SUBSÍDIO EBD – Comentário da Lição 13 – A Trindade Santa e a Igreja de Cristo

➡️ COMENTARIO DO TEMA

O tema “A Trindade Santa e a Igreja de Cristo” nos convida a contemplar a obra conjunta do Pai, do Filho e do Espírito Santo na existência, sustento e missão da Igreja. Não se trata de uma doutrina abstrata, mas da própria essência de quem somos como povo de Deus. A Igreja não é uma invenção humana, mas a manifestação visível do plano eterno do Deus Triúno, que nos elegeu, redimiu e santifica para cumprir seu propósito redentor no mundo.

➡️ COMENTARIO DO TEXTO AUREO

O Texto Áureo, Mateus 28.19, declara: “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Sant.” Este versículo é a Grande Comissão, o mandato supremo de Jesus à sua Igreja. Ele não apenas nos envia, mas nos capacita e nos identifica com o próprio Deus Triúno. Batizar “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” não é uma mera fórmula litúrgica, mas uma declaração de pertencimento e submissão à autoridade e à obra de cada Pessoa da Trindade. É a confissão pública de que nossa nova vida está enraizada na obra redentora e santificadora de Deus.

➡️ COMENTARIO DA VERDADE PRATICA

A Verdade Prática nos lembra que a redenção da Igreja é uma obra conjunta da Trindade: o Pai elege, o Filho redime e o Espírito santifica, sustentando a fé e a missão da Igreja no mundo. Esta é a beleza do plano divino, onde cada Pessoa da Trindade atua em perfeita harmonia para nos trazer salvação e nos capacitar para o serviço.

➡️ COMENTARIO DA LEITURA BIBLICA EM CLASSE

A Leitura Bíblica em Classe nos apresenta dois textos poderosos que revelam a atuação trinitária na vida da Igreja: 2 Coríntios 13.11-13 e 1 Pedro 1.2,3.

Em 2 Coríntios 13, Paulo conclui sua carta com exortações e uma bênção trinitária. 11 Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados, sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco. Aqui, Paulo não está falando de uma perfeição absoluta e sem pecado, mas de maturidade e integridade cristã. Regozijar-se, buscar a perfeição (no sentido de completude em Cristo), ser consolado e viver em paz são atitudes que refletem a presença do “Deus de amor e de paz”. A unidade de parecer não significa uniformidade de pensamento em tudo, mas uma concordância fundamental nos princípios da fé e no propósito de Cristo para a Igreja. É um chamado a viver em harmonia, sabendo que o próprio Deus, que é amor e paz, habita no meio de seu povo.

12 Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo. Todos os santos vos saúdam. O ósculo santo era uma expressão cultural de amor e comunhão entre os crentes, um sinal de afeição e unidade fraternal. É um lembrete de que a fé cristã não é individualista, mas vivida em comunidade, onde o amor genuíno se manifesta em gestos concretos de acolhimento e respeito mútuo.

13 A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com vós todos. Amém! Este é um dos mais belos e explícitos textos trinitários da Bíblia. Paulo invoca a “graça do Senhor Jesus Cristo”, que é o favor imerecido que nos alcançou pela sua obra redentora; o “amor de Deus” (o Pai), a fonte primária de toda a salvação e bondade; e a “comunhão do Espírito Santo”, que nos une a Deus e uns aos outros, capacitando-nos a viver a vida cristã. Esta bênção resume a totalidade da obra trinitária em favor dos crentes, sendo o sustento de nossa fé e vida.

Em 1 Pedro 1, o apóstolo Pedro inicia sua carta com uma saudação que também destaca a obra da Trindade na salvação. 2 eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: graça e paz vos sejam multiplicadas. Pedro apresenta a eleição como um ato do “Deus Pai”, fundamentado em sua presciência, ou seja, seu conhecimento prévio e soberano. Essa eleição não é arbitrária, mas visa a “santificação do Espírito”, que nos separa para Deus e nos capacita a viver uma vida santa. O propósito final é a “obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo”, indicando que a salvação é concretizada pela obra expiatória de Cristo na cruz, que nos purifica e nos coloca em uma nova aliança com Deus. A graça e a paz são os resultados dessa obra trinitária em nossas vidas.

