do povo e ,embora fossem a minoria, exerciam fortem influência na comunidade Judaica. Eram membros do Sinédrio e tornaram-se inimigos de Jesus. b) Inimigos Severos Em (At 26:5), Paulo afirma que o grupo dos fariseus da qual Nicodemos participava, era a mais severa seita do judaísmo e que foi eles que se opuseram a aceitar os novos cristão, apenas pela fé em Cristo. C) A Necessidade do Novo Nascimento Os evangelhos estão repletos de mal comportamento desses homens que julgavam injustamente, a ponto da  palavra Fariseu tornar-se sinônimo de fingimento e hipocrisia. 3. Os Sinais Efetuados Por Jesus Nesta ocasião Jesus estava indo para Jerusalém. Era um período que Jesus estava fazendo muitos milagres, e talvez isto tivesse chamado à atenção de Nicodemos. Ao encontrar Jesus, Nicodemos diz: “Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele.”. Talvez as palavras desta saudação tivessem acontecido pelos milagres e maravilhas que Jesus estava operando, e pela multidão que cria nele. Mas Jesus sabia da necessidade do novo nascimento, e foi por isso que iniciou a conversa com esse foco. II – O Novo Nascimento 1. É Necessário Nascer de Novo Ao chegar a Jesus, Nicodemos é surpreendido por uma declaração que o deixou completamente sem entendimento: “Aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” (João 3:3 b) Mas afinal o que é nascer de novo? Embora a dúvida de Nicodemos fosse de que o homem pudesse voltar ao ventre de sua mãe, ele na verdade ficou sabendo de algo mais profundo. O nascimento da água e do Espírito de Deus, o nascimento de alguém que foi realmente regenerado, nascido, criado por Deus, esta é uma experiência profunda do homem com Deus. 2. A Regeneração A regeneração não é um termo comum no Novo Testamento, este termo só é encontrado duas vezes, mas ela tem muito a ver com a necessidade do novo nascimento a) A Primeira: Quando Refere-se à Restauração de Todas as Coisas. Temos um exemplo claro da Regeneração quando se refere a restauração de todas as coisas: “E Jesus disse-lhes: Em verdade vos digo que vós, que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel.”(Mt 19:28). b) A segunda: Como Sinônimo de Todas as Coisas, Com o Sentido da Salvação em Cristo. Um outro exemplo da regeneração com o sentido da Salvação em Cristo, está na Epístola à Tito 3:5, que diz: “Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo,”. Trazendo apenas a observação de que alguns reencarnacionistas usam esta passagem bíblica para fundamentar a doutrina da encarnação, mas Jesus deixou claro :”O que é nascido da carne é carne, o que é nascido do Espírito é Espírito”(v.6) Jesus não está falando em renascimento, e nem em reencarnação; ainda por que essas coisas nunca fizeram parte da tradição judaica. 3. A Perplexidade de Nicodemos. Na verdade Deus não está preocupado com religião, e infelizmente tem muita gente pensando nisso. A verdadeira vontade de Deus é que haja comunhão com as suas criaturas. Foi de Deus a iniciativa de comunicação com o homem (Adão), logo após a queda (Gn 3:8-10). Quando Deus mandou Moisés, levantar o tabernáculo, automaticamente demostrou o desejo de estar no meio do seu povon(Ex 25:8). Até que por fim, assumiu a forma humana, “e o verbo se fez carne e habitou entre nós”(jo 1:14). Enfim, o novo nascimento (Regeneração) é a restauração da comunhão com Deus. Regeneração não tem nada a ver com regras religiosas, éticas ou doutrinas. Por isso que temos a necessidade de um novo nascimento, e muita gente nas igrejas, e poucos regenerados para o reino de Deus. III – Uma Necessidade 1. O Estado Humano “E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados,” (Ef 2:1). Paulo ensina sobre a universalidade do pecado através do que veio do própio Jesus. Veja o que ele diz em Gl1:11,12: “Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens. Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo.” Deixando claro que foi do própio Jesus que aprendeu. O Antigo Testamento nos deixa base para esta afirmação, veja: “Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.” (Sl 51:5). Não há como negar a universalidade do pecado e Nicodemos como Príncipe dos fariseus, doutor da lei, deveria saber muito bem. Além do mais, Jesus usou uma linguagem bíblica ao falar da necessidade do novo nascimento. 2. Saulo de Tarso Todos nós nascemos pecadores, é o que diz (Rm 3:23) ” Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;” mesmo os que tiveram o privilégio de nascer num lar cristão. Não importa onde você nasceu, e nem que herança valiosa recebeu dos seus pais cristãos, todos nós … Ler mais

