Vivendo de Forma Moderada – EBD Lição 11 dia 12/03/2017

Vivendo de Forma Moderada é o nome da lição que vamos comentar hoje. A paz do Senhor queridos irmãos,  este é mais um subsídio para a EBD da revista CPAD Adultos, o que após a lição, fica para estudo bíblico. Desejamos que suas aulas sejam edificantes para a sua classe e igreja. A comentarista é a irmã Silvania Soares, que traz para nós o resultado da sua pesquisa e estudo, onde ela mesma utiliza também para dar aulas em sua igreja.

O objetivo primário desse querido blog é ajudar nossos irmãos em como pregar a palavra de Deus. E em 2017 estamos contribuindo também com os professores de escola dominical, pois uma grande maioria de pregadores, também é professor. Pois tanto para pregar a palavra, quanto para ensinar a palavra de Deus,, é necessário conhecimento bíblico profundo o suficiente para ensinar grandes e pequenos, e o mesmo é necessário para elaborar pregações para jovens e adultos. Agora vamos ver a lição: Vivendo de Forma Moderada.

Vivendo de Forma Moderada – EBD Lição 11 dia 12/03/2017

Lição 11 – 12/03/2017
Vivendo de Forma Moderada
Texto Áureo (Pv 16:32)
Verdade prática: A temperança ajuda o crente a ser moderado em todas as áreas e circunstâncias da vida.

Vivendo de Forma Moderada EBD Pregador Manasses

INTRODUÇÃO

Nesta lição, veremos que o crente deve ser livre de qualquer intemperança. Ele precisa ter o fruto do Espírito Santo, vivendo com equilíbrio, em tudo sendo moderado a fim de que o nome do Senhor seja exaltado mediante suas ações. Estudaremos a temperança como um dos aspectos do fruto do Espírito em oposição à glutonaria e à prostituição.

Glutonaria = Gula; qualidade de glutão, de quem come exagerada e excessivamente. Voracidade; apetite exagerado; grande vontade de comer.

I – TEMPERANÇA, O DOMÍNIO DAS INCLINAÇÕES CARNAIS

1. Vivendo de modo sóbrio. Podemos comparar o crente que vive segundo a carne, dominado pela velha natureza, a um vulcão ativo que está sempre prestes a entrar em erupção. O que o vulcão lança de seu interior? Gases venenosos, lava incandescente e fogo.

A erupção pode devastar cidades inteiras e fazer milhares de vítimas. Assim é o crente que não tem o fruto do Espírito. Do seu interior, procede somente aquilo que é mau (Lc 6.45).

Precisamos ser comedidos em nossas palavras e atitudes, procurando ser cheios do Espírito Santo diariamente (Ef 5.18). Fomos salvos pela graça divina e essa graça nos ensina a rejeitar as obras da carne e a vivermos de modo sóbrio, justo e piedoso (Tt 2.11).

No grego, a palavra temperança é enkráteia, que significa autocontrole, disciplina (2 Pe 1.6; Tt 1.8). Este vocábulo é também utilizado por Paulo para tratar a respeito da pureza sexual (1 Co 7.9). Já em 1 Coríntios 9.25, ele é empregado para destacar a disciplina de um atleta.

Paulo desejava que os crentes entendessem que é o Espírito Santo que nos ajuda a ser disciplinados e comedidos. Com a ajuda de Deus, Paulo tinha suas vontades e desejos em sujeição (1 Co 9.27).

Talvez você pense que as  palavras mansidão e temperança sejam sinônimas, porém existe diferença entre elas. Mansidão é saber se controlar em um momento de ira, ou irar-se no momento certo. Já a temperança está relacionada à questão do impulso sexual, glutonaria e às questões da carne.

“Antes, subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado. ”(1Co 9:27)

Eu mesmo não venha […] a ficar reprovado. A palavra grega adokimos  para reprovado significa desaprovado depois de ser testado. Embora alguma citem este versículo com evidência de que os cristãos podem perder a salvação, é muito provável que está oração não se refira à salvação

2. Temperança e qualidade de vida. Temperança significa ter controle sobre seus desejos e atitudes. Quem tem temperança tem qualidade de vida. Deus não proíbe você de comer, beber e ter uma vida de conforto e felicidade. Contudo, Ele deseja que vivamos de modo sóbrio e equilibrado. Uma pessoa que tem domínio próprio sabe se controlar em toda e qualquer situação.

Por não terem a temperança como fruto do Espírito, muitos estão vivendo sem pudor, cometendo toda a sorte de excessos, envergonhando o nome de Cristo e a Igreja do Senhor. Sabemos que o que é nascido da carne é carne, mas o que é nascido do Espírito é espírito, logo vive de modo equilibrado e não tem prazer nas concupiscências desse mundo (Jo 3.6).