3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, Pedro irrompe em louvor ao Pai, que, por sua “grande misericórdia”, nos concedeu o novo nascimento. Este novo nascimento não é uma mera reforma, mas uma regeneração espiritual que nos dá uma “viva esperança”. Essa esperança não é incerta, mas está firmemente ancorada na “ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos”. A ressurreição de Cristo é a garantia da nossa própria ressurreição e da vitória sobre o pecado e a morte, sendo o fundamento da nossa fé e da nossa esperança eterna.

➡️ INTRODUÇÃO DA INTRODUÇÃO

Meus irmãos, a doutrina da Trindade é o coração da fé cristã. Ela não é um conceito distante ou meramente acadêmico, mas a realidade viva do Deus que nos criou, nos salvou e nos sustenta. Nesta lição, seremos desafiados a compreender como o Pai, o Filho e o Espírito Santo operam em perfeita unidade, não apenas na criação do universo, mas, de forma ainda mais íntima, na formação e na missão da Igreja.

➡️ COMENTARIO DO TOPICO 1 – A TRINDADE E O PLANO REDENTOR

No tópico 1, somos confrontados com a verdade de que a salvação não é um evento isolado, mas o resultado de um plano eterno e coordenado pela Santíssima Trindade. O comentarista da lição diz que “O Pai elege, o Filho redime e o Espírito santifica: a salvação é uma obra trinitária”. Esta afirmação é a síntese perfeita da cooperação divina em nosso favor. Desde a eternidade, Deus Pai concebeu o plano, o Filho o executou na cruz, e o Espírito Santo o aplica em nossos corações. É uma obra tão grandiosa que transcende nossa compreensão, mas que nos convida a uma adoração profunda e a uma dependência total do Deus Triúno.

1.1. Eleitos segundo a presciência do Pai.

A eleição é um tema que sempre gerou debates, mas a Bíblia é clara: Deus Pai nos elegeu desde a eternidade. No tópico 1.1 o comentarista da lição diz que “Deus elegeu a Igreja desde a eternidade (Ef 1.4). Esse plano precede a nossa existência, pois fomos ‘eleitos segundo a presciência de Deus Pai’ (1 Pe 1.2a)”. A palavra-chave aqui é “presciência” (grego: proginōskō), que significa “conhecer de antemão”. Não se trata apenas de um conhecimento passivo do futuro, mas de um conhecimento que envolve um relacionamento e um propósito. Deus não apenas sabia que creríamos, mas nos conheceu e nos amou antes da fundação do mundo, nos escolhendo em Cristo para sermos santos e irrepreensíveis diante dEle (Ef 1.4).

(Ef 1:4) Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor;

Essa eleição não anula nossa responsabilidade de crer, mas revela a soberania de Deus e a profundidade do seu amor. É um mistério que nos leva à humildade e à gratidão. Pense em como Deus chamou Abraão (Gn 12.1-3) Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra. Ele o elegeu para ser o pai de uma grande nação, e essa eleição estava ligada a um propósito redentor para toda a humanidade. Da mesma forma, nossa eleição em Cristo tem um propósito: sermos instrumentos de sua graça no mundo.

1.2. Redimidos pelo sangue de Cristo.

Se o Pai elegeu, o Filho executou o plano. A redenção é a obra central de Jesus Cristo. No tópico 1.2 o comentarista da lição diz que “A Igreja é o resultado direto da obra redentora do Filho. Nela, os crentes são chamados por Deus e reconhecidos como ‘eleitos segundo a presciência de Deus Pai […] e aspersão do sangue de Jesus Cristo’ (1 Pe 1.2)”. A “aspersão de sangue” remete aos rituais do Antigo Testamento, onde o sangue estabelecia aliança e purificação. No entanto, o sangue de Cristo é infinitamente superior.

(Hb 9:12) Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção.

Jesus, o Cordeiro de Deus, derramou seu sangue na cruz, estabelecendo uma Nova Aliança e efetuando a remissão dos nossos pecados. Sua morte foi um ato substitutivo, onde Ele tomou sobre si o castigo que era nosso (Is 53.5) Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Por meio de seu sacrifício, fomos reconciliados com Deus (2 Co 5.18-19) E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação; Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação. A redenção pelo sangue de Cristo é a base da nossa esperança e a prova do amor incondicional de Deus.

1.3. Santificados pelo Espírito Santo.

A obra do Espírito Santo é indispensável para que a eleição do Pai e a redenção do Filho se tornem uma realidade em nossa vida. No tópico 1.3 o comentarista da lição diz que “O conjunto desse versículo revela a cooperação trinitária na salvação: o Pai elege, o Filho redime, e o Espírito santifica”. A palavra “santificação” (grego: hagiasmós) não é apenas um ato inicial, mas um processo contínuo de separação do pecado e consagração a Deus. É o Espírito quem nos vivifica, nos purifica e nos conforma à imagem de Cristo.