A Pecaminosidade Humana e a Sua Restauração à Deus

A Pecaminosidade Humana e a Sua Restauração a Deus

Graça e paz a todos! Na lição de hoje estudaremos sobre A pecaminosidade Humana e a Sua Restauração à Deus. Vamos estar explicando de forma bem detalhada a respeito do pecado e suas consequências na vida da humanidade. Bem sabemos que os conflitos, discórdias e toda sorte de maldade, assim como a avareza e malícia são manifestação do pecado, que existe desde o princípio até os dias de hoje. I – Definindo os Termos 1. Pecado Para indicar a imensa lista de pecados que encontramos na bíblia, em primeiro lugar seria interessante entendermos que a palavra pecado em Grego é harmartia, essa palavra tem quase 25 termos hebraicos no Antigo Testamento referindo-se ao pecado. Voltando a imensa lista de pecados que constam na bíblia, temos o primeiro, que muitas vezes passa desapercebido: o erro, depois a iniquidade, prostituição, trangressão, maldade, impiedade, engano, sedução, rebelião, violência, perversão, orgulho, malícia, concupiscência, injustiça, dentre outros listados pelo apóstolo Paulo em (Rm1:29-32). 2. Os Termos Hebraicos “Awon e Peshá” Esse primeiro termo hebraico, awon que significa iniquidade, perversão, vem de uma raiz que nos tras o sentido de entortar, torcer, daí a ideia de perverter a lei de Deus, sem contar com a ideia de indivíduos pervertidos. a) Injustiça Nas traduções das nossas versões, essas palavras aparecem como: injustiça (Gn15:16) ” E a quarta geração tornará para cá; porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia.” b) Maldade Maldade (Tt 3:3) “Houve tempo em que nós também éramos insensatos e desobedientes, vivíamos enganados e escravizados por toda espécie de paixões e prazeres. Vivíamos na maldade e na inveja, sendo detestáveis e odiando-nos uns aos outros” c) Iniquidade E por fim, iniquidade: “eu também andei em oposição a eles, e os trouxe para a terra dos seus inimigos. Se então o seu coração incircuncidado se humilhar, e se aceitarem o castigo da sua iniquidade;” (Lv 26:40). Já o verbo avah, da mesma raiz, descreve a natureza de uma pessoa que não foi regenerada: “Pois a tua iniquidade ensina a tua boca, e escolhes a língua dos astutos.” (Jó 15:5). Isso revela a vida torta de uma pessoa que não é regenerada, ou seja, de um “pecador”. Existe outro termo importante do Antigo Testamento na Hamartiologia é o verbo pashá que tem o significado de transgredir ou o substantivo peshá, com o significado transgreção, delito, observe: “Então irou-se Jacó e contendeu com Labão, dizendo: “Qual é a minha transgressão? Qual é o meu pecado, que tão furiosamente me tens perseguido?” (Gênesis 31:36). Nos dando a percepção de que o ser humano forçou e foi além dos limites que Deus estabeleceu, e isso nos deixa claro que erraram o alvo da vida. 3. O Que é Pecado? A Bíblia não define o que é pecado mas descreve claramente as características do pecado. Como um historiador da igreja Philip Schaff afirmou que a Bíblia “revela a verdade em forma popular de vida e fato” As escrituras dizem que: “O pecado é a transgressão da lei ” (1 Jo 3:4; [ARA]), e que ” toda iniquidade é pecado” (1 Jo 5:17), esse tipo de pecado é conhecido como pecado de “omissão” que significa quando fazemos aquilo que não deveríamos fazer. (cf. Mt 15:3; Rm 5:14). As Escrituras nos ensinam outros tipos de pecado, como o pecado de omissão, vemos um exemplo dele lá em Tiago 4:17, que diz: “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.” Esse pecado é deixar de fazer, aquilo que pode ser feito. II – Origem do Pecado 1. O Pecado no Céu Foi lá no céu que tudo começou, quando Adão e Eva foram criados o pecado já estava na terra, mas muito antes ele se originou no céu, um querubim ungido que havia sido criado belo, formoso e sábio, esse querubim tinha a marca da perfeição, como descreve (Ez 28:12-15). Mas se rebelou contra Deus, foi orgulhoso e soberbo, chegando ao ponto de desejar o trono do próprio criador. Ele foi expulso com todos aqueles que se posicionaram ao seu lado. (cf. Is14:12-14; 1 Tm 3:6; e ainda 2 Pe 2:4; Jd 6:4; Ap 12:7-9). 2. O Pecado no Édem Adão e Eva tinham o direito e permissão para comer de toda árvore do jardim, menos da árvore da ciência do bem e do mal; desta eles não poderiam comer, pois Deus advertiu claramente que no dia em que eles comessem certamente iriam morrer. Quando o casal comeu, perceberam que estavam nus e procuraram se esconder da presença de Deus (Gn 3:7,8). O próprio Deus anunciou a vinda de um redentor (Gn3:15), em seguida anunciou a setença ao casal e a toda a sua descendência. E foi assim que o pecado entrou no mundo e com ele a morte: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram.” Conhecemos esse desastre como queda da humanidade. 3. A Universalidade do Pecado Agora, onde começou o nosso aprendizado? A Bíblia relata que a pecaminosidade humana foi herdada pela natureza pecaminosa de Adão, e isso se chama pecado original. A Bíblia não mostra exatamente como essa transmissão aconteceu, mas afirma que é inegável esta verdade. Veja o que diz Paulo: “Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos.” (Rm 5:19). Observe que a passagm está falando de Adão por ter desobedecido a Deus, e de Jesus que obedeceu nos justificando. Assim as Escrituras mostram que todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. Por isso não há no mundo quem não peque, e a prova da universalidade do pecado é a morte. Veja novamente o que Paulo diz a esse respeito: “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.”(Rm 5:12). Nem mesmo os salvos estão … Ler mais

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