Precisamos diariamente nos encher do Espírito Santo para não cumprirmos os desejos da carne (Gl 5.16). As obras da carne são conhecidas, e sua mortificação só é possível quando somos completamente dominados pelo poder do Espírito Santo.

“Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne. ” (Gl 5:16)

A única maneira de vencermos os desejos pecaminosos da nossa natureza humana (carne) é vivermos dia após dia no poder do Espirito Santo enquanto ele opera por meio de nosso espírito (Gl 5:25). A forma futura na negativa (não cumprireis) é uma notável promessa.

Andar a cada momento pela fé na palavra de Deus sob o controle do Espirito é garantia de vitória absoluta sobre os desejos de nossa natureza pecaminosa.

3. A temperança na vida de Cristo. Jesus se fez homem e habitou entre nós (Jo 1.14), mas Ele não pecou e jamais experimentou as obras da carne. Jesus era cheio do Espírito Santo (Lc 4.18), razão pela qual pôde vencer as tentações da carne, do mundo e do Diabo (Hb 4.15).

A velha natureza deseja apenas o que é desse mundo: comida, bebida e prazeres pecaminosos. Porém, quando vivemos orientados e guiados pelo Espírito, somos equilibrados e não deixamos que as paixões carnais nos vençam.

“Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hb 4:15)

Compadecer implica sofrer com. Expressa o sentimento por outro de quem já  experimentou também o sofrimento.

Em tudo foi tentado. Jesus passou por todos os graus de tentação (Hb 2:18).

Sem pecado (Hb 7:26; 2 Co 5:21). Somente quem não se rendeu ao pecado pode conhecer a intensidade total da tentação. Jesus não se rendeu a tentação.

II – PROSTITUIÇÃO E GLUTONARIA, O DESCONTROLE DA NATUREZA HUMANA

1. Fugi da prostituição. O vocábulo prostituição no grego é porneia e significa imoralidade, relações sexuais ilícitas. Como novas criaturas, precisamos abster-nos da prostituição e de todo o tipo de infidelidade conjugal. Vivemos em uma sociedade que aceita e propaga o sexo antibíblico e profano. Não podemos nos conformar com esse mundo e não podemos jamais esquecer de que devemos ser “sal” e “luz” neste mundo (Mt 5.13-16; Rm 12.2).

“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso

entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”(Rm 12.2)

Conformeis significa formar ou moldar. Mundo é a palavra normalmente utilizada para era. Em vez de ser moldado pelos valores do mundo, aos Cristão é dito transformai-vos, ou seja, eles devem mudar pela renovação do entendimento.

A transformação espiritual começa na mente e no coração. Uma mente dedicada às coisas do mundo e às suas preocupações produzirá uma vida lançada de um lado para o outro pela tendência da cultura. Mas uma mente dedicada a verdade de Deus produzirá uma vida que não se limitará ao tempo. Nós podemos resistir às tentações da nossa cultura meditando na verdade de Deus e deixando que o Espírito Santo guie e molde nossos pensamentos e comportamentos.

2. A disciplina em casos de prostituição. Paulo teve sérios problemas com a imoralidade na igreja em Corinto (1 Co 5.1). Um dos crentes estava mantendo relacionamento sexual com sua madrasta. O apóstolo tratou esse caso de imoralidade com seriedade e temor.

O pecado precisa de disciplina, pois, caso contrário, haverá a corrupção generalizada (vv. 6-8). O propósito da disciplina não é humilhar ou ferir aquele que pecou, mas preservar a pureza moral na igreja. A Palavra de Deus nos adverte a fugir da prostituição: “Fugi da prostituição […]” (1 Co 6.18).  Nosso corpo pertence ao Senhor, pois Ele nos criou (1 Co 6.13). Que jamais venhamos a usar nossos membros para a prostituição, mas para manifestar a glória de Deus.

“Fugi da prostituição. Todo pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui

Peca contra o seu próprio corpo. ” (1Co 6:18)

Todo pecado que o homem comete é fora do corpo era outro lema usado pelos coríntios para justificar sua imoralidade (1Co 3:16,17). Paulo mostrou que o contrário é verdadeiro: o pecado sexual é cometido contra o corpo, não fora dele.

Fugi. Paulo exortou aos coríntios a fugirem de qualquer tentação de ceder ao pecado sexual (Gn 39:1-12).

3. A glutonaria e seus males. Glutão é aquele que come em excesso e com voracidade. Tal atitude revela falta de equilíbrio espiritual e emocional. Até mesmo na hora de nos alimentarmos precisamos ter parcimônia. Enquanto a prostituição é um pecado com o corpo, a glutonaria é um pecado contra o corpo. Salomão adverte aos que comem em excesso (Pv 23.2).