(2 Ts 2:13) Mas nós devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito e fé da verdade;

Sem a ação do Espírito, a Igreja seria apenas uma instituição humana, sem vida espiritual. Ele é o Agente da regeneração (Tt 3.5) Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, e o Consolador que nos guia em toda a verdade (Jo 16.13) Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. A santificação do Espírito nos capacita a viver uma vida que glorifica a Deus, produzindo em nós o fruto do Espírito (Gl 5.22-23) Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei.

➡️ COMENTARIO DO TOPICO 2 – A IGREJA E A COMUNHÃO COM A TRINDADE

A Igreja não apenas é formada pela Trindade, mas também é sustentada por uma comunhão contínua com o Deus Triúno. Este tópico nos lembra que nossa vida cristã é um relacionamento íntimo e dinâmico com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. O comentarista da lição diz que “A Igreja é sustentada pelo amor do Pai, pela graça do Filho e pela comunhão do Espírito”. Sem essa comunhão, nossa fé seria vazia e nossa missão, ineficaz. É nessa realidade trinitária que encontramos força, direção e propósito para nossa jornada.

2.1. Comunhão com o Pai.

A base de toda a nossa comunhão é o amor de Deus Pai. No tópico 2.1 o comentarista da lição diz que “O amor demonstrado por Deus tornou possível nosso relacionamento com Ele (Jo 3.16)”. João 3.16 ( Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.) é a expressão máxima desse amor. Somos admoestados a “conservar a vós mesmos no amor de Deus” (Jd 1.21a). A palavra “conservar” (grego: phyláxate) implica um cuidado ativo, uma vigilância para permanecer nesse amor.

(1 Jo 4:10) Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.

Permanecer no amor de Deus significa viver em obediência aos seus mandamentos (Jo 14.21) Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele. É como o profeta Miqueias nos lembra (Mq 6.8) Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes humildemente com o teu Deus? Andar humildemente com Deus, praticando a justiça e amando a misericórdia, é a manifestação de nossa comunhão com o Pai. O amor de Deus é a fonte inesgotável que sustenta nossa fé e nos capacita a perseverar até o fim (Rm 8.35-39) Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.

2.2. Comunhão com o Filho.

A comunhão com o Pai é inseparável da comunhão com o Filho. Jesus é o caminho, a verdade e a vida (Jo 14.6) Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. No tópico 2.2 o comentarista da lição diz que “é por meio de Cristo que temos acesso ao Pai, à verdade e à vida”. A vida eterna não é apenas uma promessa futura, mas uma realidade presente para aqueles que estão em Cristo (1 Jo 5.11) E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho.

(1 Jo 5:12) Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.

Ter comunhão com Cristo significa permanecer nEle, como o ramo permanece na videira (Jo 15.4) Permanecei em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. Essa permanência implica em viver de acordo com seus ensinamentos, imitar seu caráter e participar de sua missão. É uma união vital que nos capacita a dar frutos para a glória de Deus. Pense em Paulo, que considerava tudo como perda por causa da excelência do conhecimento de Cristo Jesus (Fp 3.8) E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo. Sua vida era um testemunho da profunda comunhão com o Filho, que o impulsionava a viver e morrer por Ele.

2.3. Comunhão com o Espírito.

A comunhão com o Espírito Santo é o que vivifica nossa fé e nos capacita a viver a vida cristã de forma genuína. No tópico 2.3 o comentarista da lição diz que “A oração no Espírito não se resume a palavras, mas expressa intimidade ativa e dependente da direção divina”. Judas 1.20 nos exorta a sermos edificados “sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo”. Orar no Espírito não é apenas falar em línguas, mas orar em sintonia com a vontade de Deus, sob a direção e inspiração do Espírito.

(Rm 8:26) E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.

O Espírito Santo é quem promove a unidade no Corpo de Cristo (Ef 4.3) Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Ele nos insere na dimensão espiritual, onde há reconciliação, perdão e cooperação (Ef 4.30-32) E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o Dia da redenção. Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós, Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo. A verdadeira unidade cristã não é alcançada por esforços humanos, mas é preservada pelo Espírito quando os crentes vivem em comunhão e amor sacrificial. É o Espírito que nos capacita a andar em novidade de vida (Rm 6.4) De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.

➡️ COMENTARIO DO TOPICO 3 – A IGREJA É ENVIADA PELA TRINDADE

A Igreja não existe para si mesma, mas para cumprir a missão que lhe foi confiada pela Trindade. Este tópico nos revela que o envio da Igreja ao mundo é uma extensão da comunhão trinitária, um propósito eterno que visa alcançar a humanidade com o Evangelho. O comentarista da lição diz que “A missão da Igreja é trinitária: o Pai envia, o Filho comissiona e o Espírito capacita”. Essa é a nossa grande responsabilidade e privilégio: sermos cooperadores de Deus na propagação do seu Reino.

3.1. A missão dada pelo Pai.

A missão da Igreja tem sua origem no coração do Pai, que deseja que todos os homens sejam salvos. No tópico 3.1 o comentarista da lição diz que “A origem está no coração do Pai, cujo desejo é que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade (1 Tm 2.4)”. Desde o Antigo Testamento, Deus chamou seu povo para ser luz entre as nações (Is 49.6) Sim, diz ele: Pouco é que sejas o meu servo, para restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os preservados de Israel; também te dei para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra.

(1 Tm 2:4) Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade.

No Novo Testamento, a Igreja se torna o instrumento do Pai para proclamar sua graça (2 Co 5.18-20) E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação; Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus. A missão não é uma ideia tardia, mas um plano eterno do Pai (Ef 1.4,11) Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade;. O envio do Filho é o ápice desse propósito, e a Igreja é chamada a participar dessa missão como corpo de Cristo no mundo (Jo 17.18) Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.

3.2. O Filho comissiona seus discípulos.

O Filho, enviado pelo Pai, agora envia a sua Igreja. Após sua ressurreição, Cristo ordenou a Grande Comissão. No tópico 3.2 o comentarista da lição diz que “A tarefa da Grande Comissão é uma ordenança proclamadora e um mandato educacional”. Mateus 28.19-20 ( Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém.) não é apenas um convite, mas uma ordenança imperativa para evangelizar e ensinar a Palavra de Deus (2 Tm 4.2) Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.

(Mt 28:19) Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

O batismo, realizado “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”, é mais do que uma liturgia; é uma confissão pública da fé na obra redentora da Trindade. É a declaração de que o novo crente se identifica com a morte e ressurreição de Cristo, e com a nova vida em Deus. Pense em Pedro no dia de Pentecostes (At 2.38) E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo. Ele chamou o povo ao arrependimento e ao batismo, que era o sinal visível da adesão à nova fé e à obra de Cristo. A Igreja é o corpo de Cristo, e como tal, continua sua obra de comissionar e enviar discípulos para todas as nações.

3.3. O Espírito capacita e envia

A missão da Igreja seria impossível sem a capacitação do Espírito Santo. No tópico 3.3 o comentarista da lição diz que “Ele é quem dá poder e ousadia para testemunhar de Cristo (At 1.8)”. Jesus instruiu seus discípulos a esperar em Jerusalém pelo revestimento de poder do alto (Lc 24.49) E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder. Esse poder não é para fins egoístas, mas para o testemunho eficaz.

(At 1:8) Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra.

Em Atos, vemos o Espírito Santo separando e enviando missionários (At 13.2) E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. Ele não apenas acompanha, mas orienta e dirige a tarefa evangelizadora da Igreja (At 16.6-7) E, passando pela Frígia e Galácia, foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia. E, quando chegaram à Mísia, intentavam ir para Bitínia, mas o Espírito não lho permitiu. É o Espírito quem concede dons espirituais para o exercício eficaz do ministério (1 Co 12.4-7) Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil. Sem o Espírito, a Igreja seria um corpo sem vida, incapaz de cumprir a Grande Comissão. Ele é a nossa força, nossa sabedoria e nosso guia em cada passo da missão.

➡️ CONCLUSÃO DA CONCLUSÃO

Amados, a Trindade está em tudo que somos e fazemos como Igreja. Desde a nossa eleição eterna até o nosso envio para o mundo, o Pai, o Filho e o Espírito Santo atuam em perfeita unidade. Que esta verdade nos inspire a viver em profunda comunhão com o Deus Triúno e a cumprir nossa missão com poder e fidelidade, sabendo que Ele está conosco todos os dias.

Deus abençoe sua vida, família e ministério em nome de Jesus.

Pregador Manassés

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