Nosso corpo é templo do Espírito Santo, por isso, precisamos cuidar bem dele, tendo uma alimentação saudável e equilibrada (1 Co 6.19). Muitos estão enfrentando sérios problemas de saúde porque não foram equilibrados em sua alimentação. Sabemos que a gordura, o sal e o açúcar em excesso trazem sérios prejuízos para a nossa saúde.

Porém, muitos continuam a ingerir tais alimentos, mesmo sabendo que trarão sérios prejuízos à saúde. Muitos maltratam o corpo e depois ficam a clamar a Deus por um milagre. Façamos a nossa parte.

Parcimônia = Ato ou costume de economizar, de poupar: seu excesso de parcimônia o mantinha fora das dívidas.

Glutonaria

“Truphe, ‘luxo, suntuosidade, afetação, diversão, festança, folia’, é encontrada em 2 Pe 2.13 (‘deleites’, literalmente, ‘contando se divertir no dia do prazer’). Em Lucas 7.25, é usada com a preposição em, ‘em’, e traduzido por ‘em delícias’.

Komos, ‘divertimento, folia, pândega, orgia’, a concomitância e consequência da bebedeira, é traduzido no plural em Romanos 13.13; Gl 5.21 e 1Pe 4.3 (‘glutonarias’).

Gaster (glutão) denota ‘barriga, ventre’. É usado em Tito 1.12, com o adjetivo argos, ‘ocioso, preguiçoso’, metaforicamente, para significar glutão; em outro lugar, ocorre em Lucas 1.31

III – VIVENDO EM SANTIFICAÇÃO E DEIXANDO OS EXCESSOS

1. Agradando a Deus em tudo. Pela graça de Jesus, somos salvos e já experimentamos a regeneração. Como novas criaturas, precisamos viver de modo a agradar ao Senhor. Seja santo na sua maneira de vestir, falar, comer, em seus relacionamentos, etc.

Quem ama a Deus, deseja agradá-lo em tudo e tem prazer em cumprir a sua lei. A Bíblia diz que nos últimos dias, por aumentar a iniquidade, o amor de muitos esfriaria (Mt 24.12). É o que temos visto. Falta amor genuíno para com o Pai e, logo, também falta santidade, moderação e bom senso.

“E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará. ” (Mt 24:12).

O amor precisa de um solo de justiça para florescer. Iniquidade e amor não se misturam; na verdade, o último vence o primeiro.

2. Santificação. Que venhamos abandonar o pecado e buscar a santificação, pois sem ela não poderemos ver ao Senhor (Hb 12.14). Quando falamos em pecado, em geral, as pessoas pensam logo em adultério, homossexualismo e roubo.

Mas pecado significa tudo o que não agrada a Deus. O Senhor deseja que tenhamos uma vida santa, produzindo o fruto do Espírito. Vida santa significa honrar o próprio corpo, evitando os pecados sexuais: “Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra” (1 Ts 4.4).

É importante ressaltar que “vaso” neste contexto significa o corpo do crente. O sexo entre os cônjuges não é pecado, mas precisamos compreender que nossos corpos são santos. Marido e a esposa precisam respeitar um ao outro e cuidar um do outro.

“que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra, ” (1 Ts 4.4).

Um grande problema da igreja de primitiva era manter a pureza sexual (1Co5:1; 9-11). As religiões pagãs muitas vezes justificaram a prostituição como parte de seus ritos, e a cultura Romana antiga tinha alguns limites sexuais. Em contrapartida, Paulo exortou contundentemente os tessalonicenses a não participarem de nenhuma atividade sexual fora do casamento.

3. Deixando os excessos. Viver de maneira que agrade a Deus é difícil, mas é possível. É possível porque não estamos sozinhos. O Espírito Santo, que habita em nós, deseja nos ajudar a abandonar todo excesso e todo o pecado. Ele nos ajuda a ter uma vida equilibrada, sadia e santa.

CONCLUSÃO

A temperança, como fruto do Espírito Santo, nos ajuda a ter uma vida disciplinada e feliz. Que venhamos ser cheios do Espírito, aprendendo com Ele a disciplina espiritual em todas as áreas de nossa vida.

Fontes pesquisadas:
Bíblia de estudo Aplicação Pessoal
Bíblia de estudo Thompson
O novo comentário bíblico NT
O novo comentário bíblico AT
Teologia Sistemática – Wayne Grudem
Dicionário Vine: o significado Exegético e expositivo das palavras do antigo e do novo testamento.1 ed. Rio de janeiro: CPAD, 2009, p. 676
Autora: Silvania Soares

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Pregador Manasses

Sou apaixonado pelo Senhor Jesus e a sua palavra, compartilho nesse blog daquilo que o Senhor me tem dado, por isso trago pregações para jovens, estudos bíblicos e dou algumas dicas pra ajudar os irmãos a como pregar a palavra de Deus. Seja Bem vindo!

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